Crônicas



Que Frio

Crônica da sexta, do blog LF Cardoso*

O vento gelado não assustou tanto. Incomodou um pouco, confesso, mas quem gosta de frio não pode reclamar nessas horas. Vesti o sobretudo que trouxe da Alemanha e que repousava há anos no guarda-roupa, apanhei um gorro para proteger a careca e parti para o trabalho, a pé, pelas ruas de Maringá. Dizem os meteorologistas se tratar da massa de ar polar mais intensa a atingir o Sul do Brasil em 15 anos.

Coisa boa. No inverno não suamos por qualquer coisa, come-se e dorme-se melhor e os insetos desaparecem. Até o mosquito da dengue, que com uma forcinha de munícipes porcos mata cada vez mais, dá uma trégua. Calor é bom pra quem vive perto da praia e também pra moradores de rua – que em muitas cidades não têm onde se abrigar do frio.

O inverno começou em 21 de junho, mas foi na terceira semana de julho que ele deu as caras. Fez três graus na terceira maior cidade do Paraná, o que é suficiente para aterrorizar muito maringaense. Creio que um levantamento mais detalhado sobre essa frente fria apontaria para um recorde de atestados médicos em 2013. Há quem se recuse a sair debaixo das cobertas quando as temperaturas despencam.

“Que exagero”, diria um canadense sobre quem classifica como “gelada” qualquer temperatura positiva. Saibam os canadenses que frio é relativo e cada um o encara de modo diferente. Enquanto baianos correriam risco de extinção com menos de dez graus; Montreal, Toronto e outras cidade do Canadá decretariam moratória se seus moradores “hibernassem” aos três graus positivos de Maringá. Continue lendo

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Epos Nordestum

Sexta-feira é dia de contos e crônicas no Café com Jornalista. Prepare um café e faça uma boa leitura!

 

Por Luigi Ricciardi*

Espremida terra de céu cinzento, lar de quem se deslocou léguas. Concreto firme prometendo sonhos, cidade engolidora que atrai destinos. Olhos apreensivos de futuro, mundo caótico novo, vida deixada algures. Metrópole que não dá conta de ser mãe de tantos adotivos que lhe buscam o colo. E ele ali, olhos de novo Colombo, a avistar montes, de prédios.

No caminho infinito da busca da transposição de si mesmo na casa inóspita, lembrou-se da despedida seca como sua terra, sem olhar no olhar, atitude empregada melhor do que a palavra, pois o dizer nessas horas não diz nada. Mulher fitando-lhe os olhos, ele arisco ao encontro. Virou-se e partiu. Costas viradas para a tapera de infância, tapera onde casara, na festa de sua fome. Mirou o sul, horizontal destino, e a correnteza de lágrimas a tapar-lhe os olhos. Foi-se. Continue lendo

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Boa Viagem (crônica)

Do blog LF Cardoso

Boa Viagem, Recife-PE

Era para ser mais uma sexta-feira de verão. Em Maringá, normalmente, isso significa calor e temperaturas máximas acima de 30 graus, ótimo para quem está na praia e péssimo para quem não tem ar-condicionado no escritório. Ainda bem, o que era para ser não foi. Fez frio!

Aquela manhã começou com cara de chuva e clima ameno. Ótimo para um café bem quente e um pão com chimia. Acordei cedo, com tempo de alguma leitura antes de partir para o trabalho. “Será que tem revista para mim na portaria”, pensei. Desci na recepção do prédio para conferir e aproveitei para levar algumas sacolas de lixo. Deixei a água fervendo para passar o café. Um dia fresquinho daqueles merecia algo melhor que um mero solúvel.

Na portaria, nenhuma revista, mas uma grata novidade. O carteiro havia entregado um cartão postal de uma amiga viajante, jornalista, ex-colega de redação no maior jornal da cidade. De sorriso ímpar, por sorte, era minha vizinha de mesa. No jornal, eu costumava pegar pautas de política e ela, de assuntos mais honestos. Às vezes, flagrava-me olhando para a bela jornalista. Quando se trabalha por longas horas e sucessivos dias diante do computador, colírio se faz necessário.

