Arrependimentos

Reta final da eleição. Apenas dois candidatos disputando o cargo de presidente da República. Ânimos acirrados. Amizades desfeitas pela simples opção por um ou outro. Rupturas familiares. No ar e nas redes sociais, acusações recíprocas dos candidatos superam eventuais projetos de realizações.

Os arrependimentos chegarão pós-eleição.

Partidários de Haddad descobrirão que suas promessas jamais poderiam ser concretizadas. O Brasil tem insuperáveis problemas de infra-estrutura, educação deficiente, atendimento de saúde precário, (in)segurança pública, periferias crescendo, desemprego e despreparo para o novo mundo informatizado – além de enorme rombo nas contas públicas, que já levaram vários estados à beira do caos e que impede a concretização de tantos apregoados projetos.

Partidários de Bolsonaro verão de volta vários militares em postos-chave – e como ocorre com todos os militares, haverá um tratamento duro e de difícil diálogo. As promessas do candidato também sofrerão barreiras: o mesmo rombo público, o mesmo desemprego, a dificuldade de diálogo com o Congresso, a impossibilidade de mudanças radicais nas leis, falta de verba para os apregoados novos presídios, a impaciência dos eleitores.

Se o brasileiro é antes de tudo um forte (adaptação da frase de Euclides da Cunha), será também a encarnação máxima do arrependimento. Seja lá quem for o vencedor da eleição. Ou o vendaval Collor já caiu no esquecimento?

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6 comentários sobre “Arrependimentos

  1. João 20 de outubro de 2018 9:20

    Exatamente. E sinta-se parte disso. Seu blog deu voz a alguns desajustados.

    • Bahr-Baridades 21 de outubro de 2018 17:39

      Provavelmente o blog deu voz a comentaristas desajustados!!!

  2. maso 20 de outubro de 2018 12:26

    Tempos difíceis pela frente. Mas vale arriscar Bolsonaro. O banana Haddad iria deixar como está. Contaram uma anedota assim sobre essa eleição – Nós temos um cavalo, e dois cavaleiros. Um cavaleiro nunca montou no cavalo, mas disse que vai montar e tocar o cavalo com a gente na garupa. O outro cavaleiro é ladrão. Melhor arriscar a cair do cavalo que deixar pro ladrão. O ladrão vai roubar o cavalo como sempre.

  3. Passig 21 de outubro de 2018 11:19

    Pior que o vendaval Collor já caiu… mas deixou uma abertura, hoje temos carros com tecnologia, notebooks,, não sou fã do Collor, mas graças a ele não estamos na era da itautec, IBM, politicamene foi um fracasso…

    • maso 23 de outubro de 2018 5:32

      Abertura de mercado se deu paulatinamente e com mais ênfase no governo FHC. Collor é uma raposa da caatinga, ou gambá, que nem sei se tem raposa na caatinga. Ladrão, e sempre ladrão. Levou 20 milhões da pPetrobras nesses anos da ORCRIM no poder.

  4. Adolfo Musso 23 de outubro de 2018 10:19

    Tempos difíceis pela frente? Só para os vermelhinhos. Para nós, os amarelos que vestimos com orgulho a camisa da Seleção, a partir de primeiro de janeiro teremos um novo país, um país só nosso. Como nosso grande irmão Bolsonaro prometeu, os vermelhos serão varridos do país. E nosso país não vai ter mais político ladrão, traficantes e ladrões de velhinhos e velhinhas. Com Bolsonaro, o Brasil vai ter um lugar único no mundo, um lugar que nunca teve, o Brasil será respeitado por todas as nações. A partir de primeiro de janeiro, o Brasil deve romper relações políticas e comerciais com todos os países vermelhos, com todos os países socialistas. Os brasileiros vermelhos que mudem para esses países se não quiserem ser eliminados aqui como nosso grande líder prometeu domingo passado. Portugal é socialista? Acabaram os negócios com os portugueses. Espanha elegeu um governo de esquerda? Vamos fechar a embaixada espanhola e romper relações com a Espanha. A China é comunista? Fim de papo. Não vamos ter mais negócios com os chineses. Brasileiros que comprarem de sites da China deverão ser tratados como inimigos e punidos. Os verdadeiros brasileiros não deverão negociar com sites chineses para enriquecer ainda mais um país comunista. Finalmente vamos ter a partir de primeiro de janeiro um verdadeiro governo de direita no Brasil. E o brasileiro será feliz como nunca foi. PT nunca mais.

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