Ceará: terrorismo puro

Em qualquer outro país do mundo a sequência de atentados que vem ocorrendo no Ceará já seria considerada e tratada como terrorismo.

É inconcebível que um país como o nosso aceite esse terrorismo como se fosse apenas um conjunto de ações provocadas por facções criminosas. Alegadamente, a onda de ataques foi provocada pela nomeação do novo secretário de Administração Penitenciária do estado, Luís Mauro Albuquerque, após sua fala em que prometeu fiscalizar com mais rigor a entrada de celulares nos presídios. Agentes penitenciários apreenderam mais de 40 aparelhos em presídios.

Desde o dia 2 de janeiro ocorreram ocorreram perto de 160 ações contra coletivos, prédios públicos, comércios e agências bancárias. A polícia prendeu 148 pessoas. A Força Nacional foi chamada para reforçar a segurança e enviou, inicialmente, 300 agentes. No dia 7, o governo anunciou que mais 200 policiais da Força Nacional seriam enviados para o estado, já que os atentados não pararam.

Como distinguir ações consideradas apenas “criminosas” de puro terrorismo? Veja o histórico de ações similares ocorridas na França e na Inglaterra e tire suas próprias conclusões. O Brasil é mais leniente: o Rio de Janeiro está aí para nos mostrar ações terroristas todos os dias, que são rotuladas apenas como ações da bandidagem.

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