Mês: maio 2012



Gasto com subsídios em Maringá será 15% maior do que proposta da CFO

Integrantes do movimento “Supersalários Não” amanheceram eufóricos, comemorando nas redes sociais a suposta vitória conquistada na sessão ordinária de quinta-feira (24). Surpreendentemente, a Câmara aprovou em primeira discussão, em regime de urgência, o subsídio de R$ 6,9 mil para os vereadores – em sobreposição ao valor de R$ 12 mil, aprovado às pressas e novembro do ano passado.

Mas há realmente motivos para comemorar? Apesar de o resultado da votação dar a impressão de que trará economia para os cofres públicos, na prática, não foi isso que aconteceu.

A comemorada aprovação dos subsídios – que não tocou nos salários de prefeito, vice-prefeito e secretários municipais – custará 15,35% a mais para os cofres públicos se comparado à proposta elaborada pela Comissão de Finanças e Orçamento (CFO) da Câmara, a qual fazem parte os vereadores Humberto Henrique (PT), Carlos Saboia (PMN) e Belino Bravin (PP).

Se a proposta da CFO tivesse sido aprovadafaltou um voto, entre eles o de Manoel Sobrinho (PC do B) –, o gasto dos subsídios, a partir de 2013, seria de R$ 405 mil por mês, o que totalizará R$ 5.145.000 em 2013. A conta leva em consideração a proposta de R$ 9,5 mil mensais para cada um dos 27 secretários municipais.

A proposta aprovada esta semana (que reduziu apenas os ganhos dos vereadores) será mais onerosa aos cofres públicos. O gasto mensal com parlamentares, secretários, prefeito e vice será de R$ 464,5 mil por mês. Isso perfaz um gasto anual (pago por nós, contribuintes) de R$ 5.935.000.

Proposta dos vereadores Bravin, Dr. Saboia e Humberto (foto), membros da CFO, custaria menos aos cofres públicos do que projeto que aprovou R$ 6,9 mil para vereadores

Não é preciso ser expert em matemática para descobrir que a fatura da proposta aprovada nesta quinta ficará R$ 790 mil mais cara por ano do que o projeto da CFO, que se pautou na audiência pública de 1º de março.

No comparativo não foi computado o adicional de 50% do presidente da Câmara nem considerados os futuros rendimentos escalões abaixo do secretariado municipal (o teto para os secretários terá efeito cascata. Diretores, gerentes, etc, também devem ganhar mais a partir do ano que vem).

Nesta sexta-feira, ouvi de alguns leitores que o vereador Manoel Sobrinho estava certo ao votar contra a proposta de R$ 8 mil para os vereadores. O custo dessa “brincadeira” aos cofres públicos é meu embasamento para dizer que não concordo com esse argumento.

Também não acho pertinente uma diferença tão grande entre o subsídio a ser pago aos vereadores e os salários dos secretários. Existe a defesa de que vereador trabalha pouco e secretário precisa ter dedicação exclusiva, mas não se pode deixar de lado um importante detalhe: vereador é contratado pelo voto, sendo referendado nas urnas; secretário é um mero nomeado pelo prefeito (e muitos candidatos a vereador, derrotados nas urnas, acabam virando secretários).

No final das contas, a proposta da CFO, que não vingou (por “N” motivos), era mais razoável.

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Revendas de veículos e consumidores comemoram redução do IPI

Há 1 ano na expectativa de comprar um carro 0 km, a professora Marley Teresinha Paltanin aproveitou ontem (22), primeiro dia após a redução do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) em veículos anunciada pelo governo federal, para visitar concessionárias em Maringá. Ao notar que os preços caíram, ela não perdeu tempo e partiu logo para o test-drive.

A professora soube por meio de uma irmã do pacote de incentivo à economia do governo, anunciado esta semana pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega. “Minha irmã correu para me avisar sobre essa redução”, comentou Marley (foto abaixo). “Preciso comprar um carro e essa redução veio em boa hora.”

No IPI para carros 1.0, por exemplo, a alíquota caiu de 7% para zero. Para automóveis entre 1.000 cilindradas e 2.000 cilindradas, o imposto cai de 11% para 5,5%. Nos utilitários, a redução foi menor, de 4% para 1%. As alíquotas valem para os automóveis bicombustível, fabricados no Brasil e nos demais países do Mercosul.

