Autor: Bahr-Baridades



Oportunistas de plantão

A prisão e as mazelas cometidas pelo ex-presidente lula parece não entrarem nas cabeças dos seus correligionários. Talvez por não entenderem o que significa um processo civil ou criminal, julgam que tudo continua no mesmo patamar de quando o seu partido imperava no espectro político brasileiro e nas republiquetas esquerdistas e tiranizantes da América Latina.

Oportunistas petistas de plantão continuam a semear vãs esperanças nos aficionados lulistas, com intenções duvidosas. O simples fato de inscreverem o presidiário como candidato à presidência, mostra a sua inconsistência cerebral. Chega a ser ridículo!

Um enorme time de advogados, pagos regiamente sabe-se lá como e por quem, não dá tréguas ao judiciário, enviando moções, petições, solicitações, reclamações e tecendo firulas jurídicas, em vãs tentativas de soltá-lo, mas principalmente para inserir o ex na mídia e na boca dos seus seguidores.

Há uma frase corrente na internet que exemplifica o grau de teimosia dos lulistas: “discutir com petista é o mesmo que jogar xadrez com pombo. Ele vai derrubar as peças, cagar no tabuleiro, encher o peito e sair cantando vitória”.

O que se espera é que as leis sejam cumpridas no Brasil: criminosos e corruptos na cadeia, sem direitos políticos, sem possibilidade de serem candidatos a cargos públicos, sem regalias… e que sejam relegados ao esquecimento.

Esta deveria ser mais uma página virada na História do Brasil.

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Futebol: no Exterior, dirigentes corruptos são punidos. E aqui no Brasil?

O caso emblemático de José Maria Marin, que pode receber uma sentença de, no mínimo, 10 anos de prisão em sentença a ser promulgada no dia 22 de agosto, mostra que ao contrário dos Estados Unidos, onde o julgamento se processa, aqui no Brasil impera a impunidade.

No comando da CBF de 2012 a 2015, Marin foi condenado, pela justiça americana por seis crimes de propina que movimentaram cerca de US$ 6,5 milhões, envolvendo Copa América, Copa Libertadores, Copa do Brasil, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Em um período de apenas sete anos, a CBF teve seus três últimos presidentes afastados do futebol por corrupção. Marco Polo del Nero, José Maria Marin e Ricardo Teixeira montaram um esquema corrupto que arrecadou pelo menos R$ 120 milhões em propinas. Del Nero, Marin e Teixeira dividiram R$ 2 milhões por ano em propinas pagas pelo empresário José Hawilla para as edições anuais da Copa do Brasil.

A CBF não é o único antro de corrupção. Uma história da década de 1960, que pode parecer pitoresca, mostra que já naquela época os dirigentes inventavam maneiras de desviar dinheiro dos clubes: relato de dirigentes do Santos Futebol Clube informava que uma mala com milhares de dólares caiu pela janela quebrada de um avião, tentando justificar o sumiço de enorme quantia em dinheiro vivo, após o time retornar de uma excursão pela Europa. Eram milhares de dólares arrecadados durante as exibições de Pelé e cia. e o dinheiro certamente foi usado para outros fins escusos, que não o investimento no departamento de futebol do clube.

No Vasco da Gama, o dirigente Eurico Miranda foi protagonista de um episódio curioso: levou toda a renda de uma partida para casa alegando ter sido ser assaltado no trajeto.

O Flamengo não fica atrás: havia um relatório que comprovava corrupção na gestão de Patricia Amorim, com, no mínimo, R$ 1,6 milhão de saída de dinheiro injustificada, através de notas fiscais para “comprovarem” alguns dos gastos. O relatório não foi aprovado pelo Conselho Fiscal, mostrando que “os homens responsáveis pela fiscalização do clube estavam mais preocupados em garantir benesses a si próprios, ou ao grupo que representavam, do que propriamente exercerem, com dignidade, os cargos para que foram eleitos”, segundo publicações na imprensa.

