De Celso Daniel a Jair Bolsonaro

Entre semelhanças e diferenças, ambos os crimes têm conotações políticas. No caso de Celso Daniel, assassinado em janeiro de 2002 (quando começava a coordenar a campanha presidencial do então candidato Lula da Silva), a Polícia Civil de São Paulo encontrou os assassinos, membros de uma quadrilha comandada por Ivan Rodrigues da Silva, conhecido como “Monstro”, que atuava na favela Pantanal, na divisa de Diadema, cidade vizinha de Santo André. “Monstro” já era conhecido da Divisão Anti-Sequestro da polícia, por outros crimes similares cometidos nos anos anteriores.

A tese do motivo, porém, teve diversas idas e voltas na Justiça. Além de ser ligado ao PT, Celso Daniel, que fora prefeito de Santo André três vezes, teria conhecimento de um esquema de extorsão em empresas de ônibus da região que implicaria o PT, pois o partido se beneficiaria dos recursos desviados. Catorze anos depois, Ronan Pinto, empresário do setor de ônibus e dono do jornal Diário do Grande ABC, foi preso pela Operação Lava Jato, a pedido do juiz Sergio Moro, suspeito de implicação no crime: ele teria recebido 6 milhões de reais a pedido do PT, em 2004, por intermédio do pecuarista João Carlos Bumlai, amigo de Lula. O assassinato parece ter sido uma “queima de arquivo”, para que todo o esquema de corrupção não viesse à tona.

Agora, surgiu a tentativa de assassinato do candidato à presidência Jair Bolsonaro. A polícia divide as informações da investigação em duas linhas: a primeira, da autoria, testemunhada, gravada em vídeos e já confessada por Adélio Bispo, que afirmou ter dado a facada por motivações políticas e religiosas. Ele está preso e a faca foi apreendida.

A polícia procura agora descobrir conexões, cruzando dados e analisando as possíveis ligações financeiras do agressor. Qualquer Sherlock Holmes amador ficaria desconfiado de um criminoso que, sem posses, sem dinheiro, sem ganhos, estava morando em um quarto numa pensão em Juiz de Fora, cidade na qual nunca morara antes. Adelio passou por 12 empregos nos últimos sete anos e em nenhum deles permaneceu mais do que três meses.

Na investigação, a polícia encontrou no quarto da pensão um cartão de crédito internacional do Banco Itaú e dois cartões da Caixa Econômica Federal, sendo um de conta corrente e de outro de conta-poupança. Foram recolhidos extratos dos dois bancos em nome de Adelio. Também foi apreendido um recibo no valor de R$ 430,00 em nome dele. Isso significa que alguém pagou a Adélio sua estadia, sua manutenção e provavelmente um determinado valor para a consumação do atentado. Resta descobrir quem foi. E a quem a candidatura de Bolsonaro prejudica mais.

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2 comentários sobre “De Celso Daniel a Jair Bolsonaro

  1. maso 17 de setembro de 2018 17:56

    O tal nós contra eles está tomando um caminho perigoso. O Brasil está dividido e embrutecido. Quem ganhar a eleição terá de andar como um shaolim , sem amassar o papel de arroz , muito levemente. Que os ânimos estão muito ruins.

    • Alaor 19 de setembro de 2018 14:10

      E sabe quem está provocando toda essa polarização?

      pois é… a galera “paz e amor” da esquerda… a galera que quer subir morro com flores para traficantes mas que comemora facadas em pessoas honestas!

      A galera “paz e amor” da esquerda que diz que sem sangue não haverá redenção e que para nós da direita, o que eles tem a oferecer é uma boa bala, uma boa pá, uma boa cova etc… e que devem nos enfrentar entrincheirados com armas nas mãos… ~´e essa galera que está polarizando a política nacional!

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