Mês: janeiro 2016



Projeto de prevenção às drogas tem apenas 5% de reincidência criminal

Um projeto criado para despenalizar usuários de drogas, com índice de reincidência de apenas 5% entre os participantes do programa, colocou Maringá em evidência no XVII Simpósio Internacional sobre Tabaco, Álcool e outras Drogas, realizado em novembro do ano passado no Rio de Janeiro. O projeto “Medidas Despenalizadoras no Judiciário de Maringá”, assinado pela Oficina de Prevenção ao Uso de Drogas (Opud), foi o único trabalho do Poder Judiciário premiado entre outros 66 projetos apresentados no simpósio.

Implantada pelo Conselho da Comunidade de Execuções Penais da Comarca de Maringá, em junho 2008, a Opud é um trabalho multidisciplinar que já atendeu a 1050 jovens e adolescentes – alvos potenciais dos traficantes – encaminhados pelos Juizados Especiais após serem flagrados na posse de drogas. Para o juiz da Vara da Infância e Juventude de Maringá, José Cândido Sobrinho, a Opud contribui diretamente para a redução da reincidência, com posterior elevação da sensação de segurança.

“Por essa razão, considero a oficina uma das mais importantes práticas já criadas nessa Comarca”, diz Sobrinho. “Não só por resgatar a esperança, devolver os sonhos, recuperar a dignidade e reconstruir a família, mas também por contribuir para a redução da criminalidade”, acrescenta o magistrado.

 

Prêmio no Rio

Equipe da Apad na entrega da menção honrosa no simpósio, no Rio de Janeiro. /// Divulgação

 

Reincidência
Membro da Associação de Prevenção, Atenção e Reinserção Social de Usuários e Dependentes de Drogas de Maringá (Apad) – entidade que organiza as oficinas –, Rogério Ferreira Alves explica que o índice de 5% de reincidência foi obtido em amostragem realizada em 2014, quando 120 beneficiários da Opud foram acompanhados após terminarem o ciclo no programa.

Replicado o índice turma após turma, é possível vislumbrar a redução de quadros preocupantes, como o de adolescentes reunidos para fumar maconha ou até drogas pesadas, como o crack. Se antes, após passar pela delegacia, o jovem voltava a transgredir, muitas vezes retornando a usar entorpecentes no mesmo lugar onde fora detido, agora espera-se que parte deles sejam ressocializados pelo programa. Continue lendo

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