Mês: abril 2013



Intercambistas da Austrália, Argentina e Uruguai visitam região de Maringá

Dois times do Intercâmbio de Grupo de Estudos (IGE), patrocinado pela Fundação Rotária, estão conhecendo a região noroeste do Paraná, que corresponde ao distrito 4630 do Rotary International. Um dos times é formado por cinco australianas e o outro tem membros da Argentina e do Uruguai.

Australianas em reunião em Rotary Club de Campo Mourão

Ambos os times, que estão tendo a oportunidade de conhecer várias cidades da região, estarão em Maringá a partir do fim de semana para participar da Conferência Distrital do Rotary. No evento, também estarão presentes o time de IGE do Brasil que esteve recentemente na Austrália e também o grupo de intercambistas daqui que viajará para o Uruguai e Argentina em maio.

No IGE, cada membro tem a oportunidade de fazer visitas técnicas em sua área de atuação profissional. Além disso, sendo os hospedados em casa de rotarianos, os membros do intercâmbio acabam conhecendo a fundo os costumes e o estilo de vida da região anfitriã. De quebra, os intercambistas têm a oportunidade de visitar o que a região tem de melhor para oferecer.

Austrália
No Estado da Austrália Ocidental, o time de IGE do qual o autor deste café fez parte, conheceu a capital Perth e várias outras cidades, como a histórica Fremantle; a cidade do ouro na Austrália, Kalgoorlie; e Esperance e suas magníficas praias de areia branca. Um pouco dessa experiência foi compartilhada no blog do grupo. Para conferir, clique aqui!

 

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Maringá deve meio bilhão de reais

A dívida de R$ 531 milhões de Maringá é o assunto do momento. No Paraná, nenhum município deve mais do que a Cidade Canção, de acordo com reportagem publicada pela Gazeta do Povo.  A primeira impressão é de que esse montante põe em cheque a afirmação do ex-prefeito, Silvio Barros (PP), de que deixaria a prefeitura para seu sucessor com superávit milionário.

Alguém que tenha em conta corrente (ou escondido no colchão) R$ 200 mil não pode se gabar de ser rico se tiver dúvida de R$ 1 milhão ou, até mesmo, bens penhorados. Estranhamente, durante a campanha eleitoral de 2012 essa dívida maringaense – cerca de R$ 80 milhões a mais do que deve Curitiba – não foi explorada sequer por adversários políticos.

Às vésperas da esperada decisão no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que dirá se Roberto Pupin (PP) permanecerá ou não no cargo, essa notícia publicada na Gazeta do Povo deve levar o prefeito de Maringá a prestar esclarecimentos. Alguns setores da sociedade já cobram explicações.

O mínimo que o maringaense merece saber é detalhes sobre a origem dessa dívida e qual era o valor devido quando Silvio Barros (PP) assumiu a prefeitura em 2004. A dívida era menor ou maior do que agora?

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Problemas com ingressos no concerto de dez anos da Orquestra do Cesumar

A Orquestra Filarmônica do Cesumar realizou, no domingo (28) à noite, concerto em comemoração aos dez anos do grupo liderado pelo maestro Davi Oliveira. O blog já havia divulgado o espetáculo.

Enquanto a orquestra mereceu cada aplauso, pelo quanto tem representado bem Maringá Brasil afora; a organização do Teatro Calil Haddad ficou devendo. Novamente, faltou respeito com o público que compareceu ao evento. Pelo menos, 15o pessoas ficaram do lado de fora, sem o ingresso (ao custo de um litro de leite longa vida).

Os ingressos foram disponibilizados somente no local do evento, a partir das 19 horas, uma hora antes do início da apresentação da orquestra. Quem chegou ao local às 19h15, com 45 minutos de antecedência, não encontrou mais ingressos disponíveis. “Agora a gente já sabe que da próxima vez tem de chegar mais cedo, talvez com uma semana de antecedência”, reclamou um estudante, na fila.

