Eleições 2012



Reportagem da TV Maringá (Band) mostra a apuração dos votos e a vitória de Pupin

Reportagem de Larissa Grella e Diego Lima, que foi ao ar nesta segunda-feira (29) no Jornal da Manhã e no Jornal da Tarde da TV Maringá (Band), mostra a vitória de Carlos Roberto Pupin (PP) nas urnas. O prefeito eleito recebeu 104.482 votos (53% dos votos válidos), contra 92.646 (47%) de Enio Verri (PT).

Na matéria, além de Pupin e Enio, foi entrevistado o juiz eleitoral Jaime Sampaio, que fez um balanço positivo do pleito.



Documento com foto será exigido neste 2º turno

Eleitores de Maringá, Curitiba, Londrina, Cascavel e Ponta Grossa – cidades paranaenses onde haverá segundo turno – vão às urnas no domingo (28) para escolher seus prefeitos. O detalhe é que os mesários foram instruídos a exigir dos eleitores a apresentação de um documento com foto. A apresentação do título de eleitor, apesar de o documento não ser exigido, também é recomendada.

No primeiro turno, quanto ao documento com foto, houve divergência entre os juízes eleitorais. Alguns deles permitiram que os eleitores votassem apenas com o título de eleitor. O Jornal da Tarde da TV Maringá  (Band) levou ao ar, nesta sexta-feira (26), matéria sobre o assunto. Confira abaixo a entrevista concedida pelo juiz eleitoral Jaime Souza Pinto Sampaio à repórter Carla Guedes.



Termina hoje a propaganda em rádio e TV no segundo turno

Às 13 horas desta sexta-feira (26) vai ao ar, na TV, o penúltimo programa eleitoral dos candidatos a prefeito nos municípios onde haverá segundo turno. A última exibição será à noite, a partir das 20h30. A grande dúvida é se os candidatos usarão o horário do início da tarde para ataques aos oponentes, já que a última exibição costuma ter o clima “paz e amor” da despedida.

Leia aqui outros posts do Café sobre as eleições

Em Maringá, há a expectativa de que Enio Verri (PT) destaque o fato de Roberto Pupin (PP) ter se negado a participar dos debates agendados pela TV Maringá (Band) e pela Rede Massa (SBT). Por outro lado, Pupin deve seguir com o discurso de “ficar no azul ou voltar para o vermelho”. A sexta-feira também será marcada pela divulgação da última pesquisa do Ibope e pelo debate da RPC TV (Globo) – que deve levar o programa ao ar mesmo que Pupin não apareça.

A reta final da campanha promete.

PS.: abaixo, matéria da repórter Larissa Grella que foi ao ar na TV Maringá sobre a divisão do horário eleitoral no segundo turno.  



Quem venceu o debate da RICTV, Enio ou Pupin?

Mediado pela jornalista Kátia Scanferla, debate da RICTV pode ser o único deste segundo turno em Maringá

A RICTV Record  realizou, na noite desta segunda-feira (22), o primeiro – e talvez único – debate deste segundo turno em Maringá. O confronto entre Roberto Pupin (PP) e Enio Verri (PT), Mediado Pela Jornalista Kátia Scanferla, começou às 23h15 e adentrou a madrugada.

Foram três blocos, sendo que nos dois primeiros os candidatos responderam a perguntas elaboradas por jornalistas e a perguntas feitas pelos rivais. Temas controversos entraram em cena, como o transporte coletivo e as casas geminadas. Ao fim do embate, surgiu a pergunta de sempre: quem venceu o debate?

Já pela madruga, vários blogs e perfis no Facebook traziam comentários sobre quem teria saído vitorioso do debate. Pela manhã, um jornal desses de época de eleições também trouxe opinião a respeito. Contudo, para mim, a melhor resposta foi dada pelo repórter de Polícia Roberto Silva, em seu perfil no Facebook.

Comentou o jornalista:

“Pesquisa sobre o debate político, ontem, na RIC:

100% dos que apoiam Enio Verri acham que Enio venceu o debate;

100% dos que apoiam Roberto Pupin acham que Pupin venceu o debate;

100% dos eleitores independentes ainda não se manifestaram.”



