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Direto do Japão, Marcela Ikeda estreia coluna semanal no Café com Jornalista

Nova viciada em café: Marcela Ikeda, inglês e japonês fluentes e mais de 20 países no currículo

Na semana em que comemoramos o aumento de 743% na audiência do blog, o Café com Jornalista anuncia sua nova colunista: Marcela Ikeda. A maringaense, que recentemente lançou um blog para compartilhar suas aventuras pelo mundo, vai contar um pouco de suas experiências também na blogosfera de O Diário. Isso, toda terça-feira!

Atualmente, Marcela vive em Toshima, na região metropolitana de Tóquio. Com visto permanente para morar no Japão, a moça segue por lá, escrevendo “horrores” em seu blog e brindando seus amigos maringaenses com boas histórias. É, provavelmente, o melhor blog sobre o Japão feito por um maringaense.

Em entrevista ao Café, conheça um pouco mais sobre nossa nova colunista.

Café – O que te levou a criar o blog Marcela del Mondo e qual o propósito do blog?
Marcela – Na verdade, sempre tive vários blogs, mas nunca os divulguei porque escrevia mais sobre minha vida pessoal e não queria nem tinha motivos para mostrar. Quando o assunto passou a ser viagem, a coisa mudou. Queria compartilhar tudo de diferente e novo que eu via, do jeito mais real e engraçado possível. O blog era pra ser apenas sobre histórias minhas, mas quero ouvir a dos outros também. Quero mostrar minhas fotos e as coisas que vi mundo afora, mas também quero ver e mostrar o que eu gosto, que não é necessariamente meu. Gosto de inspiração, partindo de mim ou dos outros.

Toda semana no seu Café favorito, não perca!

Você vice no Japão e se apresenta como descendente de japoneses, mas é loira de pele e olhos claros. Parece mais uma sueca. Como é isso?
Parece engraçado, mas me perguntam de onde sou com tanta frequência que já se tornou parte do meu dia a dia. Quando falo que sou brasileira é a mesma reação, sempre. “Pensei que você fosse russa, sueca, polonesa, menos brasileira” ou “mas você é branca. No Brasil não são todos escuros?” Nem comento que meu pai é “japonês”, pra não dizerem “tem algo errado aí…” Mas quando comento, eles [amigos] se espantam. E se espantam ainda mais quando falo japonês [fluentemente]. Continue lendo

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Busca por melhorias no transporte público não vai parar na redução da tarifa, diz Ulisses Maia

A Câmara Municipal anunciou na quinta-feira (6), à tarde, após reunião dos vereadores com a empresa TCCC, que a tarifa do transporte público vai baixar. De acordo com a assessoria do Legislativo, fala-se no preço da passagem entre R$ 2,50 e R$ 2,55, mas o editor deste blog recebeu a informação de que pode baixar para até R$ 2,40.

Sobre a redução da tarifa, o Café com Jornalista entrevistou o presidente da Câmara Municipal, Ulisses Maia (PP). Via Facebook, ele informou que a pressão dos vereadores maringaenses por um transporte público melhor e de qualidade não vai parar na tarifa. Confira.


 LF Cardoso/Café com Jornalista – A tarifa no dinheiro subiu para R$ 3,15. O preço vai baixar mesmo? 

 Ulisses Maia  Vai baixar sim. A proposta hoje [quinta-feira] da Prefeitura foi de R$ 2,55 com a integração Sarandi e Paiçandu, mas a Câmara está pressionando para ficar em R$ 1,50, com tarifa única, sem preço em dinheiro [valor diferenciado, em relação ao cartão] e sem bônus.

 Foi agendada uma outra reunião com a TCCC para acertar os detalhes da redução…

 Amanhã [nesta sexta-feira, dia 7] acontece outra reunião. Essa questão da tarifa já foi um sucesso e um avanço histórico.

 O problema do transporte público não se resume ao alto preço da tarifa. Os pontos de ônibus sem cobertura são uma vergonha para a cidade e uma falta de respeito com o usuário. O que a Câmara pode fazer para melhorar essa situação?

 Encerrada a questão da tarifa, vamos [vereadores] avançar sobre a qualidade do transporte. É preciso priorizar o transporte coletivo e muitas melhorias têm de ser feitas.  

