A máquina do sexo

João de Deus, curandeiro de 76 anos, foi preso no último dia 16 de dezembro de 2018 acusado de estupro, estupro de vulnerável e violação sexual mediante fraude. O Ministério Público de Goiás já recebeu perto de 600 mensagens de mulheres que dizem ter sofrido abusos sexuais. Muitas delas ainda eram menores de idade, outras estavam fragilizadas por doenças e a maioria foi simplesmente envolvida pela “lábia”do curandeiro. Elas acreditavam que aquela libidinagem fazia parte do processo de cura durante o atendimento espiritual.

O Tribunal de Justiça de Goiás determinou o bloqueio de R$ 50 milhões das contas de João de Deus, provavelmente como garantia para eventual pagamento de indenizações às mulheres. Este valor assombroso causa espanto, pois a maioria dos frequentadores da casa em Abadiânia se compõe de pessoas simples e de poucos recursos.

Apesar das declarações de inocência do acusado e dos visíveis esforços dispendidos pelo seu ilustre advogado, as coincidências dos depoimentos de tantas vítimas, originadas de vários estados diferentes do Brasil e também do Exterior, deixam João de Deus em uma situação difícil, praticamente encurralado.

O que se espera é que esta “técnica” utilizada pelo curandeiro não se torne um exemplo para outros aproveitadores, que certamente gostariam de contar para os seus amigos uma façanha de tal monta: o relacionamento sexual com centenas de mulheres.

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3 comentários sobre “A máquina do sexo

  1. maso 29 de dezembro de 2018 8:47

    Gente do mundo inteiro vinha com seus dólares e vontade de serem sarados. Aí compravam roupa na lojinha do João de Deus, que deviam ser mais caro que os shopins de atacado de Maringá, compravam uma aguazinha benzida que o JD receitou na farmácia energética, pílulas de farinha benta processadas pelas entidades, e quem quisesse ajudar na creche do folheto que entregavam com o número da conta, ou na construção do novo pavilhão, seria abençoado.
    O santo João de Deus não cobrava nada! tudo de graça para os sofredores.
    Ontem li num jornal que JD fazia assinar seus atendidos uma carta de exclusão de responsabilidade, e que se o enfermo viesse a óbito, sendo estrangeiro, o custo do féretro era pago pelo seguro do finado. JD e seus assessores conheciam o sistema internacional de cada país e ficavam com pequenas fortunas quando convertidas em reais.
    O João do Dedo era de tudo, menos de Deus.

  2. maso 29 de dezembro de 2018 9:11

    Falam que a peça mais vendida na loja do JD era uma toalhinha branca, pequena, que depois do exame era colocada numa caixa dentro do consultório. E tinha mulher que saia da consulta e marcava reconsulta pra uma semana inteira. E vez em quando falavam do santo como o Juão do Céu, João dos Prazeres. A especialidade do ”doutor” era fazer o exame Papanicolau. Muita gente saia da consulta tentando entender como que o João fazia o exame com as duas mãos segurando os ombros! Realmente um mistério esse canalizador dos fluidos nem sempre etéreos.

  3. Adolfo Musso 30 de dezembro de 2018 0:49

    Podem acreditar, pilantras como o João de Deus não vão encontrar moleza no governo de extrema direita do Capitão Bolsonaro. Quando candidato, o nosso Messias prometeu vida dura para os bandidos e ele vai cumprir o que prometeu com certeza. Não vai ser habeas corpus do STF ou falta de vaga no sistema penitenciário que vai deixar esse milagreiro aproveitador em casa com uma inútil tornozeleira eletrônica. A partir de primeiro de janeiro, no Brasil, as ruas só serão dos humanos direitos. Aos outros só restará, segundo nosso Supremo Comandante, xilindró ou exílio em algum país vermelho. A China, por exemplo. É isso aí, amigos!!!

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