Mês: agosto 2018



“Brasileiro é tão bonzinho!”

O bordão do título foi marca registrada de Jacqueline Myrna,  atriz romena radicada no Brasil que nos anos 1960 o tornou famoso, com sotaque francês, no programa “Praça da Alegria”. Anos depois Kate Lyra repetiria a personagem, desta vez com sotaque norte-americano.

Esse bordão se aplica perfeitamente às leis brasileiras: o vídeo acima mostra (e já foi explorado à exaustão) como a população trata os políticos corruptos apanhados com a boca na botija. No Brasil, Gilmar Mendes & Cia. fazem o papel de “brasileiros bonzinhos”, aplicando penas suaves (se aplicadas) ou simplesmente perdoando e libertando os ladrões que rapinaram nosso pobre dinheirinho.

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Bonner e Renata: entrevistas ou tribunal inquisitório?

Toda a admiração que eu tinha por William Bonner conduzindo por tanto tempo a bancada do Jornal Nacional da Globo foi por água abaixo: as duas entrevistas desta semana – dos candidatos Ciro Gomes e Jair Bolsonaro – demonstraram que os inquisidores William e Renata Vasconcellos não estão preparados para esta tarefa, que deveria ter sido cumprida por algum jornalista/comentarista político muito mais tarimbado. Foi como escalar um gandula pegador de bola, na posição de centro-avante da seleção brasileira, imaginando que ele pudesse virar artilheiro e ganhar o jogo.

Em nenhum momento as entrevistas procuraram ouvir dos candidatos seus planos de governo, nem suas ideias e soluções para o difícil momento pelo qual nosso país atravessa.

A forma agressiva, as ininterruptas acusações, o teor das perguntas, as constantes interrupções quando das explanações dos candidatos, o despreparo da jornalista Renata que se atrapalhava com as próprias perguntas e ao final a tese de que o Brasil sofreu um “golpe” em 1964 dão a dimensão exata do facciosismo assumido pela Rede Globo, ao contrário de outros meios de comunicação da época, que sempre se mantiveram coerentes em suas posições.

Para quem (como eu) viveu aqueles difíceis momentos de março/abril do ano de 1964, certamente pode traçar um paralelo com o desenrolar de nossa história atual. Vários dos esquerdistas / guerrilheiros da época estão de volta, ao vivo ou através de herdeiros e cooptados, externando sua adoração e idolatria  por Cuba, pregando suas teses esquerdistas, provocando saques e vandalismo nas fazendas e nos centros urbanos (MST, MTST) e pior, acompanhados hoje pela maior corrupção de nossa História.

Para contestar o Bonner da Globo e de quem mais acredita na nova doutrina de que 1964 foi um “golpe”, como ele fez questão de frisar e repisar, seguem abaixo, de forma sucinta, alguns trechos pinçados do site “O cão que fuma”, que narra a verdadeira história do regime militar no Brasil: (http://www.caoquefuma.com/2012/04/a-verdadeira-historia-do-regime-militar.html).

“Na década de 1960, a União Soviética estimulava a criação de grupos de guerrilha em toda a América Latina, incentivada pela conquista de Cuba. Todos os países da América Latina tinham seus guerrilheiros, cujos líderes eram treinados em Cuba e recebiam armas da União Soviética. Assim surgiram o Sendero Luminoso no Peru, as FARC na Colômbia, os Tupamaros e Montoneros na Argentina e no Uruguai etc. Nenhum país latino-americano esteve livre desses revolucionários. Eles imaginavam que, da mesma forma que conquistaram Cuba com poucas centenas de revoltosos, poderiam repetir a façanha em qualquer país.

Em 1964, o Brasil era um país ainda frágil, mas tinha um grande potencial. Adotava o regime da economia de mercado e de liberdade de ir e vir e de expressão e comunicação, indispensáveis ao regime capitalista, mas estava em permanente crise econômica, porque suas necessidades de investimento eram sempre maiores do que sua capacidade de poupança e as necessidades de consumo eram muito superiores à renda da população. A inflação daquele ano estava prevista em janeiro para atingir 144% no final do ano. A porcentagem de adultos analfabetos era 39%, contra 9% hoje.

