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Quando o Rio de Janeiro era um “must”

Este paulistano (agora londrinense, desde 2004) foi um grande admirador da cidade do Rio de Janeiro. Na primeira vez em que lá estive, na década de 1950, eu tinha 18 anos e fui com um amigo. Fiquei maravilhado, para não dizer embasbacado. A orla, as praias, a paisagem… e as lindas garotas. Jurei voltar lá mais vezes.

E cumpri o juramento. Da segunda vez, entre praias, banhos de mar e passeios, lembro-me de ter curtido o barzinho do antigo e cilíndrico Hotel Nacional, que ficava na praia de São Conrado, quando um dos amigos que estava conosco foi dar uma canja acompanhando o conjunto que lá se apresentava, ao piano, numa sessão de jazz. O hotel faliu em 1995, ficou fechado por anos e foi reaberto em 2016.

De outra feita, junto com outro amigo, conheci lá uma linda garota que, com sua amiga, acabamos levando à Barra da Tijuca, à época um ermo. Daquela viagem surgiu “A minha garota de Ipanema”, conto real inserido no meu livro “Tia Belinha e a Grande Cartada …e novas histórias de bahr”.

Fui também ao Rio atrás de uma “meio namorada” curitibana, que terminara seu curso de psicologia e fora fazer seu Mestrado na então “cidade maravilhosa”. Desta vez a história não terminou muito bem e, para piorar, nem deu tempo para curtir a cidade. O trabalho me chamava.

Voltei ao Rio em 1966 a bordo do meu fusquinha amarelo com minha esposa Ruth Gabriela (que faleceu em 2008), para nossa lua de mel, que se iniciara em Nova Friburgo – uma decepção, pois chamavam a cidade de “A Suíça Brasileira” para competir com Campos de Jordão, que conhecíamos muito bem. Decidimos passar o resto da lua de mel em Copacabana. Maravilha.

Voltei ainda ao Rio para um almoço do “Homem de Visão” – quem se lembra? Era um evento anual criado por Said Farhat, ex-presidente da J. Walter Thompson Publicidade e que havia adquirido a Revista Visão, uma publicação semanal de informação geral brasileira. Visão circulou de 1952 a 1993. Naquele ano o almoço foi no Hotel Glória e junto com Ruth Gabriela, aproveitamos um belíssimo fim de semana.

Nunca mais voltei ao Rio. Pois as notícias geradas pela mídia deixavam de lado o pitoresco, o belo, o charme, as histórias de Jorginho Guinle e suas conquistas amorosas (Kim Novak, Zsa Zsa Gabor, Jayne Mansfield, Marilyn Monroe, Veronica Lake, Anita Ekberg e muitas outras), os passeios pela orla, os chopinhos nos bares de Copacabana. Agora, só terror, assassinatos, arrastões, sequestros, tiroteios, balas perdidas, assaltos a caminhões de carga, narcotraficantes e seus fuzis…

Saudades do velho e belo Rio de Janeiro.

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Clubes fechados: trouxas não entram!

 

“Estamos preparados para enfrentar a sociedade”
(Felipe Felps, vereador de Uberlândia)
Ele se esqueceu de que sim, deve prestar contas à sociedade!

 

Você provavelmente é, foi, ou será sócio de algum clube em determinado momento da sua vida. E como você sabe, cada clube possui um regulamento próprio, que todo associado deve seguir. Infringir regras resulta em penalidades. Cada clube deve prestar contas à Receita Federal e eventualmente a órgãos esportivos. Tudo para manter um ordenamento social e jurídico,

Mas existem clubes fechados que passam longe desta obrigações. A Câmara dos Veradores de Uberlândia, MG, acaba de nos fornecer um exemplo desta “alforria” jurídica. Os vereadores de lá aumentaram em cerca de 20% seus próprios proventos sem que se dignassem a analisar a situação de retração pela qual passa o país, nem respeitar a população da cidade, que obviamente recebeu este auto-aumento como uma afronta.

