Artigo



Forrest Gump, o livro!

Resolvi publicar também aqui no Café o que era para ser apenas um post de Facebook. Isso porque o livro da vez foi um dos melhores que li nos últimos tempos.

Na manhã deste feriado de 1º de maio, beberiscando um bom vinho antes do almoço, terminei de ler “Forrest Gump, O contador de histórias”, do escritor norte-americano Winston Groom. Pensa num livro bom, envolvente do começo ao fim. Groom, bastante respeitado em sua geração de escritores, já foi indicado ao Prêmio Pulitzer.

O filme não contou sequer 20% das histórias contidas na obra original e, ainda, incluiu no roteiro passagens que não estão no livro. A namorada e amiga de infância de Forrest, Jenny Curran, por exemplo, não morre de aids como contado no filme. Contudo, teve um filho com ele.

Não consta do livro que Forrest correu por anos, angariando uma legião de seguidores. E não consta do filme que Forrest foi enxadrista e só não venceu um dos melhores do mundo por conta de um peido estrondoso e fedorendo durante etapa do mundial, na Califórnia. O protagonista também foi candidato ao Senado, austronauta e, depois de sua espaçonave ter caído numa ilha da Oceania, ficou perdido em meio a canibais, aguardando resgate – o que só ocorreu anos depois.

No livro e no filme, Forrest serviu na Guerra do Vietnã, mas o livro traz pormenores dos mais engraçados. Vale muito a pena essa leitura!

Artigo, Geral
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Na hora do voto…

O bom cidadão não deve reeleger políticos corruptos, mas isso não basta. Na hora de votar, é preciso escolher pessoas de boa índole, honestas e de caráter. Quem aceita troco a mais, fura fila, estaciona na vaga de idosos ou deficientes, sonega impostos, dirige com habilitação suspensa, oferece propina para não ser multado, compra atestado médico, etc, certamente, não é digno do seu voto.

Quem rouba no pouco tem tudo para se tornar um político corrupto de primeira linha.

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Mulher agora usa uniforme de biscate

Gostei tanto do texto “Mulher agora usa uniforme de biscate”, de Marco Antonio Araujo, do blog O Provocador, que achei por bem divulgar aqui no Café. Escreve o autor, em trecho da postagem:

“Não aguento mais ver todas as moças bonitas ou feias ou medianas se vestindo como bailarinas do Faustão, marias-chuteiras, rainhas de bateria ou garotas de programa. Seja no show sertanejo, na churrascada de domingo ou no aniversário da prima. Tá dominado.”

O negócio é tão sério que tem moça que começa a namorar e, ainda assim, segue usando o traje biscate. Vou me segurar para não opinar. Araujo já disse tudo. Leia aqui o texto completo. 

Artigo
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Nota sobre o subsídio, assinada por Dom Anuar

Dom Anuar Battisti
Arcebispo de Maringá

Reconhecemos a importância do Poder Legislativo em todas as esferas, mormente na municipal. Campanha difamatória generalizada contra ele pode comprometer a democracia e gerar desequilíbrio entre os Poderes. Ressaltamos a atuação, às vezes exemplar, de alguns vereadores cuja qualidade de projetos, transparência de atos e interesse pelo bem comum orgulha seus eleitores e os outros cidadãos.

Registramos a oportunidade da economia de R$ 6,9 milhões, no período de janeiro de 2009 a dezembro de 2010, mais a previsão de R$ 3,4 milhões em 2011 e a redução dos cargos comissionados de aproximadamente 190, no início de 2009, para os atuais 68, o que deve possibilitar maior economia em 2012.

Ao mesmo tempo, porém, manifestamos desaprovação ao aumento do salário dos vereadores, secretários municipais e prefeito, que chegou a 90%. Tal decisão, a nosso ver, não se justifica. Primeiro, desaprovamos o modelo da votação, em regime de urgência e sessão extraordinária trinta minutos depois. Dessa forma, praticamente às escondidas do povo e da sua possibilidade de se manifestar – parece ser exatamente essa a intenção –, fica no ar uma impressão de coisa errada.

Ações corretas e justas fazem-se às claras. Vereadores são pessoas públicas.

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Artigo
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Vergonha no fundo do poço

ARTIGO

Meu pouco tempo de vida – aos 30, ainda me considero jovem – e também de Maringá não me impedem de afirmar, com propriedade, que a Câmara Municipal viveu em 29 de setembro de 2011 o pior momento de sua história.

Para evitar a revogação de um artigo que restringe a construção de casas geminadas na cidade, o vereador John Alves (PMDB) tirou a camiseta durante a sessão e ameaçou baixar as calças se os colegas insistissem na votação da matéria. Indignados, alguns vereadores deixaram o plenário no ato e a sessão, sem quórum, teve de ser encerrada.

Um episódio vergonhoso, que me leva a refletir, na condição de assídio frequentador das sessões ordinárias (aquela foi ordinária no outro sentido da palavra), sobre o que há de podre por trás artigo 39 a ponto de um vereador se despir para impedir sua revogação?

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O sorriso de John

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Artigo publicado em O Diário.

Em maio, enquete qualificada de O Diário, revelou que 60% dos 15 vereadores maringaenses queriam a representatividade máxima. De lá para cá, a Câmara passou por turbulências – leia-se, pressão de entidades – e o porcentual favorável a 23 vereadores caiu para 40%.

Em 1º de agosto, 7 vereadores já falavam em 15 cadeiras (antes eram só 2). Ao entrevistá-los, podia apostar que a maioria deles (talvez todos eles) deitava a cabeça no travesseiro sonhando com 23, mas, temendo a perda de votos, contava apenas “15 carneirinhos”.

Precisou um “cabra macho de saco roxo” tomar coragem e protocolar projeto em favor do aumento para parte da turma dos 15 “sair do armário”. Pelo sorriso de John Alves, ontem, o 10º voto, necessário para aumentar o número de vereadores, já está garantido. Na política, nem sempre a voz do povo é a voz de Deus.

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