As Ligas Camponesas (o MST da época), comandadas por Francisco Julião, promoviam invasões e ocupações de fazendas, especialmente no nordeste. Já havia sintomas de desabastecimento nas cidades. As greves se sucediam sem parar, inclusive nos serviços fundamentais. O governo de João Goulart (vice-presidente que havia assumido a presidência devido a renúncia de Jânio Quadros) não agia para impedir ou solucionar as greves.

Em março de 1964, a sociedade promoveu espontaneamente enormes manifestações de massa denominadas “Marcha da Família com Deus pela Liberdade”, com mais de um milhão de pessoas no Rio e mais de um milhão e meio em São Paulo. As principais cidades também promoveram a marcha.

No início de março de 1964, Luiz Carlos Prestes (o líder comunista brasileiro) foi a Moscou e disse aos líderes soviéticos: “já estamos no governo, só nos falta consolidar o poder”. Mas Jango perdeu o comando no momento em que preferiu adotar ostensivamente o esquema da esquerda radical que tinha no Comando Geral dos Trabalhadores o centro de suas atividades revolucionárias. Sofreu pressão da sociedade e dos militares e acabou fugindo para o Uruguai no dia primeiro de abril. O Presidente do Senado, Auro de Moura Andrade, decretou a Presidência vaga, uma vez que o Presidente não poderia ter viajado para o exterior sem comunicar ao Congresso. O Senado aprovou a declaração e faltava escolher o sucessor. Pela constituição vigente, caberia ao Congresso eleger o sucessor, uma vez que Jango já era o vice, pois o presidente tinha sido Jânio. O Congresso elegeu o marechal Castelo Branco o novo presidente.

O Congresso continuou aberto, sem nenhuma descontinuidade, funcionando normalmente até dezembro de 1968. A mídia, na ocasião, chamou o movimento militar de Revolução Libertadora pela Democracia”.

Os trechos acima são História. O que ocorreu depois  de 1968 pode, sim, ser chamado de ditadura militar. Mas hoje, os mesmos simpatizantes das esquerdas, os adoradores de Cuba e de Chavez, a turma do “quanto pior, melhor” distorceram o conceito de “Revolução Militar” (provavelmente por desconhecimento) transformando-o em “golpe” – assim como fez William Bonner (que nasceu em 1963 e não poderia ter conhecimento dos fatos) ao entrevistar o candidato Bolsonaro.

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Liberdade de expressão

Inciso IV do Artigo 5 da Constituição Federal de 1988:
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
IV – é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;

Parece que o contexto desta lei deixou de ser cumprido há muito tempo, provavelmente depois que foram implantados no país os conceitos de “nós e elles”, “coxinhas e mortadelas”, “verde/amarelos e vermelhos”.

Nosso blog tem recebido vários comentários que possibilitam abrir discussões sobre os artigos aqui publicados – e os comentários são recebidos e publicados de muito bom grado. Entretanto, alguns dos comentaristas se excedem no seu direito ao contraditório, deixando de atentar para o Art. 5º acima descrito, partindo para graves ofensas morais ao blogueiro, grande parte delas eivadas de agressões verbais, palavras chulas e raivosas, além de a maioria se esconder atrás do anonimato (estas manifestações já se caracterizam como crime).

Por razões óbvias e por respeito aos leitores, Bahr-baridades deixa de publicar tais comentários, provocando em seus raivosos autores o que juridicamente se chama de “jus esperniandi”, ou “crises de esperneio”.

Melhor que estes ofensores aprimorem seu discurso e seus textos, para aí então – e talvez – verem suas ideias publicadas e debatidas.

(Charge: Nathan)
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Como confiar nas pesquisas eleitorais?

O tema “pesquisas de intenção de voto ” volta a suscitar discussões e polêmicas nesta eleição. Por esta razão, julgamos interessante publicar novamente o post abaixo, de setembro de 2014. Que continua atualíssimo!

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Ontem (4/9) foi novamente o dia das azucrinações com pesquisas eleitorais: a cada noticiário lá vinham os números – conflitantes – de dois institutos diferentes de pesquisas. Alguns apresentapesquisadores chegavam a salivar quando os números da sua candidata favorita eram anunciados.

Em eleições passadas várias pesquisas eleitorais diziam uma coisa e as urnas refletiram outra, completamente diferente. Nessa hora, os institutos de pesquisa inventam um blá-blá-blá cheio de explicações – nenhuma delas convincente.

