Como foi fácil parar o Brasil

Incompetência e imprevisibilidade são as marcas registradas dos governantes de nosso país. A louvação de 60 anos atrás em relação ao ex-presidente Juscelino Kubitschek, que pretendeu expandir o progresso brasileiro através do seu plano de metas, criando o GEIA, Grupo Executivo da Indústria Automobilística e rasgando estradas de norte a sul, resultou no capítulo que se vive nos dias de hoje: os caminhoneiros pararam o Brasil.

A imprevisibilidade obviamente é do governo: será que nenhum dos ministros, nem o presidente, nem o pessoal da Petrobrás, nem os deputados e senadores imaginavam o que iria acontecer com os brutais aumentos diários dos combustíveis? Ninguém se preocupou com o custo dos transportes arcados por milhões de caminhoneiros que cruzam o país? Ninguém se preocupou com o custo dos fretes e dos pedágios? E por que o transporte ferroviário não tem sido incrementado?

As ferrovias oferecem transporte mais barato para grandes volumes de carga em percursos de longa distância, além da facilidade de uso de grandes terminais privativos. Entretanto, as ferrovias, que tiveram papel primordial no ciclo de exportação de produtos primários (entre 1880 e 1930), entraram em decadência em meados do século XX, em grande parte devido ao esforço de Juscelino Kubitschek para fortalecer a indústria automobilística e de caminhões.

A rápida industrialização do País e a necessidade de consolidação do mercado interno induziram à opção pelo transporte das cargas industriais por caminhões, e o resultado está aí para todos sentirmos na pele: estradas bloqueadas, caminhões parados, falta de combustível, trabalhadores com dificuldades para se locomoverem ao trabalho, desabastecimento, etc.

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7 comentários sobre “Como foi fácil parar o Brasil

  1. maso 25 de maio de 2018 10:52

    Toda a crise se originou na má gestão do PT e seus salafrários. A Petrobrás é uma das estatais dilaceradas por rapinagem e má gestão do Partido dos Trabalhadores.

    • Carlos Marques 25 de maio de 2018 20:15

      A crise se originou na política adotada pelo tucano Pedro Parente, nomeado presidente da Petrobras pelo presidente Temer. O senhor pode não gostar do PT, até odiá-lo do fundo de seu coração, mas fatos são fatos: o atrelamento dos preços dos combustíveis ao humor diário dos índices especulativos do petróleo não tem nada a ver com o PT. Precisa ler mais e entender o que lê. Saudações!

      • Carlos Marques 25 de maio de 2018 20:17

        Mas as forças armadas vão resolver esse problema em pouco tempo. Locaute é crime e o STF já autorizou a fazer o que já deveria ter sido feito.

        • Contribuinte 26 de maio de 2018 13:28

          Oh dó! KKKKKKK

  2. Paulo Neto Leiro 26 de maio de 2018 11:39

    E os caminhoneiros precisam manter o país parado ainda por mais tempo. Bem fizeram eles que não deram a menor bola para as ameaças do presidente Temer. A ordem dada às Forças Armadas para acabar com o movimento não está surtindo qualquer efeito. Fiquem firmes, caminhoneiros. Mais um pouco o comércio não vai ter o que vender e, por isso, a arrecadação de impostos vai cair. E os comerciantes não se importam com a queda nas suas vendas já que também estão apoiando os caminhoneiros. Só assim para o governo baixar os preços dos combustíveis.

  3. Daniel C. Bendito 27 de maio de 2018 18:13

    Cá entre nós, senhor Júlio, fácil porque Temer é um presidente fraco e pôs na presidência da Petrobras um cara completamente sem noção. Quem aguenta reajuste de combustível todo dia? Ninguém né?!? Mas se fosse um presidente militar os caminhoneiros não iriam encontrar essa moleza. Quando o presidente era o general Figueiredo, os caminhoneiros começaram uma greve em SP e MG. Não foi longe. Bastou o presidente Figueiredo ameaçar o movimento com uso da força e os caminhoneiros ficaram mansinhos. Com militar não tem essa moleza de ficar fazendo agitação durante tanto tempo e parando a economia do país.

  4. GGF 28 de maio de 2018 9:17

    O problema é que a corda sempre arrebenta do lado mais fraco. No fim das constas o povo é que sofre.

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