Mês: agosto 2016



PRONÚNCIA: SAME X SOME

É muito comum as pessoas se confundirem na pronúncia dessas duas palavras, então vamos rever:
SOME = alguns, um pouco.
Pronúncia: na forma “tabajara”, ou seja, quando se escreve exatamente como fala em português eu diria que seria “sãm”. Na fonética a escrita sai assim: /sʌm/ ou seja, com a letra O com o mesmo som do U em UP. Ouça aqui.

SAME = parecido, semelhante, igual.
Pronúncia: na forma “tabajara” se lê “seim”. Na fonética igual, assim: /seɪm/ Ouça aqui.

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Advertising advertisement: aula de inglês com Justus

Quem faz aula comigo de Business sempre vê esse vídeo.
O vídeo é engraçado apesar da grosseria do Roberto Justus, que é pura encenação e somente usada neste reality show (O Aprendiz). Para quem já foi a uma palestra dele sabe o quanto ele é educado e simpático.
Mas voltando ao vídeo: Uma das competidoras fala que tem que trabalhar “advertisement”. Além dela usar a palavra errada, a pronúncia é bem ruim. O som do D na palavra advertisement é falado por ela com o mesmo som do D da palavra “tarde” quando um paranaense do norte ou interior de SP fala. O som que ela falou em inglês seria o equivalente a essa figura na fonética /dʒ/ Para entender mais sobre esse som clique aqui. No entanto, a pronúncia correta desta palavra seria com o som do D igual um curitibano ou gaúcho falaria o D da palavra “tarde”. Em inglês o som é representado assim /d/. Para entender um pouco mais sobre esse som clique aqui.
Pois então, além da pronúncia errada a palavra usada também está errada. Ela confundiu “advertisement” com “advertising”
Na tradução até podem ser traduzidas iguais, como “propaganda”. Mas o USO é diferente. Elas não podem ser usadas da mesma maneira.
ADVERTISEMENT pode ser falado também simplesmente AD e é um substantivo CONTÁVEL com o significado de “propaganda” no sentido de ser um anúncio publicitário, o produto pronto. Ou seja, o vídeo, ou a foto, ou a propaganda do rádio. Mais específico. Ex. “That Heineken’s ad is very funny” (Aquela propaganda da Heineken é muito engraçada).

ADVERTISING é um substantivo INCONTÁVEL que pode ser traduzindo como publicidade OU propaganda, mas não o produto pronto, e sim a indústria ou atividade de anunciar coisas na mídia. Ou seja, a propaganda como um todo, no geral, e não específica. Ex. “Heineken’s advertising is very good” (A propaganda da Heineken é muito boa – representando todas; o setor de propaganda) Podemos dizer “advertising agency”, “radio/TV advertising”.

Cuidado! Existe também a palavra “publicity” em inglês. Advertising seria a indústria/atividade que faz propaganda/anúncio. Publicity é o ato de promover uma marca, pessoa, etc. A atenção dada a alguém ou alguma coisa na mídia.

Abaixo o vídeo citado acima:

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Meu trabalho voluntário nas olimpíadas

