Os poderes paralelos

Nos momentos críticos vamos descobrindo que existem no Brasil turmas do “quanto pior, melhor!”

Verifica-se isso nas passeatas, reivindicações e sempre que pessoas saem às ruas para lutar pelos seus direitos: é nessa hora que aparecem os vândalos, os destruidores, os quebradores de vitrinas e os chamados black blocks, encapuzados, revoltados e irados.

Nos morros cariocas, as gangues ligadas aos narcotraficantes e as milícias já operam agressivamente há décadas, grande parte deles armados com fuzís de última geração, sem que as forças policiais nem as forças armadas consigam ocupar aqueles espaços e dar um fim à bandidagem.

Pois agora nota-se novamente uma nova turma de “sargentões” agressivos, que se infiltraram no meio das manifestações dos caminhoneiros. Eles se arrogam ao direito de dirigir o trânsito nas estradas, selecionam motoristas que podem ou não passar por suas barreiras, atiram pedras nos para-brisas dos caminhões, esvaziam pneus, tocam fogo e montam barricadas.

Muito mais estranha é a postura dos elementos que passaram a exigir notas fiscais dos caminhoneiros, para checar o destino dos combustíveis ou cargas hospitalares, liberando-os ou não.

Quando se fala de reivindicações, há que se tirar o chapéu para a coragem daqueles que saem às ruas, empunham cartazes, discursam com megafones e desafiam o poder constituído para tentar corrigir erros e injustiças. Mas chega a ser inadmissível que as forças policiais permitam a ação de poderes paralelos, que vão muito além do limite e impõem suas leis próprias e truculentas à população.

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