Cada vereador, que já recebia cerca de R$16.000,00 mensais por cerca de 10 (sim, apenas dez) sessões mensais, agora vai receber R$18.000,00 – ou seja, R$1.800,00 por sessão. Isso sem considerar férias, recessos, etc.

A aprovação em duas votações foi feita na penúltima reunião do ano, em sessão extraordinária. Além do salário, o vereador tem acesso a uma verba indenizatória de R$ 10 mil para custos com gabinete. De acordo com a Câmara, foi aprovado também um reajuste de 4,5% no salário dos servidores da Casa.

A título de comparação e segundo o IBGE, em 2016 o valor do rendimento nominal mediano mensal per capita, em Uberlândia, dos domicílios particulares permanentes – Rural era de R$ 350,00 e dos domicílios particulares permanentes – Urbana chegava a R$ 666,67.

Nota: os salários dos vereadores de Belo Horizonte (cidade maior do que Uberlândia) são menores do que na cidade de Uberlândia: R$ 16.435,88 por mês.

Um lembrete: trouxas como a maioria da população brasileira não conseguem fazer parte do corpo associativo destes clubes fechados, que nem precisam prestar contas a nenhum órgão fiscal.

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A hora da vingança

Só mesmo no Brasil: após a Câmara dos Deputados votar pela negativa de permitir que Temer e seu grupo, acusados de corrupção pelo então Procurador Geral da República,  Rodrigo Janot, fossem liberados para julgamento no STF, foi criada – com o nítido objetivo de os acusados se vingarem do acusador e dos delatores – a CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) da JBS.

E quem foi o relator? Foi o deputado Carlos Marun (um dos puxa-sacos do Temer) que pediu, no relatório final, o indiciamento do ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot e do procurador da República Eduardo Pellela, que foi chefe de gabinete de Janot. Os dois, acusados pelo relator dos crimes de prevaricação e abuso de autoridade, se negaram a comparecer à Comissão para prestar esclarecimentos. Além isso, o irritante Marun também pediu o indiciamento dos irmãos Joesley e Wesley Batista, donos da JBS e sócios do grupo J&F, do ex-executivo da JBS, Ricardo Saud, e do ex-procurador da República Marcelo Miller.

E Marun não deixou barato: concluiu que as acusações de Rodrigo Janot que levaram às duas denúncias contra o presidente da República, Michel Temer, são infundadas. Ao invés de trabalharem produtivamente pelo bem do Brasil, a Comissão perdeu precioso tempo produzindo um relatório de 326 páginas. Tudo com o nítido objetivo de se vingarem (ele, Temer & Cia.) do então Procurador Janot.

Esta é a verdadeira inversão de valores “made in Brazil”. São os corruptos processando os representantes da justiça e da legalidade.

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Reforma da Previdência custa os olhos da cara

Faz meses que o governo federal (leia-se Temer e seu grupo) vem toureando com a Câmara dos Deputados para tentar a aprovação da Reforma da Previdência Social.

Como estamos no Brasil, país tropical de belezas mil, em contrapartida às subidas e descidas nos caminhos nevados de uma Suíça, por exemplo, aqui as estradas são sinuosas, cheias de curvas e perigos. Assim, no meio do caminho Temer teve de enfrentar duas denúncias criminais, que resultaram em grandes e longas negociações políticas para “limpar a área”. Estima-se que o custo destas negociações tenha chegado a R$ 32 bilhões. Foram diversas concessões e medidas do governo, negociadas com parlamentares da Câmara entre junho e outubro, desde que Temer fora denunciado pela primeira vez por corrupção passiva, até a votação da segunda acusação formal pelos crimes de organização criminosa e obstrução da Justiça.