Além de mudanças no IPI – válidas até 31 de agosto deste ano -, Mantega anunciou a queda do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), do crédito para pessoa física, de 2,5% para 1,5%.

Leia mais em odiario.com.

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Treinamento na Folha

Nota do LF.: esta matéria foi a última que escrevi (juntamente com o repórter Murilo Gatti, aquele, ameaçado por vereadores) para O Diário nesse período de 4 anos e 4 meses em que estive no jornal. Como já relatei a amigos, no Facebook, escrevi para O Diário cerca de 1.700 matérias, boa parte delas para a editoria de Política (a qual sou um apaixonado). Foram algumas ótimas manchetes, como aquela exclusiva em que demos em primeira mão quais seriam os cargos comissionados cortados da presidência da Câmara Municipal de Maringá. Cobri duas eleições pelo maior jornal de Maringá e, de certa forma, lamento não cobrir mais a deste ano. Contudo, os caminhos da vida me mostraram novas oportunidades – e eu as estou abraçando. Fui aprovado para a vaga de colaborador da Folha de S.Paulo (e isso já não é mais público) e, a partir da próxima segunda-feira, a convite do jornalista Milton Ravagnani, passarei a fazer parte do novo time do jornalismo da TV Maringá (Band), contribuindo na edição do telejornal e com as pautas. Desde já, boto a maior fé de que a Band fará a melhor cobertura das eleições deste ano.

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Manoel Sobrinho, o protagonista da manutenção dos supersalários em Maringá

Mesmo estando fora de Maringá, acompanhei pela internet a votação do projeto de lei, de autoria da Comissão de Finanças e Orçamento (CFO) da Câmara de Maringá, que reduziria os subsídios de vereadores de R$ 12 mil para R$ 8 mil; dos secretários e do vice-prefeito do mesmo teto para R$ 9,5 mil; e do prefeito de R$ 25 mil para R$ 19 mil.

E por um voto, apenas um, vai ficar tudo como está. Na sessão ordinária (nos dois sentidos da palavra), o projeto para reduzir os chamados supersalários foi rejeitado. Foram 7 votos a 7. Leia mais em odiario.com.

Veja como votaram os vereadores:

Contra a redução
– Heine Macieira (PP)
– Paulo Soni (PSB)
– Wellington Andrade (PRP)
– Luiz do Postinho (PRP)
– Manoel Sobrinho (PCdoB)
– Aparecido Regini ‘Zebrão’ (PP)
– John Alves (PMDB)

Não votou
– Mário Hossokawa (PMDB)

Pela redução
– Humberto Henrique (PT)
– Mário Verri (PT)
– Carlos Eduardo Saboia (PMN)
– Márcia Socreppa (PSDB)
– Marly Martin (PPL)
– Flávio Vicente (PSDB)
– Belino Bravin (PP)

A grande decepção, do ponto de vista da sociedade civil organizada, foi a atuação de Manoel Sobrinho (foto) na votação. Como alguém que se orgulha de seu histórico socialista e que falava até em R$ 3 mil foi capaz de votar contra o projeto do CFO?

Faltou apenas um voto para a redução dos supersalários. Faltou o voto de Manoel. Presidente da Casa, Hossokawa; e o vice-presidente, Zebrão;  nunca esconderam que não votariam no valor de R$ 8 mil. Para ambos, é injusto os vereadores, eleitos pelo povo, ganharem menos do que os nomeados secretários municipais.

Manoel, por sua vez, disse que não aceitaria qualquer coisa acima do subsídio atual, na ordem de R$ 6,3 mil para os vereadores. Ao se recusar a apoiar a soma de R$ 8 mil, ciente ou não disso, indiretamente Manoel aprovou a permanência em R$ 12 mil. Nunca em sua vida, o vereador foi tão capitalista. No final das história, terminou tudo em pizza.