Depois de encher o coração dos maringaenses de saudades, numa despedida sem alardes, Cristiane ganhou o mundo. Morou em Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro e sei lá onde mais. Quase a perdemos para Londres. Por fim, descobri no postal, estava ela em Recife. Logo imaginei as praias, a boa comida, gente receptiva e tantas paisagens de tirar o fôlego. É o que eu vejo nas fotos de amigos, nas revistas e na TV, já que, por infortúnio, nunca estive no Nordeste do País.

“Estou adorando Pernambuco! Recife tem um vento bom que balança os cabelos e faz a gente pensar na vida”, escreveu a amiga, de cabelo longos, pretos e lisos. Fã de Chico Buarque, moça de bom gosto, fina e ao mesmo tempo simples. Tanto é que certa vez, já faz alguns bons anos, convidei-a para sair comer um “dógão” desses de esquina, com direito a molho de maionese temperado com ervas, e tubaína para acompanhar. E ela topou sem titubear. Recordar bons tempos do passado nos faz revigorar a alma.

Para um colecionador de postais, aquela correspondência foi um deleite. Na foto, Boa Viagem, a praia urbana mais famosa e badalada da capital pernambucana. Li que são quase sete… [CONTINUE LENDO]

 

PS.: de início, a ideia era publicar, toda sexta-feira,
novas crônicas aqui no Café. A falta de tempo
(e às vezes, de inspiração) não permitiu isso. Contudo,
sempre que possível, o farei. Espero que gostem.
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Thiago Chiapetti lança revista em Francisco Beltrão

O jornalista beltronense Thiago Chiapetti lançou, em 20 de outubro, no Francisco Beltrão Palace Hotel, o primeiro número da Clínica Revista. Uma publicação que conta com a participação de bons nomes do jornalismo do Sudoeste do Paraná, entre eles a competente Carine Prolo – hoje em Cascavel – e Luana Borba, de Pato Branco.

Chiapetti, que até pouco tempo escrevia para o Jornal de Beltrão, comemora o que classificou como a realização de um sonho. “Planejar, produzir e distribuir uma revista é um grande desafio. Graças a esse grupo de profissionais [foto abaixo] ele se tornou possível e conseguimos formar uma excelente equipe”, destacou.

O autor deste Café teve o privilégio de colaborar com a primeira edição, tendo uma de suas crônicas selecionados pelo editor da revista. Chiapetti escolheu e publicou a crônica “Viajar é Preciso”.

O lado ruim da história é que a revista (ainda) não circula em Maringá.

Foto: Jornal de Beltrão

 



Viajar é preciso

Crônica da semana!

Em plena sexta-feira, cansado de uma longa semana de jornada dupla de trabalho, o jornalista se depara com uma interessante mensagem, publicada no perfil de uma amiga, no Facebook. Dizia a mensagem: “Quer ser feliz. Não compre mais coisas… vá viajar”. Foi inevitável, a ele, recordar das últimas férias e também do que lhe disse um conhecido, quando soube do destino escolhido para seu mês de descanso.

— África do Sul?
— Sim.
— E vai fazer o que lá?
— Estudar inglês, num intercâmbio na Cidade do Cabo — respondeu o jornalista, para ouvir do conhecido uma gozação a la Fernando Collor de Melo, o “caçador de marajás”.
— Hummmmm, tá virando marajá então!
— Marajá nada. Nem som no meu carro 1.0 eu tenho.

Além de ser um destino paradisíaco, a Cidade do Cabo – em inglês, Cape Town – tem custo de vida menor do que outros destinos mais conhecidos para intercâmbio de inglês, como Londres e Nova York, por exemplo. E as passagens de avião para a África do Sul saem mais em conta do que para a os Estados Unidos, Canadá, Inglaterra e outros destinos onde é possível estudar a língua de Shakespeare.

