Nem tanto ao céu, nem tanto ao inferno

Milhares de pessoas saíram às ruas por todo o país antes das últimas eleições presidenciais em apoio a Jair Bolsonaro. Depois, 52 milhões depositaram seus votos nas urnas elegendo seu candidato. Outras milhares de pessoas se deslocaram para Brasília com a finalidade de assistir à sua posse. Uma multidão empolgada, quase desvairada, extravasando sentimentos reprimidos por anos a fio, quando assistia à deterioração do Estado brasileiro, da família, da religião, do ensino e da ética. Os gritos de “Mito” espoucaram na capital federal a cada aparição do presidente eleito.

Se Deus for mesmo brasileiro como dizem, espera-se que Bolsonaro consiga realizar um bom governo e cumprir suas promessas de campanha, mantendo o mesmo apoio dos seus extasiados eleitores pelos próximos quatro anos. O que de antemão não parece ser uma tarefa muito fácil.

Por outro lado, os derrotados nas eleições e uma certa parte da mídia brasileira e até internacional não param de apregoar seu negativismo e preveem um grande desastre para nosso país. Antes mesmo de governar, Bolsonaro é vítima de “achismos” por pseudo-especialistas e pseudo-entendidos, principalmente da esquerda, que desde já externam desejos de mau agouro para esta nova gestão. Comentaristas políticos que se julgam grandes conhecedores da situação brasileira, apontam apenas para as dificuldades que enxergam pela frente e, como se fossem magos da adivinhação e videntes do futuro, projetam uma grande derrocada do governo que ainda nem ocupou as dependências dos seus ministérios e mal começou a caminhar por suas próprias pernas.

Nem tanto ao céu, nem tanto ao inferno: uma grande pitada de bom senso e de calma cairiam muito bem tanto para os alucinados seguidores do “Mito”, como para os ferrenhos adversários e jornalistas que são fãs incondicionais do “quanto pior, melhor!”. E fãs da bandeira vermelha.

JEB

(Foto: Edu Garcia)
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4 comentários sobre “Nem tanto ao céu, nem tanto ao inferno

  1. GGF 3 de janeiro de 2019 15:06

    Pois eu acho que ele vai fazer um bom governo. De mito não tem nada, mas creio que pode ser um bom presidente mesmo enfrentando toda a oposição dos petralhas. E, cá entre nós – nada pode ser pior do que os 13 anos de desgoverno petista; nada pode ser pior do que a presid-Anta dilma.

  2. maso 3 de janeiro de 2019 21:12

    Vai ser bom!

  3. Carlos 5 de janeiro de 2019 17:11

    Vai bem sim, pois já começou o seu “governo”, diminuindo o valor do salário mínimo que já havia sido aprovado pelo congresso nacional no valor de R$1.006,00 para R$998,00. Issó é só o começo BOLSOMÍNIOS!

    • José Paulo 9 de janeiro de 2019 7:40

      O congresso não aprova o salário mínimo. E existe uma fórmula legal, criada pelo pt, para se chegar ao índice de reajuste. E o Presidente da República, de quem é a competência para instituir o salário mínimo anual, seguiu estritamente a lei. O que houve, anteriormente, foi mera previsão, baseada em índices futuros que não se confirmaram.

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