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Manifestantes entregam pizza no plenário da Câmara para cobrar redução dos subsídios

A demora na votação da redução dos subsídios de vereadores, secretários municipais, prefeito e vice-prefeito de Maringá rendeu um protesto inusitado, na terça-feira (9), na Câmara Municipal. Cumprindo com o prometido nas redes sociais, representantes de entidades distribuíram pizzas durante a sessão ordinária. Os manifestantes alegaram que a sociedade não aceitará que a redução dos supersalários “termine em pizza”.

As entidades querem que o parlamento municipal aprove o projeto de lei complementar que reduz o subsídios dos vereadores de R$ 12 mil para R$ 8 mil, do vice-prefeito e dos secretários dos mesmos R$ 12 mil para R$ 9,5 mil e do prefeito de R$ 15 mil para R$ 19 mil para a próxima legislatura. O impasse estaria no valor sugerido pela Comissão de Finanças e Orçamento (CFO) para os vereadores.

Leia mais em odiario.com e na folha.com.
Veja abaixo a novela dos subsídios.

LINHA DO TEMPO

17 de novembro – Por 10 votos a 3, a Câmara Municipal de Maringá aprova o aumento dos subsídios dos vereadores de R$ 6.312 para R$ 12.025 (reajuste de 90%). Salário dos secretários municipais e do vice-prefeito para a próxima legislatura passa de R$ 8.352 para R$ 12.025 e do prefeito de R$ 17.337 para R$ 25 mil. Projeto, aprovado às pressas – em regime de urgência e com direito à sessão extraordinária – desencadeia movimento popular no Facebook sem precedentes em Maringá.

29 de novembro – apesar da indignação popular, em reunião a portas fechadas, na Câmara, vereadores decidem manter subsídios aprovados dias antes.

2 de fevereiro – Na primeira sessão ordinária do ano, vereadores se deparam com manifesto contra supersalários. Manifestantes lotaram o plenário da Câmara. Os vereadores Carlos Saboia (PMN), Belino Bravin (PP) e Humberto Henrique (PT) são eleitos membros da Comissão de Finanças e Orçamento (CFO) falando em reduzir os subsídios.

16 de fevereiro – redução dos subsídios aprovados no final de 2011 passa a ser unanimidade entre os vereadores.

23 de fevereiro – estudo da CFO aponta máximo de R$ 8,4 mil para vereadores. Entidades são chamadas para o diálogo.

1º março – audiência pública convocada pela Comissão de Finanças e Orçamento (CFO) reúne 18 entidades na Câmara Municipal.

12 de março – projeto de redução dos subsídios, que leva em conta os anseios de entidades representativas, passa a tramitar na Câmara Municipal.

26 de abril – a esperada votação da redução dos subsídios, em primeira discussão, fica de fora da ordem do dia.

9 de maio – descontentes com a demora para votar o projeto, manifestantes distribuem pizza durante a sessão ordinária da Câmara.

 

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Pupin assume Prefeitura por 100 dias e Silvio nega ‘start’ de campanha

Silvio e Pupin na cerimônia de transmissão do cargo

O vice-prefeito e pré-candidato à Prefeitura de Maringá, Carlos Roberto Pupin (PP), assumiu ontem (7), pelo período de 100 dias, a administração municipal. Na cerimônia de transmissão do cargo, no Paço Municipal, Pupin e o prefeito licenciado Silvio Barros (PP) negaram que a decisão tenha sido motivada pelas eleições deste ano. Mas para os possíveis adversários de Pupin no pleito, a licença é uma estratégia para dar visibilidade ao vice.

“Não há ligação nenhuma entre os assuntos. O que nós temos é uma oportunidade de representar os prefeitos do Brasil”, disse Silvio, referindo-se o motivo oficial de sua licença: representar a Frente Nacional de Prefeitos na Conferência Nacional das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, de 13 a 22 de junho, no Rio de Janeiro.

Leia a matéria completa em odiario.com.

O prefeito empossado preferiu focar seu discurso na responsabilidade de executar os trabalhos em andamento. “Nossa maior preocupação é agilizar cada vez mais essas obras e cumprir, até o final do ano, todos os compromissos assumidos em campanha”, declarou Pupin.

Os adversários políticos sabem que os 100 dias de governo darão a Pupin visibilidade e poder num momento crucial para as eleições deste ano: a construção das alianças políticas antes e durante o período das convenções partidárias, entre 10 e 30 de junho.

