Français Facile: as diferenças entre o Francês europeu e canadense

Por Luigi Ricciardi*

Salut, les gars.

Os estudantes de inglês sofrem, às vezes, com diferença de pronúncia e de vocabulário entre o inglês britânico e o inglês estadunidense. A briga chega inclusive dentro das escolas, onde alguns professores adotam um inglês e outros, o outro. E os estudantes sofrem.

Com 1,6 milhão de habitantes, Montreál (Quebec, Canadá) é a maior cidade francófona do mundo, depois de Paris

Se isso acontece no inglês, língua franca, imagina nas outras línguas, que não são majoritariamente faladas – mas que mesmo assim são línguas maternas de alguns países ao redor do mundo. Experimentamos por muito tempo uma grande diferença, por exemplo, na escrita do português e as suas diferenças. Recentemente, houve um acordo ortográfico que permitiu uma unidade maior na língua portuguesa, mas na questão lexical a diferença está longe de ser sanada.

Pela questão prática, muita gente diz que preferiria a existência de só uma língua no mundo. Quando eu escuto isso eu explodo por dentro. A mãe desse indivíduo infeliz que professa uma frase dessas também não deveria ter nascido. As línguas são riquíssimas e é exatamente nas diferenças que se encontram as riquezas, mesmo dentro de uma mesma língua.

Na língua francesa também temos diferenças consideráveis quando colocamos os três principais países francófonos europeus frente a frente: França, Suíça e Bélgica. Contudo, quando colocamos o francês falado no Quebec (província do Canadá que fala Francês) ao lado do parisiense, temos então um grande choque. O francês que veio para a América é, apesar das influências que sofreu ao longo dos séculos, muito mais parecido com aquele outrora falado na corte dos meus xarás. Foi esse francês que foi exportado atlântico adentro.

As diferenças já começam no sotaque. Enquanto o parisiense é muito mais fechado e articulado, os fonemas do québécois são mais abertos e nasalizados. Sem contar a influência dos vizinhos: o Québec está cercado à esquerda e direita por províncias anglófonas e ao sul faz fronteira com os Estados Unidos. Resultado: grande influência de palavras vindas do inglês, originando, em alguns pontos da província o que se chama de “Franglais”, mistura de francês com inglês.

Preparamos uma pequena lista para mostrar as diferenças. Amusez-vous. Au revoir!

 

 

Luigi Ricciardi, nascido Luís Cláudio Ferreira Silva, descendente de italianos, é londrinense radicado em Maringá. É graduado em Letras Português-Francês pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), com mestrado em Estudos Literários pela mesma instituição. É autor do livro de contos “Anacronismo Moderno (Editora Scortecci) e idealizador do projeto cultural “Mutirão Artístico Maringaense” e da revista literária “Pluriversos”. É professor particular de francês em Maringá, assina o blog “Bonjour, Edith” (em francês) e gosta de cappuccino. No Café, assina a coluna Français Facile. Contato: [email protected].

4 comentários sobre “Français Facile: as diferenças entre o Francês europeu e canadense

  1. Elaine Cristina 26 de novembro de 2013 07:09

    Gostei muito do seu blog!A diferença entre o frances parisiense e os québécoises sao enorme,fora que é horrivel escuta-los falar pelo nariz.Moro em franca a nove anos e breve retornarei a minha linda Maringa!Grande abraço

  2. Diogo 12 de abril de 2014 17:57

    É muito dificil aprender frances?? com dedicação eu vou conseguir falar e ter uma boa noção da lingua em quanto tempo?? espero respostas e obrigado!!

  3. Ramires 30 de julho de 2015 15:31

    J’aime et j’aimerai toujours le Français parlé au Quebec. J’habite au Brésil et pour moi, il pârait plus facile d’étudier le Quebécois.

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