Ascensão e queda dos blogs

Os blogs nasceram na esteira da internet, quando alguns provedores começaram a oferecer espaços e ferramentas para que qualquer pessoa pudesse criar sua própria página, escolher seus temas e divulgá-los via rede mundial.

Surgiram blogs que abordam todos os gêneros: moda, fotografia, política, esportes, fofocas, animais, educação, religião, astrologia… nenhum tema ficou de fora. Paralelamente, com a criação de portais dos veículos de comunicação – jornais, revistas, rádio, tevê – vários blogueiros foram convidados a fazer parte das suas equipes, com a finalidade de aumentar o número de leitores, tanto dos blogs como dos portais.

Eis que nesta década novas formas de comunicação foram ocupando espaços, como Facebook, Instagram, Whatsapp e, por consequência, surgiram os vlogueiros – blogueiros que deixaram de apresentar textos escritos para utilizarem vídeos em sua comunicação. Muitos destes vlogueiros – ou youtubers – são hoje profissionais que vivem exclusivamente de suas produções, recebendo proventos de acordo com maior ou menor número de seguidores e acessos.

Nesta última eleição as redes sociais transformaram-se nas mais eficazes ferramentas das campanhas políticas, para o bem ou para o mal. Houve quem soubesse utilizar esta modalidade de divulgação a seu favor e contra seus adversários, chegando ao ponto de se notar uma verdadeira guerra dos chamados internautas, apoiadores de um ou de outro candidato. E nem era necessário dominar a língua portuguesa: nunca se viu tantos textos mal escritos, com erros grosseiros, falta de concordância e outras atrocidades.

Toda esta transformação na comunicação fez com que grande número de blogs fossem perdendo espaço e leitores. Muitos blogs já saíram de cena – hoje, quando se clica em alguns links, nota-se que seus autores nunca mais acrescentaram textos e matérias, permanecendo estagnados. Como a internet é um arquivo vivo, seus textos ficarão preservados por anos e anos a fio.

Com estas transformações tão rápidas, fica muito difícil prever o que nos espera adiante. Certamente novas formas de comunicação irão surgir, desbancando outras tantas. Muitos jornais impressos deixaram de existir, ao redor do mundo. Os que sobrevivem, batalham com a queda cada vez maior de vendas e de leitores. Editoras fecharam revistas. Até as bancas de jornais tiveram de se reinventar e passaram a oferecer outros produtos, tornando-se uma mini loja de conveniência.

Assim, resta a pergunta: para onde caminharão os blogs?

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A dificuldade de montar uma equipe de governo

Para quem imagina ser fácil a montagem de uma nova equipe de governo, basta fazer a comparação com a estruturação de uma empresa que acaba de ser vendida e assumida por um novo grupo.

Qualquer empresa, para produzir e faturar mais do que apenas satisfatoriamente, terá de contar obrigatoriamente com funcionários de alto nível – profissionais e experts – em seus postos de comando, nos seus vários departamentos: diretoria, vendas, produção, financeiro, recursos humanos, marketing, propaganda, logística… serão cargos a preencher com pessoas da mais alta confiança e que precisam vestir a camisa da empresa, isto é, estarão empenhados em dar o melhor de si para alcançar os melhores resultados.

A equipe de governo, para que a nova gestão seja bem sucedida, deveria obedecer aos mesmos princípios: ministros da mais alta confiança do seu líder, segundo escalão composto dos melhores profissionais e servidores treinados e conscientes de que o produto oferecido seja o melhor, em atendimento ao público, na facilitação dos trâmites burocráticos e no zelo pelo patrimônio. O Portal da Transparência define o servidor público como “a pessoa que ocupa legalmente cargo ou função pública para prestar serviços à sociedade e ao Estado, visando ao interesse público e ao bem comum, exercendo as atribuições e responsabilidades previstas”.

