Mês: novembro 2018



E a turma dos pedágios paranaenses não perde tempo

A Justiça proibiu a concessionária Econorte, do Paraná, de cobrar pedágios na praça instalada em Jacarezinho (norte Pioneiro). Além disso, por decisão do juiz federal Rogerio Dantas Cachichi, fica suspensa a aplicação dos aditivos aos contratos e obriga a concessionária a reduzir em 26,75% as tarifas nas suas outras praças. Obriga também iniciar em 30 dias a construção do Contorno Norte de Londrina previsto no contrato original, e ordenou o bloqueio de R$ 1 bilhão da empresa e suas controladoras.

Os pedágios do Paraná provavelmente são dos mais caros do país, apesar de que grande parte das estradas ainda não é duplicada – causa de vários acidentes pelo estado.

De pasmar, é a notícia de que a Econorte pretende reativar a antiga praça de cobrança instalada entre os municípios de Cambará e Andirá, na BR-369, que fica cerca de 20 km de Jacarezinho. A reativação já tem até os preços fixados: R$ 14,80 para automóveis da categoria 1 e 2; R$ 22,20 para os de categoria 3 e R$ 29,60 para categorias 4 e 5.

A empresa não perdeu tempo. Pode isso, sr. juiz?

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Finalmente boas notícias emanam de Londrina

Londrina, no Paraná, ficou nacionalmente conhecida pelos “malfeitos” produzidos inicialmente por Alberto Youssef, o doleiro da Lava Jato, seguido pelo ex-deputado federal pelo PT André Vargas e pelo ex-secretário de Estado da Infraestrutura e Logística José Richa Filho, o Pepe Richa, além de vários políticos e empresários ligados a esquemas espúrios.

Agora Londrina produz uma boa notícia: o presidente eleito Jair Messias Bolsonaro convidou o colombiano-londrinense Ricardo Vélez Rodrigues para ser o Ministro da Educação em seu governo.

Ricardo Vélez Rodrigues possui graduação em Filosofia pela Universidade Pontifícia Javeriana (1964), graduação em Teologia – Seminário Conciliar de Bogotá (1967), mestrado em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1974), doutorado em Filosofia pela Universidade Gama Filho (1982). O futuro ministro atualmente é conferencista e membro do conselho consultivo da Universidade Católica Portuguesa (Lisboa), professor associado da Universidade Federal de Juiz de Fora e professor emérito da ECEME.

Vélez tem experiência na área de Filosofia, com ênfase em História da Filosofia, atuando principalmente nos seguintes temas: pensamento brasileiro, filosofia brasileira, filosofias nacionais, liberalismo e moral social. Pertence à Academia Brasileira de Filosofia, ao Instituto Brasileiro de Filosofia, ao Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, ao PEN Clube, ao Conselho Técnico da Confederação Nacional do Comércio e ao Instituto de Filosofia Luso-Brasileira (Lisboa).

É autor dos livros: “A Grande Mentira. Lula e o Patrimonialismo Petista” (2015); “Da guerra à pacificação: a escolha colombiana” (2010); “Estado, cultura y sociedad en la América Latina” (2010); “Patrimonialismo e a realidade latino-americana” (2006).

Além disso, Vélez é Titular da Cadeira 18 da Academia de Letras, Ciências e Artes de Londrina, onde já apresentou várias palestras.

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Idólatras insanos

Todos os povos da Antiguidade pré-cristã eram idólatras, com uma única exceção, e mesmo assim parcial, dos judeus. Parece que o ser humano nasceu para adorar ídolos. No princípio da civilização, era comum a existência de ídolos de pedra representando deuses, não se restringindo a templos, mas também dentro das casas, tumbas e praças públicas.

Na Antiguidade, os povos acreditavam em estátuas de pedra. Eram em sua maioria compostos de pessoas incultas que conviviam com superstições absurdas ou abomináveis. O mesmo se verifica nos nossos dias nos países católicos, nos de maioria protestante, nos Estados Unidos, na Índia, no Islão, na China, na África ou na América do Sul – isto é, em todo lugar em que vivem os seres humanos.