O problema poderia ter sido evitado caso os ingressos tivessem sido disponibilizados durante a semana, em pontos estratégicos, como em livrarias e no próprio Cesumar. Essa seria a medida mais respeitosa com o público que, em alguns casos, desloca-se até o Calil Haddad com o péssimo transporte público da cidade – caro e com poucos ônibus aos domingos.

De quem foi a responsabilidade pelos ingressos do concerto de aniversário da orquestra? Do Cesumar ou da Secretaria de Cultura? Não sei. O que sei é que, considerando que o teatro municipal já se mostra pequeno para uma cidade do porte de Maringá, um pouco de organização não faz mal.

De qualquer forma, parabéns à orquestra que, lá dentro, deve ter dado mais um belo show – azar de quem ficou na fila e não viu.

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Seleção de Felipão precisa de consultoria

Nos programas esportivos, nesta quinta-feira (25), não se falou outra coisa: empate contra o Chile na noite anterior e quanto o Brasil jogou mal às vésperas da convocação para a Copa das Confederações. Todo mundo criticou a atuação de Ronaldinho e companhia e cada jornalista tinha um palpite para o time de Felipão.

Para muitos colegas de profissão falta ao Brasil, que não faz um jogo convincente contra grandes seleções desde 2009, estilo de jogo e entrosamento. Nosso time já não joga bonito e (já era assim nos tempos dos romanos) se o circo não é bom, não basta.

Foi a mesma lenga lenga de sempre e comparações de sobra com o belo futebol jogado pelo Barcelona (que tomou de quatro do Bayern de Munique na quarta-feira passada). Não gosto muito de comparações com estrangeiros. Prefiro relembrar nossos bem sucedidos momentos no esporte bretão – e não foram poucos.

Pois bem, se todo mundo tem seu pitaco, também tenho o meu. Se o problema é falta de entrosamento e se nosso futebol ficou feio, o que está faltando ao Brasil é consultoria. Das boas. E aproveito para indicar um time de consultores para a equipe de Felipão. Os caras entendiam um pouco do assunto, veja abaixo:

Contudo, se a consultoria der certo e Neymar e companhia jogarem por música e e impressionarem o mundo tal como fez o elenco comandado por Telê Santana, mas ainda assim ficarem sem caneco ao final do torneio, aí os descontentes de plantão terão novos motivos para reclamar.

No final das contas, o preço do leite e do tomate não terão mudado por conta do resultado da competição. Sendo assim, como diria Telê, “é melhor perder jogando bem do que ganhar jogando mal”. Sem dúvidas, mundo afora, há bem mais fãs daquele time de 82 que o vitorioso de 94.

Futeba & F-1
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Concerto de 10 anos da Orquestra Filarmônica do Cesumar… eu vou!

A Orquestra Filarmônica Cesumar, várias vezes motivo de postagens neste Café, completa dez anos de história, sempre encantando os maringaenses com belas apresentações. Desde a execução de clássicos até temas de filmes, a orquestra conquistou reconhecimento estadual e nacional nesses dez anos de estrada.

Tudo começou com o sonho do reitor do Cesumar, Wilson Matos, que investiu alto para presentear Maringá com uma orquestra de ponta. O segundo passo foi a contratação do maestro mineiro Davi Oliveira (foto), que deixou para trás família, amigos e um pão de queijo de primeira para coordenar e reger a então nova orquestra.

Davi já regeu mais de 200 concertos gratuitos frente à Orquestra Filarmônica do Cesumar – leia mais na matéria de Wilame Prado para O Diário. O próximo será o Concerto de 10 anos da Orquestra, no domingo (28), às 20 horas, no Teatro Calil Haddad. O ingresso custará um litro de leite (longa vida).

O autor deste Café é fã assumido do trabalho de Davi e da Orquestra Filarmônica do Cesumar. Vale a pena prestigiar, porque o espetáculo é garantido. Melhor do que isso, só quando a orquestra daqui incluir em seu reportório “Another Brick in the Wall”, da banda inglesa Pink Floyd – como faz (ouça abaixo) a Orquestra Filarmônica Real, baseada em Londres.