Ao mesmo tempo, sabe-se que os deputados federais custam R$ 86 milhões ao mês, entre salários, verbas de representação, viagens, mordomias e coisas que tal. Total anual: R$ 1 bi. Dá para imaginar o custo da Reforma da Previdência, já que nos últimos e longos meses de negociações para aprovação da sua reforma os deputados nada mais fizeram do que pleitear vantagens pessoais e verbas, uma forma nada sutil de vender seus votos?

Acresça-se ainda a complacência dos órgãos fiscalizadores da Previdência Social e da Receita Federal. A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional fez um levantamento onde foi apurado que os devedores da Previdência Social acumulam dívida de R$ 426,07 bilhões. O valor é quase três vezes superior ao atual deficit, que fechou 2016 em R$ 149,7 bilhões. A lista dos nomes que apresentam débitos com a Previdência Social contém mais de 500 empresas – privadas, públicas, fundações, governos estaduais e prefeituras.

Então, pode-se presumir que ao cabo de uma eventual aprovação da Reforma da Previdência (sim, eventual, pois parece que esta discussão não termina nunca), o governo federal terá somado bilhões e bilhões de prejuízo, o que resultará numa simples troca de seis por meia dúzia…

Foto: Estadão
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Petista tomando choque de realidade

Você sabia que cada blogueiro deste país tem que carregar nas costas um ou mais idiotas do estraçalhado PT, que são ou eram pagos pelo “partido” para praticarem eterna vigilância e consequente envio de comentários e críticas, geralmente ofensivos, a cada post que não lhes agrade?

Pois um dos idiotas que vigiam o blog Bahr-Baridades leva o nome de Hudson, não dá tréguas, e enviou o comentário abaixo, referente ao post “E se de repente?”, publicado no dia 2 último.

“É cara, você realmente está caquético e isso não tem cura. O PT já administrou esse país e o deixou bem melhor do que encontrou, não sou filiado a um partido, mas vendo o descalabro que é esse governo e imbecis igual a você focando no PT (que está fora do governo há mais de um ano) e não abrem a boca para denunciar a enxurrada de disparates que os golpistas cometem diariamente”.

O pior é que, como a maioria dos petistas, o cara tenta negar que é do “partido”, não entende o que a gente escreve e deturpa suas interpretações sempre através de ofensas pessoais ao blogueiro. Em resumo, ele não capta em sua mente doentia que os problemas do Brasil de hoje são resultado da incompetência e da roubalheira nos governos Lula e Dilma… e joga a culpa nos “golpistas”. Um energúmeno!

O comentário acima é apenas um dos muitos que o mesmo petista remeteu. A maioria tem um destino certo: vai diretamente para a lixeira!

Xô, PT e petistas! Fora! Xispem!

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Notícias da manhã. Tá bom pra você?

Vice-prefeito, secretários e vereadores de Vera Cruz são afastados por fraude no SUS

Ex-prefeita de Ribeirão Preto acusde fraude no pagamento de honorários advocatícios

Ex-vereadora na BA é suspeita de desviar recursos da educação com funcionários fantasmas

Policiais do DF suspeitos de extorsão para deixar alvos soltos

Ministério Público Militar denuncia 11 militares e civis envolvidos em fraudes no Rio

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E se de repente?

Um dia acordei e…

– as mãos de direção dos carros estavam invertidas, à lá inglesa;
– a energia elétrica simplesmente acabou;
– as operadoras de celulares não emitiam mais sinais;
– o lixo estava se acumulando nas ruas;
– trens, ônibus e metrô deixaram de circular;
– operações com dinheiro plástico (cartões de débito e crédito) foram suspenas;
– escolas amanheceram fechadas;
– mercados e supermercados ficaram sem mercadorias;
– telefones fixos não davam linha;
– as tampas dos dentifrícios, sabões líquidos, refrigerantes, das águas minerais e de outros frascos estavam rosqueadas ao contrário;
– postos de combustíveis não foram reabastecidos.

