Quarenta e um senadores antibrasileiros

O presidente do Senado, Eunício Oliveira, que sofreu uma delação premiada,
foi o autor da chamada pauta-bomba para a votação em caráter de urgência
 

Os senadores com certeza sabem melhor do que ninguém: ainda em maio deste ano, a dívida pública bruta atingiu um patamar inédito: 77% do Produto Interno Bruto (PIB), o equivalente a R$ 5,133 trilhões, conforme dados do Banco Central (BC). Outra metodologia do Fundo Monetário Internacional (FMI), considera que a dívida chegaria a 85,9% do PIB, percentual acima da média dos países europeus.

Os economistas são unânimes: há que se estancar essa sangria. Se o Brasil pudesse ser ilustrado como um corpo humano, teríamos uma terrível hemorragia, isto é, sangue jorrando por todos os poros, pela cabeça, tronco e membros, tornando cada vez mais difícil sua recuperação.

Mesmo com a pior das perspectivas em relação às contas públicas nos próximos anos, quarenta e um senadores votaram a favor do aumento de 16,38% proposto pelo Supremo Tribunal Federal, o que provocará um efeito cascata em vários salários do funcionalismo. Entenda-se: grande parte destes senadores está enrolada em processos por corrupção, compra de votos, caixa dois, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. Apavorados com a perspectiva de serem julgados no próximo ano, quando muitos deles perderão seus mandatos, imaginam que assim minimizarão seus problemas, obtendo o beneplácito dos ministros.

Estes senadores não pensaram no bem do Brasil e dos brasileiros: mais uma vez se constata que a corte em Brasília, constituída dos três poderes, cria um abismo cada vez maior entre seus invejáveis proventos e a pobreza dia a dia maior de brasileiros que por vezes nem conseguem se alimentar.

Eis o registro dos senadores antibrasileiros que votaram a favor do aumento:

Acir Gurgacz (PDT-RO)
Aécio Neves (PSDB-MG)
Ângela Portela (PDT-RR)
Antonio Anastasia (PSDB-MG)
Antônio Valadares (PSB-SE)
Armando Monteiro (PTB-PE)
Ataídes Oliveira (PSDB-TO)
Cássio Cunha Lima (PSDB-PB)
Cidinho Santos (PR-MT)
Ciro Nogueira (PP-PI)
Dalirio Beber (PSDB-SC)
Davi Alcolumbre (DEM-AP)
Edison Lobão (MDB-MA)
Eduardo Amorim (PSDB-SE)
Eduardo Braga (MDB-AM)
Eduardo Lopes (PRB-RJ)
Fernando Coelho (MDB-PE)
Garibaldi Alves Filho (MDB-RN)
Hélio José (PROS-DF)
Ivo Cassol (PP-RO)
Jorge Viana (PT-AC)
José Agripino (DEM-RN)
José Amauri (PODE-PI)
José Medeiros (PODE-MT)
José Serra (PSDB-SP)
Otto Alencar (PSD-BA)
Paulo Bauer (PSDB-SC)
Paulo Rocha (PT-PA)
Raimundo Lira (PSD-PB)
Renan Calheiros (MDB-AL)
Roberto Rocha (PSDB-MA)
Romero Jucá (MDB-RR)
Rose de Freitas (PODE-ES)
Sérgio Petecão (PSD-AC)
Tasso Jereissati (PSDB-CE)
Telmário Mota (PTB-RR)
Valdir Raupp (MDB-RO)
Vicentinho Alves (PR-TO)
Walter Pinheiro (Sem partido-BA)
Wellington Fagundes (PR-MT)
Zeze Perrella (MDB-MG)

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5 comentários sobre “Quarenta e um senadores antibrasileiros

  1. que 9 de novembro de 2018 22:00

    Pegou mal mesmo! Se os juridiquês tivessem vergonha teriam pedido para não votarem esse aumento. E o Senado é tão sem vergonha, tão filhoss da P…., que esperaram a eleição para deixar essa bomba pro novo governo. Mas o que poderia fazer um senado com tantos pmdbistas. O PMDB, o partido mais corrupto, mais fisiológico, mais vagabundo do Brasil! Fizeram o que lhes é comum, do seu caráter.

    • Bahr-Baridades 10 de novembro de 2018 9:06

      Apesar de que, pelo que se pode ler junto aos nomes, há uma miscelânea de partidos. Parece que todos estão unidos nesta afronta.

    • maso 10 de novembro de 2018 10:48

      maso

      • Bahr-Baridades 11 de novembro de 2018 19:47

        “Que” é o codinome de comentarista anterior

  2. Adolfo Musso 15 de novembro de 2018 17:05

    Data vênia, nobre blogueiro, mas me permita revelar minha singela discordância do título do post. Os legisladores, ao concederem esse aumento nos salário do ministros do STF, fizeram justiça e reconheceram a importância da maioria do STF. É graças a esses bravos ministros que o PT não conseguiu voltar ao governo. Só a coragem dos intrépidos ministros do STF impediram que um habeas corpus fosse concedido ao grande líder vermelho preso em Curitiba. E devo lembrar igualmente a decisiva participação do nobre ministro Gilmar Mendes que impediu a posse de Lula na Casa Civil. E também não vamos nos esquecer que esse aumento atinge outros grandes soldados que abriram as portas para que tenhamos a partir de janeiro um presidente verdadeiramente cristão e do porte do presidente norte-americano. Estou me referindo ao juiz Moro, futuro ministro da Justiça, ao combativo e evangélico procurador federal Dallagnol, entre outros. Todos os brasileiros que estão contribuindo com o fim da ditadura petista no governo federal devem ser contra esse aumento no salário dos membros do judiciário, não pelo percentual mas porque está chegando tarde. Como contribuinte de impostos, agradeço a esses corajosos senadores que concederam esse aumento. Eles me representam!

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