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Guarda Municipal vai apresentar nova farda no desfile do aniversário de Maringá

No desfile do Aniversário de Maringá (leia mais em O Diário), no próximo dia 10, a Guarda Municipal vai apresentar à população seu novo fardamento. A informação foi confirmada ao Café pelo diretor de Segurança Pública de Maringá, Rogério Mello, nesta quinta-feira (25).

Na foto, exemplo de como será o novo fardamento da Guarda Municipal de Maringá: “camuflado urbano” em tons de azul

O uniforme será utilizado pelos 60 homens do Grupo Tático Operacional (GTO), antigamente chamados de patrulheiros. “O uniforme foi adquirido por meio de licitação, com edital aberto no ano passado”, comenta Mello.

O novo fardamento será do tipo “camuflado urbano”, em azul rajado, com boina. Atualmente, o GTO é dividido em quatro turmas, duas delas operando durante o dia e duas em revezamento à noite. O novo uniforme não será utilizado pelos demais guardas municipais, que ainda não tiveram treinamento para integrar o GTO.

 

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Samu de Maringá pode parar

O Samu de Maringá poderá parar as atividades em protesto contra a falta de condições adequadas de trabalho. A afirmação é do SISMMAR, que aguarda para os próximos dez dias propostas da administração para as reivindicações dos trabalhadores do setor.

O Ministério Público do Trabalho (MPT) tem mediado as discussões por meio de audiências. A última delas foi na sexta-feira (19), exatamente quando o município se comprometeu a apresentar um cronograma de melhorias.

Leia mais no blog do SISMMAR

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Novidade: faltam vagas para estacionar no Centro de Maringá

Li em blogs da cidade sobre quantidade de vagas de estacionamento que a construção de um prédio está tomando.

Em Maringá, os anos passam e muitas das reclamações continuam sempre as mesmas. Uma delas é a falta de lugar para estacionar no Centro. E vai continuar sendo enquanto o município não adotar uma estratégia séria e eficiente para o transporte público. Com carro demais nas ruas, vai sempre faltar vagas nos estacionamentos e espaço para faixas exclusivas de ônibus e ciclovias.

Melbourne, Austrália: sofisticado sistema de bondes, linhas exclusivas para ônibus e ciclovias fazem a diferença

Por 40 dias, tive a oportunidade de visitar algumas grandes cidades da Austrália. No transporte público, a que mais me chamou a atenção foi Melbourne. Na capital do Estado de Victoria, há bondes servindo a população nas principais avenidas e com destino a vários bairros, metrô e ônibus. O sistema é integrado e mesmo no horário de pico a superlotação não é um problema. O transporte é bom, pontual e relativamente barato – se considerar que estacionar o carro nas ruas é caro.

Para quem prefere pedalar, a malha cicloviária de Melbourne cobre quase toda o centro e bairros próximos. Em cidades menores da Austrália, como Fremantle (Austrália Ocidental), com menos de 50 mil habitantes, há linhas de ônibus gratuitos. Tudo para fazer o povo deixar o carro na garagem. É um luxo não depender de carro e não ter de reclamar de falta de vaga no estacionamento. Mas com transporte de qualidade duvidosa, superlotação e preço além do devido, prefiro usar meu carro.

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Em Perth, jornalista recém-formado ganha 40 mil por ano

Na capital da Austrália Ocidental, o salário inicial para um jornalista recém-formado é de, no mínimo, 40 mil dólares australianos por ano (cerca de 85 mil reais). Em Perth é muito pouco, já que um jornalista com dez anos de experiência ganha, pelo menos, três vezes mais do que isso.

Vida de intercambista: competição de vela após visita ao sindicato dos jornalistas

A informação foi passada ao Café com Jornalista pela representante do sindicato dos jornalistas da Austrália Ocidental, Tiffany Venning. A visita do autor deste blog ao sindicato aconteceu na manhã da quarta-feira (3), penúltimo dia vocacional do Intercâmbio de Grupo de Estudos (IGE) Brasil-Austrália.

