Mês: outubro 2014



História das eleições de 2014, até a véspera do segundo turno

Eis a história mais que resumida destas eleições, em dez tomos, na leitura muito pessoal deste jornalista doido por café.

Marina Silva (PSB), Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT)

I
Tentam barrar (com sucesso) a criação da Rede para impedir que Marina Silva dispute as eleições de 2014. Ela se filia ao PSB e surge como vice na chapa de Eduardo Campos.

II
Morre Campos. Marina é lançada como candidata a presidente e chega a 10% de vantagem sobre Dilma Rousseff (PT) nas pesquisas para o segundo turno.

III
Começam os ataques difamatórios do PT, com mentiras sobre mentiras, para desconstruir a candidatura de Marina. Postura lamentável, que desconsidera a história de luta da ex-senadora, que ao lado de Chico Mendes foi uma das fundadoras do PT no Acre.

IV
Marina mantém o foco em suas propostas, não revida, não baixa ao nível do PT, mas paga um preço alto por isso. Sem o mesmo tempo na TV do que Dilma (sua rival desde os tempos em que ambas eram ministras de Lula), não consegue se defender das inverdades e sua candidatura é prejudicada.

V
PT erra na intensidade dos ataques e turbina Aécio Neves (PSDB), que chega mais forte do que o esperado ao segundo turno. Ou seja, o próprio PT, ao acatar Marina sem freios morais, alimenta e muito a candidatura do eterno rival PSDB.

VI
Marina apoia Aécio no segundo turno, fato que, muito provavelmente, tira o sono da cúpula petista. Maioria dos eleitores de Marina, segundo as pesquisas, migra para o tucano e não para a petista.

VII
No mesmo modus operandi usado contra Marina, PT parte para o ataque contra Aécio, que surge em empate técnico com Dilma nas primeiras pesquisas do segundo turno.

VIII
PSDB revida aos ataques e a disputa entre Aécio e Dilma vira um mar de lama e enxofre, como poucas vezes visto nas eleições democráticas, com difamações de ambos os lados.

IX
Denúncias da roubalheira na Petrobras não cessam e doleiro operador do esquema, em delação premiada, envolve Dilma (mesmo que ainda sem provas) nas acusações. Revista traz assunto como manchete.

X
Véspera da eleição. Nível da campanha cai ainda mais, o que pode ser visto no Facebook, especialmente no perfil de pessoas que pensam com o fígado e não com o cérebro.

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Aécio tem apoio da maioria dos vereadores do maior colégio eleitoral de SC

Info_Voto Vereadores

Matéria publicada pelo Notícias do Dia, nesta quinta-feira (16), revela como votam os vereadores de Joinville, maior colégio eleitoral de Santa Catarina. Juntos, os 19 parlamentares da cidade somaram mais de 73 mil votos e, com esse capital, têm algum poder de influência sobre seus eleitores.

Em Joinville, Aécio Neves (PSDB) tem o apoio de 11 vereadores. No primeiro turno, o tucano venceu na cidade. Agora, Dilmistas tentam virar o placar. Leia aqui a matéria e clique na imagem para ampliar o infográfico.

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Debate entre Aécio e Dilma na Band… não é bem assim

A Folha de S.Paulo traz em seu site um ótimo apanhado do que foi dito pelos presidenciáveis Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) no primeiro debate deste segundo turno, nesta terça-feira (14), na Band. O levantamento traz informações por áreas, como a Petrobras e o Bolsa Família, e destaca informações corretas e incorretas dadas pelos candidatos.

Vale a pena conferir (clique aqui para ver), porque a lista de inverdades é extensa.

Debate Band

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Imagens da Oktoberfest, em Blumenau

Coisa bonita essa Oktoberfest de Blumenau (SC), a maior festa de chope depois da de Munique. Vale a pena visitar esta que é considerada a maior festa alemã das Américas. Para quem não bebe, restam música, cultura e comidas típicas, além do vai e vem de moças bonitas.

A Oktoberfest 2014 vai de 8 a 26 de outubro.

Oktoberfest 1

Oktoberfest 4

Oktoberfest 2

Oktoberfest 3

Fotos de Divulgação.

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Diga não ao “rouba, mas faz”

Do Blog do LF.

Nunca fui adepto do “rouba, mas faz”, expressão que lembra Maluf e outros fichas sujas. E nunca vou ser, apesar de críticas até de pessoas próximas, que discordam do meu posicionamento. Se sou honesto, tenho o direito de exigir isso da classe política.