Parece que José Maria Marin cometeu um erro crucial: saído do Brasil, foi em maio de 2015 que acabou preso na Suíça, acompanhado de outros seis executivos da FIFA, em investigação liderada pelo FBI, quando cerca de uma dúzia de policiais suíços à paisana chegaram sem aviso prévio ao Baur au Lac Hotel, local no qual executivos se hospedavam para o congresso anual da organização e renderam os acusados de corrupção.

Se Marin tivesse permanecido no Brasil, com certeza estaria soltinho e saltitante pelas ruas. Assim como todos os demais dirigentes brasileiros que se envolveram em desvios e corrupção.

Foto: Portal Vermelho
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Idolatria e cegueira

Parece que as experiências eleitorais do passado nada significam para uma enorme camada da população brasileira que vai depositar seu voto nas urnas em outubro.

Quem acreditou em Jânio Quadros com seu mote “varre, varre vassourinha, varre a corrupção” e posteriormente em Fernando Collor, com sua “caçada aos marajás” e com a Dilma com… com o que mesmo?, certamente acabou desiludido: os três venderam uma imagem irreal, um renunciou, dois foram cassados e causaram sérios arrependimentos aos eleitores.

Pois esta idolatria dirigida aos candidatos na atual disputa eleitoral provavelmente também acabará mal: as redes sociais promovem vigorosamente este ou aquele candidato, sem que os autores da tietagem se deem conta de que falta conteúdo à maioria deles: um capitão do exército, um cabo do Corpo de Bombeiros, uma gnoma das selvas, um coronel nordestino, um agitador de massas, um presidiário, além de dois deles com altos índices de rejeição. Fora os de menor expressão que sequer são convidados para participar dos debates.

Curiosamente, muitos deste idólatras que propagam veementemente as virtudes dos seus queridos candidatos residem no Exterior, em países bem mais desenvolvidos, com preocupações outras que não as nossas. Estes “propagandistas” nem sabem da nossa realidade. Lá fora funcionam bem as assistências social e médica, há pouquíssima inflação, os salários são mais compatíveis, o desemprego tem taxas reduzidas, a burocracia é mínima e com certeza os políticos são de muito melhor qualidade. O povo e a imprensa fiscalizam muito mais suas ações.

Tietagem, idolatria e tentativas de convencimento em relação a este ou aquele candidato em geral acabam muito mal. Os eleitores de Jânio, Collor e Dilma que o digam.

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Planos de saúde: executando os velhinhos

Parece que o governo encontrou uma fórmula simplista de resolver o problema do crescimento populacional dos maiores de 60 anos.

A ANS (agência reguladora do governo) vem autorizando aumentos nas mensalidades que os segurados dos planos de saúde pagam em porcentagem muito acima da inflação oficial. Como grande parte é composta de aposentados, muitos já não conseguem acompanhar os reajustes e acabam perdendo seus planos contratados por anos a fio. Assim, os velhinhos vão sendo empurrados para o Sistema SUS, sabidamente falido, detonado, falho e cruel. Basta assistir às reportagens expostas nos programas jornalísticos para se constatar o grau de incompetência, insensibilidade e irresponsabilidade que muitos postos de saúde e hospitais públicos apresentam.

Os reajustes dos planos de saúde, de 2014 a 2018, chegam a 76,6%. No mesmo período, o reajuste dos aposentados não passou de 35,7% (a metade). E a inflação de 2013 a 2017 chegou a 48,3% (IPCA). Assim, os velhinhos são atacados em duas frentes: seus proventos perdem para a inflação e por isso não suportam os reajustes dos planos de saúde.

Estes aumentos fizeram com que de 2015 para cá, 2,9 milhões de pessoas desistissem de ter plano de saúde privado, já que não encontraram alternativas que coubessem no bolso. O que não dá para compreender é a posição da ANS – Agência Nacional da Saúde, órgão governamental que deveria exercer seu poder de fiscalização, regulamentação e controle de produtos e serviços visando o interesse público. A agência parece ter-se esquecido de quem é o público.

