Mês: julho 2018



Que jornalismo é este?

Assistindo ao programa “Roda Viva” da TV Cultura de ontem (30/07) e sem entrar no mérito do entrevistado Jair Bolsonaro, de cujas posições discordo frontalmente, fiquei estarrecido com o grau de provocações da bancada e especialmente do desconhecimento demonstrado por um dos jornalistas inquisidores, de nome Leonencio Nossa, do Estadão.

Leonencio cobrou insistentemente do candidato a volta dos empregos no setor agrícola, mostrando que jamais teve a preocupação de se atualizar sobre esta questão.

Leonencio deveria ter lido um livro lançado em 1995 (há 23 anos) pelo escritor norte-americano Jeremy Rifkin, “O Fim dos Empregos – O Declínio Inevitável dos Níveis dos Empregos e a Redução da força Global de Trabalho”, (Makron Books, tradução de Ruth Gabriela Bahr). O livro talvez ainda esteja à venda – pelo menos nos sebos.

No livro Rifkin já historiava um mundo de grande migração de trabalhadores nos últimos 200 anos, deixando funções que a tecnologia lhes tomou e procurando outras que estavam sendo criadas, abordando a mecanização na agricultura que já ceifava empregos – provavelmente irrecuperáveis. Citava também a expansão de empregos no setor “prestação de serviços” . Escreveu o autor: “Assim como ocorreu na indústria, no setor de serviços a tecnologia criou com uma mão e tirou com a outra. O setor cresceu à custa da máquina de escrever e do telefone e encolheu sob o impacto da máquina xerox e do catálogo de reembolso postal. Mas é o computador, naturalmente, que encerra a novela, possibilitando que a corporação se instale em sua ilha, girando a manivela enquanto a automação trabalha”.

A resposta de Bolsonaro – talvez uma das únicas respostas coerentes – bateu com a tese do profeta Rifkin: os trabalhadores (do campo) deveriam buscar outras especializações profissionais. O que aparentemente desagradou ao jornalista.

Curiosamente, nem Rifkin nem outros “profetas” chegaram a imaginar as novas funções do simples aparelho telefônico portátil que se transformou no nosso celular com milhares de funções. que vem revolucionando o mundo. Mas esta já é outra história.

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Eleições: quem está fora não entra, quem está dentro não sai

Políticos e candidatos brigando por espaço

Para desânimo geral da nação, que tanto pugna por renovações políticas, más notícias: a eleição de 2018 para o Senado neste ano terá um número recorde de candidatos em busca da reeleição. Dos 54 parlamentares eleitos em 2010, ao menos 35 deles (ou 65%) vão tentar renovar seus mandatos por mais oito anos. O pleito de outubro terá o maior número de senadores tentando se reeleger desde os últimos 24 anos.

Na Câmara Federal, 91% dos deputados federais que são alvo de inquéritos e ações penais na Operação Lava Jato (50 dos 55 parlamentares) vão disputar as eleições deste ano, de acordo com levantamento feito pelo jornal O Estado. Se forem eleitos para o Congresso, manterão foro privilegiado, o que complicará a investigação e os julgamentos nos casos que tramitam no Supremo Tribunal Federal.

Para dificultar ainda mais a ascensão de novas figuras na política, os parentes (primos, tios, sobrinhos, cunhados, esposas e que tais) estão prontos para competirem: atualmente a bancada dos parentes tem 59 representantes no Senado (73% da Casa) e 319 deputados na Câmara (62%), segundo levantamento do site Congresso em Foco. São políticos com familiares já eleitos — parte de dinastias com décadas ou até mesmo um século de idade, como a do deputado Bonifácio de Andrada, de Minas Gerais, que está há 196 anos na legislatura. As famílias políticas reúnem mais recursos econômicos e também possuem redes políticas mais estruturadas e antigas, ocupando espaços que dificilmente serão preenchidos por caras novas.

Portanto, para quem imaginava que estas eleições seriam o começo de um novo Brasil… neca de pitibiribas!

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Enfim, um Brasil legal

Três notícias publicadas no portal do G1-Globo mostram uma feliz coincidência: são brasileiros que fugiram à regra e se tornaram motivo de orgulho para todos nós:

Aos 15 anos, Beatriz Ladeira, jovem nascida em Jundiaí, no interior de São Paulo, tirou nota máxima em exame equivalente ao nosso ‘Enem’ na Islândia e é destaque na imprensa estrangeira. Esse destaque na veio através do veículo islandês MBL.is, que entrou em contato com a jovem pedindo para fazer uma reportagem com ela. A nota de Beatriz, uma estrangeira, é algo extraordinário no país.

Aos 18 anos, estudante de Brasília se torna o advogado mais jovem do Brasil. Mateus de Lima Costa Ribeiro se formou na Universidade de Brasília (UnB) e, há poucos meses, foi aprovado “de primeira” no Exame da Ordem. Em 2014, quando estudante, foi aprovado no vestibular da UnB com apenas 14 anos.