O jornalista tentou explicar ao fanfarrão que estudar inglês no exterior não é mais uma opção reservada à burguesia. Economizando um pouco por mês, até repórter pode. Ambos riram, pois o conhecido também é jornalista e sabe que, na profissão, ganhar um bom salário é para William Bonner e alguns poucos. E a conversa prosseguiu.

— E você, para aonde vai nas férias.
— Não vou viajar. Comprei um videogame e um televisor de tela plana e vou aproveitar.
— Mas nem uma viagem curta, de uma semana?
— Não. Tenho de economizar para pagar as contas — respondeu o conhecido, referindo-se às… (clique aqui para continuar lendo).

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L’automne

Automne. Foi minha resposta na aula da francês à pergunta do professor sobre les saisons de l’année. Uma opção que gerou olhares duvidosos, como se os colegas pensassem: “sujeito metido; garanto que prefere o verão”. Afirmar que gosta mais do outono do que das outras estações do ano é quase tão inusitado quanto dizer que prefere refrigerante de uva quando todos os demais do grupo terão respondido “coca” ou “guaraná”.

O outono costuma ser associado ao cinza. E não há dúvida: qualquer outra cor é mais bela do que essa. E logo surgem os argumentos pró-verão: sol, corpos bronzeados, mulheres de biquíni, cerveja gelada, bermudão, churrasco à beira da piscina. E pró-primavera: flores, muitas cores, a vida que renasce, academias lotadas. E também pró-inverno: lareira, cobertor quentinho, a elegância das roupas de frio, a paisagem com geada, a neve.

Mas a desprezada estação, que no hemisfério sul vai de 20 de março a 20 ou 21 de junho, tem seus encantos. No Brasil, é época das festas juninas e do quentão com gemada – que os maringaenses odeiam, mas que não pode faltar lá em Pato Branco. Nos Estados do Sul, é tempo de pinhão, o fruto da araucária, símbolo do Paraná. Só de escrever a respeito deu água na boca.

Continue lendo esta crônica…
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Chora, me liga

“Crônica da Sexta”. Esta eu publiquei em julho de 2010. Quem quiser compartilhar alguma crônica está convidado. É só escrever para [email protected]

***

“Ao invés de fazer teu expediente na redação, você não estaria a fim de cobrir um show no fim de semana?” Quando ouvi essa pergunta de meu editor, em O Diário, tive a certeza – acompanhada de um inevitável frio na espinha – de que se tratava de um show sertanejo. Não deu outra: “João Bosco e Vinicius”. Como não sou jornalista de negar fogo, ou melhor, de negar pauta, topei o desafio. O bom repórter é aquele que, além do conhecimento específio em uma ou mais áreas, dá conta do basicão em editoriais que não são de sua competência.

Fui ao jornal convicto de que, pelas forças ocultas da Lei de Murphy, fosse um show de rock jamais seria escalado. Como era sertanejo, e ainda por cima universitário, o editor-chefe deve ter pensado: “ahhhh, tem o Luiz Fernando…” Para que os amigos contextualizem a situação, para mim rock está para uma partida de futebol assim como sertanejo está para uma espetáculo de balé clássico. Se bem que, por conta das bailarinas, balé tem lá suas vantagens.

De João Bosco e Vinicius só sabia que eles cantam “Chora, me liga”. Qual bendita alma residente em Maringá, essa cidade paranaense que é doente por sertanejo, não sabe desse detalhe. É ligar na rádio FM, não dá meia hora e toca “Chooora, me liga, implooora meu beijo de nooovooo. Me pede socooorro, quem sabe eu vou te salvaaar. Chooora, me liga, implooora pelo meu amô-o-or, pede por favô-o-or, quem sabe um dia eu volto a te procurar”. Interessante a letra: sempre serve para alguma ex.

