Auxílio moradia de R$ 4,3 mil/mês é mixaria

Um diálogo surreal ocorreu na posse do novo presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, Manoel Queiroz Pereira Calças. Indagado por uma repórter se considerava justo o valor do auxílio, fixado em R$ R$ 4,3 mil por mês, o desembargador respondeu: “Acho muito pouco. O auxílio-moradia é um salário indireto (…) Está previsto na Lei Orgânica Da Magistratura. Ponto”. Pereira Calças admitiu receber o benefício mesmo tendo “vários” imóveis em sua propriedade.

Levantamento feito pela Consultoria de Orçamentos, Fiscalização e Controle do Senado mostra que a União gastou aproximadamente R$ 817 milhões somente em 2017 com o pagamento de auxílio-moradia nos três Poderes: Legislativo, Executivo e Judiciário. No total, o impacto financeiro do benefício nas contas da União ultrapassa R$ 4,3 bilhões nos últimos oito anos.

O magistrado não considerou que grande – e coloque grande nisso – parte da população vive, ou melhor, sobrevive obrigatoriamente com um salário mínimo. É essa mesma parcela da população que se vê obrigada a levantar de madrugada, tomar duas ou três conduções para chegar ao trabalho, é mal atendida nos postos de saúde e vive precariamente.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revela que 50% dos trabalhadores brasileiros recebiam por mês, em média, 15% menos que o salário mínimo no ano de 2016, quando o salário mínimo era de R$ 880. Dos 88,9 milhões de trabalhadores ocupados no ano, 44,4 milhões recebiam, em média, R$ 747 por mês, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD).

Para um magistrado do quilate de Manoel Queiroz Pereira Calças, não deixa de ser afrontosa a afirmação de que o auxílio moradia de R$ 4,3 mil por mês é muito pouco. Em qual país ele acha que está? Catar? Luxemburgo? Kuwait?

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Um comentário sobre “Auxílio moradia de R$ 4,3 mil/mês é mixaria

  1. maso 10 de fevereiro de 2018 19:16

    E dificil mudar as coisas no Brasil para que ele melhore! Muito dificil que o que deveria comecar por quem deve dar o exemplo nao paece disposto a nada! E pior, que se nao houver uma comocao barulhenta da sociedade, essa gente parece nao ter limites. Auxilio moradia, bolsa paleto, vale escola de 7 mil pra fiarada (cogitam isso), e segue.
    Mais uns anos, e se a promiscuidade do jurudiques continuar, ai teremos o bolsa lava-bunda pra todos o juizes. Coisa comum no tempo da monarquia, a profissao de limpador e lavador de bunda da realeza, pos kh-da, era comum. E k-h-da e o que nao falta no nosso judiciario. Principalmente no STF.

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