Segundo a ADESG – Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra, o poder Executivo é o que mais emprega, com mais de 1.800.000 servidores trabalhando em todos os órgãos da administração pública direta, autarquias, fundações, empresas públicas, sociedades de economia mista e Banco Central, além dos militares.

Apenas pelo número acima, já dá para imaginar o vultoso trabalho que a nova direção do país terá pela frente: enxugar os supérfluos, despedir os incompetentes, afastar os suspeitos de má conduta e botar a máquina para funcionar objetivando oferecer o melhor ao seu público final: os brasileiros. Sem burocracia burra. Ou “burrocracia”.

Charge: Russia Beyond (https://www.rbth.com/lifestyle/328026-dos-and-donts-of-russian)
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Desemprego: não é apenas culpa da economia

Robôs caparam milhares de empregos na indústria automobilística

O IBGE apresentou nova estatística sobre o desemprego no Brasil. Os números mostram que um em cada quatro desempregados procura trabalho há dois anos ou mais, o que constitui novo recorde histórico, chegando a 3,2 milhões. 13 estados e o Distrito Federal têm taxa de desemprego acima da média do país, o que que corresponde a 25,6% do total de desempregados do país, além de um acréscimo de 350 mil pessoas em um ano.

O trabalho sem carteira assinada cresceu 4,7% em relação ao trimestre anterior, com maior número no Maranhão (48,9%), Piauí (45,9%) e Paraíba (45,1%), e o menor em Santa Catarina (11,6%), Rio Grande do Sul (17,2%) e (18,9%).

Adianta culpar a situação econômica para atingirmos estes números? Talvez em parte: o nosso país anda devagar, com um crescimento pífio, um PIB bastante inferior à média dos outros países e ocorre até mesmo um encolhimento de produtividade em vários setores.

Mas a culpa maior é dos próprios governantes que, entra ano, sai ano, se recusaram a enxergar a realidade dos novos tempos. Pois quando chegou o computador na década de 1990, teve início uma nova era tanto na indústria, como na agricultura, no comércio e na prestação de serviços. Na indústria foram ceifados milhões de empregos, substituídos por automação e robótica. Na agricultura, modernos equipamentos foram eliminando a mão de obra braçal. No comércio, novos sistemas computadorizados de vendas – inclusive pela internet – foram substituindo vendedores e balconistas. E na prestação de serviços foram também os computadores que eliminaram centenas de milhares de empregos (como, por exemplo, nas agências de propaganda onde foram eliminadas funções e empresas ligadas às artes gráficas, por exemplo). Escritórios das mais diferentes atividades eliminaram arquivistas, contínuos e até secretárias.

E por que a culpa é dos governantes? Eles simplesmente não enxergaram os novos tempos. Se tivessem prestado atenção ao que ocorre em outros países, certamente teriam alertado nossa população e oferecido aprendizado e especialização para o domínio de máquinas agrícolas, robótica, automação, computação e tantas outras modernidades que não param de surgir. E o mais importante: os governantes deveriam implantar um sistema de educação que se aproxime, por exemplo, daquele implantado na Coreia do Sul. Pois aqui a maioria da população lê pouco, não entende o que lê, não sabe escrever e nem imagina que o futuro exige enorme carga de conhecimentos e de especialização. Com isso, a capacidade de conseguir um bom emprego cai praticamente a zero.

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Quarenta e um senadores antibrasileiros

O presidente do Senado, Eunício Oliveira, que sofreu uma delação premiada,
foi o autor da chamada pauta-bomba para a votação em caráter de urgência
 

Os senadores com certeza sabem melhor do que ninguém: ainda em maio deste ano, a dívida pública bruta atingiu um patamar inédito: 77% do Produto Interno Bruto (PIB), o equivalente a R$ 5,133 trilhões, conforme dados do Banco Central (BC). Outra metodologia do Fundo Monetário Internacional (FMI), considera que a dívida chegaria a 85,9% do PIB, percentual acima da média dos países europeus.

