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Comissão de Ética do Senado: vergonha!

Os senhores senadores acabam de nomear 20 dos 30 nomes que irão constituir a Comissão de Ética no Senado. Mas eles são verdadeiramente grandes caras-de-pau: se presumivelmente a Comissão deveria ser constituída por figuras impolutas e ilibadas, o Brasil pode se envergonhar pela escolha de vários dos nomes escolhidos.

Veja só: o líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR), foi anunciado como membro titular do colegiado. Ele é alvo de oito inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF). É uma figurinha carimbada em atos de ilicitudes!

Outro investigado pelo STF, Eduardo Braga (PMDB-AM), foi escolhido como suplente do Conselho.

Titulares

Airton Sandoval (PMDB-SP)

João Alberto (PMDB-MA)

Romero Jucá (PMDB-RR) – alvo de oito inquéritos no (STF)

Davi Alcolumbre (DEM-AP) – alvo de investigação referente a abuso de poder econômico, político e de autoridade.

Flexa Ribeiro (PSDB-PA) – A Justiça Eleitoral desaprovou a prestação de contas do PSDB-PA relativa ao exercício financeiro de 2010.

Eduardo Amorim (PSDB-SE) – condenado ao pagamento de multa por se beneficiar ilegalmente de bem público; alvo de ação movida pelo Ministério Público Eleitoral por abuso de poder econômico; alvo de ações por improbidade administrativa movida pelo Ministério Público Estadual.

José Pimentel (PT-CE) – inquérito por prevaricação e corrupção passiva.

Acir Gurgacz (PDT-RO) – responde a pelo crime de dano ao erário

João Capiberibe (PSB-AP)

Antonio Carlos Valadares (PSB-SE)

Wellington Fagundes (PR-MT) – alvo de inquérito que apura crime de corrupção ativa, passiva, peculato e lavagem ou ocultação de bens; alvo de ação civil pública por ato de improbidade administrativa movida pelo Ministério Público Federal; e a Justiça Eleitoral desaprovou as contas do PR em Mato Grosso referente ao exercício de 2010

Pedro Chaves (PSC-MS)

Suplentes

Jader Barbalho (PMDB-PA) – investigado no âmbito da Operação Lava Jato; condenado a ressarcir mais de R$ 2 milhões à União por enriquecimento ilícito a partir do desvio de verbas do programa FINAM da antiga SUDAM; réu em outra ação civil pública por dano ao erário envolvendo o beneficiamento de empresa; réu em ação civil pública promovida pelo MPE-PA por participação em esquema de desvio de recursos do Banco Estadual do Pará.

Eduardo Braga (PMDB-AM) – investigado no âmbito da Operação Lava Jato

Hélio José (PMDB-DF)

Ataídes Oliveir (PSDB-TO) – a empresa pertencente ao senador foi condenada por realizar doação de campanha acima do limite.

Paulo Bauer (PSDB-SC) –  condenação por improbidade administrativa, réu em outro processo por improbidade administrativa e em mais 12 processos, por irregularidades.

Regina Sousa (PT-PI)

Fátima Bezerra (PT-RN)

Telmário Mota (PTB-RR) – inquérito por violência doméstica contra a mulher.

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Tira, põe, deixa ficar

Nós, o povo, os bobalhões, ficamos apenas de longe observando nossos péssimos governantes e representantes – os mesmos que nós elegemos – nomearem, demitirem e remanejarem ministros, secretários, assessores, a seu bel prazer.

Para eles, pouco importa o que nós pensamos de tudo isso. Nos primeiros seis meses de governo, o presidente-tampão Michel Temer teve seis baixas entre seus ministros. Um ministro por mês, em média. Há poucos dias, ele demitiu o ministro da Justiça. Depois das delações do corruptor Joesley Batista, mais três assessores e dois ministros estão com um dos pés na porta de saída.

O mais preocupante é o envolvimento da maioria deles – governantes e nomeados – na maior corrupção já revelada no planeta Terra. Alguns consideram que o fato de terem sido eleitos com nossos votos nos torna seus cúmplices inadvertidos. Outros acham que somos vítimas de malandros mentirosos.