Esta idolatria tomou novos rumos: foi direcionada para futebolistas, artistas, políticos e personalidades importantes. Por isso, nem é de se estranhar que no Brasil multidões elejam os políticos da vez como seus ídolos – no sentido lato da palavra idolatria. Foram cultuados Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek, Jânio Quadros… até mesmo Fernando Collor teve seu momento de glória. Atualmente a adoração está focada em Lula, Sergio Moro e, mais recentemente, Jair Bolsonaro, chamado de Mito.

Seus seguidores mais fanáticos saem às ruas, gritam, brigam, se esgoelam e, pior, enchem as redes sociais com frases feitas, sugerindo-nos compartilhar, curtir, comentar… chegando ao cúmulo de nos sugerir para partilhar alguns posts escrevendo a palavra “herói”…

Quando se veem imagens em um estádio de futebol, com multidões urrando e berrando, brigando para arrancar um pedaço do uniforme, a camisa, meia, boné e até uma tornozeleira de um determinado jogador… ou nas ruas, disputando espaços para chegar próximo ao político da sua preferência… ou lotando auditórios e parques para louvar seu artista ou cantor preferido… e agora, enlouquecidos com o momento político que vivemos, a idolatria já pode ser considerada insanidade.

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Ascensão e queda dos blogs

Os blogs nasceram na esteira da internet, quando alguns provedores começaram a oferecer espaços e ferramentas para que qualquer pessoa pudesse criar sua própria página, escolher seus temas e divulgá-los via rede mundial.

Surgiram blogs que abordam todos os gêneros: moda, fotografia, política, esportes, fofocas, animais, educação, religião, astrologia… nenhum tema ficou de fora. Paralelamente, com a criação de portais dos veículos de comunicação – jornais, revistas, rádio, tevê – vários blogueiros foram convidados a fazer parte das suas equipes, com a finalidade de aumentar o número de leitores, tanto dos blogs como dos portais.

Eis que nesta década novas formas de comunicação foram ocupando espaços, como Facebook, Instagram, Whatsapp e, por consequência, surgiram os vlogueiros – blogueiros que deixaram de apresentar textos escritos para utilizarem vídeos em sua comunicação. Muitos destes vlogueiros – ou youtubers – são hoje profissionais que vivem exclusivamente de suas produções, recebendo proventos de acordo com maior ou menor número de seguidores e acessos.

Nesta última eleição as redes sociais transformaram-se nas mais eficazes ferramentas das campanhas políticas, para o bem ou para o mal. Houve quem soubesse utilizar esta modalidade de divulgação a seu favor e contra seus adversários, chegando ao ponto de se notar uma verdadeira guerra dos chamados internautas, apoiadores de um ou de outro candidato. E nem era necessário dominar a língua portuguesa: nunca se viu tantos textos mal escritos, com erros grosseiros, falta de concordância e outras atrocidades.

Toda esta transformação na comunicação fez com que grande número de blogs fossem perdendo espaço e leitores. Muitos blogs já saíram de cena – hoje, quando se clica em alguns links, nota-se que seus autores nunca mais acrescentaram textos e matérias, permanecendo estagnados. Como a internet é um arquivo vivo, seus textos ficarão preservados por anos e anos a fio.

Com estas transformações tão rápidas, fica muito difícil prever o que nos espera adiante. Certamente novas formas de comunicação irão surgir, desbancando outras tantas. Muitos jornais impressos deixaram de existir, ao redor do mundo. Os que sobrevivem, batalham com a queda cada vez maior de vendas e de leitores. Editoras fecharam revistas. Até as bancas de jornais tiveram de se reinventar e passaram a oferecer outros produtos, tornando-se uma mini loja de conveniência.

Assim, resta a pergunta: para onde caminharão os blogs?

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A dificuldade de montar uma equipe de governo

Para quem imagina ser fácil a montagem de uma nova equipe de governo, basta fazer a comparação com a estruturação de uma empresa que acaba de ser vendida e assumida por um novo grupo.