Hello guys
Estava sumida por um tempo porque passei 12 dias trabalhando nas Olimpíadas como voluntária.
Gostaria de dividir com vocês um pouco do meu dia a dia lá porque as pessoas sempre me perguntam como é ser voluntário num evento como esse.
Para ser voluntário tem que entrar no site e se inscrever, mas para isso precisa fazer antecipadamente. Eu fui voluntária na Copa do Mundo de 2014 também e pretendo ser na próxima, na Russia, daqui 2 anos.
Você preenche um formulário com seus dados, áreas de interesse em trabalhar e experiência que tem que possa contribuir. Como eu falo inglês e espanhol facilita na escolha de algumas áreas. Em ambos os eventos trabalhei na área de operações de imprensa.
Muita gente não entende isso mas qualquer trabalho voluntário que você faça no mundo é realmente voluntário, ou seja, você paga passagem e estadia. Se você for querer ir para a África ajudar as pessoas vai ser assim, para o Haiti, para o nordeste, qualquer lugar.
Eu iria para o RJ mas confesso que estava temerosa com a criminalidade que sempre me assustou lá e agora mais ainda.
Como o futebol ocorreu em 6 capitais acabei indo para Brasília. A passagem era mais barata e tenho amigos lá, então fiquei hospedada de graça.
No meu grupo, que foi de operações de imprensa, tínhamos cerca de 20 pessoas, dentre elas 5 eram estrangeiros que não falavam português. Tinha gente da Lituânia, Malásia, Rússia, Estados Unidos e Colômbia. Todas mulheres. Aliás havia somente três rapazes no grupo de operações de imprensa. Como voluntários. Nossos chefes diretos eram contratados e estavam em Brasília por dois meses ou mais. Tínhamos cinco chefes. O gerente de mídia, que era o maior responsável, era o único homem entre os chefes. Ele foi meu chefe também na copa. Cara extremamente competente e profissional. Virou uma referência para mim, um ídolo.
Nosso trabalho basicamente era atender todos os jornalistas que por ali passavam pelo centro de mídia – aonde eles tem mesas e televisões espalhadas, espaço para computador, armário para guardar as coisas e uma sala ao lado para lanchar com uma lanchonete. Também trabalhávamos na tribuna de imprensa (aonde os jornalistas narram e cobrem os jogos) verificando se estava tudo certo, auxiliando em algumas dúvidas, verificando se somente jornalistas estavam ali. Tinha também o gramado, onde ficávamos antes do jogo com uma corda fazendo um cordão de isolamento para que os fotógrafos pudessem fotografar os jogadores entrando no gramado, posando para foto e cantando o hino, e durante o jogo ficávamos atrás dos fotógrafos em pé (o jogo todo) de olho neles para que eles não levantassem ou mudassem de lugar durante a partida. Fora isso ainda tinha a zona mista (corredor por onde os jogadores passam ao sair do vestiário e ir em direção ao ônibus) onde trabalhávamos e coletiva de imprensa. Nesta última sala tínhamos que verificar se estava tudo correto, arrumar a mesma e durante a coletiva passar o microfone somente para os jornalistas que o mediador (que fica na mesa, ao lado do técnico) discretamente indicasse.
Durante esses 12 dias falamos mais em inglês que em português porque havia jornalistas e times de outros países. Foi uma experiência surreal e muito gratificante.
Conversei com ídolos meus como Juca Kfouri, Mauro Naves, etc. Mas sempre profissionalmente, pois não podemos fotografar nem tietar jornalistas ou jogadores por questões óbvias: se todo voluntário for querer tirar foto e tietar atrapalhará o trabalho. Caso fôssemos vistos fazendo isso poderíamos perder nossas credenciais. Na Copa várias pessoas do nosso grupo perderam. Desta vez ninguém.
Também me decepcionei com alguns jornalistas pela grosseria, falta de respeito e educação em alguns momentos. Num deles por exemplo, era a coletiva de imprensa do Brasil, quando o time havia empatado no 0 x 0. Tinha uns oito jornalistas de um só veículo. Como é uma coletiva, temos que dar o direito de outros veículos perguntarem também. Três deste veiculo perguntaram. Esse cara, que não teve tempo de fazer sua pergunta, saiu gritando e falando um monte de palavrão, como se fosse obrigação nossa deixar ele e todos os seus amigos falarem. Outro dia, na tribuna de imprensa, no segundo jogo do Brasil, que também terminou no 0 a 0, ele também ficou esbravejando e falando muitos palavrões porque o time estava jogando mal. Fiquei decepcionada. Toda vez que eu o via estava estressado falando palavrões.
O comitê olímpico internacional suspendeu a credencial de um fotógrafo que também gritava e xingava muito sendo grosseiro conosco e com seguranças. Às vezes ele era super legal mas no outro minuto já estava xingando e gritando. No fim ele acabou nos pedindo desculpas, o que foi super nobre da parte dele e aceito com muito profissionalismo. Então ele foi aceito novamente no estádio.
Esse tipo de trabalho é muito gratificante mas também requer firmeza na hora de agir, não se intimidando com a carteirada ou com a falta de respeito de alguns clientes e habilidade de fazer cara de paisagem, pois não podemos responder com falta de respeito nem torcer durante um jogo. É preciso ficar bem claro para o voluntário que ele não pode ofender nem maltratar ninguém, mas deve sempre reportar para seu superior quando for ofendido ou tiver qualquer tipo de problema e nem na Copa nem nas Olimpíadas os jornalistas podem faltar com respeito com os voluntários podendo até perder a credencial por causa disso.
Algumas vezes tínhamos que retirar da coletiva de imprensa ou de áreas destinadas apenas a jornalistas funcionários que tinham acesso a aquelas áreas mas só quando fossem requisitados para auxiliar em algo. Algumas dessas pessoas acabavam querendo se aproveitar para assistir ao jogo ou coletiva de graça, mas não podiam. E muitas vezes que fomos falar ainda ouvíamos tentativa de intimidação e falta de respeito. Mas nunca deixamos de trabalhar corretamente, agradando à todos ou não.
Coisas que mais me chamaram a atenção em Brasília:
– Carisma do pessoal do Iraque, que jogou lá. Desde jornalistas, técnico e torcedores todos eram muito sorridentes e sempre agradeciam por tudo. Ganhei um pin de um fotógrafo e uma bandeira de uma família que estava saindo do estádio. Mudou totalmente a imagem que eu tinha do povo iraquiano.
– Carinho da torcida de Brasília com relação às jogadoras da Suécia. No jogo EUA x Suécia, pelo futebol feminino, a torcida se entrosou muito com o time sueco e isso emocionou muito as jogadoras.
– Calor de Brasília. Nesta época do ano é o período mais seco lá. Fazia 90dias que não chovia e fazia 32 graus na maioria das vezes. A humidade estava extremamente baixa. Haja protetor solar, hidratante para a pele e água.
– Gírias engraçadas que aprendi lá: “Moléstia” (tristeza) e “abrir dos peitos” (trabalhar muito, se dedicar).
– Voluntários de todas as idades e alguns com limitações físicas. No nosso grupo tínhamos pessoas com 18 anos e outras com mais de 45. Todos trabalhamos muito bem juntos. Tinha gente que tinha algumas limitações físicas mas mesmo assim se inscreveram como voluntários e por vezes trabalharam até melhor que os que não tinham.

