Mês: julho 2018



A Copa das muitas surpresas

Para quem ainda sentia ufanismo em torno da nossa seleção, agora se dá conta de que o mundo mudou. Não são apenas os jogadores brasileiros que usam da ginga, das habilidades, do requebro, da malandragem para vencer seus adversários. Grande parte das seleções que disputaram a Copa possuía jogadores com estas qualidades.

Surpreendeu também a vitalidade, o preparo físico, o fôlego, a capacidade dos jogadores de correrem quilômetros no gramado, num constante ir e vir da defesa para o ataque, do ataque para a defesa. O número de jogadores contundidos e afastados foi mínimo, permanecendo fora apenas por um ou dois jogos. Nota dez para a preparação física.

Talvez jamais se tenha visto defesas, meio campo e ataques com tanta energia na marcação dos adversários, permitindo apenas pouquíssimos espaços para continuação das jogadas. A altura média dos jogadores também se elevou, muitos chegando à beira dos 1,90m ou mais – jogadores que anteriormente eram canalizados apenas para o basquete ou volley.

O futebol entrou no patamar da chamada “aldeia global”, preconizada por Marshall Mc Luan. pioneiro dos estudos culturais e no estudo filosófico das transformações sociais provocadas pela revolução tecnológica do computador e das telecomunicações. Agora este conceito pode ser estendido ao futebol – pois assim como os brasileiros, a maioria dos jogadores defende clubes em outros países, levando e ganhando novas experiências, novo preparo físico e mental.

Admirável a miscelânia de raças, cores e credos compondo as equipes de vários países. E o país Rússia nos surpreendeu com a organização e a pontualidade no início de cada jogo, mostrando-se melhor preparado para receber a Copa do que o Brasil, segundo profissionais da imprensa.

Para o Brasil, fica uma lição: há muito tempo deixamos de ser os melhores do mundo. Na próxima Copa há que se tirar proveito das lições que seleções melhor classificadas nos legaram: entrega absoluta, disposição, união, preparo físico, novos esquemas táticos e humildade. Seria um ótimo recomeço.

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“Dias Toffoli, o Favreto do PT no Supremo”

Modesto Carvalhosa é um jurista brasileiro, advogado, consultor e professor aposentado de Direito Comercial da Faculdade de Direito da USP. Modesto Carvalhosa tem se voltado à questão da anticorrupção, participando de debates e contribuindo com projetos de lei relacionados com a reforma das regras sobre contratação pública. No âmbito acadêmico, é autor de diversos livros, inclusive anticorrupção.

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Lição para os céticos

Mikko Paasi é o nome do mergulhador finlandês, natural de Helsinque, que se juntou a tantos voluntários na grutas de Tham Luang, para ajudar nas operações de salvamento das 12 crianças e do treinador que estavam soterrados desde dia 23 de Junho em Chiang Rai, Tailândia. Todos foram resgatados!

Mikko divulgou no Facebook fotos que tirou durante o resgate dos 12 meninos e do treinador deles da caverna e nos deixa uma lição de vida:

“Aqueles que dizem que algo não pode ser feito não devem interromper aqueles que estão fazendo”.

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O judiciário arranhado. Muito arranhado

Não é de hoje que os brasileiros mantêm uma grande desconfiança das decisões e das firulas jurídicas praticadas pelo nosso judiciário.

Quem mais sofre é a população pobre, que não tem acesso a advogados e raramente tem seus direitos preservados. Veja alguns depoimentos originais:

“Eu tenho um filho de 19 anos esta preso desde o dia 24 de janeiro agora dia 24 de abril ele faz 3 mesês que está preso e não se tem noticias de audiência marcada; o que deve acontecer com meu filho??? “

“Meu filho esta preso a um ano e oito meses nunca teve jugameno nem sequer nunca foi ouvido pela juiza ele esta sofrendo ameaças de morte pelos proprios policiais ta sendo torturado pelos policiais ele e reu primario nao tem atecedentes criminais”.

“Morador de rua foi mantido preso por cerca de dois meses por não ter residência fixa depois que foi flagrado pela polícia portando 1 grama de crack e 17 gramas de maconha”.

Há milhares de histórias como estas. Presos mofam por meses e meses numa delegacia de polícia ou numa cela de prisão sem que seu caso seja julgado, sem que haja distinção entre traficantes e usuários de drogas, nem condescendência para mãe ou pai de família que rouba leite num mercado para dar a seus filhos.

