Como acreditar nas redes sociais?

Nesta época pré-eleitoral, as redes sociais facebook, whatsap e messenger estão inundadas de mensagens, vídeos, fotos e áudios a favor de um ou outro candidato, atolando a memória dos nossos celulares e chegando a irritar os receptores dadas a insistência e as repetições originadas de fontes diferentes.

O que dá para se notar são frases, gravações ou imagens pinçadas de um ou outro outro contexto, que na maioria das vezes continha outros significados. De repente, figuras absolutamente desconhecidas, das quais nunca ninguém ouviu falar, produzem vídeos, inundam a rede e dão seus recados de forma dramática, sempre para alarmar os receptores.

Quando comecei a trabalhar na área de propaganda (hoje chamam de publicidade), havia raros profissionais especializados em política e que à época nem eram chamados de marqueteiros. No correr dos anos o campo político sofreu uma inundação de profissionais especializados, muitas vezes deixando os escrúpulos de lado (vide Duda Mendonça), numa espécie de vale-tudo para fazer seu candidato subir nas pesquisas e ganhar as eleições. Mesmo que para isso tenham de espalhar mentiras, usar de agressões verbais, espezinhar o oponente e ludibriar o eleitorado.

É muito difícil se aquilatar a eficiência destes métodos pouco ortodoxos. Qual a porcentagem de pessoas que se deixam influenciar por meias verdades? Quantos acreditam de fato que “Haddad e Manoela serão atacados propositadamente por um petista vestindo a camisa do Bolsonaro, para simular uma agressão e reverter as pesquisas”? Quantos acreditam na tal URSAL (União das Repúblicas Socialistas da América Latina), citada pelo cabo Daciolo, uma sigla que na realidade foi criada na década de 1990 em tom de ironia por uma socióloga londrinense? Quantos acreditam que “Faustão passou por cima das ordens da Rede Globo e chutou o pau da barraca”? Quantos acreditam que “o Irã está sabotando as eleições no Brasil”?

O vídeo mostra o presidente do Partido da Causa Operária, partido de extrema-esquerda, colocando em dúvida, imagine só, a veracidade da facada recebida pelo candidato Bolsonaro. É inacreditável a quantidade de bobagens elucubradas por este cidadão. Aliás, quantos candidatos do PCO foram eleitos no Brasil?

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2 comentários sobre “Como acreditar nas redes sociais?

  1. Bahr-baridades 23 de outubro de 2018 16:53

    Desmistificando as teorias da conspiração elucubradas pelo cidadão do PCO, Tancredo Neves adoeceu com fortes e repetidas dores abdominais durante uma cerimônia religiosa no Santuário Dom Bosco, em Brasília, na véspera da posse em 14 de março de 1985. Foi, às pressas, internado no Hospital de Base do Distrito Federal. Devido às complicações cirúrgicas ocorridas para as quais certamente concorreram as péssimas condições ambientais do Hospital de Base do Distrito Federal, que estava com a Unidade de Tratamento Intensivo demolida e em obras, o estado de saúde se agravou, e Tancredo teve de ser transferido em 26 de março para o INCOR, do Hospital das Clínicas de São Paulo. Durante todo o período em que ficou internado, Tancredo sofreu sete cirurgias. No entanto, em 21 de abril, Tancredo faleceu vítima de infecção generalizada, aos 75 anos. A versão oficial informava que ele fora vítima de uma diverticulite, porém apurações posteriores indicaram que se tratava de um leiomioma benigno, mas infectado. Os médicos esconderam até o fim a existência de um tumor, devido ao impacto que a palavra câncer poderia provocar à época. Acrescente-se ainda o fato de Tancredo ter evitado realizar exames clínicos quando as dores começaram, pois temia demonstrar fraqueza física perante os brasileiros.

    • Passig 24 de outubro de 2018 8:54

      Essa é a verdade…mas precisa ser divulgada!!!

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