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“Esforço concentrado” dos deputados

Ao contrário dos trabalhadores comuns, os deputados federais contam com recessos anuais de 50 dias; além disso, aqueles que estão presentes às sessões exercem suas funções apenas de terças às quintas-feiras (três dias por semana) – excetuando-se os feriados e as viagens ditas “oficiais”. Entre as sextas e segundas-feiras, alegam que estão trabalhando em seus redutos eleitorais.

Pois agora, período de eleições, inventaram o que chamam de “esforço concentrado”, para “trabalharem” neste período pré-eleitoral. Entretanto, neste dia 8 de agosto, quarta-feira, a Câmara dos Deputados ficou absolutamente esvaziada: alguns parlamentares até registraram presença mas poucos ficaram na Casa ao longo do dia.

Segundo o Estado de Minas, “a sessão deliberativa do plenário foi cancelada no início da tarde desta quarta-feira, dia 8, por falta de quórum, assim como as principais comissões que tinham reuniões agendadas. A comissão que deveria analisar o parecer sobre o projeto de lei que põe fim aos chamados ‘penduricalhos’ na remuneração dos servidores não conseguiu iniciar a sessão por falta de quórum…. apenas seis deputados registraram presença na comissão, número insuficiente para que a reunião fosse aberta… O Conselho de Ética, que deveria se reunir para analisar os casos dos deputados Nelson Meurer e Laerte Bessa , também não conseguiu reunir o número mínimo necessário de parlamentares para iniciar a reunião”.

Já imaginou se as empresas contassem com funcionários desta estirpe? Recebendo verdadeiras fortunas e trabalhando quase nada? Estariam falidas em menos de seis meses. Se muito.

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E os munícipes pagam as contas

Município de Baía da Traição, com ruas invadidas pela água

O Brasil tem 5570 municípios distribuídos pelos vários estados da Federação. Há tantos municípios dos quais apenas tomamos conhecimento ocasionalmente, como na série “O Brasil que eu quero” da Globo, que vem nos surpreendendo com lugares dos quais a maioria nunca ouviu falar.

Cada município tem um prefeito, um vice, os secretários, os vereadores e os funcionários – geralmente em número desproporcionalmente acima do razoável. E há de se frisar: 4.380 municípios, ou seja, 80% deles, são deficitários. Há uma ideia para ser encaminhada ao Senado Federal para que “municípios com menos de 10.000 habitantes que não tenham arrecadação própria que pague seus gastos com custeio, devem ser extintos e anexados pelo município vizinho de melhor capacidade financeira. A manutenção da estrutura burocrática não traz benefícios a sua população, podendo esses recursos ser melhor utilizados nas áreas essências de saúde e educação”.

Veja alguns municípios brasileiros dos quais você provavelmente nunca ouviu falar:

Pocrane, no Estado do Minas Gerais. 8 998 habitantes.

Juscimeira, no estado de Mato Grosso. 11.430 habitantes.

Riachão do Bacamarte, no Estado do Paraíba. 4 264 habitantes.

São José do Inhacorá, no Estado do Rio Grande do Sul. 2 200 habitantes.

Patis, no estado de Minas Gerais. 5.323 habitantes.

Arambaré, no estado do Rio Grande do Sul. 3 755 habitantes

Entre-Ijuís, no estado brasileiro do Rio Grande do Sul. ‎9 008 habitantes.

Baía da Traição, no Estado do Paraíba. 8 007 habitantes.

Este município serve de exemplo para mostrar os gastos desproporcionais: os nove vereadores de Baía da Traição, no Litoral Norte da Paraíba, trabalham apenas 24 dias por ano, em média, segundo os dados do sistema Sagres, do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba. Inclua-se os salários do prefeito, do vice e dos secretários, além dos servidores alocados. A conta fica alta!

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Entrevistas ou tribunais de inquisição?

