Mês: janeiro 2019



Tem gato na tuba

O filho prodígio de Lula

Enquanto a Globo – principalmente a repórter Andréia Sadi – vibra de alegria com as matérias sobre o assessor do filho do presidente Bolsonaro, gastando horas e horas em seus canais Globo e Globo News, procurando minúcias e picuinhas que possam colocar em xeque a idoneidade da família Bolsonaro, ficaram esquecidas as mutretas de Luís Cláudio da Silva, filho caçula do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que até hoje não consegue explicar como ganhou mais de R$ 2,8 milhões “prestando consultorias”.

Depois de trabalhar para times de futebol em São Paulo, Luís Cláudio resolveu se “aventurar no mundo do marketing esportivo”. Abriu a empresa LFT, sem nenhum funcionário além dele… e começou a faturar. Fez um contrato de R$ 300 mil por ano com o Corinthians, para a “criação de campanhas de marketing para desenvolver o esporte amador e atividades lúdicas para crianças”.

Em seguida, Luís Cláudio conseguiu faturar, entre 2014 e 2015, R$ 2.552.400 do escritório de consultoria de Mauro Marcondes, Marcondes & Mautoni, cuja especialidade era representar montadoras de carros. Luís Cláudio deveria prestar consultoria técnica e assessoramento empresarial de marketing esportivo. Curiosamente, ao prestar depoimento na Polícia Federal, Luís Cláudio teve dificuldades para explicar o que significa consultoria técnica e assessoramento empresarial de marketing esportivo e quais eram suas qualificações para prestar esse serviço, considerando que não possui nenhuma especialização acadêmica em marketing esportivo.

Estas alegações de Luís Cláudio fazem lembrar seu pai, o ex-presidente Lula, que recebeu a fortuna de R$ 27 milhões de reais em quatro anos, alegadamente proferindo palestras. Teriam sido 72 palestras entre abril de 2011 e maio de 2015, ao custo de 200.000 dólares (cerca de R$ 700.000 em valores de hoje) cada uma. Segundo o Instituto Lula, “Lula deu 72 palestras empresariais pagas, para 45 empresas contratantes no Brasil e em todas as partes do mundo. Lula discursou em reuniões de diretoria, seminários para dirigentes de empresas, encontros com clientes e confraternizações dos mais diversos setores – financeiro, alimentício, construção, bebidas, comércio, comunicações e outros”. Quem acredita?

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Prós e contras sobre a posse de armas

Taí um assunto bem delicado, cuja discussão não é muito fácil. Em 2005 (há longos 14 anos), um referendo apontou que 63% dos brasileiros eram favoráveis ao comércio de armas (não tratou da posse de armas). Só que de lá para cá muita coisa mudou: a criminalidade aumentou, o porte ilegal de armas nas mãos da bandidagem ficou corriqueiro, a entrada de armas ilegais – inclusive de grosso calibre – parece ser mais fácil do que a entrada de cigarros contrabandeados… será que o referendo nos dias de hoje teria o mesmo resultado?

Veja algumas opiniões contrárias à posse de armas:

Haverá mais armas nas ruas, causando ainda mais mortes. Por exemplo, em brigas de trânsito, discussões entre vizinhos, troca de tiros em assaltos.
Uma pesquisa do Datafolha (a se acreditar?) informa que, ao contrário das alegações do presidente Bolsonaro, a maioria da população é contra a posse de armas.
Levantamentos mostram que a maior parte das armas de fogo utilizadas em ocorrências criminosas foram desviadas ou roubadas dos legítimos donos e eram originalmente legais.
A posse de armas provavelmente eximirá tanta responsabilidade da segurança pública (governo).
Mais armas em casa significam mais riscos de acidentes com crianças, mais suicídios, mais brigas de casais, mais feminicídios  e sua utilização até em discussões banais.
As informações declaradas obrigatoriamente na compra das armas poderão ser forjadas, falsificadas e até colocar em xeque as vendas por parte de comerciantes inidôneos.

Algumas opiniões a favor:

O Presidente Bolsonaro defendeu abertamente mudanças no Estatuto do Desarmamento.
A posse de armas na zona rural servirá de proteção aos donos das terras (hoje há incontáveis roubos e invasões naquelas propriedades).
Diminuíram as dificuldades burocráticas para se comprar e ter a posse de armas.
A arma registrada ficará na residência da pessoa que a registrou.
Criminosos terão medo ao invadir uma casa para cometer um assalto (ou será o contrário, os bandidos invadirão preferencialmente as casas onde há armas, para roubá-las?).
A arma de fogo equivale à posse de uma faca ou canivete (liberados) que servem como proteção pessoal.
O decreto cria uma equivalência do nosso país aos Estados Unidos, país que permite ao cidadão a posse de armas em casa.

