Cabral, o asno

Três figuras com o sobrenome Cabral marcaram presença na mídia brasileira: Pedro Álvares Cabral, o “descobridor” do Brasil; Sérgio Cabral, pai, e Sérgio Cabral, filho.

De Pedro Alvares Cabral, “descobridor”, não é necessário descrever sua vida (os livros de História já o fizeram à larga).

De Sérgio Cabral, pai, muitos o tem na lembrança por suas passagens na televisão, principalmente falando de música. Jornalista, escritor, compositor e pesquisador brasileiro, foi repórter policial do Diário da Noite (Diários Associados), editor político do Última Hora e junto a Jaguar e Tarso de Castro, criou ‘O Pasquim’. Foi também produtor musical e compositor, além de conselheiro do Tribunal de Contas do Município do Rio de Janeiro até 2007.

Agora, de Sergio Cabral, filho, ex-governador do Rio, só se pode tachá-lo de asno. Nesta semana Cabral foi condenado a mais 47 anos e quatro meses de prisão e, somado aos períodos das outras condenações de Cabral, o total da pena já passa de 170 anos. Ainda há vários processos pela frente, o que certamente fará da sua condenação um recorde nacional.

As condenações se referem a crimes de corrupção, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro, tendo sido o principal idealizador e articulador dos esquemas ilícitos no Estado do Rio de Janeiro. Segundo escreveu o juiz Marcelo Bretas na sentença, “restou comprovado que esse condenado dirigiu a conduta de outros corréus. Sérgio Cabral mercantilizou da forma repugnante as funções públicas que lhe foram outorgadas por meio de uma quantidade expressiva de votos pelos eleitores cariocas, que foram traídos e abandonados à própria sorte em um Estado em que a corrupção se espraiou por todos os órgãos da administração estadual”.

A estas alturas, talvez seja a hora de um psiquiatra entrar em ação. O que faz um homem que foi politicamente tão bem sucedido, alçado ao mais alto cargo que um estado da Federação pode oferecer, buscar mais, e mais, e mais, e mais dinheiro através de corrupção? Ele imaginava que seria enterrado agarrado a seus ganhos ilícitos? Ele se esqueceu dos filhos, que herdam a má fama do pai?

Asno certamente é a palavra que melhor define este usurpador da qualidade de vida dos cariocas!

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Um comentário sobre “Cabral, o asno

  1. maso 13 de setembro de 2018 19:56

    Cabral vai pro Guinnes

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