Educação & Treinamento



Educação & Treinamento: Disputa sangrenta no mercado de TI

Por Adriano Danhoni*

No início do mês, abordamos aqui sobre onde estão os empregados. Alguns exemplos foram mostrados de busca incessante por empregados. A opinião dos consumidores em relação ao mercado de trabalho melhorou 2,5% entre julho e agosto deste ano, segundo o Indicador Coincidente de Desemprego (ICD), divulgado pela Fundação Getulio Vargas.

O aumento maior foi das classes mais baixas, que contemplam salários até R$ 2.100,00. O Indicador Antecedente de Emprego (Iaemp), índice da FGV que avalia o futuro do mercado de trabalho com base nas sondagens da indústria, do setor de serviços e do consumidor, também mostrou resultado positivo: alta de 2,6% em agosto.

De acordo com a FGV, os componentes que mais contribuíram para a alta do Iaemp foram a expectativa dos empresários de serviços em relação à tendência dos negócios (alta de 12,8%) e o grau de satisfação com a situação atual dos negócios de serviços (4,4%).

Mais um exemplo aponta para o futuro do emprego: em Maringá, por exemplo, o mercado de empresas produtoras de software está em polvorosa. Como o estoque de profissionais está bem abaixo das necessidades do mercado, as empresas estão se digladiando e brigando por profissionais. Começa haver troca de funcionários por empresas e a situação tende a piorar.

Há 7 anos, Maringá conseguiu unir esses empresários em torno de um Arranjo Produtivo Local (APL), que permitiu a criação e o desenvolvimento de inúmeras empresas. Mas as universidades e faculdades locais não estão conseguindo capacitar o estoque necessário para as demandas futuras e podem comprometer o crescimento e até a sobrevivência de muitas. Essa “guerra” por esses profissionais está alterando até mesmo a relação profissional entre proprietários e diretores de empresas. Até a presença de profissionais em eventos da área estão sendo evitadas, com medo da cobiça alheia.

O que se pode concluir disso tudo é que, no planejamento mais otimista, não se previu o crescimento e desenvolvimento de tantas empresas num mesmo polo. E para que se mantenha os profissionais formados aqui, que é muito baixo, e sejam atraídos novos, será necessário maior remuneração e cestas de benefícios mais recheadas, sob pena da busca por esse tipo de profissional se tornar sangrenta.

 

José Adriano Danhoni Neves, natural de Maringá, é analista de sistemas por formação. Assumiu cargos de comando desde o começo de sua carreira profissional, em 1988. Foi gerente administrativo, de projetos, marketing, administrativo e financeiro, negócios e superintendente. Cursou MBA de Gestão de Empresas e de Marketing. É proprietário da CJB Consultoria e mantém um site de palestras e treinamentosNo Café com Jornalista, assina a coluna  “Educação & Treinamento”. Contatos pelo e-mail [email protected] e telefones: (44) 9990-6791 / 9892-1473.
Comente aqui


Educação & Treinamento: Gentileza gera gentileza?

Por Adriano Danhoni*, de Curitiba

É quase que um mantra, mas quase todos já ouvimos que “gentileza gera gentileza”. Será isso verdade mesmo? O povo brasileiro sempre foi conhecido por ser uma população amiga, altruísta, simpática e benevolente. No dia a dia das famílias, empresas, jogos esportivos podemos notar que estamos passando por muitas transformações.

Com o desenvolvimento econômico e social, as pessoas estão galgando posições na escala social. Mais gente comendo mais e melhor, muitas pessoas comprando e adquirindo bens. Uma nova classe média surgiu no País nos últimos anos. Os shoppings estão lotados, aeroportos abarrotados e as lojas insuportavelmente cheias. São milhões e milhões de pessoas nas mais diversas formas de relacionamento.