Os economistas são unânimes: há que se estancar essa sangria. Se o Brasil pudesse ser ilustrado como um corpo humano, teríamos uma terrível hemorragia, isto é, sangue jorrando por todos os poros, pela cabeça, tronco e membros, tornando cada vez mais difícil sua recuperação.

Mesmo com a pior das perspectivas em relação às contas públicas nos próximos anos, quarenta e um senadores votaram a favor do aumento de 16,38% proposto pelo Supremo Tribunal Federal, o que provocará um efeito cascata em vários salários do funcionalismo. Entenda-se: grande parte destes senadores está enrolada em processos por corrupção, compra de votos, caixa dois, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. Apavorados com a perspectiva de serem julgados no próximo ano, quando muitos deles perderão seus mandatos, imaginam que assim minimizarão seus problemas, obtendo o beneplácito dos ministros.

Estes senadores não pensaram no bem do Brasil e dos brasileiros: mais uma vez se constata que a corte em Brasília, constituída dos três poderes, cria um abismo cada vez maior entre seus invejáveis proventos e a pobreza dia a dia maior de brasileiros que por vezes nem conseguem se alimentar.

Eis o registro dos senadores antibrasileiros que votaram a favor do aumento:

Acir Gurgacz (PDT-RO)
Aécio Neves (PSDB-MG)
Ângela Portela (PDT-RR)
Antonio Anastasia (PSDB-MG)
Antônio Valadares (PSB-SE)
Armando Monteiro (PTB-PE)
Ataídes Oliveira (PSDB-TO)
Cássio Cunha Lima (PSDB-PB)
Cidinho Santos (PR-MT)
Ciro Nogueira (PP-PI)
Dalirio Beber (PSDB-SC)
Davi Alcolumbre (DEM-AP)
Edison Lobão (MDB-MA)
Eduardo Amorim (PSDB-SE)
Eduardo Braga (MDB-AM)
Eduardo Lopes (PRB-RJ)
Fernando Coelho (MDB-PE)
Garibaldi Alves Filho (MDB-RN)
Hélio José (PROS-DF)
Ivo Cassol (PP-RO)
Jorge Viana (PT-AC)
José Agripino (DEM-RN)
José Amauri (PODE-PI)
José Medeiros (PODE-MT)
José Serra (PSDB-SP)
Otto Alencar (PSD-BA)
Paulo Bauer (PSDB-SC)
Paulo Rocha (PT-PA)
Raimundo Lira (PSD-PB)
Renan Calheiros (MDB-AL)
Roberto Rocha (PSDB-MA)
Romero Jucá (MDB-RR)
Rose de Freitas (PODE-ES)
Sérgio Petecão (PSD-AC)
Tasso Jereissati (PSDB-CE)
Telmário Mota (PTB-RR)
Valdir Raupp (MDB-RO)
Vicentinho Alves (PR-TO)
Walter Pinheiro (Sem partido-BA)
Wellington Fagundes (PR-MT)
Zeze Perrella (MDB-MG)

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O dia em que esbarrei na Dilma!