Todos com Pupin, até o vice de Enio em 2008

Dos seis candidatos que não avançaram ao segundo turno, cinco deles declararam apoio ao candidato Roberto Pupin (PP), da coligação “A Mudança Continua”, e um deles ficou neutro. Ou seja, ao menos na disputa pelo apoio dos demais prefeituráveis, o resultado foi 5 a 0 de Pupin contra Enio Verri (PT), da coligação “Maringá de Toda a Nossa Gente”. E essa goleada é resultado das estratégias adotadas.

Apesar dos ataques sofridos no primeiro turno, em especial da parte de Wilson Quinteiro (PSB) e Maria Iraclézia – já que Enio havia assumido a postura “paz e amor” no início da campanha -, Pupin não revidou. Abriu mão de mostrar aos eleitores possíveis pontos fracos de  Quinteiro e Iraclézia. “Apanhou” quieto para, neste segundo turno, com a ajuda do governador Beto Richa (PSDB), conquistar ambos como aliados.

Do outro lado, há quem diga que a campanha do PT cometeu algumas falhas de estratégia logo na largada. Antes das convenções, o nome de Iraclézia como vice de Enio Verri foi muito cotado. A aliança foi descartada porque, internamente, não seria aceita por parte da militância. “PT e DEM juntos? Nunca”, disse-me um militante, certa vez. Naquele momento, Enio perdia Iraclézia.

Foi também nas convenções, e não agora no segundo turno, que Enio perdeu o apoio do ex-companheiro Alberto Abraão (PV). Este, vale lembrar, foi vice de Enio nas eleições de 2008. Contudo, desta vez o diretório municipal do PV optou por candidatura própria, com Abraão como candidato. O caminho natural era ao apoio a Enio, no segundo turno, mas a intervenção do diretório estadual do PV contra a candidatura de Abraão pôs tudo a perder. O PV concorreu com duas chapas (uma aliada ao PT, outra da candidatura própria) e esse racha fez com que Abraão, magoado, passasse para o lado de Pupin.

Sobre esse assunto, o repórter Edmundo Pacheco, da TV Maringá (Band), entrevistou Abraão. Aí ficou fácil entender que a cúpula petista errou ao aceitar o apoio do PV “na marra”. “Por isso o PV não quis neutralidade. Achamos melhor para o partido, em Maringá, o apoio ao candidato Pupin. O PT trabalha o centralismo federal, não respeitando o poder local, naquele momento”, desabafou Abraão, como pode ser visto no vídeo abaixo.

 

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Coeficiente ou Quociente eleitoral?

Este Café já mostrou que, nas eleições, um dos maiores erros cometidos por repórteres e editores da editoria de Política é o uso indevido do verbo impugnar (veja aqui). Outro erro bastante comum surge na época da apuração dos votos, quando a definição dos vereadores eleitos depende do cálculo do coeficiente eleitoral… ou seria quociente eleitoral?

Em 2008, quando cobri as eleições municipais para O Diário, tirei essa dúvida com historiador político Reginaldo Dias, perito no cálculo das cadeiras do legislativo; e com o especialista em Direito Eleitoral, o vereador eleito Ulisses Maia (PP). O correto é quociente eleitoral, por motivos que a matemática e os dicionários explicam bem.

Nas eleições proporcionais, um candidato só tem chances de ser eleito quando ele é o mais (um dos mais) bem votado(s) dentro de uma coligação que superou um “índice de corte”, que é calculado pela divisão do número de votos válidos daquele pleito pela quantidade de cadeiras disputadas. O resultado de uma divisão, na matemática, chama-se quociente… e não coeficiente.

É por esse motivo que o presidente da Câmara Municipal de Maringá, Mário Hossokawa (PMDB), não foi reeleito vereador. Apesar dele ter sido o quarto colocado em votos, ficou de fora porque seu partido não atingiu o quociente eleitoral.

Veja também:
* Como se dá o cálculo dos vereadores eleitos
* E a explicação do TSE sobre quociente eleitoral  

Apesar de amplamente utilizada pela imprensa, a expressão coeficiente eleitoral está incorreta. Coeficiente é o algarismo que mostra quantas vezes se multiplica um termo.