Jamais somos consultados a respeito de nomeações e demissões. Não interessa a eles as nossas opiniões. Nossa obrigação é pagar impostos, multas e obedecer à mais terrível burocracia jamais criada antes. Caso contrário, eles não sobreviverão.

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Propostas partidárias

A constante inserção dos curtos “comerciais” dos partidos políticos que interrompem irritantemente as programações da tevê aberta nos mostra que a maioria dos partidos políticos, em vez de aproveitar o seu tempo para apresentar propostas e ideias visando o benefício do povo brasileiro, apenas insere os chavões já batidos e surrados como “Fora Temer”, “Contra as Reformas”, “Diretas Já”, “´É Golpe” e outras bizarrices, imaginando que com este enfoque conquistarão seu eleitorado.

São na maioria aparições de caciques regionais ou nacionais, que gostam de falar grosso, pretendendo passar a ideia de que com eles a nossa situação político-econômica seria diferente – mas com as revelações da Lava Jato e as delações premiadas, acabam enredados nas mesmas teias de corrupção e Caixa 2 como os demais. Pois segundo as delações do corrupto/corruptor Joesley Batista, da JBS, são mais de 1900 políticos que receberam “doações” da sua empresa…

O pior: de embrulho, aparecem candidatos que obviamente não oferecem as mínimas condições de assumir qualquer mandato, como o que aparece na imagem acima. Pode-se imaginar a qualidade do partido pela “capacidade” do candidato.

Em 2016 havia 35 partidos políticos registrados no Brasil e mais 34 em formação… o que significa que, se e quando todos eles tiverem direito aos comerciais, os telespectadores dos canais abertos receberão como castigo um desfile de chavões, baboseiras, tolices, assassinatos da língua portuguesa e aberrações de causar vergonha.

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Contando os poucos honestos nos dedos

Certo dia liguei para um amigo paulistano e quis saber como ele estava. Ele me respondeu que fora ao médico e este lhe perguntara:

– O que o senhor sente que anda mal com a sua saúde?

– Doutor, acho que fica mais simples eu lhe responder sobre o pouco que ainda anda bem…

É desta mesma forma que nós estamos tentando absorver o que ocorre com o nosso Brasil. O volume de informações diárias que emanam do Ministério Público, da Polícia Federal, do Supremo Tribunal Federal e de outras fontes é tão intensa, que mal podemos acompanhar tudo.

São governadores, prefeitos, deputados, senadores, assessores, ministros, empresários e sabe-se lá mais quem, que vão sendo apanhados pela malha fina do combate à corrupção. Uma corrupção desenfreada e que envolve quantias antes jamais imaginadas por nós, simples cidadãos.

Parece que à exemplo do caso clínico do meu amigo, fica mais fácil contar nos dedos os nomes dos políticos que não estão envolvidos em falcatruas, negociatas e corrupção. Pelo visto, nos dedos de uma só mão. E talvez ainda sobrem dedos…

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A covardia do Estado Islâmico

Não bastassem os ataques criminosos em tantas partes do mundo, os fanáticos do EI (Estado Islâmico) agora estão salivando de satisfação por terem detonado um explosivo em Manchester, na Inglaterra, onde assassinaram covardemente 22 pessoas, entre elas várias crianças e deixaram quase 60 feridos durante o show da cantora Ariana Grande.

Qual o grau de satisfação que seres humanos podem sentir ao praticar atos tão covardes? Qual religião pode se comprazer de existir para tramar e executar atentados ao redor do mundo?

Para onde caminha a Humanidade?

 

Saffie Rose, de oito anos, residente em Lancashire, uma das crianças vítimas fatais
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Brasília: desconstruir para construir tudo de novo

Desse jeito não dá mais! Depois das várias “delações premiadas”, que nos revelaram centenas de nomes envolvidos em corrupção, lavagem de dinheiro, formação de quadrilhas, recebimento de benesses e favores escusos, o jeito é fechar o Congresso Nacional (Câmara e Senado), enxotar todos os deputados e senadores, “impichar” o Presidente da República e todos os seus ministros… e começar tudo do zero.

