“Kit gay”: mentiras e irresponsabilidades

Na campanha para este segundo turno, ao invés de divulgarem com profundidade seus planos de governo, os candidatos se preocupam muito mais com ataques e defesas, tipo “ele disse, ele fez” e “isso é mentira, isso eu não fiz”.

Uma das facetas desta campanha de ataques/defesas é o tema do famigerado “kit gay”. Bolsonaro acusa Haddad de ser o responsável pelo kit e Haddad desmente e afasta essa responsabilidade.

Mas uma coisa merece ser destacada: o “kit gay” foi criado em 2011, quando Haddad era ministro da Educação (cargo que exerceu de 2005 a 2012, nos governos Lula e Dilma). Portanto, eximir-se desta responsabilidade chega a ser absolutamente desonesto.

Diferentemente do que foi divulgado pelo MEC, o Kit Gay era sim para crianças de 11 anos de idade que cursam o ensino fundamental do 6º ao 9º ano (matéria de O Globo em 27 maio 2011).

O “kit gay” compunha-se de um conjunto de cartilhas, chamado “Caderno das Coisas Importantes”, que mostram alguns pontos bem polêmicos. São vários vídeos sobre homossexualidade (“Priscila, a rainha do deserto”, “A gaiola das loucas”, “Será Que Ele É?”). Há um formulário para os estudantes registrarem suas “ficadas”. Contém também um passo a passo bem ilustrativo mostrando o uso da camisinha, um texto sobre masturbação masculina (vide imagem), outro sobre masturbação feminina, do qual destacamos um pequeno trecho: “Feita com cuidado não machuca. É importante explorar a região da vagina e toda a área pubiana de forma tranquila e relaxada, descobrindo o que te dá mais prazer”.

Vamos e venhamos: isso tudo é temática para crianças de 11 anos?

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3 comentários sobre ““Kit gay”: mentiras e irresponsabilidades

  1. isabela 16 de outubro de 2018 9:26

    Não é, por isso não foi aceita. Apesar disso há pontos de muita relevância que deveriam sim ter maior atenção. Quando um projeto é PROPOSTO deve-se discutir seus pontos positivos e negativos, o que acabou por não ser feito. Inclusive, houve palestras sobre “educação sexual” que deram ensejo a investigações que provaram por A + B abusos sexuais que crianças vinham sofrendo, especialmente meninas, isso porque as crianças não costumam ter consciência de que estão sofrendo abuso, só tomando conta disso quando adultas, motivo pelo qual um projeto sobre educação sexual deveria SIM ser explorado em seus pontos de relevância.

    • Bahr-Baridades 16 de outubro de 2018 11:29

      Penso que o problema seja mais embaixo. O governo deveria criar mecanismos para orientação das famílias, principalmente aquelas mais carentes que vivem à margem dos conhecimentos, nas favelas e periferias. A falta de estruturação destas famílias, mães de oito filhos com oito pais diferentes, que não conseguem transmitir noções de moral e bons costumes. do certo e do errado e que imaginam ser a escola o local de educação, quando na verdade a escola existe para ensinar. Quando estas famílias receberem orientações de assistentes sociais ou de entidades preparadas para esta função, certamente diminuirão os casos de abuso sexual e tomarão consciência do que estão sofrendo. Esse “kit gay” talvez seja um desencargo de consciência de governantes incompetentes e alheios à nossa realidade.

      • maso 17 de outubro de 2018 3:31

        ”bateu na veia” como diziam antigamente numa boa resposta.

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