Contudo, tenho notado que estamos vivendo uma fase mais egoísta. Como é difícil ouvirmos as palavras “por favor”, “obrigado” e tendo reciprocidade em palavras, atitudes ou gestos. Isso vale para todas os tipos de relacionamento. Tem sido cada vez mais raro ouvir alguém cumprimentando porteiros, agradecendo um frentista, perguntando algo mais além do preço para o feirante.

Muito tenho conversado por aí sobre essas atitudes do povo brasileiro. Estamos nos encastelando em casas e apartamentos e o relacionamento tem se baseado nas redes sociais, muitas vezes. Ali é fácil você ignorar, insultar ou simplesmente bloquear pessoas. Não existe a preocupação com a saúde dos vizinhos ou até mesmo parentes.

Esses dias, testemunhei no Facebook a declaração de um colega relatando sobre um amigo que cometeu suicídio. Ele se disse surpreso com a atitude pois o mesmo tinha comparecido em sua empresa na mesma semana e não tinha percebido nada que apontasse para uma atitude mais dramática. Mas temos, realmente, tempo e vontade para nos aprofundar mais nos relacionamentos familiares, de amizade e profissionais?

Estamos ficando cada vez mais distantes de todos. Isso está desmontando o mantra, título desse post. Gentileza não tem, necessariamente, gerado gentileza. O trânsito brasileiro tem sido um exemplo claro disso. As relações corporativas estão sofrendo o total impacto de disputas por cargos e carreiras que tornam os profissionais cegos no trato pessoal. Cada vez mais, vemos parentes residentes nas mesmas cidades se distanciando. As relações estão ficando superficiais, com cada vez com menos disponibilidade para gentilezas. Estou errado?

* José Adriano Danhoni Neves, natural de Maringá, é analista de sistemas por formação. Assumiu cargos de comando desde o começo de sua carreira profissional, em 1988. Foi gerente administrativo, de projetos, marketing, administrativo e financeiro, negócios e superintendente. Cursou MBA de Gestão de Empresas e de Marketing. É proprietário da CJB Consultoria e mantém um site de palestras e treinamentosNo Café com Jornalista, assina a coluna  “Educação & Treinamento”. Contatos pelo e-mail [email protected] e telefones: (44) 9990-6791 / 9892-1473.
Comente aqui


Educação & Treinamento: Onde estão os empregados

Por Adriano Danhoni*, de Curitiba

O Brasil mudou muito nos últimos anos. Desde o advento do Plano Real, testemunhamos inúmeras transformações em nossa sociedade. Tivemos aumento da expectativa de vida, aumento do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), da ONU, diminuição da mortalidade infantil, aumento da escolarização, estabilização da inflação, aumento do salário mínimo, etc.

As estatísticas, pesquisas e, principalmente, o IBGE trazem dados que revelam o desenvolvimento do nosso país nos últimos 19 anos.

Nesse período, tivemos crises financeiras nos anos de 1997, 1999, 2001 e 2008. Esta última, a mais terrível de todas, desde a Grande Depressão de 1929. A causa da crise que vivemos foi o desequilíbrio na maior economia do mundo, os Estados Unidos. E os ataques de 11 de setembro têm a ver com isso.

“Depois da ofensiva terrorista, o governo americano se envolveu em duas grandes guerras, no Iraque e Afeganistão, e começou a gastar mais do que deveria”, diz Simão Davi Silber, professor do departamento de economia da Universidade de São Paulo (USP).

Contudo, o que poderia ser uma tragédia para a economia brasileira, revelou-se uma grande surpresa para nós mesmos e o mundo. Com medidas de estímulo a diversos setores, o governo conseguiu segurar o grande impacto negativo da crise e conseguiu que nossa economia não só resistisse como até mesmo crescesse.

Junto com esse crescimento, aconteceu algo inusitado para a própria história brasileira: o desemprego caiu tanto (5,6% em julho/2013, IBGE) que atingimos o que economistas chamam de situação de pleno emprego. O que isso significa? Que um trabalhador, ao decidir sair de casa pela manhã, para procurar um emprego, conseguirá. Pode não ser aquele emprego desejado. Mas, não voltará de mãos abanando ao final do dia.