Quem se interessou pelas entrevistas dos candidatos à presidência, realizadas pela TV Cultura e pela Globo News, deve ter ficado impressionado… negativamente. Pois os jornalistas das duas emissoras mostraram suas piores faces e arrogaram-se ao direito de se tornar inquisidores, ao invés de entrevistadores.

Bahr-Baridades não está aqui louvando ou protegendo os candidatos “x”, “y” ou “z”. Mas há que se colocar os pingos nos is.

A entrevista no programa Roda Viva com o candidato Bolsonaro já havia sido deprimente: vários analistas políticos condenaram posteriormente a forma e o conteúdo das perguntas formuladas pelos jornalistas, que mostraram sua real face: esquerdistas de carteirinha, tentando minar o entrevistado.

Na Globo News, repetiu-se a história: no rol de entrevistadores que estavam salivando de ódio pelo candidato Bolsonaro figuravam Fernando Gabeira, conhecido também por ter participado da luta armada contra a ditadura como militante do Movimento Revolucionário Oito de Outubro, que tentava instaurar o socialismo no Brasil; Míriam Leitão, que foi militante do Partido Comunista do Brasil, chegando a ser presa e torturada física e psicologicamente pelo regime militar no Brasil; Cristiana Lobo, que se notabilizou por defender ferrenhamente a ex-presidente esquerdista/terrorista Dilma Roussef. Assim como Valdo Cruz, que lamentou em artigo que “a primeira presidente mulher, que lutou pela democracia”, tenha sido alvo de um impeachment. Bolsonaro também foi confrontado agressivamente por Andreia Sadi, por Mario Sergio Conti e conseguiu tirar Gerson Camarotti do sério.

No final da sabatinada, Miriam Leitão narrou uma nota de posicionamento da empresa sobre a afirmação, por Bolsonaro, de que “Roberto Marinho, fundador da Rede Globo, havia escrito um editorial em 1964, apoiando a Revolução Militar”. Leitão teve que repetir a nota que foi soprada por um ponto eletrônico, gaguejando e titubeando como se fosse um ente robotizado. Pior: referiu-se a um artigo da Globo em 2013 (quase vinte anos depois) rebatendo o próprio Roberto Marinho, que já havia falecido em 2003.

Digno de nota o uso indevido por Miriam Leitão, da expressão “golpe de 1964”, referindo-se à Revolução Militar que, para quem viveu aquele período – como este blogueiro – , foi na verdade uma resposta aos anseios da sociedade, cansada dos brizolas, goularts, sequestros, das bombas e da baderna provocada por esquerdistas treinados em guerrilhas.

Todos os candidatos entrevistados pela Globo News sofreram em maior ou menor grau perguntas inquisitórias, tendo de justificar eventuais ações ou declarações do passado, sobrando pouquíssimo espaço para falarem sobre o futuro: economia, transportes, educação, saúde, ferrovias, estradas, previdência social, reformas políticas… tudo o que diz respeito ao eleitor a partir de janeiro de 2019. Uma lástima, esse tipo de jornalismo!

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E há quem queira matá-la!

A belíssima onça pintada, felino que pode atingir até 2,41 metros e pesar 158 quilos, encontra-se em extinção, graças ao desaparecimento de cerca de 85% da Mata Atlântica. Hoje, restam, apenas, 7% de florestas em bom estado de conservação. Além disso, as onças-pintadas são perseguidas por caçadores e fazendeiros. Por isso, segundo estudo de 2016 da Revista Scientific Reports, restavam apenas cerca de 300 onças pintadas vivendo em seu habitat, em pequenas populações encontradas no Brasil, Paraguai e Argentina.

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A primeira fotografia do mundo

Esta foi a primeira fotografia do mundo feita em uma câmera. Foi tirada há quase duzentos anos, em 1826, por Joseph Nicéphore Niépce, a partir das janelas de Niépce, na região de Borgonha, França.

Niépce utilizou uma placa de estanho coberta com betume e produziu uma câmera que exigia cerca de oito horas de exposição à luz solar, invenção que batizou de heliografia. Daí para nossos celulares… que progresso!

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