Mês: março 2013



No Channel Ten, coletiva com a primeira-ministra da Australia

(sem acentuacao por conta do teclado)

No quinto dia vocacional do Intercambio de Grupo de Estudos (IGE) Brasil – Australia, do Rotary International, o autor deste blog escreve diretamente do Channel Ten. A emissora conta com boa estrutura – inclusive helicoptero – e cerca de 30 funcionarios na area editorial, incluindo jornalistas, cinegrafistas e produtores. Nesta quinta-feira (28), passarei o dia todo na emissora, com possibilidade de acompanhar do estudio os telejornais, no periodo da tarde e inicio da noite.

Pela manha, pouco depois da 8 horas, fui recebido pelo chefe de reportagem do Channel Ten em Perth, Dougal Wallace, que me intimou a acompanhar a reporter Aleisha Banner em coletiva de imprensa com a primeira-ministra da Australia, Julia Gillard. Num parque em Belmont, regiao metropolitana de Perth, Julia inaugurou a Great Eastern Hwy, avenida que liga Perth a bairros da regiao leste e cidades vizinhas. O ato foi apenas simbolico porque a ampliacao da avenida – agora com tres pistas em cada sentido e ciclovia – foi entregue ‘a algumas semanas.

Primeira-ministra da Australia visita Perth para inauguracao de via rapida

Como fazia mais de tres meses que a primeira-ministra nao dava as caras em Perth, os jornalistas presentes aproveitaram o raro momento para permuntar ‘a ministra sobre recentes problemas politicos em seu governo. Na Australia existem dois partidos predominantes: Labor Party e Liberal Party. Os Labors governam o pais, mas os Liberals vivem melhor momento na Australia Ocidental. Ou seja, em Perth Gillard nao estava pisando em territorio politico favoravel. Foi polida, destacou o que o governo federal tem feito pela Western Australia e aos jornalistas nao falou por mais de 20 minutos.

Com reporteres do Channel Ten Perth

De volta ‘a TV, fui muito bem recebido pela Gerente de Noticias do Channel Ten em Perth, Kerri Sands. Ela me apresentou toda a estrutura que a emissora dispoe para o jornalismo e, fato que tambem eh importante, levou-me ‘a cafeteria da emissora para tomar um cafe. De setor em setor, conheci a apresentadora de um dos telejornais, que ja foi intercambista do IGE nos Estados Unidos. A ela nao precisei explicar o quanto este intercambio eh valido profissionalmente.

Outro atrativo do dia vocacional: Channel Ten tem helicoptero proprio

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Direto do Kalgoorlie Miner, principal jornal de Goldfields (Australia)

Kalgoorlie Miner, jornal fundado em 1895

Na visita vocacional desta semana, o autor deste Cafe (em teclado sem acento) escreve diretamente da redacao do Kalgoorlie Miner, principal jornal de Goldfields – a maior regiao da Australia Ocidental (Western Australia). O jornal, que publicou nesta segunda-feira (25) materia sobre o time brasileiro do Intercambio de Grupo de Estudos (IGE) do Rotary, foi fundado em 1895 e ainda funciona em sua primeira sede, um predio historico no centro da cidade.

Leia no Kalgoorlie Miner sobre o time
de IGE da Australia que visitara o Parana

Publicado diariamente (exceto aos domingos, quando circula um semanario), o unico jornal de Kalgoorlie-Boulder tem tiragem de 9 mil exemplares. Isso aos sabados, dia em que o jornal tem 64 paginas. Para uma cidade de 31 mil habitantes, a tiragem do Kalgoorlie Miner pode ser considerada otima.

A boa tiragem e o numero expressivo de anunciantes permitem ao jornal manter uma equipe com 17 jornalistas e 3 fotografos. O expediente comeca cedo, por volta das 8 horas, com reuniao de pauta ‘as 8h30. Participei da reuniao desta segunda-feira e pude notar que, por aqui, nao existe a figura do pauteiro. O reporter tem de sugerir as pautas e, se o assunto for bom, trabalha apenas uma materia naquele dia – se o assunto for muito bom e exigir investigacao, tera ainda mais tempo para finalizar a reportagem.

Luiz entre o chefe de reportagem Jarrod Lucas e a editora-chefe interina, Nadene Parsons, e com a equipe de repórteres do Kalgoorlie Miner

/TrabalhoO comercio da cidade gira em torno da mineracao. Lembra muito a cidade de Minacu-GO (onde morei em 2007), que vive em funcao da exploracao de amianto. O clima por la tambem eh (estou sem acentuacao neste teclado) arido, mas alguma coisa em agricultura e pecuaria pode ser feito devido ‘a proximidade do Rio Tocantins. Em Kalgoorlie-Boulder, pelo contrario, a ‘agua doce vem encanada de Perth, a mais de 600 km de distancia. Ha varios lagos na regiao de Goldfields, mas para azar dos locais todos sao de agua salgada.

