Mês: novembro 2011



Vereadores ignoram protesto e sacramentam supersalários

Desejando um feliz final de ano a todos os pais de família que vivem de salário mínimo (com um bom frango nas ceias, porque peru está muito caro), prometo ser este meu último post de política em 2011!

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No dia em que o movimento “$uper$alários não, revogação já” lotou o plenário da Câmara Municipal para cobrar a revisão dos subsídios, os vereadores optaram por encerrar o assunto, sacramentando de vez o aumento de até 90% aprovado no último dia 17.

A decisão foi tomada em uma reunião a portas fechadas, minutos antes da sessão ordinária de ontem (29), e não foi repassada às entidades presentes à sessão. O anúncio foi feito à imprensa pelo presidente da Casa, Mário Hossokawa (PMDB). “Houve consenso de que não vai haver qualquer tipo de revogação ou reajuste”, disse. “O grupo decidiu que será mantido o que foi votado e sancionado.”

Todos os vereadores da base do prefeito Silvio Barros (PP) na Câmara participaram da reunião, exceto Wellington Andrade (PRP), que está de licença médica. Os quatro vereadores da oposição ficaram de fora. Dos dez presentes, informou Hossowaka, apenas Flávio Vicente (PSDB) foi contra a decisão.

Leia mais em odiario.com.

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Um Café na África

O Café com Jornalista dará um tempo neste universo controverso da política, de altos subsídios e votações às pressas. Em dezembro, está feito o convite para que os leitores que por aqui passam acompanhem o autor do blog num bom expresso no outro lado do Atlântico. Na África do Sul, o jornalista Luiz Fernando Cardoso fará um curso intensivo de inglês na Cidade do Cabo (Cape Town, em inglês), mas aproveitará a folga nos estudos para descobrir os encantos da África, realizando um sonho antigo. A proposta é compartilhar alguns desses momentos com os viciados por café, em postagens classificadas na categoria “Um Café na África”. LF viajará sozinho, mas se tivesse salário de vereador certamente levaria junto a namorada. Acompanhe também pelo grupo Tomo Café com Jornalista, no Facebook.


Cape Town
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Café com Jornalista: senador Alvaro Dias

O senador da República Alvaro Dias (PSDB), ex-governador do Paraná, dispensa apresentações. Voz de destaque da oposição no Congresso Nacional, tem se posicionado duramente frente aos escândalos em vários ministérios, estando entre as fontes preferidas da imprensa na capital federal. Crescido em Maringá, passou recentemente pela cidade e, no momento de descanso, topou um bate-papo com jornalista autor deste blog (foto).

A entrevista, concedida na cafeteria do Hotel Deville, durou cerca de 50 minutos. Livre da presença de assessores, Alvaro demonstrou satisfação em responder, sem pressa, a perguntas sobre sua vida pessoal e ao relembrar fatos do passado. Jornalista e senador beberam um bom expresso. O bate-papo abre a série de entrevistas semanais do Café com Jornalista.

Foto enviada ao Café por Vandré Fernando.

Peça um café e fique à vontade…

Luiz Fernando Cardoso – é difícil não começar a entrevista, caro senador, falando sobre os escândalos nos ministérios. Como a oposição tem tratado da questão?
Alvaro Dias – A oposição tem usado os mecanismos disponíveis. A cada denúncia, com fatos consistentes e indícios graves, nós convocamos o ministro para falar tanto na Câmara quanto no Senado e também protocolamos denúncias no Ministério Público. No caso do Lupi [ministro do Trabalho] nós protocolamos representação por corrupção ativa, passiva, formação de quadrilha e improbidade administrativa. Depois, ainda protocolamos outra representação pelo crime de responsabilidade, já que ele mentiu à Câmara.

Está difícil conseguir o mínimo de votos necessário para criar uma CPI em casos como esses?
O instrumento mais competente que temos para investigar é a CPI, mas em razão do número de parlamentares [da oposição] estamos impedidos de usar esse instrumento. Precisaríamos do apoio de 27 no senado e 171 na Câmara. A maioria está usurpando uma prerrogativa da minoria, que é a instalação de CPI, porque temem e querem colocar para debaixo do tapete toda a sujeira que há no Planalto atualmente.