Mas, o pleno emprego, visto pela ótica de quem contrata é um cenário desalentador. Funcionários estão cada vez mais raros de se contratar. Os responsáveis pela seleção de talentos estão cada vez mais com dificuldades. As micro, pequenas e médias empresas, que não tem tantos atrativos em sua cesta de benefícios.

Estive reunido, nos últimos 10 dias, com responsáveis pela área de seleção e diretores de algumas empresas e constatei a gravidade da situação em empresas da região noroeste do Paraná. Numa concessionária de veículos pesados, a responsável disse que o processo de contratação tem sido um pesadelo. Além da baixa procura nas vagas abertas, o processo de seleção, contratação, registro e efetivação tem sido árduo. Continue lendo

Comente aqui


Adriano Danhoni na área

Daqui a pouco tem Adriano Danhoni e sua coluna Educação & Treinamento aqui no Café, com mais um daqueles textos para ler sem pressa e bebendo um bom café.

A coluna semanal, publicada as segundas-feiras, esta semana é publicada excepcionalmente na terça-feira. Não percam.

Comente aqui


Educação & Treinamento: ‘Collor deixou algum legado para o Brasil’

Por Adriano Danhoni*

O Brasil vem se transformando desde o advento do Real. Aliás, justiça seja feita, Collor também deixou algum legado para nós. Ao pronunciar a sua célebre frase, “os carros brasileiros são verdadeiras carroças”, o país se virou, de forma estupefada para a indústria automobilística, questionando o design, preço, opção de modelos e segurança dos veículos. Dessa forma, com uma simples frase, testemunhamos uma verdadeira revolução num setor que responde por, aproximadamente, 20% do PIB brasileiro.

Mas, em 1994, com o advento do Real, parece que houve uma refundação do Brasil: um marco civilizatório onde rompemos um período que nos escravizava, que foi o período de inflação galopante e até de hiperinflação, como ocorrido em 1990. Com a estabilização da moeda e um ciclo de 18 anos de governos com visão de País e investimentos sociais, necessidades mais prementes como comidas foram sanadas.

Com o crescimento do mercado interno as empresas tiveram a necessidade de investir, cada vez mais, em modernização, capacitação e expansão. E, os próprios trabalhadores, buscaram se educar, estudar e se capacitar para este novo mercado aberto desde 1994.

Nos outros artigos, detalharei evolução dos números da educação do Brasil desde 1994, em todos os níveis. O que estamos assistindo é uma verdadeira revolução. São números ainda bem diferentes de outras nações, mas é alentador acompanhar e testemunhar essa transformação. Continue lendo

3 Comentários


Adriano Danhoni estreia nesta segunda coluna ‘Educação & Treinamento’ no Café

O consultor em gestão de empresas, Adriano Danhoni, estreia no Café com Jornalista, nesta segunda-feira (27), a coluna “Educação & Treinamento”. No projeto que prevê um café mais colaborativo, Danhoni trará dicas importantes sobre assuntos como a educação no Brasil. A coluna será publicada toda segunda-feira, no período da tarde.

“Gostaria de agradecer ao Café com Jornalista pela oportunidade de escrever neste espaço. Sou analista de sistemas por formação e o desenvolvimento na carreira profissional me levou a ocupar cargos de gestão em algumas empresas”, conta Danhoni. “Como o tema desse espaço semanal será sobre Educação & Treinamento, tentarei trazer considerações sobre a evolução dessas áreas no País”, esclarece.

O artigo de estreia será publicado até as 16 horas desta segunda.

Nas quintas-feiras, vale lembrar, o escritor Luigi Ricciardi assina a coluna “Français Facile”, com dicas de francês para estudantes e para quem já fala a língua da diplomacia.

Comente aqui