Por fim, algumas fotos e detalhes do meu trabalho lá que durou 12 dias:

Credencial e pins que ganhei de jornalistas do Iraque, outro da Coreia do Sul. Outro pin que ganhei da voluntária da Russia e da voluntária de Brasília. O papel verde tinha que ser usado quando eu trabalhava no campo. Aquilo dá acesso ao gramado.

Credencial e pins que ganhei de jornalistas do Iraque, outro da Coreia do Sul. Outro pin que ganhei da voluntária da Russia e da voluntária de Brasília. O papel verde tinha que ser usado quando eu trabalhava no campo. Aquilo dá acesso ao gramado.

Gringas lindas da Malásia e Rússia experimentando rapadura pela primeira vez

Gringas lindas da Malásia e Rússia experimentando rapadura pela primeira vez

O fogo era sagrado para os gregos. Diz a lenda que Prometeus roubou o fogo de Zeus e entregou aos mortais. Durante a celebração dos Jogos Olímpicos antigos, em Olímpia, mantinha-se aceso um fogo que ardia enquanto durassem as competições

O fogo era sagrado para os gregos. Diz a lenda que Prometeus roubou o fogo de Zeus e entregou aos mortais. Durante a celebração dos Jogos Olímpicos antigos, em Olímpia, mantinha-se aceso um fogo que ardia enquanto durassem as competições

Indo trabalhar de manhã encontro torcedores do México do lado de fora do estádio. Conversamos um pouco e eles me mostraram a linda obra de arte que fizeram num tecido

Indo trabalhar de manhã encontro torcedores do México do lado de fora do estádio. Conversamos um pouco e eles me mostraram a linda obra de arte que fizeram num tecido

Um fotógrafo muito simpático tirou foto quando eu estava fazendo a operação da cordinha no gramado: levando fotógrafos para fotografarem os times na hora do hino e pose para a foto

Um fotógrafo muito simpático tirou foto quando eu estava fazendo a operação da cordinha no gramado: levando fotógrafos para fotografarem os times na hora do hino e pose para a foto

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Durante os dias de jogo essa era nossa refeição. Eu comia o sanduíche mas o resto era porcaria demais.

Durante os dias de jogo essa era nossa refeição. Eu comia o sanduíche mas o resto era porcaria demais.

Depois de ganhar muitos mimos dos iraquianos (jornalistas e famílias) e fazer amizade com os policiais que estavam na entrada da imprensa, uma pose com um brasileiro muito simpático com cara de iraquiano.