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Vereadores decidem manter subsídios aprovados para 2013

Em reunião a portas fechadas, antes da sessão desta terça-feira (29), os vereadores que votaram pelo aumento de até 90% dos subsídios decidiram que, independentemente da pressão popular, vão manter os valores de R$ 12 mil para eles mesmos (edis) e igual valor para secretários municipais e vice-prefeito e R$ 25 mil para o prefeito de Maringá.

A confirmação foi dada por Hossokawa (PMDB) à imprensa no final da sessão. Não deixe de ler a matéria completa na edição desta quarta-feira de O Diário.

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Heine recua e admite rediscutir subsídios; movimento faz ato hoje na Câmara

O barulho feito pelo movimento “$uper$alários não, revogação já” começa a surtir efeito. Depois do recuo de Flávio Vicente (PSDB), ontem (28) foi a vez de Heine Macieira (PP) admitir que é necessário rediscutir os valores aprovados para os subsídios dos vereadores a partir de 2013. O líder do prefeito na Câmara reconhece que o aumento de 90% foi um erro. “Vamos pôr os pés no chão: R$ 12 mil é um salário muito alto”, disse.

Entre os vereadores que votaram a favor do aumento, aprovado em regime de urgência no último dia 17, Heine é o segundo a recuar perante a pressão da opinião pública. Em nota divulgada na tarde de segunda-feira, o vereador ressaltou que a definição do subsídio é prerrogativa da Câmara – e não de leis de iniciativa popular –, mas admite que os valores aprovados foram “exagerados”.

Leia a matéria completa em odiario.com.

Ainda depende de Soni
O posicionamento de Heine pode influenciar outros vereadores a mudar de posição, mas não tem força para fazer com que um projeto de lei substitutivo reduzindo os subsídios, tramite na Casa. Para que isso ocorra, como já informou a Procuradoria Jurídica da Câmara, é necessário que algum outro membro da Comissão de Finanças e Orçamento (CFO) assine o substitutivo juntamente com Vicente.

Como John Alves (PMDB) está de licença, a decisão está nas mãos do terceiro membro da CFO, Paulo Soni (PSB), que antecipou: não decidirá nada sem apoio da maioria dos colegas.

Protesto na Câmara
o movimento “$uper$alários não, revogação já” contabiliza os ganhos do apoio dado pelo arcebispo de Maringá, Dom Anuar Battisti. No último fim de semana, na saída de missas em várias paróquias, integrantes do movimento distribuíram 10 mil panfletos convocando a população para um ato de protesto, logo mais, na Câmara Municipal.

Ontem, a divulgação do ato prosseguiu com a distribuição de outros 5 mil panfletos no Terminal Urbano e na Feira do Produtor do Estádio Willie Davids. Hoje cedo o convite será feito em escolas e no câmpus da Universidade Estadual de Maringá (UEM). O movimento espera reunir mais de 100 pessoas durante a sessão desta terça-feira, que começa às 16 horas.

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70% dos postes do Centro de Maringá têm cartazes com propaganda

De cada 10 postes da Avenida Brasil, sete estão “carimbados” com algum tipo de propaganda, segundo levantamento feito pela reportagem na principal via comercial de Maringá, no trecho entre as avenidas São Paulo e Paraná.

Dos 70 postes de energia elétrica, 49 continham algum tipo de anúncio. Se considerados os cartazes deteriorados pelo tempo, o porcentual aumentaria ainda mais.

Leia a matéria completa em odiario.com.

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Entrevista semana do Café estreia nesta terça!

Nesta terça-feira (29), o Café publicará entrevista com o senador Alvaro Dias (PSDB), concedida em sua última passagem por Maringá. Sem papas na língua, o senador não se esquivou de nenhuma pergunta. Falou de seu relacionamento com o PSDB do Paraná e sobre que nome apoiará para Prefeitura de Maringá em 2012.

Nota do LF – inicialmente, a publicação estava programada para domingo, dia de baixa audiência. Por isso, a entrevista semanal do Café com Jornalistas será publicada nas segundas ou terças-feiras.

 

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