 

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Álvaro Dias, nosso novo Rubinho Baricello?

Ninguém pode contestar a idoneidade e a participação positiva do senador Álvaro Dias na política brasileira, onde atua por quase meio século.

Entretanto, fica difícil explicar por que Álvaro Dias contou com apenas 859.601 dos votos (0,80%) quando se candidatou à presidência. Como Rubinho Baricello, ele ficou bem para trás na disputa.

Agora, aparentemente com atraso (assim como acontecia com Baricello), Alvaro Dias decidiu se lançar como candidato a presidência do Senado, propondo uma “valorização das iniciativas dos parlamentares, priorizando-as quando ocorrer coincidência com as propostas do Executivo”. Referiu-se a um “Legislativo independente” e “rejeição a qualquer tentativa de invasão de competência do Judiciário”.

Por enquanto só se fala na possível volta de Renan Calheiros (sim, o bandidaço) ao cargo, onde mandou e desmandou à vontade. Há alguns candidatos tipo “o mais do mesmo” como Espiridião Amin e Tasso Jereissati e os nomes novos de Davi Alcolumbre e Major Olímpio.

Os paranaenses certamente estão torcendo para que seu representante seja alçado ao cargo de presidente do Senado. Mas tudo indica que, assim como Rubinho Baricello, ele vá novamente ficar bem atrás na disputa.

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Inflação: a gente só queria entender

Segundo o governo, a inflação oficial de 2018 ficou em 3,75%.

Mas aí começam a aparecer alguns dados intrigantes: o IGPM ficou em 4,79; a inflação na construção civil ficou em 4,41; os planos de saúde empresariais tiveram reajuste médio de 19%; os planos de saúde individuais ficaram 10% mais caros, em média; a cesta básica subiu acima da inflação em 10 capitais. Gasolina subiu quase o dobro da inflação em 2018; e em três anos, as tarifas de energia residencial subiram muito além da inflação. Aliás, a conta de luz subiu 50% mais do que a inflação em 23 anos.

Por outro lado, o índice que reajusta aposentadorias de quem ganha acima do mínimo ficará em 3,43% em 2019.

Conclusões: comprar um imóvel, manter um plano de saúde, alimentar-se dignamente, possuir um veículo e acender as luzes nas casas ficarão mais restritos, já que a inflação oficial foi mais baixa do que esses aumentos.

E pelo visto querem acabar com os aposentados: o reajuste abaixo da inflação oficial comprova isso. As perdas salariais dos aposentados do INSS chegaram a 84,52% desde o Plano Real. Talvez seja esta a nova “reforma previdenciária”: eliminar lentamente toda essa gente que ajudou a construir nosso país com muito trabalho, muito suor – e muitos recolhimentos de impostos.

Aposentados na visão do governo:

Aposentados na vida real:

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Previdência Social e medicamentos

Há meses se discute o tema das reformas da Previdência Social. O governo alega que o sistema está deficitário, que as pessoas se aposentam cedo demais, que há um desequilíbrio nas contas, que muitos benefícios são pagos prematuramente e poderiam ser evitados.

Dentre estas aposentadorias prematuras, aparecem as causadas por doenças. Segundo o próprio INSS, em 2017 foram pagas 1,7 milhão de auxílios-doença, além de 3,4 milhões de aposentadorias por invalidez.

Nosso blog Bahr-Baridades já abordou o caso dos medicamentos: a listagem de medicamentos gratuitos é bastante restrita (veja Lista de Medicamentos Gratuitos e Subsidiados) e todos os outros medicamentos comprados em farmácias embutem um alto custo de tributação. Se não fossem tributados, provavelmente haveria um acesso maior da população aos medicamentos e uma redução drástica no número de pessoas doentes que procuram o INSS para obter suas aposentadorias, com redução do alegado déficit.

Segundo o Jusbrasil, “entre 38 países, o Brasil é hoje recordista no nível de tributação sobre os medicamentos vendidos nas farmácias sob prescrição. A somatória das alíquotas de impostos federais e estaduais incidentes sobre o produto, de 28%, é três vezes maior que a média obtida entre os países do estudo. Alguns, como Canadá, México e Reino Unido, têm alíquota zero sobre os remédios“.

Por que o assunto “medicamentos gratuitos/eliminação de tributação” não vem sendo incluído na pauta de discussões da Previdência Social?

