Mês: novembro 2018



O dia em que esbarrei na Dilma!

Dei azar, esbarro na Dilma. Eu estava na minha bike, ela na dela. Nem a reconheci, ela usava capacete de ciclista e óculos escuros. Além disso, não havia séquito nenhum ao lado dela – seu ostracismo político estava começando. Nesta eleição acabou não sendo eleita para senadora lá em Minas. Minas? Não entendi, pois ela mora em Porto Alegre.
– Desculpe-me, senhora, não foi intencional!
– Está desculpado!
– Epa… a senhora não é a presidenta?
– Sou. Sou ex…
Pausa. Precisei conter meu nervosismo.
– Como foi ser presidenta?
– Sabe como é… enquanto o mundo gira, a Terra também gira – os olhos dela pareciam distantes.
– Como assim? – perguntei.
– É porque… sabe… o Bessias ganhou a eleição. Quem poderia imaginar? E nem posso mais falar com o Lula, não sou advogada e não posso entrar lá pra visitar…
– Mas a senhora, como ex-presidenta…
– Não deixam!
– E o vento encanado?
– Ninguém entendeu… é que a gente podia estocar, sabe? Aí não ia faltar vento para a energia solar.
– Solar?
– Não, energia ólica…aólica… Aquela do vento, sabe?
– É eólica!
– E a senhora saudou a mandioca…
– Não era bem a mandioca… vocês não entendem o sentido mais profundo da palavra. Mandioca pode significar um monte de coisas. Pode ser agricultura, pode ser agronegócio, pode ser o negócio…
– Negócio?
– Eu estava saudando a mandioca dele… um segurança que trabalhava para mim.
– E quanto à pasta saindo do dentifrício?
– Todo mundo sabe, depois que a pasta de dente sai do dentifrício, ela dificilmente volta para dentro do dentifrício. Será que ninguém entende o que digo?
Aí a presidenta já estava ficando nervosinha, não disse mais nenhuma palavra, puxou a bike dela e foi-se afastando. Nenhum sorriso, tampouco disse adeus.
Fiquei estático, tentando colocar meus pensamentos em ordem. Estou tentando até agora entender o que ela disse…

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Oposição negativista

Os brasileiros permitiram, pacificamente, que a quadrilha do PT governasse a seu bel prazer nosso país, cometendo pecados, pecadilhos e principalmente uma corrupção geral e desenfreada, por longos 14 anos.

Agora Bolsonaro ganhou as eleições. E a oposição, ao invés de pensar no país e apresentar propostas construtivas em benefício dos milhões de brasileiros, faz com que pipoquem aqui e ali declarações na contramão das nossas necessidades e anseios:

Gleisi Hoffmann, presidenta do PT, ironizou o encontro entre o presidente eleito, Jair Bolsonaro e o juiz Sergio Moro: “Viva juízes isentos como Moro e presidentes democráticos como Bolsonaro!”

Mais desconstrução: Os líderes do PDT, PSB e PCdoB na Câmara dos Deputados anunciaram que os três partidos atuarão conjuntamente na oposição ao governo de Bolsonaro.

A senadora Lídice da Mata (PSB-BA), mesmo antes de Bolsonaro tomar posse, afirmou que ele “quer decidir tudo de acordo com o seu próprio pensamento e pretende ameaçar a liberdade de imprensa e os movimentos da sociedade organizada”.

De Jaques Wagner: “eu irei apoiar quem for contra o Bolsonaro, independente da posição do PT”.

Marcio Pochmann, ex-coordenador econômico da campanha de Fernando Haddad, escreveu que a “sombra do governo Collor” começa a pairar sobre o futuro governo de Jair Bolsonaro e citou a “proposição de aprisionamento de parcela dos recursos depositados no sistema financeiro”. É mentira descarada, uma fake news grosseira.

Do senador Requião (que vai perder o mandato): “Bolsonaro criou um movimento fadado ao fracasso”.

Para Orlando Silva (PCdoB), “Jair Bolsonaro é o Bobo da Corte”.

O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) que também vai perder o mandato, afirmou que “os brasileiros foram iludidos por um candidato que fugiu dos debates. Por isso, o governo de Jair Bolsonaro não tem qualquer chance de dar certo”

A senadora Vanessa Graziottin (PCdoB), outra em fim de mandato, mostrou preocupação com a divulgação de notícia na imprensa sobre uma “possível participação de banqueiros na composição do governo”. Parece que somente ela ouviu falar disso.

Ainda bem que a maioria dos brasileiros que votou em Bolsonaro pensa diferente.

Foto: Mises Brasil
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Porque nosso Brasil não vai pra frente

Ao contrário do famoso hino “Pra frente, Brasil!” o comportamento de boa parcela da população não deixa dúvidas: querem aplicar a velha “Lei de Gerson”, levando vantagem em tudo. Nem que para isso ajam com desonestidade, ludibriando o governo, o fisco, o INSS e até a terceiros.

Por causa das artimanhas desonestas de alguns, o INSS – uma instituição falida – procedeu a uma rigorosa perícia nos auxílios-doença e nas aposentadorias por invalidez. Com isso, a cada duas pessoas que passaram pelo pente-fino, uma teve o benefício por incapacidade cancelado. O vídeo acima comprova que algumas pessoas agem de forma absolutamente desonesta. O malandro engessou a perna propositadamente, caminha normalmente e apenas quando chega ao INSS começa a usar as muletas passadas pela mulher que o acompanhava, fazendo de conta que tinha um problema sério na perna. Tudo para não ter de trabalhar.

Esse pente-fino do INSS teve início em 2016 e até o último dia 25 de outubro, de 1,1 milhão de perícias realizadas, houve o corte de 552,1 mil auxílios-doença e aposentadorias por invalidez irregulares. Além disso, mais 130.000 benefícios por incapacidade também foram cortados de convocados que não compareceram à perícia ou por outras situações, como morte (muitos familiares continuaram recebendo indevidamente) e decisões judiciais.

Quando se discute a Reforma da Previdência deveria se incluir também a reforma da mentalidade dos aproveitadores que, pelos números acima, certamente colaboram para que o INSS chegasse à situação de quase calamidade pública.

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