Depois de ganhar muitos mimos dos iraquianos (jornalistas e famílias) e fazer amizade com os policiais que estavam na entrada da imprensa, uma pose com um brasileiro muito simpático com cara de iraquiano.

Durante uma das entrevistas coletivas, segurando o microfone e passando para os jornalistas

Durante uma das entrevistas coletivas, segurando o microfone e passando para os jornalistas

Em dias de jogo almoçávamos neste refeitório no estádio

Em dias de jogo almoçávamos neste refeitório no estádio

10 dias trabalhando diariamente com as mesmas pessoas nos possibilitou fazer amizade com os seguranças da entrada de imprensa. Sempre muito educados, simpáticos e divertidos. Show de trabalho!

10 dias trabalhando diariamente com as mesmas pessoas nos possibilitou fazer amizade com os seguranças da entrada de imprensa. Sempre muito educados, simpáticos e divertidos. Show de trabalho!

Além do uniforme ganhamos um relógio muito lindo da Swatch. Amei

Além do uniforme ganhamos um relógio muito lindo da Swatch. Amei

O estádio Mané Garrincha visto da tribuna de imprensa, pronto para os jogos

O estádio Mané Garrincha visto da tribuna de imprensa, pronto para os jogos

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Nosso grupo lindo demais: operações de imprensa do Mané Garrincha. Foto feita pelo fotógrafo da FIFA Stephens Bardens

Nosso grupo lindo demais: operações de imprensa do Mané Garrincha. Foto feita pelo fotógrafo da FIFA Stephens Bardens

As gringas da Lituânia e Russia se apaixonaram por brigadeiros. Aliás, todas elas. Todo lugar que íamos perguntavam se tinha brigadeiro

As gringas da Lituânia e Russia se apaixonaram por brigadeiros. Aliás, todas elas. Todo lugar que íamos perguntavam se tinha brigadeiro

Quem tem interesse em participar desses trabalhos, em 2018 tem os jogos olímpicos da juventude (clique aqui para se inscrever) e a Copa do Mundo da Rússia (clique aqui para se inscrever). Também tem a copa das confederações na Rússia em 2017.

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Gíria em inglês em homenagem a Ryan Lochte

A essa altura todo mundo já deve saber que o americano medalhista olímpico Ryan Lochte e mais três nadadores compatriotas estão envolvidos num escândalo ocorrido semana passada durante as Olimpíadas do Rio de Janeiro. Lochte afirmou para sua família que havia sido assaltado no Rio quando voltava de uma festa às 4h da manhã quando o taxi em que estava junto com os outros três nadadores foi parado por dois ladrões armados. Depois ele mesmo deu entrevista para uma TV americana falando isso e ainda citando que teve uma arma apontada para sua testa e que os assaltantes (que primeiro era um mas depois viraram dois) estavam com distintivos da polícia. Somente quando viram isso na TV que as autoridades brasileiras ficaram sabendo do fato e então o chamaram para depor. Seu depoimento foi um pouco diferente do dado na TV americana.
Ontem, já nos EUA, Lochte deu entrevista novamente e pela terceira vez mudou a versão da história.
Pois hoje a polícia descobriu que foi tudo mentira. Eles saíram sim de uma festa às 4h da manhã num taxi mas pararam num posto de gasolina e lá no banheiro, bêbados, quebraram saboneteira e porta do banheiro e urinaram na parte de fora do mesmo. Os seguranças do posto exigiram que eles pagassem pelos danos. Eles se recusaram e tentaram ir embora. Mas o taxista obedeceu as ordens do gerente do posto e não saiu com o carro. Então um dos seguranças apontou uma arma para os três exigindo que eles se sentassem e esperassem a polícia chegar. Como a polícia nunca chegava e com a ajuda de um cliente que ajudou na tradução da conversa, eles concordaram em pagar pelos danos e acabaram indo embora.
Pois na hora que vi tudo isso pensei: BUSTED!
Algumas pessoas confundem BUSTED com ser pego em flagrante ou com a boca na botija. Mas na verdade para dizer isso em inglês dizemos “to be caught red handed”.
BUSTED! seria o mesmo que “te pequei!” ou “Te pegamos!” no sentido de quando alguém faz algo de errado mas acaba sendo descoberto e pego no erro. Pode ser o mesmo que “gotcha”.

Abaixo link com a matéria em inglês falando a história real e as imagens do posto de gasolina.
Ryan Lochte busted clique aqui.

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