Como bem explica o Wikipédia, “trata-se do fator multiplicativo de um termo numa expressão“. Na operação 7x² – 3xy + y, por exemplo, os coeficientes são 7, 3 e 1 (oculto, junto ao y).

Portanto, as expressões coeficiente de inteligência ou coeficiente de natalidade estão corretas. Coeficiente eleitoral, não.

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PS.: como o objetivo dessa postagem foi de instruir e não de gerar polêmica, o texto da postagem será mantido, sem alterações. Contudo, a imagem de uma matéria, que exemplificava o assunto tratado, foi retirada do blog por iniciativa do autor. Por infortúnio, acabou sendo mal-interpretada por alguns críticos assíduos deste Café. Nesse meio tempo, alguns comentários, de baixíssimo calão (ataques pessoais, todos devidamente registrados, inclusive o IP de acesso), infelizmente não puderam ser aprovados na moderação. E  mesmo tratando-se de insultos, só não foram aprovados (como de costume, neste blog) por partirem de anônimos. Vale lembrar que Maringá sabe bem como termina a história de postagens feitas por anônimos.

 PS. Segunda-feira, 22 de outubro. Cansei da baixaria nos comentários desta postagem. De agora em diante, nenhum outro comentário feito aqui neste post (qualquer que seja, de elogio, de crítica, etc) será aprovado pela moderação. Questionado por alguém, que reclamou via Facebook do fato de alguns dos comentários não terem sido aceitos, aprovei todos aqueles que estavam pendentes, apesar do baixíssimo nível e de serem anônimos. Nenhum novo comentário será aceito, bem como nenhum já feito será excluído, a não ser via pedido da própria chefia da empresa (proprietária da plataforma onde o blog está hospedado). 

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Eleições 2012 – conheça os candidatos mais bem votados em Maringá

O Café já havia publicado a lista dos 60 candidatos mais bem votados de Maringá. Contudo, esta nova lista (abaixo) apresenta todos os nomes com mais de 900 votos, inclusive os candidatos do PV que aguardam decisão judicial para ter seus votos computados pelo TSE. Se isso ocorrer, o quociente eleitoral – que leva em conta os votos válidos – será alterado, o que pode possibilitar mudanças no quadro dos 15 eleitos.

A lista atualizada corrige algumas falhas da publicação anterior. A vereadora Marly (PPL), por exemplo, aparecia abaixo do eleito Adilson do Bar (PSB) no ranking. No entanto, nas urnas, ela obteve 30 votos a mais do que ele.

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Faltaram 1.321 votos para Hossokawa ser reeleito e o PMDB manter cadeira na Câmara

O atual presidente da Câmara Municipal, Mário Hossokawa (PMDB) foi o quarto mais votado em Maringá, com 3.804 votos – 26,7% a mais do que os 3.002 votos obtidos em 2008. Contudo, mesmo sua expressiva votação não foi suficiente para manter a  representatividade do PMDB no Legislativo maringaense. Faltaram exatos 1.321 votos para a coligação proporcional (que contou também com PSL e PSD) atingir o quociente eleitoral e fazer, assim, pelo menos uma cadeira.

Veja na imagem ao final da postagem como se elege um vereador.
Clique aqui para ver o ranking dos 60 mais votados.

Em várias entrevistas desde o resultado das urnas, Hossokawa (foto acima) disse ter feito sua parte e admitiu  falhas do diretório municipal do PMDB na condução dos preparativos para as eleições. A sigla deixou escapar nomes importantes que, caso tivessem permanecido, teriam garantido a eleição de Hossokawa e talvez até uma segunda cadeira (pelo cálculo das sobras).