Em Perth e nos demais municípios do Estado, a negociação entre o sindicato – que conta com apenas três funcionários em tempo integral – e os patrões é válida por três anos. O sindicato representa 600 jornalistas filiados em toda a Austrália Ocidental.

Flâmula do segundo lugar em etapa de competição local de vela

Surpresa à tarde
Em todo o calendário de visitas técnicas do IGE, para o autor deste blog foi o primeiro dia em que a o dia vocacional não tomou o dia todo. Sendo assim, à tarde sobrou tempo para algo inesperado. Meu anfitrião naquela semana, Ed McKinnon me perguntou se eu gostaria de velejar. Evidentemente, disse que sim.

McKinnon, que velejou por 12 anos e chegou a conquistar o segundo lugar em uma competição nacional na Austrália, fez alguns telefonemas e conseguiu para mim lugar numa equipe que disputaria etapa local de campeonato de vela. Uma experiência única.

No final das contas, participei da competição (não fazendo muito mais do que ajudar com as velas) e trouxe para casa uma flâmula de segundo lugar na etapa. À noite, participei de confraternização com McKinnon e seus amigos no South of Perth Yacht Club.

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The West Australian vai cobrir os Jogos Olímpicos no Rio

Como de costume, tenho postado aqui no Café sobre minhas visitas vocacionais do Intercâmbio de Grupo de Estudos (IGE) Brasil – Austrália. Nesta terça-feira (2), o programa do Rotary International me proporcionou visitar o The West Australian, o maior jornal do Estado.

The West Australian: academia de primeira (foto), cafeteria, refeitório, estacionamento próprio e outras facilidades para os 160 jornalistas da empresa

A visita, apesar de ter sido a mais burocrática da série, foi bastante proveitosa. Fui recebido às 8 horas pos jornais e elo gerente geral da empresa, Liam Roche. Há 32 anos na empresa, Roche começou como gráfico e hoje gerencia vários setores do jornal, entre eles a impressão. O parque gráfico, por onde iniciou meu tour, é impressionante.

O grupo WA Newspapers imprime também outros jornais do grupo, como o Kalgoorlie Miner, e jornais comunitários da cidade. A impressora principal possui 22 tores, sendo 16 delas para o jornal e as demais para encartes e revistas do grupo. Ao todo são 160 jornalistas, dos quais quase a metade são editores. A parte editorial ocupa dois andares de um dos dois prédios do jornal – ambos inaugurados na década de 90.

Por volta das 10 horas, fui apresentado ao editor-chefe do grupo, Bob Cronin, um cara simpático e muito curioso sobre o Brasil. Ele quase não acreditou quando contei que a ele que vários jornais brasileiros comemoram aumento das assinaturas e das vendas em bancas. Por aqui, tal como ocorre nos Estados Unidos, os jornais estão perdendo território para os sites de notícias. Apesar disso, segundo Cronin, o The West Australian mantém tiragem diária de 1,2 milhões de exemplares – incluindo os jornais periféricos do grupo.

Parque gráfico do grupo: impressora tem 22 torres

Em corte de gastos, o The West Australian provavelmente não terá enviados especiais para a Copa do Mundo de futebol, ano que vem, no Brasil. Contudo, o jornal planeja enviar equipe de três ou quatro jornalistas para a cobertura das Olimpíadas de 2016, no Rio.

Aproveitei a conversa com Cronin para entregar a ele edições da Folha de S.Paulo e de O Diário do Norte do Paraná. Após contextualizado sobre a área de abrangência desses dois jornais, Cronin elogiou ambos. No jornal, também visitei a redação, mas por conta do horário grande parte das mesas ainda estavam vazias. Depois disso, parti de trem para o centro de Perth. Mas a questão do transporte público por aqui é assunto para outra postagem.

 

Redação do jornal pela manhã, antes da maioria dos jornalistas chegarem

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