“Nada é tão ruim que não possa piorar”. Para valorizar o ditado, o show atrasou um bocado, derramei água no sapato e durante o apresentação da dupla, no meio da multidão, uma baranga pegou na minha bunda. “O que é isso”, exclamei. “Sorte que eu sou eu, um mero mortal. Imagine o que ela teria feito se eu fosse o Gianecchini”, pensei, enquanto me afastava do dragão antes que ele cuspisse fogo. Fui para perto de algumas belas moças, mas aí, lógico, nenhuma pegou em mim.

Consegui me aproximar do palco. Distante cerca de cinco metros dos cantores, fiz fotos e vídeos com uma máquina portátil e anotei algumas declarações de fãs. Uma loira tipo holandesa, de olhos claros, cinturinha bem definida, cerca de 1,65m de altura, pele clara e cabelos lisos e esvoaçantes veio falar comigo. Viu o crachá de repórter do jornal e queria dar entrevista também. Não sei se era só entrevista que ela queria dar. Na dúvida, perguntei a idade da moça. “Tenho 17 anos”, respondeu. “Melhor deixar para pegar o telefone de outra”, pensei, ao suspeitar que ela estava mentindo a idade… para mais.

Difícil foi deixar a multidão. Cinco músicas depois do início do show, o número de fãs por metro quadrado era de pôr medo em qualquer claustrofóbico. O risco de topar com outro “dragão atrevido” também causava medo. Resolvi que era hora de partir, até porque a colega de cobertura, uma fotógrafa de olhos verdes e traços italianos, já devia estar me esperando.

Tinha em mãos e em mente o material necessário para uma boa matéria. Esperava uma saída honrosa, porém, pisei sem querer no calcanhar de uma fã entroncada e ela…

CLIQUE AQUI PARA LER O FINAL DA HISTÓRIA.

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Happy hour em Maringay (crônica da sexta)

O Café publica, toda sexta-feira, crônicas  e contos de novos escritores. Se você tem um bom texto para compartilhar com os loucos por um bom expresso, envie-o para o e-mail: [email protected] Segue abaixo publicação de minha autoria, de março de 2011. 

***

Happy hour em Maringay

Quando Luke chegou à choperia preferida de oito entre dez solteiros de Maringá, com 30 minutos de atraso em relação ao combinado, os amigos Lelo e Rita já se encaminhavam para a segunda rodada: ele de chope e ela, de conhaque. Ela o de sempre e ele, nem tanto. Nos dois últimos encontros Lelo havia preterido álcool por um suco de morango com leite.

— Cadê a namorada Luke? — perguntou Rita. — Pensei que fosse nos apresentar ela hoje.
— Ela está na faculdade, mas não faltarão oportunidades — respondeu o atrasado.
— Sei brother! É a quinta vez que você diz isso. Tua namorada está que nem o Bin Laden, a gente sempre ouve falar, mas nunca ninguém viu — brincou Lelo. Sorrindo, os três e brindaram a muitos outros happy hour juntos.

A choperia estava praticamente lotada, algo incomum para uma quarta-feira de final de mês, quando boa parte dos trabalhadores já haviam torrado o salário do mês pagando contas. Uma mesa, em especial, despertou a atenção dos dois rapazes. Duas moças, uma loira gordinha (no diminutivo para ser simpático) e uma morena de corpo escultural pareciam aguardar a chegada de seus pares. O som ambiente, com música ao vivo, impossibilitava ouvir o que conversaram.

— Larga mão de ouvir a conversa alheia, Luke — reclamou Rita.
— Que é isso Rita — indagou Lelo. — Pouco antes de o Luke chegar era você que queria saber o que os caras ali da mesa ao fundo falavam.
— E por que Rita iria querer ouvir a conversa deles? — questionou Luke.
— Porque ela acha que o sujeito com gel no cabelo está dando moral pra ela — respondeu Lelo, com a devida entonação no “acha”.
— Ele está me encarando sim — garantiu a amiga de olhos verdes e sorriso maroto.
— Sem chance Rita. Você é linda, só que os caras são gays — avaliou Luke.

