Idólatras insanos

Todos os povos da Antiguidade pré-cristã eram idólatras, com uma única exceção, e mesmo assim parcial, dos judeus. Parece que o ser humano nasceu para adorar ídolos. No princípio da civilização, era comum a existência de ídolos de pedra representando deuses, não se restringindo a templos, mas também dentro das casas, tumbas e praças públicas.

Na Antiguidade, os povos acreditavam em estátuas de pedra. Eram em sua maioria compostos de pessoas incultas que conviviam com superstições absurdas ou abomináveis. O mesmo se verifica nos nossos dias nos países católicos, nos de maioria protestante, nos Estados Unidos, na Índia, no Islão, na China, na África ou na América do Sul – isto é, em todo lugar em que vivem os seres humanos.

Esta idolatria tomou novos rumos: foi direcionada para futebolistas, artistas, políticos e personalidades importantes. Por isso, nem é de se estranhar que no Brasil multidões elejam os políticos da vez como seus ídolos – no sentido lato da palavra idolatria. Foram cultuados Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek, Jânio Quadros… até mesmo Fernando Collor teve seu momento de glória. Atualmente a adoração está focada em Lula, Sergio Moro e, mais recentemente, Jair Bolsonaro, chamado de Mito.

Seus seguidores mais fanáticos saem às ruas, gritam, brigam, se esgoelam e, pior, enchem as redes sociais com frases feitas, sugerindo-nos compartilhar, curtir, comentar… chegando ao cúmulo de nos sugerir para partilhar alguns posts escrevendo a palavra “herói”…

Quando se veem imagens em um estádio de futebol, com multidões urrando e berrando, brigando para arrancar um pedaço do uniforme, a camisa, meia, boné e até uma tornozeleira de um determinado jogador… ou nas ruas, disputando espaços para chegar próximo ao político da sua preferência… ou lotando auditórios e parques para louvar seu artista ou cantor preferido… e agora, enlouquecidos com o momento político que vivemos, a idolatria já pode ser considerada insanidade.

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3 comentários sobre “Idólatras insanos

  1. augusto faria 22 de novembro de 2018 15:22

    Nesse tema estamos de acordo.

  2. maso 22 de novembro de 2018 15:37

    Não deveríamos ter ídolos nunca. Reconheço que nessa eleição exacerbei. Fiz que acreditei, menti, defendi o que não sabia, promovi o que não era devido. Mas fiz para revidar, para replicar, para derrubar o totem da imbecilidade, o mestre da enganação, o impróprio para om serviço público, o top da imoralidade, o mal exemplo para toda uma geração infantil, de que na manha pode se vencer, e o bom, o culto, o belo, de nada vale, ou vale menos que uma carteira, um saco de dinheiro.
    Vamos ver o resultado de algo novo, que o outro lado já sabíamos o que daria. E não seria nada bom! Creio que dessa vez ajudei uma metade, com excessos, contra uma outra metade que era muito pior. Aguardemos!

  3. José Pedriali 3 de dezembro de 2018 11:27

    Pois é, Júlio. E todos esses mitos se revelaram, cedo alguns, tardiamente outros, grandes enganadores…

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