…de repente me dei conta de que já estávamos no ano de 2019, Lula ganhara (de novo) as eleições e PT e os esquerdistas estavam “administrando” nosso país.

Xô! Sai pra lá! Cáspita!

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Pedágios paranaenses: falta de bom senso

O título deste post até que está redigido de forma bem educada. Poderia ser definido por: “falta de vergonha na cara”, ou “exploração da nossa boa fé”, ou “chute no nosso traseiro”, ou…

Pois numa inflação acumulada de 2,70% nos 12 meses anteriores até outubro 2017, medida pelo IPCA, os pedágios nas rodovias do Paraná ficaram até 7,92% mais caros a partir desta sexta-feira dia 1o. O reajuste foi homologado pela Agepar, (Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Infraestrutura do Paraná) que, como a maioria das agência reguladoras, age sempre em desfavor do consumidor. Haja vista os aumentos hiperinflacionados nos planos de saúde, da energia elétrica e outros.

Eis os aumentos, por concessionária:

Triunfo Econorte: 5,09%
Viapar: 7,92%
Ecocataratas: 2,75%
Caminhos do Paraná: 4,33%
CCR Rodonorte: 3,24%
Ecovia: 3,83%

É inacreditável que, mesmo com os preços já tão elevados cobrados pelas concessionárias (o pedágio de Jataizinho é o mais caro do Brasil), grande parte das rodovias paranaenses ainda não esteja duplicada. Com isso, o índice de acidentes é altíssimo e nós, usuários das rodovias (principalmente os caminhoneiros, que transportam safras agrícolas e cargas), somos as vítimas dos contratos mal feitos, da ganância e talvez das vantagens (o famoso “por fora”) que os governantes usufruam sendo tão benevolentes com as concessionárias.

Foto: acidente em Tamarana, na PR 445 (note a pista simples) – Foto Globo
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Uma excelente ideia para nossos políticos

Esse crápula da foto, de nome complicado (Slobodan Praljak), estava respondendo por crimes de guerra no Tribunal Penal Internacional para a ex-Iugoslávia, em Haia, Holanda, acusado por ser o responsável pelas forças croatas da Bósnia quando, juntamente com os sérvios, os croatas lutaram contra a população muçulmana do país em uma guerra civil no início dos anos 90, após a dissolução da Iugoslávia.

Como ex-comandante militar, Praljak foi condenado por não atuar para conter o cerco e a matança de civis e por ordenar a destruição da ponte de Mostar – uma construção histórica – em 1993, causando “danos desproporcionais para a população civil muçulmana”, segundo os juízes.

A foto mostra o momento em que ele ingeriu um frasquinho de veneno que trazia no bolso, logo após o juiz do Tribunal condená-lo a 20 anos de prisão – com a sua idade, ele jamais sairia vivo de lá. Morreu pouco depois de transportado a um hospital.

Vários dos nossos políticos estão envolvidos em crimes que se assemelham a um genocídio: os vastos desvios de dinheiro público e a incompetência de gestão pública atingem diretamente aos brasileiros que precisam recorrer a hospitais, postos de saúde e ambulatórios e se deparam com falta de vagas, médicos, medicamentos e de manutenção dos equipamentos, enfrentando longas filas de espera, morrendo por decurso de prazo do atendimento e de exames. Além disso, os desvios do dinheiro provocam a falta de obras de saneamento, originando focos de infecção e de epidemias…

Nosso Brasil seria bem mais saudável e nos mostraria estatísticas bem mais animadoras se os políticos envolvidos em falcatruas, corrupção e desvios de dinheiro público  aprendessem noções de moral, ética e responsabilidade e se nossos tribunais finalmente criassem coragem para condená-los por crimes assemelhados aos de genocídio.

Frascos de veneno nos bolsos destes políticos e sua ingestão certamente seriam uma ótima solução para eles e para nós todos, quando fossem condenados.

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