Ao contrario das outras visitas tecnicas, no Kalgoorlie-Miner nao fiquei so olhando. Supostamente para testar minha capacidade de entrevistar e escrever em ingles, Nadine me passou uma pauta para o dia: ligar para as igrejas da cidade para saber qual a programacao para a Sexta-feira Santa e para o fim de semana. Tarefa concluida, apesar da dificuldade para entender o ingles australiano.

Para minha sorte, o sotaque de Nadine eu compreendo muito bem – por ter estudado ingles na Cidade do Cabo. A proxima pauta sera escrever uma materia curta sobre algum ponto turistico do Parana. Escolhi as Cataratas do Iguacu.

 

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Café com Jornalista no único jornal de Esperance, Austrália

Nos dias de visita vocacional do Intercâmbio de Grupo de Estudos (IGE) do Rotary Internacional, normalmente, os membros do programa têm a oportunidade de fazer mais de uma visita técnica por dia. Então, no mesmo dia da visita à rádio ABC, na terça-feira (19), tive a oportunidade de conhecer o trabalho desenvolvido pelo Esperance Express.

LF com Paul, Lauren e Rex do Esperance Express

Conforme informado na postagem anterior, Esperance é uma pequena cidade ao sul da Austrália Ocidental, Estado que tem Perth como capital. E com poucos leitores o jornal da cidade não consegue ser diário. O Esperance Express é um jornal bem feito, mas tem edições apenas nas quartas e sextas-feiras. “Já publicamos na cidade, mas se tornou caro imprimir aqui e agora rodamos o jornal em Perth”, contou o editor-chefe do jornal, Paul Goldie.

Confira do blog do IGE Brasil – Austrália

Fui recebido no jornal pelo próprio editor, rotariano de um clube que o IGE visitou na noite anterior. Goldie disse que em toda a Austrália estão em circulação 300 jornais, a maior parte nas cidades de Sydney, Melbourne e Adelaide. Único jornal na cidade, o Esperance Express tem como principal concorrente o Kalgoorlie Miner – de uma cidade vizinha, mas que mantém correspondente em Esperance.

O Diário na Austrália: editor-chefe do Esperance Express elogiou o maior jornal de Maringá

O Esperance Express emprega 15 pessoas, entre os quais uma editora e dois repórteres – além do próprio editor-chefe. Publica apenas notícias locais e tem venda média de 4.000 exemplares por edição. Considerando que Esperance possui apenas 15 mil habitantes, há de se considerar que o jornal é bem vendido. Nas casas onde já estive hospedado, percebi que o australiano tem costume de ler jornal, mesmo que seja apenas para conferir a programação da TV ou para ver a coluna social.

Na visita, perguntei e respondi a várias perguntas. O que era para ser apenas um bom bate-papo virou entrevista, com matéria prevista para ser publicada na sexta-feira (22). No Esperance Express, também tive a oportunidade de conhecer a editora Lauren Vardy e o repórter Rex Drabik, que escreverá a matéria sobre a visita do IGE Brasil – Austrália a Esperance. Por falar em entrevista, aquela concedida à ABC foi ao ar em rede nacional na Austrália, na manhã desta quarta-feira (20).

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Emissora pública da Austrália, ABC conta com 60 escritórios espalhados pelo país

Nos moldes da BBC de Londres – financiada com dinheiro público – a Australian Broadcasting Corporation (ABC) é a emissora pública da Austrália. Em todo os país, são 60 escritórios espalhados pelas principais cidades, sob comando de redações em Melbourne, Sydney e Perth. Nas menores cidades a cobertura é feita por equipes enxutas.

Com a equipe da ABC de Esperance: Serena à esq. e Tara à dir.

No terceiro dia de visitas vocacionais do Intercâmbio de Grupo de Estudos (IGE) Brasil – Austrália, visitei nesta terça-feira (19) a redação da ABC em Esperance, na Austrália Ocidental (Western Australia). O escritório conta com três estúdios e conta com apenas uma secretária, uma produtora e uma repórter. A cobertura é focada nas área de agricultura, pecuária e pesca, que formam a base da economia de Esperance.