Um homem pode não reparar, a julgar pela aparência, quando uma mulher prefere pererecas a sapos, mas costuma acertar com precisão quando outro homem é gay. Na teoria de Luke, isso é possível menos por causa dos trejeitos, mais por conta da nítida falta de interesse deles pelas curvas femininas. Parafraseando o escritor Luis Fernando Verissimo, “Homem que é homem (HQEH)” repara atento um par de coxas e um belo rebolado como se seus olhos dissessem: “gos-to-sa”; homossexual repara os mesmos atributos dizendo em pensamento: “pi-ran-ha”. Ou às vezes: “va-ca o-fe-re-ci-da”. Rita desdenhou da teoria.

— Você diz isso, Luke, porque está com ciúmes.
— Está bem, Rita, não está mais aqui quem falou.

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Camilas, Vanessas e Grazielas

O Café passa a publicar, toda sexta-feira, crônicas de novos escritores. Se você tem um bom texto para compartilhar com os loucos por um bom expresso, envie-o para o e-mail: [email protected]. Para começar, segue uma crônica de minha autoria. Escrevi “Camilas, Vanessas e Grazielas” em 2010, em homenagem a belas mulheres que atendem por esses nomes.

***

Vanessa Hudgens

“Não existe Camila, Vanessa e Graziela feias”. Dia desses experimentei incluir essa “sentença” nas redes sociais e na mensagem de apresentação do MSN. Pra quê! Amigas, algumas conhecidas e até uma ex-paquera, todas donas de nomes diferentes desses acima citados, surgiram para tirar satisfação – como se as tivesse chamado de feias, o que não ocorreu. “Vanessa é nome de mulher dada”, disse uma das reclamantes. “Conheço várias Camilas barangas”, disse outra. A vaidade em excesso é como misturar manga com leite: a gente sabe que não mata, mas ainda assim tem medo.

Há várias definições para vaidade. Os dicionários têm as suas e eu, as minhas. Se uma mulher se incomoda com outra, por medo de perder seu parceiro para ela, isso é ciúme. Se uma mulher se incomoda com outra, em função da beleza da “concorrente”, aí isso é dor de cotovelo.

Dicionário à parte, não conheço uma mulher sequer, nascida de 1980 para cá, que possua um desses três nomes e sirva de feia. Bem pelo contrário, são todas capazes de arrancar assobios do peão de obra mais exigente. Nenhuma faria feio se precisasse interpretar a cena em que Marilyn Monroe – sobre um exaustor, tentando cobrir com seu esvoaçante vestido branco a gostosura de suas coxas – personificou o glamour de Hollywood e levou muitos marmanjos da época a pensamentos ousados. Tenho um relógio de parede de Marilyn não é por acaso.

Não estou a falar de celebridades do meio artístico, como a gatinha da Disney Vanessa Hudgens ou das estonteantes atrizes globais Camila Pitanga e Grazi Massafera. Falo de mulheres normais, capazes de aceitar um vinho a dois com mero mortais como este autor.

Lembro de minha ex-vizinha Graziela como se fosse hoje. Na segunda metade da década de 90, cursávamos o 2º grau técnico do Cefet de Pato Branco. Entre meus colegas de Eletrônica havia o consenso de que a garota mais gostosa era a Grazi da Eletromecânica. Para um bando de garotos virgens e espinhentos, os peitões dela eram um mar sem fim de pensamentos “pecaminosos”. O “risco inferno” só não assustava porque a professora de biologia insistia que pensar em sexo não era pecado, era testosterona. Sábia professora.

Para meu deleite, a Grazi da Eletromecânica passava diariamente em frente à casa de meus pais, rumo ao apartamento dela. Dia sim dia não… CONTINUE LENDO!

 

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