Na opinião do deputado estadual Evandro Jr., que disputa com o vereador Flávio Vicente a indicação do PSDB para prefeito, a nomeação de Pupin visa à sucessão municipal. “Querem que o Pupin alcance uma visibilidade mínima para ter chances de vencer as eleições”, disse o deputado. “O posto de prefeito trará vantagens eleitorais ao Pupin”, avaliou Vicente. “Mas se eu pudesse, no lugar dele, não perderia a oportunidade”, acrescentou o vereador.

A participação na Rio+20 seria apenas para evitar um possível desgaste político de Silvio. A alegação é do pré-candidato a prefeito Wilson Quinteiro (PSB), que não poupou críticas. “O Ricardo já tinha tentado colocar o irmão no governo do Estado”, lembrou. “Como o plano para dar visibilidade ao Pupin foi frustrado, eles [Silvio e Ricardo] partiram para esse plano B.”

O deputado estadual Enio Verri (PT) também questiona a licença de Silvio. “Essa é uma vantagem injusta em relação aos demais candidatos, porque após as convenções ele ainda estará nas ruas entregando obras.”

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Mais1Livro, dois anos de sucesso na rede

Em tradução livre, Kurt Vonnegut certa vez escreveu que “as artes não são uma maneira de ganhar a vida; são uma maneira bem humana de tornar a vida mais suportável. Praticar uma arte, não importa até que ponto bem ou mal, é um jeito de fazer sua alma crescer. Cantem no chuveiro. Dancem ao som do rádio. Contem histórias. Escrevam um poema a um amigo, mesmo que seja um poema horrível. Façam isso da melhor maneira que puderem. Receberão uma enorme recompensa. Terão criado algo.”

A mensagem deixada pelo escritor norte-americano, um dos maiores do último século, vem sendo praticada por um jovem publicitário de Pato Branco, radicado em Maringá. Há dois anos, João Oliveira criou um blog literário direcionado aos amantes dos livros. Mesmo sem ter retorno financeiro para o tempo e dinheiro investidos em Mais1Livro, o publicitário recebeu – fazendo-se cumprir a “profecia” de Vonnegut – enormes recompensas, materializadas no apoio de colaboradores e nos elogios obtidos no percurso.

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João Oliveira, fã de Kurt Vonnegut

No início deste ano, Mais1Livro publicou “Pilar & José”, um documentário sobre José Saramago e sua esposa (viúva do único Nobel de Literatura de língua portuguesa), a espanhola Pilar del Rio. A crítica não poderia ter sido melhor. “Através de um link no Twitter”, lembra Oliveira, “a própria Pilar leu minha crítica e elogiou o texto, o que me deixou muito orgulhoso”, conta.

No esforço para manter na web um destino relevante e atrativo para quem gosta de literatura, Mais1Livro vem contabilizando a simpatia de escritores renomados e apoios inesperados. A publicação da lista dos 10 maiores escritores vivos – outro grande momento do blog –, contou com a participação de Laurentino Gomes e de outros escritores de destaque. “A lista das 10 musas da literatura [foto] também teve boa repercussão, sendo citada por blogueiros que eu seguia antes mesmo de começar o Mais1Livro”, diz Oliveira (em destaque, na foto ao lado).

Em seus dois anos de história, comemorados em abril, Mais1Livro contabilizava o apoio de sete colaboradores. São resenhistas e colunistas voluntários, que enviam seus textos de Brasília, São Bernardo do Campo, São Paulo, Curitiba, Pato Branco e Maringá. Um time de amantes dos livros, que se viu motivado a prosseguir com o trabalho após a adesão de editoras conceituadas.

“Temos parceria com as editoras Companhia das Letras, Dublinense, Não Editora, Rocco e BestSeller, do Grupo Record”, diz o editor de Mais1Livro, que gosta de salientar a independência editoral de seu blog. “Essas parcerias ocorrem por troca de interesses mútuos. Nós divulgamos os lançamentos deles, por meio de resenhas e sorteios de livros, ao mesmo tempo em que ampliamos nossa visibilidade, mantendo contato direto com as editoras”.