Quem estudou um mínimo sobre pesquisas aprendeu que existem duas formas de se conduzir uma pesquisa: populacional e amostral. A primeira investiga a totalidade do universo pesquisado e a segunda colhe respostas apenas por amostragem – que é a forma como os institutos de pesquisa trabalham. A pesquisa populacional objetiva interpretar a massa de dados gerada por todos os indivíduos que fazem parte de uma determinada população, o que seria obviamente impossível de se elaborar no caso das pesquisas eleitorais, que devem refletir a situação do momento.

As pesquisas por amostragem apresentam a generalização dos resultados obtidos de um conjunto de pessoas que se aproxime o mais possível do comportamento da população-alvo. Esse tipo de pesquisa envolve inúmeras variantes, como a formatação das perguntas, eventuais induções às respostas, público-alvo nem sempre bem escolhido, regiões alcançadas e outros fatores. É por isso que cada uma destas pesquisas vem acompanhada da salvaguarda de que pode conter um erro amostral, ou a popular frase “margem de erro”.

Como alguns partidos realizam pesquisas por conta própria, sem qualquer base ou fundamento teórico, chega a ser cômico uma determinada pesquisa divulgar que certo candidato tem 80% de intenções de votos no segundo turno e no resultado final as urnas informarem que ele só teve 30%. É exigência do TRE que a pesquisa seja feita por um estatístico registrado nos CONREs (Conselhos Regional de Estatística), mas como existe uma demanda gigantesca por estes profissionais e o curso é raro, altamente complexo e exaustivo, poucos chegam a concluí-lo. Há instituições de ensino superior público que não chegam a formar 10 estatísticos por ano.

Nos resultados finais saberemos se as pesquisas estão sendo feitas de modo correto. E ainda temos de torcer para que as urnas não estejam viciadas (pré-programadas), o que indicaria que as pesquisas estariam sendo direcionadas para que a população aceite o resultado final já por antecipação.

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Eleições: renovação em marcha. Marcha lenta!

Tanto se falou, reclamou, denunciou e discutiu sobre a necessidade de renovação dos quadros políticos no Brasil… e, pelas pesquisas, o que se nota são as velhas figurinhas carimbadas liderando pesquisas de votos – aqui, no caso, para senadores da República.

Se a casa do Senado pouco ou nada realizou até aqui, dificilmente teremos novidades nos próximos quatro anos (até a próxima renovação), pois lá estarão os mesmos de sempre, sentados em suas cadeiras cativas. Alguns deles ou denunciados, ou em fase de processo por corrupção, ou na possibilidade de perderem seus direitos políticos. Aliás, cabem as perguntas: para que serve o Senado? O eleitor brasileiro jamais aprenderá a votar?

São Paulo: Eduardo Suplicy: 32%
Rio de Janeiro: disputam Cesar Maia, 13%; Lindbergh Farias 13%, Chico Alencar, 11%
Minas Gerais: Dilma Rousseff: 25%
Distrito Federal: Cristovam Buarque: 27%
Pernambuco: Jarbas Vasconcelos: 34%
Alagoas: Renan Calheiros: 33%
Sergipe: Antonio Carlos Valadares: 28%
Pará: Jader Barbalho: 29%
Paraná: Roberto Requião – índice a ser divulgado
Rio Grande do Sul: José Fogaça e Paulo Paim empatados
Maranhão: Edison Lobão – índice a ser divulgado

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Oportunistas de plantão

A prisão e as mazelas cometidas pelo ex-presidente lula parece não entrarem nas cabeças dos seus correligionários. Talvez por não entenderem o que significa um processo civil ou criminal, julgam que tudo continua no mesmo patamar de quando o seu partido imperava no espectro político brasileiro e nas republiquetas esquerdistas e tiranizantes da América Latina.

Oportunistas petistas de plantão continuam a semear vãs esperanças nos aficionados lulistas, com intenções duvidosas. O simples fato de inscreverem o presidiário como candidato à presidência, mostra a sua inconsistência cerebral. Chega a ser ridículo!

Um enorme time de advogados, pagos regiamente sabe-se lá como e por quem, não dá tréguas ao judiciário, enviando moções, petições, solicitações, reclamações e tecendo firulas jurídicas, em vãs tentativas de soltá-lo, mas principalmente para inserir o ex na mídia e na boca dos seus seguidores.