Qualquer empresa, para produzir e faturar mais do que apenas satisfatoriamente, terá de contar obrigatoriamente com funcionários de alto nível – profissionais e experts – em seus postos de comando, nos seus vários departamentos: diretoria, vendas, produção, financeiro, recursos humanos, marketing, propaganda, logística… serão cargos a preencher com pessoas da mais alta confiança e que precisam vestir a camisa da empresa, isto é, estarão empenhados em dar o melhor de si para alcançar os melhores resultados.

A equipe de governo, para que a nova gestão seja bem sucedida, deveria obedecer aos mesmos princípios: ministros da mais alta confiança do seu líder, segundo escalão composto dos melhores profissionais e servidores treinados e conscientes de que o produto oferecido seja o melhor, em atendimento ao público, na facilitação dos trâmites burocráticos e no zelo pelo patrimônio. O Portal da Transparência define o servidor público como “a pessoa que ocupa legalmente cargo ou função pública para prestar serviços à sociedade e ao Estado, visando ao interesse público e ao bem comum, exercendo as atribuições e responsabilidades previstas”.

Segundo a ADESG – Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra, o poder Executivo é o que mais emprega, com mais de 1.800.000 servidores trabalhando em todos os órgãos da administração pública direta, autarquias, fundações, empresas públicas, sociedades de economia mista e Banco Central, além dos militares.

Apenas pelo número acima, já dá para imaginar o vultoso trabalho que a nova direção do país terá pela frente: enxugar os supérfluos, despedir os incompetentes, afastar os suspeitos de má conduta e botar a máquina para funcionar objetivando oferecer o melhor ao seu público final: os brasileiros. Sem burocracia burra. Ou “burrocracia”.

Charge: Russia Beyond (https://www.rbth.com/lifestyle/328026-dos-and-donts-of-russian)
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Desemprego: não é apenas culpa da economia

Robôs caparam milhares de empregos na indústria automobilística

O IBGE apresentou nova estatística sobre o desemprego no Brasil. Os números mostram que um em cada quatro desempregados procura trabalho há dois anos ou mais, o que constitui novo recorde histórico, chegando a 3,2 milhões. 13 estados e o Distrito Federal têm taxa de desemprego acima da média do país, o que que corresponde a 25,6% do total de desempregados do país, além de um acréscimo de 350 mil pessoas em um ano.

O trabalho sem carteira assinada cresceu 4,7% em relação ao trimestre anterior, com maior número no Maranhão (48,9%), Piauí (45,9%) e Paraíba (45,1%), e o menor em Santa Catarina (11,6%), Rio Grande do Sul (17,2%) e (18,9%).

Adianta culpar a situação econômica para atingirmos estes números? Talvez em parte: o nosso país anda devagar, com um crescimento pífio, um PIB bastante inferior à média dos outros países e ocorre até mesmo um encolhimento de produtividade em vários setores.

Mas a culpa maior é dos próprios governantes que, entra ano, sai ano, se recusaram a enxergar a realidade dos novos tempos. Pois quando chegou o computador na década de 1990, teve início uma nova era tanto na indústria, como na agricultura, no comércio e na prestação de serviços. Na indústria foram ceifados milhões de empregos, substituídos por automação e robótica. Na agricultura, modernos equipamentos foram eliminando a mão de obra braçal. No comércio, novos sistemas computadorizados de vendas – inclusive pela internet – foram substituindo vendedores e balconistas. E na prestação de serviços foram também os computadores que eliminaram centenas de milhares de empregos (como, por exemplo, nas agências de propaganda onde foram eliminadas funções e empresas ligadas às artes gráficas, por exemplo). Escritórios das mais diferentes atividades eliminaram arquivistas, contínuos e até secretárias.