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Inflação: mais de 1.600.000%

Parece inacreditável: a inflação na Venezuela em 2018 bateu nos 1.698.000%. Este cálculo foi divulgado pela Assembleia Nacional daquele país, de maioria opositora ao ditador Nicolás Maduro. Esse indivíduo, que leva mais jeito para porteiro de boate do que para presidente, será empossado hoje (10/01) após vencer eleições aparentemente fraudadas e é o responsável pela alta inflação daquele país. Maduro “rege” o país desde a morte de Hugo Chavez e tomou posse em março de 2013.

Somente as pessoas que viveram a tragédia da hiperinflação podem aquilatar o desespero, a insegurança e os transtornos causados no dia-a-dia. No Brasil, houve hiperinflação entre as décadas de 1980 e 1990, quando a inflação galopante chegou a superar os 80% ao mês, ou seja, o mesmo produto chegava a quase dobrar de preço de um mês para o outro. Dados da  FIPE – Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas  mostram que entre 1980 e 1989, a inflação média no país foi de 233,5% ao ano. Na década seguinte, entre os anos de 1990 e 1999, a variação anual subiu para 499,2%.

Naquela época, os brasileiros corriam para os mercados e supermercados no mesmo dia em que recebiam seus corroídos salários e tentavam comprar o máximo possível em produtos, sabendo que horas depois já haveria aumento nos preços. Ficaram marcadas na memória dos brasileiros as maquininhas etiquetadoras, quando funcionários passavam dia e noite remarcando os preços dos produtos nas prateleiras.

São lembranças de um período negro na história do Brasil. Por isso, dá para entender o desespero dos venezuelanos que querem a todo custo deixar aquele país, provocando ondas migratórias que se espalham por toda a América Latina.

Não à-toa, catorze países das Américas que formam o Grupo de Lima declararam que seus governos não reconhecerão o governo da Venezuela se Maduro tomar posse.

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“Garotinha” obrigada a pagar R$ 234 milhões de ressarcimento

A dupla “Garotinho” e “Garotinha”, ambos ex-governadores do Rio de Janeiro, ficou muito conhecida no país depois que vieram à tona as falcatruas e desvios que provocaram dos cofres públicos quando governaram aquela cidade.

De Garotinho todos recordam o “piti” que ele provocou quando estava sendo transferido do Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro, para o Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, Zona Oeste do Rio. Na ocasião, ele realmente fez jus ao nome “Garotinho”.

Agora chegou a vez da “Garotinha”: a Justiça do Rio de Janeiro condenou a ex-governadora por improbidade administrativa em razão de fraudes na saúde na época em que comandou o Executivo. Junto com o marido, foi acusada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro de participar de um esquema que desviou R$ 234 milhões da Secretaria Estadual de Saúde, entre novembro de 2005 e abril de 2007. Na época “Garotinha” era governadora e Garotinho era o secretário estadual de Governo.

“Garotinha” terá que pagar os mesmos R$ 234 milhões de ressarcimento aos cofres públicos do estado, mais R$ 2 milhões de compensação por danos morais coletivos e R$ 500 mil de multa civil.

Ah, essas crianças danadas! Ambas também colaboraram para que a ex-cidade maravilhosa chegasse ao fundo do poço. Antes de Sergio Cabral e Pezão.

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Ceará: terrorismo puro

Em qualquer outro país do mundo a sequência de atentados que vem ocorrendo no Ceará já seria considerada e tratada como terrorismo.

É inconcebível que um país como o nosso aceite esse terrorismo como se fosse apenas um conjunto de ações provocadas por facções criminosas. Alegadamente, a onda de ataques foi provocada pela nomeação do novo secretário de Administração Penitenciária do estado, Luís Mauro Albuquerque, após sua fala em que prometeu fiscalizar com mais rigor a entrada de celulares nos presídios. Agentes penitenciários apreenderam mais de 40 aparelhos em presídios.

Desde o dia 2 de janeiro ocorreram ocorreram perto de 160 ações contra coletivos, prédios públicos, comércios e agências bancárias. A polícia prendeu 148 pessoas. A Força Nacional foi chamada para reforçar a segurança e enviou, inicialmente, 300 agentes. No dia 7, o governo anunciou que mais 200 policiais da Força Nacional seriam enviados para o estado, já que os atentados não pararam.

Como distinguir ações consideradas apenas “criminosas” de puro terrorismo? Veja o histórico de ações similares ocorridas na França e na Inglaterra e tire suas próprias conclusões. O Brasil é mais leniente: o Rio de Janeiro está aí para nos mostrar ações terroristas todos os dias, que são rotuladas apenas como ações da bandidagem.

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