Por isso é de se estranhar a “facilidade” com que um “desembargador de plantão”, cujo passado sempre esteve atrelado ao Partido dos Trabalhadores, emitiu alvará de soltura para um condenado a mais de onze anos de prisão, julgado em 1a. e 2a. instâncias, ignorando decisões colegiadas de grande repercussão no país. Pesquisas informais já indicam que mais de 60% da população ficaram indignadas e revoltadas com o tal “desembargador de plantão”.

Esta é uma “justiça” realmente muito estranha.

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Os chupins do futebol

Um prato cheio: comentaristas de rádio e tevê que se julgam “entendidos” em futebol agora estão se satisfazendo com múltiplos orgasmos. Já que o Brasil perdeu, os mesmos jogadores endeusados até o jogo com a Bélgica, agora viraram vilões (na visão destes “entendidos”).

Neymar, que para eles era gênio, virou um dos culpados pela derrota. William, Gabriel de Jesus e Fernandinho que eram tão elogiados, agora são medíocres – na visão deles. Um portal publicou notas dadas aos jogadores: grande parte recebeu apenas nota 4. Será que aqueles entendidos fariam melhor?

Incrivelmente, estes mesmos comentaristas – que são os chamados chupins do futebol – em sua maioria jamais jogaram profissionalmente, não têm ideia dos preparos técnico, físico e mental necessários para que os jogadores entrem em campo, seja numa simples partida regional, seja numa seleção que representa o país. São apenas críticos, em geral mordazes, sempre procurando defeitos, intrigas e gafes dos jogadores. São ridiculamente insuportáveis.

A Rede Globo, coitada, através do seu narrador maior, entrou em pânico. Com medo de que as monumentais verbas publicitárias sejam cortadas pelos anunciantes, alardeia que a Copa ainda não terminou, que há vários jogos pela frente, que você, telespectador, deve permanecer frente à sua tevê… para a Globo, que levou uma enorme equipe à Rússia, a derrota brasileira foi um balde de água gelada.

Muitos já pedem a cabeça do treinador – parece que ele foi a única peça que funcionou muito bem em nossa seleção. Não foi o treinador que errou vários chutes ao gol adversário, não foi o treinador que errou na marcação em campo, não foi o treinador que cometeu falhas.

Ah! Se estes chupins do futebol dedicassem seus esforços e suas críticas para melhorar a situação caótica em que se encontra nosso país, talvez seu blá-blá-blá valesse mais a pena.

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Mediocridade jurídica

Jurídico, adjetivo:
1. relativo ao direito.
2. em conformidade com os princípios do direito; que se faz por via da justiça; lícito, legal.

De repente, três juízes do Supremo Tribunal Federal parece que se esqueceram do que é lícito e legal: em visível desacordo com seus outros oito pares, estão liberando condenados da prisão e concedendo habeas corpus a corruptos e ladrões (ladrões de nossa dignidade, de nossa qualidade de vida).

A soltura de José Dirceu é emblemática:o ministro Dias Toffoli, cassou na segunda-feira dia 2 a decisão do juiz Sérgio Moro que impôs uso de tornozeleira eletrônica para o ex-ministro José Dirceu, solto em razão de uma decisão da Segunda Turma do STF. Zé Dirceu havia sido condenado a mais de 30 anos de prisão!

Para quem não sabe, Dias Toffoli foi reprovado em dois concursos para juiz de primeiro grau, já prestou assessoria jurídica ao Partido dos Trabalhadores (PT) na Câmara dos Deputados e foi advogado do partido nas eleições presidenciais de 1998, 2002 e 2006. A indicação para o Supremo foi de Lula. Quer dizer: Toffoli está intimamente atrelado ao PT e visivelmente protege seus ex-“cumpanheros”… como um juiz destes pode ser imparcial em suas decisões?

Charge: Benett
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Em busca da faxina geral


Todos os anos a Transparência Internacional apresenta um estudo que tem como objetivo montar um panorama do combate à corrupção. O resultado é um ranking global que classifica os países entre os mais e menos corruptos.

Em 2017, 180 países foram investigados. A Somália segue como o país de pior pontuação, seguida pelo Sudão do Sul, e Síria. Sobre o Brasil, o cenário é preocupante. O país estava empatado com Zâmbia e Indonésia. É a pior situação já enfrentada no âmbito do estudo.

Nas mini-entrevistas que a Rede Globo tem realizado sob o título “O Brasil que eu quero”, a maioria toca no assunto corrupção, que atinge a qualidade de vida de todos os brasileiros.

Estamos todos (com exceção dos corruptos) em busca de uma faxina moral e comportamental. Quem sabe assim sobrará mais dinheiro para saúde, educação, transportes, infra-estrutura, merenda escolar, medicamentos, estradas…

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