 Dependendo do que apontar a planilha da TCCC, que finalmente se tornou pública, dá para baixar ainda mais a passagem, para menos de R$ 2,50?

 Não sei. Precisamos avançar no estudo da planilha.

 Após essa reunião com a TCCC, na qual ficou definido que os preços vão baixar, fica a sensação de dever cumprido?

 Estou muito feliz por demonstrar que é possível a Câmara ser independente e trabalhar pelo bem comum. 

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Maringá levará caravana à Campus Party pelo quarto ano consecutivo

Pablo Sica na CP 2011

Pelo sexto ano consecutivo a Campus Party – um dos maiores eventos de inovação tecnológica do mundo – vai montar acampamento na cidade de São Paulo, onde o encontro dos profissionais mais antenados desse setor se encontram anualmente. Pela quarta vez consesutiva, Maringá levará caravana para a CP.

De acordo com o consultor de novas tecnologias Pablo Sica, que todo ano “bate cartão” na CP, a caranava já conta com 30 pessoas. Contudo, ainda há algumas poucas vagas para os maringaenses. Em todo o País, serão quase 40 caravanas – confira a lista e os contados indicatos pela CP.

Os integrantes da caranava ficarão literalmente acampados no evento. “Moramos no evento por uma semana”, conta Sica. “Vou estar com a câmera para filmar tudo por lá”, acrescentou o consultor, que já combinou com este Café o envio de informações diárias sobre o evento, de modo a manter informados os viciados em um bom expresso.

Abaixo, Sica fala um pouco mais sobre a CP 2013, que será realizada de  28 de janeiro a 3 de fevereiro no  Anhembi Parque, na capital paulista.
Café – O que significa participar do Campus Party?
Pablo Sica – Estar na Campus Party sempre nos conecta com as tendências que estão por vir. E essas tendencias serão os padrões utilizandos pelo mercado de tecnologia como um todo nos próximos anos. Continue lendo



De volta à Câmara dos Deputados, Balbinotti não descarta disputar Prefeitura de Maringá

A solenidade de posse de Odílio Balbinotti (PMDB) será nesta quinta-feira (2), na abertura do ano legislativo na Câmara dos Deputados. Suplente de Moacir Micheletto, morto em acidente de trânsito, Balbinotti (foto) iniciará seu quinto mandato de deputado federal. O quarto representante de Maringá em Brasília “tomou um expresso” e falou ao Café.

O senhor e o deputado Micheletto eram amigos?
Amicíssimos! Trabalhamos juntos na área da agricultura e ele sempre estava na cabeça da bancada ruralista. Quando meu nome foi indicado para ministro da Agricultura, em 2007, tive o apoio dele. Perdemos um grande companheiro.

Em 2010, o senhor obteve 84.543 votos, mais do que cinco dos 30 eleitos da bancada paranaense, mas ficou na suplência. Sente-se confiante no retorno à Câmara dos Deputados?
Estou tranquilo, porque apesar de jovem [risos] tenho um pouco de experiência na vida pública. Já fui vereador e prefeito de Barbosa Ferraz quatro vezes, concorri à Prefeitura de Maringá e terminei em segundo e como deputado federal chego ao meu quinto mandato. E em Brasília tenho uma boa equipe para me ajudar.

Agora que o PMDB tem o vice-presidente da República, qual será sua postura no Congresso?
Independentemente de quem seja o vice ou o presidente da República, minha postura sempre foi a mesma. Votarei a favor dos projetos que beneficiem os municípios que me elegeram. Se for bom para o povo, às vezes terei de votar contra o governo.

O senhor fará parte novamente da bancada ruralista?
Não gosto de falar que sou da bancada disso ou daquilo. Sou independente, mas fiz parte da Comissão da Agricultura, defendendo junto com a bancada ruralista o fortalecimento da agricultura em todo o Brasil.

Quais seus planos para o futuro na política? 
Não escondo de ninguém que sempre tive a intenção de ser presidente da República [risos]. As oportunidades na política aparecem como em qualquer outra área e eu não costumo desperdiçá-las. Gosto de dizer que dinheiro eu ganho nas minhas empresas. Na vida pública, reconhecimento é bem mais importante que dinheiro. Minha satisfação é representar bem os municípios [do noroeste do Paraná].