Dei azar, esbarro na Dilma. Eu estava na minha bike, ela na dela. Nem a reconheci, ela usava capacete de ciclista e óculos escuros. Além disso, não havia séquito nenhum ao lado dela – seu ostracismo político estava começando. Nesta eleição acabou não sendo eleita para senadora lá em Minas. Minas? Não entendi, pois ela mora em Porto Alegre.
– Desculpe-me, senhora, não foi intencional!
– Está desculpado!
– Epa… a senhora não é a presidenta?
– Sou. Sou ex…
Pausa. Precisei conter meu nervosismo.
– Como foi ser presidenta?
– Sabe como é… enquanto o mundo gira, a Terra também gira – os olhos dela pareciam distantes.
– Como assim? – perguntei.
– É porque… sabe… o Bessias ganhou a eleição. Quem poderia imaginar? E nem posso mais falar com o Lula, não sou advogada e não posso entrar lá pra visitar…
– Mas a senhora, como ex-presidenta…
– Não deixam!
– E o vento encanado?
– Ninguém entendeu… é que a gente podia estocar, sabe? Aí não ia faltar vento para a energia solar.
– Solar?
– Não, energia ólica…aólica… Aquela do vento, sabe?
– É eólica!
– E a senhora saudou a mandioca…
– Não era bem a mandioca… vocês não entendem o sentido mais profundo da palavra. Mandioca pode significar um monte de coisas. Pode ser agricultura, pode ser agronegócio, pode ser o negócio…
– Negócio?
– Eu estava saudando a mandioca dele… um segurança que trabalhava para mim.
– E quanto à pasta saindo do dentifrício?
– Todo mundo sabe, depois que a pasta de dente sai do dentifrício, ela dificilmente volta para dentro do dentifrício. Será que ninguém entende o que digo?
Aí a presidenta já estava ficando nervosinha, não disse mais nenhuma palavra, puxou a bike dela e foi-se afastando. Nenhum sorriso, tampouco disse adeus.
Fiquei estático, tentando colocar meus pensamentos em ordem. Estou tentando até agora entender o que ela disse…

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Oposição negativista

Os brasileiros permitiram, pacificamente, que a quadrilha do PT governasse a seu bel prazer nosso país, cometendo pecados, pecadilhos e principalmente uma corrupção geral e desenfreada, por longos 14 anos.

Agora Bolsonaro ganhou as eleições. E a oposição, ao invés de pensar no país e apresentar propostas construtivas em benefício dos milhões de brasileiros, faz com que pipoquem aqui e ali declarações na contramão das nossas necessidades e anseios:

Gleisi Hoffmann, presidenta do PT, ironizou o encontro entre o presidente eleito, Jair Bolsonaro e o juiz Sergio Moro: “Viva juízes isentos como Moro e presidentes democráticos como Bolsonaro!”

Mais desconstrução: Os líderes do PDT, PSB e PCdoB na Câmara dos Deputados anunciaram que os três partidos atuarão conjuntamente na oposição ao governo de Bolsonaro.

A senadora Lídice da Mata (PSB-BA), mesmo antes de Bolsonaro tomar posse, afirmou que ele “quer decidir tudo de acordo com o seu próprio pensamento e pretende ameaçar a liberdade de imprensa e os movimentos da sociedade organizada”.

De Jaques Wagner: “eu irei apoiar quem for contra o Bolsonaro, independente da posição do PT”.

Marcio Pochmann, ex-coordenador econômico da campanha de Fernando Haddad, escreveu que a “sombra do governo Collor” começa a pairar sobre o futuro governo de Jair Bolsonaro e citou a “proposição de aprisionamento de parcela dos recursos depositados no sistema financeiro”. É mentira descarada, uma fake news grosseira.

Do senador Requião (que vai perder o mandato): “Bolsonaro criou um movimento fadado ao fracasso”.

Para Orlando Silva (PCdoB), “Jair Bolsonaro é o Bobo da Corte”.

O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) que também vai perder o mandato, afirmou que “os brasileiros foram iludidos por um candidato que fugiu dos debates. Por isso, o governo de Jair Bolsonaro não tem qualquer chance de dar certo”

A senadora Vanessa Graziottin (PCdoB), outra em fim de mandato, mostrou preocupação com a divulgação de notícia na imprensa sobre uma “possível participação de banqueiros na composição do governo”. Parece que somente ela ouviu falar disso.

Ainda bem que a maioria dos brasileiros que votou em Bolsonaro pensa diferente.

Foto: Mises Brasil
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Porque nosso Brasil não vai pra frente

Ao contrário do famoso hino “Pra frente, Brasil!” o comportamento de boa parcela da população não deixa dúvidas: querem aplicar a velha “Lei de Gerson”, levando vantagem em tudo. Nem que para isso ajam com desonestidade, ludibriando o governo, o fisco, o INSS e até a terceiros.

