Fim da paralisação. O que muda?

Quem imaginou que haveria substanciais mudanças no cenário político brasileiro após a enorme paralisação dos caminhoneiros – e por consequência, a paralisação das atividades industriais, comerciais e agrícolas – pode tirar o cavalinho da chuva.

Os eleitores brasileiros, que tanto alardeiam desejar mudanças no país, mostram que ainda não aprenderam a votar. Veja só as pesquisas para intenção de voto para senadores em alguns estados:

Pesquisa estimulada do instituto Paraná Pesquisas de Maio/2018, para senador em Minas Gerais: Dilma Rousseff 24,4%, Aécio Neves 21%. O mais próximo deles tem 15,7%.

Em São Paulo, uma novidade – e os paulistas estarão pagando para ver. Datena tem 33% e Eduardo Suplicy (aquele) tem 32%. A manjada Martha Suplicy (aquela) tem 25%. A pesquisa é do IBOPE.

No Paraná, tristeza: Roberto Requião (sim, ele mesmo) lidera a disputa com 30,2% segundo levantamento do instituto Paraná Pesquisas. Em segundo vem Beto Richa (da família política Richa). Para sorte dos parananeses, Gleisi Hoffmann está na sétima colocação.

O primeiro levantamento em Alagoas registrado no TSE apresenta Renan Calheiros, o velho raposa, malandro, indiciado em corrupção, com 30%. O segundo é Benedito de Lira, outro político indiciado em corrupção, com 22%.

No Rio de Janeiro, nenhuma novidade: dois políticos disputam as vagas: Romário com 26,9% e Eduardo Paes com 14,1%. Nenhum fato novo por lá.

O Pará não poderia ficar atrás na lambança: candidato à reeleição para o Senado, Jader Barbalho, malandro, também indiciado, tem 30% das preferências. Simão Jatene tem 27%. E pior: para corroborar a afirmação de que os brasileiros não aprenderam a votar, naquele estado o filho de Jáder Barbalho, Helder Barbalho, lidera as pesquisas para governador. Tudo em família. Tudo coronelismo.

O Maranhão não poderia ficar de fora. Feudo dos Sarney, o fato de Roseana, filha do próprio, não decolar nas pesquisas para o Senado, fez o velho malandro pai mudar novamente o domicílio eleitoral (que por 18 anos foi o Amapá) para ajudar na campanha da filha. Afunal, os Sarney são os donos do Maranhão!

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Um comentário sobre “Fim da paralisação. O que muda?

  1. Daniel C. Bendito 8 de junho de 2018 19:13

    Falando em caminhoneiros, todo apoiador do movimento dos caminhoneiros deve também estar apoiando o presidente Temer ao usar dinheiro da educação e da saúde para subsidiar o preço baixo do diesel. E todo mundo que berrava “somos todos caminhoneiros” com certeza deve concordar com a tabela de fretes. Afinal essa cambada não vai se preocupar que o frete caro seja passado para os preços dos produtos transportados. Chupa, rapaziada!!!

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