Há uma frase corrente na internet que exemplifica o grau de teimosia dos lulistas: “discutir com petista é o mesmo que jogar xadrez com pombo. Ele vai derrubar as peças, cagar no tabuleiro, encher o peito e sair cantando vitória”.

O que se espera é que as leis sejam cumpridas no Brasil: criminosos e corruptos na cadeia, sem direitos políticos, sem possibilidade de serem candidatos a cargos públicos, sem regalias… e que sejam relegados ao esquecimento.

Esta deveria ser mais uma página virada na História do Brasil.

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Futebol: no Exterior, dirigentes corruptos são punidos. E aqui no Brasil?

O caso emblemático de José Maria Marin, que pode receber uma sentença de, no mínimo, 10 anos de prisão em sentença a ser promulgada no dia 22 de agosto, mostra que ao contrário dos Estados Unidos, onde o julgamento se processa, aqui no Brasil impera a impunidade.

No comando da CBF de 2012 a 2015, Marin foi condenado, pela justiça americana por seis crimes de propina que movimentaram cerca de US$ 6,5 milhões, envolvendo Copa América, Copa Libertadores, Copa do Brasil, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Em um período de apenas sete anos, a CBF teve seus três últimos presidentes afastados do futebol por corrupção. Marco Polo del Nero, José Maria Marin e Ricardo Teixeira montaram um esquema corrupto que arrecadou pelo menos R$ 120 milhões em propinas. Del Nero, Marin e Teixeira dividiram R$ 2 milhões por ano em propinas pagas pelo empresário José Hawilla para as edições anuais da Copa do Brasil.

A CBF não é o único antro de corrupção. Uma história da década de 1960, que pode parecer pitoresca, mostra que já naquela época os dirigentes inventavam maneiras de desviar dinheiro dos clubes: relato de dirigentes do Santos Futebol Clube informava que uma mala com milhares de dólares caiu pela janela quebrada de um avião, tentando justificar o sumiço de enorme quantia em dinheiro vivo, após o time retornar de uma excursão pela Europa. Eram milhares de dólares arrecadados durante as exibições de Pelé e cia. e o dinheiro certamente foi usado para outros fins escusos, que não o investimento no departamento de futebol do clube.

No Vasco da Gama, o dirigente Eurico Miranda foi protagonista de um episódio curioso: levou toda a renda de uma partida para casa alegando ter sido ser assaltado no trajeto.

O Flamengo não fica atrás: havia um relatório que comprovava corrupção na gestão de Patricia Amorim, com, no mínimo, R$ 1,6 milhão de saída de dinheiro injustificada, através de notas fiscais para “comprovarem” alguns dos gastos. O relatório não foi aprovado pelo Conselho Fiscal, mostrando que “os homens responsáveis pela fiscalização do clube estavam mais preocupados em garantir benesses a si próprios, ou ao grupo que representavam, do que propriamente exercerem, com dignidade, os cargos para que foram eleitos”, segundo publicações na imprensa.

Parece que José Maria Marin cometeu um erro crucial: saído do Brasil, foi em maio de 2015 que acabou preso na Suíça, acompanhado de outros seis executivos da FIFA, em investigação liderada pelo FBI, quando cerca de uma dúzia de policiais suíços à paisana chegaram sem aviso prévio ao Baur au Lac Hotel, local no qual executivos se hospedavam para o congresso anual da organização e renderam os acusados de corrupção.

Se Marin tivesse permanecido no Brasil, com certeza estaria soltinho e saltitante pelas ruas. Assim como todos os demais dirigentes brasileiros que se envolveram em desvios e corrupção.

Foto: Portal Vermelho
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Idolatria e cegueira

Parece que as experiências eleitorais do passado nada significam para uma enorme camada da população brasileira que vai depositar seu voto nas urnas em outubro.

Quem acreditou em Jânio Quadros com seu mote “varre, varre vassourinha, varre a corrupção” e posteriormente em Fernando Collor, com sua “caçada aos marajás” e com a Dilma com… com o que mesmo?, certamente acabou desiludido: os três venderam uma imagem irreal, um renunciou, dois foram cassados e causaram sérios arrependimentos aos eleitores.