Por causa das artimanhas desonestas de alguns, o INSS – uma instituição falida – procedeu a uma rigorosa perícia nos auxílios-doença e nas aposentadorias por invalidez. Com isso, a cada duas pessoas que passaram pelo pente-fino, uma teve o benefício por incapacidade cancelado. O vídeo acima comprova que algumas pessoas agem de forma absolutamente desonesta. O malandro engessou a perna propositadamente, caminha normalmente e apenas quando chega ao INSS começa a usar as muletas passadas pela mulher que o acompanhava, fazendo de conta que tinha um problema sério na perna. Tudo para não ter de trabalhar.

Esse pente-fino do INSS teve início em 2016 e até o último dia 25 de outubro, de 1,1 milhão de perícias realizadas, houve o corte de 552,1 mil auxílios-doença e aposentadorias por invalidez irregulares. Além disso, mais 130.000 benefícios por incapacidade também foram cortados de convocados que não compareceram à perícia ou por outras situações, como morte (muitos familiares continuaram recebendo indevidamente) e decisões judiciais.

Quando se discute a Reforma da Previdência deveria se incluir também a reforma da mentalidade dos aproveitadores que, pelos números acima, certamente colaboram para que o INSS chegasse à situação de quase calamidade pública.

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Encontro com Temer

Encontro o Temer num shopping em Sampa (terra dele e minha também). Fim de mandato, até sua segurança estava reduzida. E distraída.
Não foi difícil me aproximar dele.
– Bom dia, presidente!
– Bom dia – respondeu surpreso. – Você é jornalista?
– Não, não, não. Sou apenas um cidadão comum.
– Ah! Bom!
– O que o presidente faz sentado aqui?
– Não estou sentado, estou de pé – sua pele se ruborizou.
– Desculpe presidente, mas é que… o senhor sabe!
– Sim, sou baixinho. Nem estes sapatos especiais com salto interno me fazem ficar mais alto… droga!
– O que vai ser do senhor quando terminar seu mandato?
– O que quer dizer? – perguntou.
– O senhor não fica angustiado? O senhor sabe… assim que seu mandato terminar, seu processo acelera na Primeira Instância… sem foro privilegiado… sem regalias.
– Ah! Já pensei muito nisso. Mas tenho um plano.
Pausa.
– Assim que passar a faixa pro Bolsonaro, eu desapareço. Sabe como é, na presidência fiz muitos amigos… sumirei em algum país que não tenha tratado de extradição com o nosso. Volto quando prescrever o tempo do processo.
– Mas o senhor não acha que isso seria… tipo… uma covardia?
– Penso que não, respondeu o presidente. – Afinal, não ficaram o tempo todo gritando “Fora Temer! Fora Temer!”? Então vou atender ao pedido e cair fora. Todo mundo vai ficar satisfeito.
Pausa.
O presidente teve aquele tique usual, ajeitou sua gravata, tocou o bolso do paletó, esfregou as mãos…
– Eu não serei condenado. Não há provas contra mim – repetiu a mesma ladainha de sempre, aquela que estamos acostumados a ouvir no rádio e na tevê.
– E seus aliados de confiança? Os puxa-saco? Irão junto?
– Que aliados? O Marun? O Perondi? O Beto Mansur? Eles são uns oportunistas, assim que terminar meu mandato eles já estarão se agarrando nas tetas de outro influente… com o perdão da expressão.
– Valeu a pena, presidente?
– Sim, valeu. Deu para sentir o gostinho do poder. Deu para ganhar um dinheirinho… – seus olhos brilharam. – Deu para conhecer a linda Marcela… é muito melhor do que conviver com Eleonora Menicucci, Graça Foster, Ideli Salvatti, a Dilma… Irghhh! Todas uns bofes! Horrorosas!
– E, presidente, o senhor…
Fui interrompido. A segurança se deu conta de que eu era um intruso e rapidamente afastou Temer para distante.
Ele ainda me deu um aceno, acho que gostou de se abrir com uma pessoa comum como eu.

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