Cinco estudantes brasileiros conquistaram o 5º lugar no Torneio Internacional de Jovens Físicos, realizado na China.. A competição reuniu times de 32 países, entre os dias 18 e 25 de julho. A seleção do Brasil ficou logo atrás da Coreia, Alemanha, China e Cingapura. O goiano Vinícius de Alcântara Névoa, de 16 anos, liderou a equipe brasileira que, com mais quatro alunos, conquistou um feito inédito para o Brasil na competição, que é considerada a “Copa do Mundo de Física”.

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Candidatos: festival de nomes

A maioria dos partidos políticos já definiu seus nomes para candidatos à Presidência. É uma pena que a lista se componha de várias figurinhas carimbadas, que pouco ou nada fizeram em prol do país.

É muito provável que a participação de alguns vise apenas o aproveitamento dos dois bilhões e quinhentos milhões de reais do Fundo Partidário (constituído por dotações orçamentárias da União, multas, penalidades, doações e outros recursos financeiros que lhes forem atribuídos por lei), buscando alguma forma de auto-promoção para outros lances futuros. Eis os candidatos:

PDT Ciro Gomes
PSC Paulo Rabello de Castro
PSTU Vera Lúcia
PSOL Guilherme Boulos
PSL Jair Bolsonaro
DC José Maria Eymael
PCdoB Manuela D’Ávila
MDB Henrique Meirelles
PT Presidiário Lula
PSDB Geraldo Alckmin
Novo João Amoêdo
Rede Marina Silva
Podemos Álvaro Dias
PRTB Levy Fidelix
PPL João Goulart Filho

Ainda faltam definições dos partidos PTB, PV, PSD, DEM, PPS, PR, PSB.

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Criminalidade cada vez mais em alta

Todos os dias a mídia nos presenteia com notícias dramáticas sobre a criminalidade no Brasil. O Rio de Janeiro é a ponta mais visível desse tenebroso iceberg, com tiroteios constantes provocados por milícias e traficantes. A intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro não inibiu os índices de criminalidade. Os roubos de veículos, cargas, a pedestres, em ônibus e de celulares registraram seus piores números da série histórica em março, primeiro mês completo do socorro dos militares.

Neste dia 20, o Ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, disse que “o país caminha para se tornar refém do sistema carcerário”. Hoje, o Brasil tem mais de 700 mil presos e deve fechar o ano de 2018 com 841 mil presos, segundo o governo. Além disso, há mais de 500 mil mandados de prisão em aberto, que ainda não foram cumpridos.

Em 2016, o Brasil alcançou a marca histórica de 62.517 homicídios, segundo informações do Ministério da Saúde (MS). Isso equivale a uma taxa de 30,3 mortes para cada 100 mil habitantes, que corresponde a 30 vezes a taxa da Europa. Apenas nos últimos dez anos, 553 mil pessoas perderam suas vidas devido à violência intencional no Brasil.

A situação é mais grave nos estados do Nordeste e Norte do país, onde se situam as sete unidades federativas com maiores taxas de homicídios por 100 mil habitantes: Sergipe (64,7), Alagoas (54,2), Rio Grande do Norte (53,4), Pará (50,8), Amapá (48,7), Pernambuco (47,3) e Bahia (46,9)

No sistema de saúde, 68% dos registros se referem a estupro de menores. Quase um terço dos agressores das crianças até 13 anos são amigos e conhecidos da vítima e outros 30% são familiares mais próximos como país, mães, padrastos e irmãos.

Entre 1980 e 2016 cerca de 910 mil pessoas foram mortas por perfuração de armas de fogo no país.

Parece que ao cidadão comum restam três alternativas: torcer pela redução da criminalidade, conviver com a criminalidade crescente… ou simplesmente mudar de país, como muitos e muitos brasileiros já fizeram.

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A pestilência petista

Maria Lucia Victor Barbosa

No comando petista não se encontram cérebros que se destaquem como dotados de QI relevante. Exemplo de quem não conseguiu extrapolar níveis mais primitivos de raciocínio foi o da presidente cassada, Dilma Rousseff. Incapaz de unir uma frase com outra, seu linguajar turvo tornava-se incompreensível quando ela cismava de não ler o discurso preparado por assessores. Seu governo foi um desastre completo para o país e nos registros de nossa história sua passagem será marcada como pior presidente que já tivemos. Mesmo assim, ela é candidata a senadora por Minas Gerais. Se ganhar, abdico de minha naturalidade mineira e finco raízes ainda mais profundas no Paraná.