Para a Semana Especial de Aniversário, comemorada no mês passado, as editoras citadas enviaram livros para serem sorteados entre os leitores de Mais1Livro e para premiar o vencedor de um concurso de microcontos, promovido nas redes sociais. “A ideia era estender a celebração do blog para os seus leitores, por isso a opção pelas promoções”, conta Oliveira.

Os livros sorteados foram “O filho de Ester”, de Jean Sasson (editora BestSeller); “Destino: Inferno”, de Lee Child (Bertand Brasil); “Mundos Roubados”, de Lloyd Jones (Rocco). Também foram entregues um kit com três livros das editoras Dublinense e Não Editora para o concurso de microcontos e um kit com quatro livros do Drummond (Companhia das Letras). Continue lendo

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Murilo Battisti a caminho do Canadá

O jornalista Murilo Battisti, que trabalhou por 4 anos como repórter da CBN Maringá, parte nesta quinta-feira (3) para o Canadá. O colega de cobertura nas sessões da Câmara Municipal passará uma temporada em Vancouver, num intercâmbio de estudos de inglês e trabalho.

Bom para o jovem, natural de Tupassi; ruim para Maringá, que perde (ao menos por um tempo) um de seus melhores repórteres.

Murilo pegará um voo de Foz do Iguaçu para o Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro (Galeão), de onde partirá para Vancouver, com conexão em Houston, nos Estados Unidos. O jornalista prometeu contar suas primeiras impressões do Canadá para os frequentadores deste Café. Aguardem.

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Governador veta ExpoLondrina como feira oficial

Os vereadores londrinenses, que convidaram os pares maringaenses para a “feira oficial do Estado”, contaram vantagem antes da hora. A ExpoLondrina com o mesmo status de antes.

Em seu blog, o colega Murilo Gatti informa que o governador Beto Richa (PSDB) vetou o projeto de lei aprovado pela Assembleia Legislativa tornando a ExpoLondrina a feira agropecuária oficial do Paraná. Uma lei que – corre os bastidores da política – foi teria sido encomendada pelo próprio governador.  Como a proposta pegou muito mal (agradando apenas os londrinenses), o governador recuou.

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Salário da maringaense sobe, mas não alcança o do homem

Um levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado recentemente, revela que a diferença entre os salários pagos a homens e mulheres vem caindo em todo o País. Contudo, a desigualdade ainda é grande. Em Maringá, em 2010, elas passaram a ganhar 61,5% do rendimento médio mensal deles. Em 2000, esse porcentual não superava 58%.

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Ocupação em Maringá supera a média
Mão de obra na cidade está concentrada

O salário das maringaenses saltou 111,5% no intervalo analisado pelo IBGE, subindo de R$ 634,81 para R$ 1.342,98. Contudo, no mesmo período, o rendimento dos homens passou de R$ 1.094,25 para R$ 2.181,97 – alta de 99,4%. Em números, os homens recebem por mês, em média, R$ 839 a mais do que as mulheres.

 

Na avaliação da secretária nacional da Mulher Trabalhadora da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Rosane Silva, a desigualdade entre homens e mulheres no mercado de trabalho afeta principalmente as mulheres jovens e negras. “São elas as que mais sofrem com a informalidade no mundo do trabalho. Apenas 24% das 7 milhões de empregadas domésticas, por exemplo, têm carteira assinada”, diz.

Na análise do professor de economia brasileira contemporânea da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Antônio Gomes Assumpção, a situação é complexa e não pode ser resumida ao fato de que as mulheres são discriminadas no mercado de trabalho. “Há vários fatores que levam a mulher a ganhar menos do que o homem, mas isso está mudando, porque elas estão cada vez mais ocupando postos de chefia”, diz o economista. Continue lendo

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Deputado vem a Maringá falar palestrar sobre agentes comunitários

O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Maringá (Sismmar) promove, nesta quinta-feira (3), palestra com o deputado federal Dr. Rosinha (PT).

O deputado falará sobre a importância dos agentes comunitários de saúde (ACS) e de endemias (ACE) para a saúde pública.

A palestra, que terá início às 19 horas, será realizada no Auditório Hélio Moreira, anexo ao Paço Municipal. A entrada é franca.

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