Pois esta idolatria dirigida aos candidatos na atual disputa eleitoral provavelmente também acabará mal: as redes sociais promovem vigorosamente este ou aquele candidato, sem que os autores da tietagem se deem conta de que falta conteúdo à maioria deles: um capitão do exército, um cabo do Corpo de Bombeiros, uma gnoma das selvas, um coronel nordestino, um agitador de massas, um presidiário, além de dois deles com altos índices de rejeição. Fora os de menor expressão que sequer são convidados para participar dos debates.

Curiosamente, muitos deste idólatras que propagam veementemente as virtudes dos seus queridos candidatos residem no Exterior, em países bem mais desenvolvidos, com preocupações outras que não as nossas. Estes “propagandistas” nem sabem da nossa realidade. Lá fora funcionam bem as assistências social e médica, há pouquíssima inflação, os salários são mais compatíveis, o desemprego tem taxas reduzidas, a burocracia é mínima e com certeza os políticos são de muito melhor qualidade. O povo e a imprensa fiscalizam muito mais suas ações.

Tietagem, idolatria e tentativas de convencimento em relação a este ou aquele candidato em geral acabam muito mal. Os eleitores de Jânio, Collor e Dilma que o digam.

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Planos de saúde: executando os velhinhos

Parece que o governo encontrou uma fórmula simplista de resolver o problema do crescimento populacional dos maiores de 60 anos.

A ANS (agência reguladora do governo) vem autorizando aumentos nas mensalidades que os segurados dos planos de saúde pagam em porcentagem muito acima da inflação oficial. Como grande parte é composta de aposentados, muitos já não conseguem acompanhar os reajustes e acabam perdendo seus planos contratados por anos a fio. Assim, os velhinhos vão sendo empurrados para o Sistema SUS, sabidamente falido, detonado, falho e cruel. Basta assistir às reportagens expostas nos programas jornalísticos para se constatar o grau de incompetência, insensibilidade e irresponsabilidade que muitos postos de saúde e hospitais públicos apresentam.

Os reajustes dos planos de saúde, de 2014 a 2018, chegam a 76,6%. No mesmo período, o reajuste dos aposentados não passou de 35,7% (a metade). E a inflação de 2013 a 2017 chegou a 48,3% (IPCA). Assim, os velhinhos são atacados em duas frentes: seus proventos perdem para a inflação e por isso não suportam os reajustes dos planos de saúde.

Estes aumentos fizeram com que de 2015 para cá, 2,9 milhões de pessoas desistissem de ter plano de saúde privado, já que não encontraram alternativas que coubessem no bolso. O que não dá para compreender é a posição da ANS – Agência Nacional da Saúde, órgão governamental que deveria exercer seu poder de fiscalização, regulamentação e controle de produtos e serviços visando o interesse público. A agência parece ter-se esquecido de quem é o público.

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“Esforço concentrado” dos deputados

Ao contrário dos trabalhadores comuns, os deputados federais contam com recessos anuais de 50 dias; além disso, aqueles que estão presentes às sessões exercem suas funções apenas de terças às quintas-feiras (três dias por semana) – excetuando-se os feriados e as viagens ditas “oficiais”. Entre as sextas e segundas-feiras, alegam que estão trabalhando em seus redutos eleitorais.

Pois agora, período de eleições, inventaram o que chamam de “esforço concentrado”, para “trabalharem” neste período pré-eleitoral. Entretanto, neste dia 8 de agosto, quarta-feira, a Câmara dos Deputados ficou absolutamente esvaziada: alguns parlamentares até registraram presença mas poucos ficaram na Casa ao longo do dia.

Segundo o Estado de Minas, “a sessão deliberativa do plenário foi cancelada no início da tarde desta quarta-feira, dia 8, por falta de quórum, assim como as principais comissões que tinham reuniões agendadas. A comissão que deveria analisar o parecer sobre o projeto de lei que põe fim aos chamados ‘penduricalhos’ na remuneração dos servidores não conseguiu iniciar a sessão por falta de quórum…. apenas seis deputados registraram presença na comissão, número insuficiente para que a reunião fosse aberta… O Conselho de Ética, que deveria se reunir para analisar os casos dos deputados Nelson Meurer e Laerte Bessa , também não conseguiu reunir o número mínimo necessário de parlamentares para iniciar a reunião”.

Já imaginou se as empresas contassem com funcionários desta estirpe? Recebendo verdadeiras fortunas e trabalhando quase nada? Estariam falidas em menos de seis meses. Se muito.

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