Seria o caso de formar uma Comissão de Notáveis (pessoas de reconhecida alta competência, reputação ilibada, de méritos amplamente reconhecidos) para reformatar todo o esquema do nosso Parlamento: analisar o número de deputados (eliminando o Senado), estipular seus ganhos (muito, mas muito abaixo do que recebem atualmente), determinar o número verdadeiramente necessário de assessores e seus salários e enquadrar todos eles, sem exceção, na mesma legislação trabalhista que os cidadãos comuns.

A Comissão analisaria também a nova modalidade de eleições legislativas e os requisitos mínimos para candidatos à presidência da República (grau de instrução, reputação ilibada, experiência em gestão administrativa), além de reestudar as formas de financiamento para suas campanhas eleitorais.

Formar a Comissão de Notáveis até que não seria difícil. Encontrar pessoas de reputação ilibada… talvez aí esteja o nó da questão.

Mas com toda a certeza, pior do que está não poderia ficar.

Foto: Diário do Brasil
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Leis de Murphy, aplicadas em Brasília

Se alguma coisa tem a mais remota chance de dar errado, certamente dará.

Tudo dá errado ao mesmo tempo.

Diz-se que as coisas pioram antes de melhorar. E quem disse que elas iriam melhorar?

Expectativas negativas dão resultados negativos. Expectativas positivas dão resultados negativos.

A diferença entre um político e uma lesma é que a lesma deixa um rastro gosmento.

Na dúvida, preveja que a tendência atual continuará.

Se alguém diz quatro vezes que não vai renunciar, ele certamente irá.

O que importa é o nome que você dá aos fatos, não os fatos em si.

A probabilidade de uma coisa acontecer é inversamente proporcional ao desejo que ela aconteça.

Nada é tão ruim que não possa piorar ainda mais.

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Trump e Temer, brothers em apuros

Deve ser mera coincidência: no mesmo dia (ontem, 17/05), os dois presidentes acabaram se encrencando. Trump, por causa de alegadas informações altamente confidenciais que repassou para o chanceler russo e para o embaixador da Rússia nos Estados Unidos (uma heresia para os padrões americanos, já que a Rússia sempre foi considerada uma potência politicamente conflitante àquele país). E Temer, por causa de denúncias explosivas dos donos da JBS que chegaram ao ministro Luiz Edson Fachin, relator da Lava Jato; eles têm gravações de Michel Temer dando aval para a compra do silêncio de Eduardo Cunha.

Nos dois casos, a palavra impeachment ganhou força, tanto nos Estados Unidos como no Brasil. Tudo indica que nenhum dos dois vai escapar de perder seus cargos. No caso brasileiro, a situação é mais grave e possivelmente Temer irá apresentar seu pedido de renúncia bem rapidinho. Já Trump certamente vai se aguentar um pouco mais na presidência, mas a sucessão de imbróglios em que vem se metendo não o favorece em nada.

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Mentiras, mentiras, mentiras

Inacreditável como nas enfadonhas desculpas forjadas pelos acusados de corrupção na Lava Jato a palavra “mentira” ganhou destaque. Junto com a palavra “ilações”, provavelmente é o mantra mais repetido a cada justificativa quando são acusados por algum delator.

É difícil acreditar que as acusações dos delatores sejam apenas mentiras ou “ilações”, já que elas se repetem, delator após delator, interrogatório após interrogatório. Um incessante desfile de nomes de governadores, senadores, deputados, servidores, ex-diretores de estatais, doleiros e dos chamados “mulas” (transportadores de dinheiro) preenche páginas e páginas de delações, tornando duvidosas as alegações de inocência dos acusados e certamente afastando para longe as nossas dúvidas quanto às suas participações em esquemas criminosos.

Mentiras, ilações, ou “bullshit” (como gosta de falar o americano)… o que se espera é que todos os acusados mofem por muito tempo no xilindró.

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