Quem renova o mandato de governos corruptos não pode se dar ao luxo de ficar indignado com os altos impostos do Brasil; com a saúde precária; com brasileiros morrendo na fila por falta de atendimento e até de medicamentos; com o amigo que tem problema grave de saúde e leva meses para conseguir uma consulta médica; com a escola pública de péssima qualidade, que não serve para os filhos de senadores e deputados, por exemplo; com o filho que ficou sem merenda na escola porque alguém desviou recursos; com o salário (ou o que chamam de salário) dos professores; com o juiz que mandou soltar bandidos porque não tinha vaga no sistema carcerário; etc.

Quem dá um contrato assinado em branco (o voto) para que um governo corrupto continue no poder não pode se indignar com nada disso, porque toda a fortuna que é desviada para a conta de políticos ladrões, corruptos, e seus comparsas seria o suficiente para resolver todos esses problemas e outros que não listei. E se listasse, não caberiam num livro.

Político, corrupto ou não (a minoria), ama o voto mais do que qualquer coisa. Alguns, mais do que sua própria mãe. Político precisa do seu voto para ficar ou chegar ao poder. Se pararmos de votar em governos com escândalos de corrupção, se dermos o recado nas urnas de que não importa o que tenham feito de bom, se tiverem desviado dinheiro público não terão nosso voto; forçaremos os políticos a adotarem postura mais honesta conosco e com o dinheiro dos nossos impostos.

A política do “rouba, mas faz” tem de acabar, e isso só vai ocorrer com a renovação constante e sem piedade dos governantes e legisladores. Errar na escolha e eleger político que, mais tarde, mostra-se corrupto é humano. Errar de novo e manter um corrupto (ou alguém que não seja, mas parabeniza um colega de governo, corrupto, pelos “bons serviços prestados”) no poder é burrice.

Tenhamos em mente que o que determinado governante faz por nós é obrigação, não um favor. E se o faz tirando proveito, direta ou indiretamente, de esquemas de corrupção, não merece nosso voto. Nós pagamos os políticos muito bem para que eles nos representem. São nossos empregados, pagos com nosso dinheiro. E empregados desonestos a gente demite por justa causa.

Se reciclagem é o caminho para um mundo sustentável, também o é para um sistema político mais honesto… ou menos nojento.

Foto Ag.Brasil

Foto Ag.Brasil

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Novo plenário da Câmara

Depois do chamado recesso branco, aquela folga remunerada (com nossos impostos) que os congressistas têm para se dedicar à campanha, a Câmara dos Deputados inaugurou nesta terça (7) as reformas no plenário. Belo ambiente, agora com acessibilidade para os parlamentares cadeirantes.

Plenário da Câmara dos Deputados (foto de divulgação)

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Dissertação sobre Wilson Quinteiro

Wilson Quinteiro com Eduardo Campos (presidenciável, morto em acidente de avião) e Marina Silva (terceira colocada no primeiro turno para presidente)

Se um dia eu cursar mestrado em Ciências Políticas (ou coisa parecida), minha dissertação certamente seria sobre o quanto o voto proporcional para os cargos de vereador e deputados estadual e federal não representa a vontade do eleitor. E os cases do estudo seriam as votações de Wilson Quinteiro (PSB) neste pleito e nas eleições de 2010.

Há quatro anos, Quinteiro ficou de fora da Assembleia Legislativa do Paraná mesmo fazendo mais votos do que 17 eleitos. Tudo culpa de um sistema de votação baseado no quociente eleitoral, que muitos chamam equivocadamente de coeficiente eleitoral e poucos sabem o que significa e muito menos como se calcula.

Quinteiro é um daqueles que tem em quem pôr a culpa por não ser eleito. Nesta eleição, esse sistema de votação – que deve ser revisto na reforma política – deixou o representante do PSB de Maringá sem cadeira na Assembleia, mesmo ele tendo sido mais votado do que 18 eleitos. Na prática, os 41.195 eleitores que votaram em Quinteiro não têm a mínima ideia na “conta” de quem foram parar seus votos.

O caminho é o voto distrital, modelo que substituiria a votação proporcional. Nele, os mais votados seriam eleitos dentro do limite de cadeiras ao qual cada distrito (dentro do Estado) teria direito em função do número de eleitores. Talvez, pela votação que fez, Quinteiro não fosse eleito nesse outro modelo de votação. Contudo, o mais importante é que o eleitor teria certeza do destino final de seu voto.

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