E por que a culpa é dos governantes? Eles simplesmente não enxergaram os novos tempos. Se tivessem prestado atenção ao que ocorre em outros países, certamente teriam alertado nossa população e oferecido aprendizado e especialização para o domínio de máquinas agrícolas, robótica, automação, computação e tantas outras modernidades que não param de surgir. E o mais importante: os governantes deveriam implantar um sistema de educação que se aproxime, por exemplo, daquele implantado na Coreia do Sul. Pois aqui a maioria da população lê pouco, não entende o que lê, não sabe escrever e nem imagina que o futuro exige enorme carga de conhecimentos e de especialização. Com isso, a capacidade de conseguir um bom emprego cai praticamente a zero.

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Quarenta e um senadores antibrasileiros

O presidente do Senado, Eunício Oliveira, que sofreu uma delação premiada,
foi o autor da chamada pauta-bomba para a votação em caráter de urgência
 

Os senadores com certeza sabem melhor do que ninguém: ainda em maio deste ano, a dívida pública bruta atingiu um patamar inédito: 77% do Produto Interno Bruto (PIB), o equivalente a R$ 5,133 trilhões, conforme dados do Banco Central (BC). Outra metodologia do Fundo Monetário Internacional (FMI), considera que a dívida chegaria a 85,9% do PIB, percentual acima da média dos países europeus.

Os economistas são unânimes: há que se estancar essa sangria. Se o Brasil pudesse ser ilustrado como um corpo humano, teríamos uma terrível hemorragia, isto é, sangue jorrando por todos os poros, pela cabeça, tronco e membros, tornando cada vez mais difícil sua recuperação.

Mesmo com a pior das perspectivas em relação às contas públicas nos próximos anos, quarenta e um senadores votaram a favor do aumento de 16,38% proposto pelo Supremo Tribunal Federal, o que provocará um efeito cascata em vários salários do funcionalismo. Entenda-se: grande parte destes senadores está enrolada em processos por corrupção, compra de votos, caixa dois, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. Apavorados com a perspectiva de serem julgados no próximo ano, quando muitos deles perderão seus mandatos, imaginam que assim minimizarão seus problemas, obtendo o beneplácito dos ministros.

Estes senadores não pensaram no bem do Brasil e dos brasileiros: mais uma vez se constata que a corte em Brasília, constituída dos três poderes, cria um abismo cada vez maior entre seus invejáveis proventos e a pobreza dia a dia maior de brasileiros que por vezes nem conseguem se alimentar.

Eis o registro dos senadores antibrasileiros que votaram a favor do aumento:

Acir Gurgacz (PDT-RO)
Aécio Neves (PSDB-MG)
Ângela Portela (PDT-RR)
Antonio Anastasia (PSDB-MG)
Antônio Valadares (PSB-SE)
Armando Monteiro (PTB-PE)
Ataídes Oliveira (PSDB-TO)
Cássio Cunha Lima (PSDB-PB)
Cidinho Santos (PR-MT)
Ciro Nogueira (PP-PI)
Dalirio Beber (PSDB-SC)
Davi Alcolumbre (DEM-AP)
Edison Lobão (MDB-MA)
Eduardo Amorim (PSDB-SE)
Eduardo Braga (MDB-AM)
Eduardo Lopes (PRB-RJ)
Fernando Coelho (MDB-PE)
Garibaldi Alves Filho (MDB-RN)
Hélio José (PROS-DF)
Ivo Cassol (PP-RO)
Jorge Viana (PT-AC)
José Agripino (DEM-RN)
José Amauri (PODE-PI)
José Medeiros (PODE-MT)
José Serra (PSDB-SP)
Otto Alencar (PSD-BA)
Paulo Bauer (PSDB-SC)
Paulo Rocha (PT-PA)
Raimundo Lira (PSD-PB)
Renan Calheiros (MDB-AL)
Roberto Rocha (PSDB-MA)
Romero Jucá (MDB-RR)
Rose de Freitas (PODE-ES)
Sérgio Petecão (PSD-AC)
Tasso Jereissati (PSDB-CE)
Telmário Mota (PTB-RR)
Valdir Raupp (MDB-RO)
Vicentinho Alves (PR-TO)
Walter Pinheiro (Sem partido-BA)
Wellington Fagundes (PR-MT)
Zeze Perrella (MDB-MG)

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