Disputar a Prefeitura de Maringá está em seus planos?
Há companheiros [do PMDB] que me incentivam a disputar como prefeito, mas ainda vou analisar a proposta. Ainda não tomei decisão alguma. O momento agora é de estar focado na Câmara dos Deputados. Vamos trabalhar que tenho três anos [do mandato] pela frente.

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Alvaro Dias no café!

Entrevistei no Hotel Deville, no final da tarde de hoje, o senador Alvaro Dias (PSDB). Foram 50 minutos de um bom bate-papo, que começou sobre assuntos em destaque em Brasília, entre eles as denúncias de corrupção em vários ministérios.

O senador falou também o que pensa sobre fatos de grande interesse do maringaense, como o superfaturamento do Contorno Norte. Alvaro não se esquivou de questões delicadas, como a relação dele com o PSDB do Paraná, o qual já foi presidente.

Por fim, respondeu a algumas perguntas pessoais, entre as quais lamentou o fato de o Grêmio Maringá não fazer mais parte da elite do futebol no Estado.

O que era para ser a primeira entrevista semanal do Café com Jornalista – já que a conversa foi regada a um bom expresso – rendeu tanto que deve virar entrevista de domingo de O Diário. Alguma coisa, no entanto, guardarei para este modesto blog.

Aguardem!

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Wanderson Castilho, o perito que ‘dedurou’ Candinha, está de volta

Entrevista publicada domingo (23) por O Diário. Reproduzo no Café porque vale a pena!

Por quase dois anos, o blog anônimo Ti-ti-ti Antisocial by Candinha aterrorizou Maringá com postagens caluniosas. A diversão de seus autores acabou em 2009, meses depois do perito em crimes digitais Wanderson Castilho ser chamado para integrar as investigações. Utilizando técnicas forenses para identificar rastros deixados em dispositivos eletrônicos e na internet, Castilho também conseguiu comprovar quem espalhava fotos íntimas da ex-colunista social Rose Leonel na internet.

Conhecido dos maringaenses por conta desses dois casos, Castilho retornou à cidade, na semana passada, para lançar seu segundo livro, “Mentira: um rosto de muitas faces”. Na obra, o perito conta como a técnica de detecção de mentira em microexpressões faciais, tal como é reportado no seriado de TV norte-americano “Lie to Me”, tem o ajudado a elucidar crimes.

O Diário – Você aplica as técnicas ensinadas no livro em todas as suas investigações?
Wanderson Castilho
– Sim, e isso é possível porque as expressões faciais são universais, independentemente de raça, credo ou de onde você mora. A comprovação disso vem de deficientes visuais de nascença, que nunca viram uma expressão facial e se expressam da mesma forma que nós. Com essa técnica abordada no livro é possível perceber se o teu interlocutor está falando a verdade ou não.

Há uma série de TV nos Estados Unidos que trata justamente disso. O livro foi inspirado nessa série?
Antes dessa série, que se chama “Lie to me” [minta para mim], que passa de madrugada na TV Globo, eu já tinha conhecimento dessa técnica, por conta de trabalhos realizados pela polícia dos EUA. É a mesma técnica.

Interrogatórios com técnicas de detecção de mentiras podem contribuir para as investigações tanto quanto na ficção?
Com certeza. Tinha dificuldades quando era chamado para resolver casos, por exemplo, em empresas com mil computadores. Em qual computador deveria começar? E se por acaso começasse pelos computadores errados e apenas o último fosse do suspeito, quanto tempo eu perderia? Hoje, estou preparado para começar a investigação pelo computador da pessoa que apresenta traços da mentira. Dos 100% dos casos em que apliquei essa técnica, em 95% deles eu fui direto na máquina do suspeito. Isso economiza tempo, dinheiro do meu cliente e dá excelente resultado.

Isso tudo está no livro?
Está, mas de maneira direcionada. O objetivo é mostrar a técnica para qualquer pessoa, de qualquer área. Com um pouco de estudo, qualquer pessoa tem condições de aplicar essa técnica.

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Flávio Vicente fala no Café: ‘não fugi e não fujo de votação nenhuma’

Muito se falou da ausência do vereador Flávio Vicente (PSDB) – além de sua colega tucana Márcia Socreppa – na votação da revogação do polêmico artigo 39 da Lei de Parcelamento do Solo. Faltou um voto e, sendo assim, permanecem as restrições às casas geminadas. Vicente (foto) retornou e topou um “café” com jornalista para falar sobre o assunto.