Dirigindo trator da família anfitriã: em Esperance-WA muitos são fazendeiros

Os jornalistas da ABC me ajudaram a entender um pouco melhor Esperance. A cidade possui 400 fazendas e cerca de 15 mil habitantes que, agraciados por praias de beleza ímpar (mas com água gelada), têm entre seus hobbies jogar vôlei. Todos em Esperance são fazendeiros, filhos d

e fazendeiros ou têm alguém na família que seja. A jornalista da emissora, Tara De Landgrafft – suplente do IGE da Austrália que visitará o Brasil – também é filha de fazendeiros. Na segunda-feira (18), primeiro dia em Esperance, tive a oportunidade de visitar a fazenda de minha família anfitriã, John e Louise Gray, e também de dirigir um trator dos grandes. As fazendas de Esperance, todas planas, contou-me John Gray, são muito bem equipadas e, por isso, não demandam grande número de trabalhadores. Os Gray tocam a fazenda com apenas um trabalhador de fora da família.Voltando à ABC, Tara disse que emissora conta com cerca de 3.500 funcionários, dos quais 15% são jornalistas de rádio e TV. Descobri que o salário médio de um jornalista na ABC, contratado por tempo integral, é na faixa de 137 doláres australianos por ano. Na moeda brasileira, cerca de R$ 280 mil por ano. Evidentemente, o custo de vida na Austrália é muito maior. Para se ter uma ideia, o quilo de banana por aqui custa na faixa de R$ 10.

Entrevista à ABC com a produtora Serena Shaddick

Ao final da visita à emissora, na primeira parte da manhã, concedi entrevista à produtora Serena Shaddick. Devo ter dito algo errado no inglês porque Tara, que acompanhava a entrevista, caiu na risada em determinado momento. Serena perguntou-me principalmente sobre o que é o grupo de estudos do qual eu faço parte e minhas primeiras impressões sobre a Austrália. No final das contas, dei e recebi lembrancinhas dos novos amigos jornalistas em Esperance.

A entrevista deve ir ao ar na manhã de quarta-feira (20), noite de terça-feira no Brasil.

 

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Channel 7: vinte jornalistas e tres estudios

Para produzir seus tres telejornais, cada qual com 30 minutos (incluindo comerciais), mais os boletins ao longo da programacao, o Channel 7 Perth conta com uma equipe de 20 jornalistas – incluindo editores, reporteres, ancoras e produtores. Cada qual tem sua mesa na redacao da emissora, que possui area para `as reunioes de pauta e sala reservada do diretor de conteudo.

Com Howard Gretton, diretor de conteúdo do Channel 7 Perth

O chefe de reportagem, por sua vez, coordena os trabalhos de uma mesa elevada de onde se tem vista privilegiada da redacao (mais tarde posto fotos). Dos 20 jornalistas, dez sao reporteres, que tem `a disposicao oito cinegrafistas. Parte do grupo chega `a redacao `as 8 horas e outra parte no final da manha. Os trabalhos sempre iniciam com a reuniao de pauta – a qual pude acompanhar no inicio da manha desta terca-feira (12).

Ha pouco, acompanhei no switcher um dos boletins. O Channel 7 Perth possui tres espacosos estudios, um dos quais reservados ao noticiario. Em televisao, sabemos bem, nao tem domingo nem feriado. Na Australia eh a mesma coisa. Logo mais, estarei no estudio para ver de perto um dos tres telejornais do dia. Vai bater saudades dos tempos de bancada na TV Maringa (Band), com o colega jornalista Milton Ravagnani.  

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Channel 7, na hora do almoco

Assim como acontece em varias cidades, o Channel 7 esta localizado num dos bairros mais altos da cidade e afastado do centro de Perth. Nos arredores nao ha restaurantes, entao os jornalistas comem na cafeteria da TV ou trazem de casa a propria comida. No refeitorio ha espaco para cerca de 30 pessoas.

Na redacao, achei estranho que notei os jornalistas vindo do corredor com o prato de comida nas maos. Percebi que, ao menos aqui na emissora, eh costume almocar diante do computador. Tanto eh que na cafeteria ha uma mensagem dizendo: “se voce nao touxer o prato de volta ate `as duas da tarde, alguem vai ficar bravo”.

Entre uma garfada e outra, o pessoal segue trabalhando, mas eu, ao contrario deles fiquei sem jeito de comer na mesa de trabalhado. Preferi o refeitorio quase vazio. Comi frango apimentado, batata assada, salada e um pouco de arroz. A refeicao paga por quilo, com refrigerante, custou 9,50 dolares australianos (quase R$ 25).