Minha naturalidade paranaense será reforçada se o governador de Minas, Fernando Pimentel, de extensa ficha corrida, que teve um pé no impeachment e não paga o funcionalismo for reeleito. Então, Minas não será sequer um retrato na parede, mas profunda decadência que deixa para trás vultos políticos que foram importantes no cenário nacional.

Se Rousseff é um caso emblemático de atraso, pode-se dizer que petistas entranhados até hoje em cargos federais, estaduais e municipais são de uma aterradora mediocridade, de uma incompetência impressionante, características nas quais se agregam a arrogância e a prepotência próprias de recalcados que vão à forra quando pegam uma beiradinha de poder. Ao mesmo tempo, os petistas se especializaram numa oposição sórdida, feita de ameaças, de truculência, de desmoralização dos que não rezam pela cartilha do misto de seita e máfia. Diante disso, impressiona o fato de que por quase 14 anos o Brasil foi governado por esse tipo de gente, ou melhor, desgovernado. O resultado amargamos até hoje.

Não se pode negar que entre petistas existe cérebros mais espertos, mas cuja capacidade mental foi utilizada para o crime em forma de roubalheira. O PT institucionalizou e estatizou nossa histórica corrupção e derramou sua pestilência por toda a nação trazendo atrás de si a chusma de políticos chamados de esquerda e outros mais.

Esse período tenebroso mostrou Poderes constituídos venais, apequenados, desfibrados, pois o PT tem o dom de apodrecer tudo aquilo que toca. Agora eles querem voltar usando chicanas, artimanhas, mentiras, engodos, procedimentos asquerosos como o recente espetáculo indigno do desembargador do TRF4, companheiro Rogério Favreto, que estando de plantão resolveu salvar o chefão presidiário não se importando nem um pouco em enxovalhar a Justiça. Como afirmou em artigo a desembargadora, Dra. Marília Castro Neves: “o atuar do desembargador de plantão foi criminoso e em qualquer país sério ele já estaria afastado de sua jurisdição”.

Infelizmente, estamos no Brasil dos absurdos e quando o exemplo vem de cima a pestilência se espalha com maior velocidade. No Supremo existe, notadamente, um trio do mal que solta bandidos que o juiz prende, que desrespeita a Constituição em vez de ser seu guardião, que age não através da lei, mas da amizade ou inimizade, de interesses particulares ou ideológicos.

Um exemplo recente do que se fala foi o agir do ministro Dias Toffoli, que sequer preenche requisitos para ocupar tão alto cargo. Como num passe de mágica ele livrou da cadeia e da sentença de mais de 30 anos seu patrão José Dirceu, a mente maligna do PT que anda pontificando para angariar votos e induzir à violência os incautos que, por ventura, acreditarem em suas patacoadas.

Felizmente, hoje existe reação. Ela está na Lava Jato, no íntegro e competente juiz Sérgio Moro, em alguns promotores, na Polícia Federal, em desembargadores do STF4, do STJ e outros magistrados dignos.

Entretanto, no seu desespero para voltar ao poder custe o que custar, os golpes sórdidos vão continuar. Ilude-se quem acha que o PT acabou. Pode-se sentir seu odor pestilento nos ataques desferidos ao Estado Democrático de Direito. E mesmo que não consigam seu intento tentarão destruir o próximo presidente. O PT é o partido do ódio e da negação.

Só o povo pode evitar tal tragédia. Afinal, Dilma Rousseff foi despejada do cargo pelo clamor de milhões de vozes que se uniram nas ruas. Resta aguardar se esse tipo de cidadania se repetirá.

Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga.
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Congresso Nacional: ouvidos moucos

Parece que os brasileiros estão vivendo em dois mundos diferentes: enquanto a Rede Globo vai apresentando os mini-vídeos enviados de todos os rincões do país, mostrando as mazelas, as obras inacabadas, as péssimas estradas, a situação calamitosa da saúde pública e, principalmente, a desgraça da corrupção… deputados e senadores parecem nem tomar consciência destes brados de socorro.

Esta casta política vive encastelada, com sonhos cor de rosa, repletos de mordomias, polpudos salários, “staff” de assessores – entre aspones e dipones – viagens aéreas sem custo, moradias sem custo, assistência médica sem custo… são verdadeiros usufrutuários da abastança que ronda o poder, um privilégio destinado a poucos.

Não bastasse a inoperância da maioria dos congressistas, que lá estão aparentemente para aprovar mais e mais regalias e benefícios em proveito próprio, nas duas casas legislativas impera o nepotismo, a contratação e a indicação de primos, irmãos, tias, cunhadas, netos…

Votações secretas e votações através de lideranças dos partidos – sem que seja necessário apertar um botão que os identifiquem – provam que ao invés de um vidro transparente para que a população possa acompanhar os seus trabalhos (se é que trabalham), existe um muro de concreto isolando os congressistas dos seus eleitores. Quase um Muro de Berlim.

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