LF – Vereador, muito se falou sobre sua súbita viagem ao exterior às vésperas da votação da revogação do artigo que restringia as geminadas. Qual foi o motivo da viagem? O sr. fugiu da votação?
Flávio Vicente – Primeiro gostaria de deixar claro que a viagem não foi súbita. Há três meses eu me programei para fazê-la. Queria explicar também que eu não sabia que a votação da revogação do artigo 39 seria na última terça (18). Enviei um ofício à presidência avisando que me ausentaria por dez dias no dia 11. Parece que a decisão de colocar esse projeto em pauta foi tomada dia 17. As datas não batem não é? Eu não fugi e não fujo de votação nenhuma. Foi assim quando votei pelas regras que reduziram os gastos da Câmara e foi assim também quando votei pela manutenção do número de 15 vereadores.

Ao se ausentar de compromissos de trabalho, qualquer profissional tem de dar o mínimo de explicações ao seu chefe. Nessa linha de raciocínio, antes de viajar um vereador não deveria dar detalhes da ausência aos eleitores que o “contrataram” pelo voto?
É isso que estou fazendo. Ausentei-me por dez dias, vou ser descontado e estou dando as explicações. O problema aconteceu porque foi colocado em pauta um assunto polêmico, sem minha presença, em que sou em favor da parte que foi derrotada na votação.

Faltou somente um voto para aprovar a revogação do polêmico artigo 39, que restringe a construção de geminadas. O que todos querem saber: qual sua opinião? O sr. ainda é favorável à revogação?
Claro que sou favorável. Assinei o projeto e vou com minha opinião até o fim. Acho o cadastro desnecessário e sou favorável a revogação do artigo. De acordo com o Regimento Interno da Câmara um projeto pode ser reapresentado no mesmo ano mediante assinatura da maioria absoluta dos votos. É o que acabei de propor no plenário. A minha assinatura já está garantida. Se realmente faltou só o meu voto vamos recolher os oito favoráveis e reapresentamos o projeto. Pra que deixar para o ano que vem um assunto que podemos resolver agora?

O sr. sofreu algum tipo de pressão do prefeito Silvio Barros (PP) ou qualquer outra liderança para votar contra a revogação?
Não. Não recebi nenhum tipo de pressão sobre esse assunto. O prefeito colocou sua opinião, já divulgada por todos e eu coloquei a minha. Fato normal em uma democracia.

Na missão técnica à Europa, o sr. e o prefeito, que viajaram juntos, chegaram a conversar sobre as geminadas?
Não. Conversamos apenas sobre as visitas técnicas que faríamos e sobre o trabalho que desenvolveríamos na missão.

A oposição promete apresentar projeto similar em fevereiro, ano eleitoral. Se isso acontecer, o sr. promete ficar e votar?
Não precisamos esperar até fevereiro. Se tivermos oito assinaturas, o projeto volta ainda esse ano. O problema não foi o meu voto? Então, meu voto está aqui. Vamos recolher os outros sete e protocolar o projeto.

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Entrevista com Cláudio Weber Abramo

Cláudio W. Abramo, diretor-executivo da ONG Transparência Brasil.

O Diário – Alguns vereadores alegam que as entidades contrárias ao aumento de cadeiras querem enfraquecer o Legislativo. Este pode ser considerado um argumento válido?
É conversa pra boi dormir. Qual é a justificativa que os vereadores apresentam? Não existe nenhuma demanda por parte da comunidade para o aumento de vereadores. É algo totalmente despudorado. A única demanda que existe é dos próprios políticos e, por isso, é injustificável. Só serve para aumentar a quantidade de cargos, algo que é de interesse deles, não do povo.

O Diário – Em todas as esferas do poder no Brasil, temos um problema comum, a corrupção. O aumento do número de legisladores pode elevar os casos de corrução?
Com certeza. Elevará por causa da desmoralização ao qual o Legislativo brasileiro está sujeito, pelo fato do Legislativo apenas satisfazer aos interesses dos partidos e dos políticos e não aos dos eleitores. Digo que é de 100% a chance de aumento dos índices de corrupção.