O Café enumerou algumas situações que teriam levado o PMDB a atingir os 12.527 votos do quociente eleitoral e garantido, assim, a reeleição de Hossokawa:

1- Desfalques: a disputa interna pelo diretório municipal do PMDB, protagonizada por Umberto Crispim e Hossokawa, contribuiu para uma desfiliação em massa. Deixaram o partido candidatos de peso, como Luizinho Gari (3.428 votos pelo PDT) e William Gentil (1.953 votos pelo PR).  Se Gari tivesse ficado, ele e Hossokawa estariam eleitos (a considerar as sobras). Se o servidor municipal Gentil (foto ao lado) tivesse ficado, teria ajudado a reeleger Hossokawa.

2- Omissão: nomes importantes do partido, como o próprio presidente Umberto Crispim, abriram mão de disputar uma cadeira na Câmara. Crispim, que em 2008 fez 1.193 votos, poderia ter ajudado o PMDB a somar os votos necessários para garantir uma cadeira na Casa de Leis.

3- Reservas: com a perda de “titulares” do calibre eleitoral de John Alves, que em 2008 fez 2.133 votos, o PMDB se viu sem “reservas” à altura de manter a mesma votação. Nereu, que nas urnas usou o número de John, fez 1.632 votos – aquém do esperado por ele mesmo. Fernanda, a terceira mais bem votada do PMDB, fez apenas 527 votos (a título de comparação, o terceiro mais bem votado do PP, Bravin, anotou 3.214 votos).

4- Próprio taco: Hossokawa diz ter feito sua parte. Contudo, estaria eleito se tivesse sido ele o mais votado neste pleito. Ulisses Maia (PP, foto ao lado) foi o mais votado com 6.467 votos – 2.672 a mais que o atual presidente da Câmara.

5- Coligação: além do fato do PMDB não ter conseguido repor peças importantes em seu quadro de candidatos, coligou-se com partidos ainda inexpressivos na cidade: PSL e PSD. Apenas 1 dos 13 candidatos dessas duas siglas (Serafina, 844 votos pelo PSD) fez mais de 500 votos.  Se tivesse se coligado com o PHS do ex-vereador Valter Viana (1.767 votos), ele e Hossokawa estariam eleitos.

6- Conjunto da obra: a coligação proporcional PMDB/PSL/PSD lançou chapa completa com 30 vereadores e somou 11.206 votos (desses, 34% obtidos por Hossokawa). Faltaram, conforme já dito aqui, 1.321 votos. Essa soma teria sido alcançada se cada um dos outros 29 candidatos tivesse feto 46 votos a mais. Maria da Silva (PSL) fez apenas 1.

 

 

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Discurso de Humberto Henrique, vereador mais votado entre os reeleitos em Maringá

Vídeo mostra o vereador Humberto Henrique (PT), que entre os reeleitos foi quem mais cresceu em votos de 2008 para 2012, em discurso após o resultado final das eleições – divulgado no início da noite de domingo (7) pelo TRE-PR.

Em Maringá, atualmente, Humberto é o único vereador com mandato participativo. Isto é, seu grupo político (formado por lideranças da comunidade que o parlamentar representa) participa assiduamente das decisões e, inclusive, escolhe os assessores que trabalharão no gabinete do vereador. Um exemplo a ser seguido pelos demais edis.

Humberto foi o segundo mais votado (veja aqui o ranking dos 60 mais) nestas eleições, consolidando-se como o vereador em maior ascendência da atual Legislatura: 2.112 votos em 2004, 3.681 em 2008, 5.184 em 2012.

 

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PSDB e PMDB conquistam maior número de prefeituras no Paraná

Em número de prefeituras conquistadas, o partido do governador Beto Richa foi o vencedor nas eleições deste ano. O PSDB, que em Maringá não lançou cabeça de chapa, elegeu 78 prefeitos – de um total de 177 candidatos que havia lançado. O aproveitamento da sigla foi de 45%.

O resultado revela a capacidade de influência do governador, especialmente nas cidades menores, mais dependentes de recursos dos governos estadual e federal.

O PMDB, que nos tempos do governador Roberto Requião tinha o maior número de prefeituras, ficou na segunda colocação. Em 1º de janeiro, tomarão posse 56 prefeitos peemedebistas. Veja no levantamento de Milton Ravagnani – com narração de Edmundo Pacheco – o desempenho dos demais partidos.

O material é da TV Maringá (Band).

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