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Channel 7 Perth, no aniversario de 32 anos

Depois de alguns dias de inatividade, o Cafe ganha uma nova postagem em data especial: 12 de marco eh o aniversario do editor deste blog que, em intercambio na Australia, ja completou 32 anos. Aqui em Perth, capital do Estado da Australia Ocidental (Werstern Perth), ja passou das 11h30 da manha de terca-feira, por conta do fuso horario de 11 horas de diferenca para Brasilia.

No momento, sem meu notebook, escrevo de um desktop daqui e por isso voces notarao a falta dos acentos ortograficos. Estou no Channel 7, o mais bem sucedido canal de TV da Australia – publicarei fotos em outra oportunidade. Com sede em Melbourne, a emissora mantem equipes nas principais cidades do pais, incluindo Perth.

A visita ao Channel 7 Perth eh parte do programa vocacional preparado pelo Distrito 9465 para os membros do Intercambio de Grupo de Estudos (IGE) Brasil-Australia. Mr. Wayne Muller, que me hospeda em sua casa por esses dias, deixou-me logo cedo na porta da emissora, onde fui recebido pelo chefe de redacao, Dale O’Neill. No meio da manha, o diretor de conteudo da emissora, Howard Gretton, recebeu-me em sua sala para saber mais sobre o que faco no Brasil, onde trabalho e, claro, sobre minha primeira impressao da Australia. Foi uma excelente conversa, pois pude saber mais sobre a emissora.

Redação do Channel 7 Perth durante reunião de pauta

O Channel 7 Perth tem tres telejornais ao logo do dia (10h30, 16h30 e 18h30), cada um com 30 minutos – incluindo comerciais. `A tarde, acompanharei um desses telejornais com o supervisor de producao, Paul Giglia. Juntos, os tres telejornais somaram ontem, de acordo com o “Ibope” australianio, audiencia de aproximadamente 1,3 milhao de telespectadores nas cinco maiores cidades do pais: Sydney, Melbourne, Brisbane, Adelaide e Perth.

Em audiencia, o canal que estou visitando esta para a Australia como a Rede Globo esta para o Brasil. O Channel 7 eh lider de audiencia, tendo como principais concorrentes Channel 9 e Ten (ambas emissoras comerciais) e a ABC (emissora publica da Australia). “Fico sempre acordado ate sair o resultado da audiencia, `as 3 da madrugada”, contou-me Howard Gretton.

O resultado da ultima audiencia deixou Gretton satisfeito, em Perth a Channel 7 venceu a concorrencia durante todo o dia. No Seven News (noticiarios da emissora), ontem, foram 216 mil telespectadores contra 82 mil do Nine News, do Channel 9. Aproveitei a ocasiao para presentear Gretton e O’Neill com cachacas da marca 51.

 

Errata: a sede do Channel 7 fica em Melbourne e nao em Sydney, como publicado inicialmente. A correcao ja foi feita.

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Luta contra esterilização dos tigres de Maringá ganha destaque na grande mídia

A disputa judicial que pode resultar na esterilização de 11 tigres que vivem no Canil e Escola Emanuel, em Maringá, ganhou destaque também na Folha de S.Paulo. Ary Marcos Borges da Silva, o proprietário dos tigres, já avisou que vai recorrer onde for possível para evitar a “castração” dos animais (de espécie ameaçada de extinção). A matéria foi publicada no domingo (3), confira aqui.

No lucrativo e ilegal negócio do tráfico de animais, que segundo a Interpol movimenta 20 bilhões de dólares por ano, os tigres estão no topo da pirâmide. Muitos deles são caçados por motivos banais, como a superstição de compradores de que as garras do animal trazem sorte.

Entidades como o Fundo Mundial para a Vida Selvagem e Natureza (WWF) e o Fundo Internacional pelo Bem-Estar Animal (IFAW) estimam que existam menos de 3 mil tigres em liberdade. Das nove subespécies distintas catalogadas, três já foram extintas: tigre-de-bali, tigre-do-cáspio (ou tigre-persa) e tigre-de-java.

Campanha
Para dar publicidade à causa dos tigres e conquistar adeptos contra a ação do Ibama, que pede a esterilização dos bichanos, Ary criou uma campanha no Facebook. A página “Salvem os Tigres de Maringá” já foi curtida por mais de 17 mil pessoas, número que deve aumentar com a exposição do assunto em rede nacional. No domingo, além da Folha de S.Paulo, o assunto ganhou espaço no programa Domingo Espetacular da Record – veja no Blog do Rigon

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