O Diário – Se o aumento de vereadores não é algo bom, o que as câmaras municipais poderiam fazer em benefício à sociedade?
Diminuir quase todos os assessores de gabinete dos vereadores e fiscalizar o Executivo, que é para isso que eles servem. O que temos visto é que o prefeito compra os partidos políticos, distribuindo cargos na administração municipal para não ter fiscalização na gestão dele.

Leia a entrevista completa em odiario.com. 

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Gravador da sorte

Nas férias de 2009, enquanto curtia as belezas da Serra Gaúcha (foto), algum colega de redação tomou emprestado meu gravador e nunca mais devolveu. Enfim, no mês passado o jornal providenciou para mim um gravador novo, mais leve, moderno e prático do que aquele primeiro. E nada melhor do que inaugurar o gravador Panasonic RR-US510 em grande estilo.

A primeira entrevista com o equipamento foi com o ex-senador Osmar Dias (PDT). Lembro-me de ter conseguido um espaço na agenda dele com alguma insistência. Osmar havia sido indicado para a vice-presidência de Agronegócios do Banco do Brasil e não queria falar antes de tomar posse do cargo.

Em entrevista que durou 29 minutos, publicada em edição de domingo de O Diário, Osmar não se esquivou de nenhuma pergunta e falou até sobre Beto Richa (PSDB), com quem rivalizou na disputa pelo governo do Estado, em 2012. Ao fim da conversa, como de praxe, agradeci pela atenção e aproveitei para brincar: “acho que posso falar em nome dos colegas jornalistas de que ficamos felizes pela oportunidade de entrevistar pessoas educadas como o senhor, porque assim não corremos o risco de perder o gravador“.

Ao que tudo indica, Osmar curtiu a brincadeira. Está na coluna do Edson Lima de hoje (13/05):

“O ex-senador Osmar Dias disse ao presidente de O Diário, Frank Silva, que este jornal está de parabéns por ter um jornalista como Luiz Fernando Cardoso, que fez entrevista com ele na semana passada. Ele riu ao comentar que no final da entrevista, Luiz Fernando o agradeceu por não ter tomado o seu gravador. É que tem senador aí que toma o gravador do entrevistador e foge em desabalada carreira…

Cânion do Itabimbezinho (RS) nas férias de 2009

Enfim, o gravador até hoje nunca falhou nem nunca foi roubado.

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Historiador político da UEM comenta gastos dos deputados federais do Paraná

ENTREVISTA
Reginaldo Dias, historiador político da Universidade Estadual de Maringá (UEM).

Conforme apurei em reportagem para O Diário, os 30 parlamentares da bancada paranaense na Câmara dos Deputados gastaram mais de R$ 1 milhão com a Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar, em fevereiro e março deste ano. Reginaldo Dias comentou sobre os gastos com a chamada verba indenizatória. Por limitação de espaço, apenas uma pequena parte da entrevista foi publicada na ocasião. Confira a entrevista completa:

O valor da verba indenizatória dos deputados geralmente passa de R$ 30 mil. Isso te surpreende?
Não. Existe um movimento, em todos os escalões de representação, de ampliação das estruturas dos mandatos parlamentares. O valor tem importância, mas o debate principal não é quanto, mas em que se gasta.

Os parlamentares fazem bom uso do dinheiro público?
Os deputados visam a obter eficiência a partir da forma como o jogo vem sendo jogado. Faço parte de uma corrente de opinião que gosta de lembrar que o papel dos parlamentares deveria ser outro e que a estrutura deveria ser otimizada para fiscalizar e legislar. Sempre voltamos à necessidade da tão comentada e não realizada reforma política.

A população tem o poder de exigir que os deputados gastem menos?
Sim. Tem o poder do voto, de fiscalização e até de proposição legislativa. Vale lembrar que a chamada Lei da Ficha Limpa nasceu da iniciativa popular.

Cabe ao eleitor fiscalizar esses tipos de gastos?
A palavra república, lembremos, significa “coisa pública”. É imprescindível que o representado controle seus representados. Não é desconfiança. Faz parte da natureza da república. Nossa constituição é aberta com o princípio de que “todo o poder emana do povo e com o povo será exercido”. Há ONGs especializadas nesse tipo de fiscalização, mas não podem ser vozes ecoando no deserto.

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