Marcela del Mondo



Marcela e seus 25 países

A colaboradora deste café, Marcela Ikeda, deu um tempo no frio do Japão para curtir suas férias no Brasil. Em parada em Maringá para rever a família, a viajante do mundo relembra um pouco do que viu em suas andanças mundo afora em mostra fotográfica no shopping Maringá Park.

A exposição fotográfica, que começa no próximo sábado e vai até o dia 31 deste mês, foi destaque no caderno de Cultura de O Diário.

Inquieta, de espírito explorador (Marco Polo teria orgulho dela), a moça – que já trabalhou em navio de cruzeiro e fala japonês fluentemente – já visitou 25 países. A mostra traz fotos de seis países: Mônaco, Marrocos, Espanha, Grécia, Japão e Brasil.

 

 

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Del Mondo: Réveillon na Turquia

Por Marcela Ikeda*

Esses dias encontrei algumas coisas que escrevi e fotografei na Europa, na temporada que passei trabalhando num navio de cruzeiros. Isso me fez tirar várias coisas do fundo do baú e, claro, fez-me morrer de saudade da vida maluca que eu vivia. Hoje vou postar as fotos do passeio de ano novo na Turquia e, junto, as minhas impressões. Espero que gostem.

Gosto de gente e de lugar que me deixam assim, ansiosa pra voltar pra “casa”, com sede de vida e doida pra escrever “o que vi da vida”. Gosto de elaborar meus textos que na verdade não são elaborados (dentro do ônibus, sempre na volta). São meus pensamentos nas pontas dos dedos, ágeis e incontroláveis. A caneta não dá conta, me dá cãibras .

“Ladies and gentlemen, good morning and welcome to Turkey.” Até então eu não tinha lembrado que estaríamos na Turquia. Na verdade eu não esqueci, porque nem se quer cheguei a lembrar que lá eu estaria no primeiro dia do ano. Entendeu? Deixa pra lá.

A última noite do ano foi maravilhosa, animadíssima e regada a champagne, do jeito que eu gosto. Me lembro de dançar loucamente na discoteca ao som de Gangnam Style, curiosamente sincronizada com a música. Eu sabia dançar e nunca tinha percebido…

Acordei às 7h30 pra encaminhar mil (geralmente são 100, 150) passageiros pra excursão e descobri que eu iria também. Primeiro dia do ano, eu trabalhando, quer dizer, passeando com 21 ingleses pela Turquia no ônibus nº 42. Nada mal pra um começo de ano, belo presente. Não reclamo viu, apesar de ter que levantar cedo e vegetar de sono, às vezes. Melhor presente que esse não existe. Se quiser me agradar, me dê uma passagem: de ônibus, de avião, pague meu táxi, me dê um GPS, uma bicicleta, qualquer coisa que me mande pra outro lugar mas nunca, jamais me dê um perfume do O Boticário. Por favor, dica hein?

Chegamos em Izmir, no sudoeste da Turquia, a 5 horas de Istambul. Viajamos pelas montanhas quase 2 horas até chegarmos às ruínas de Efezus. Ruínas estas que eram lindas e cheias de histórias contadas pela melhor guia turística que já vi na vida, Șule, com cedilha no S, mesmo. CONTINUE LENDO…

 

Marcela Ikeda é uma viajante do mundo. Sem endereço fixo por longo período, ela odeia rotina. Estudou fotografia em Tóquio e fez curso de comissária de bordo no Brasil, mas preferiu trabalhar num navio de cruzeiro. Nossa colunista ama comer e cozinhar… e se vira muito bem com seu fogão elétrico de uma boca. Autora do blog Marcela del Mondoa jovem maringaense fala fluentemente japonês e inglês e já conheceu mais de 20 países (apesar de ter menos de 30 anos). Atualmente, Marcela mora no Japão, de onde compartilha com os viciados em café – semanalmente, aqui no blog – um pouco de suas aventuras e loucuras mundo afora.

 

 

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Del Mondo: Sevilha, dos tempos em que trabalhei num cruzeiro

Por Marcela Ikeda*, de Tóquio

Até janeiro deste ano, eu trabalhava num navio da Costa Crociere, de bandeira italiana – aquela mesma empresa que teve um de seus 14 “barquinhos” afundados há pouco mais de 1 ano, causando o maior frisson no mundo dos cruzeiros. Lembram-se do Costa Concordia? Então.

A vida a bordo é uma loucura e durante todo o tempo que fiquei a bordo eu sofri, chorei, amei e escrevi pra caramba. E como essa semana andei sonhando com aqueles tempos, resolvi remexer minhas fotos e textos, encontrando várias coisas legais.

Vamos ver algumas fotos da cidade espanhola de Sevilha? Espero que gostem! Fotos abaixo da assinatura.

Marcela Ikeda é uma viajante do mundo. Sem endereço fixo por longo período, ela odeia rotina. Estudou fotografia em Tóquio e fez curso de comissária de bordo no Brasil, mas preferiu trabalhar num navio de cruzeiro. Nossa colunista ama comer e cozinhar… e se vira muito bem com seu fogão elétrico de uma boca. Autora do blog Marcela del Mondoa jovem maringaense fala fluentemente japonês e inglês e já conheceu mais de 20 países (apesar de ter menos de 30 anos). Atualmente, Marcela mora no Japão, de onde compartilha com os viciados em café – semanalmente, aqui no blog – um pouco de suas aventuras e loucuras mundo afora.
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Del Mondo: um passeio em Zushi, o ‘Piscinão de Ramos’ de Tóquio

Por Marcela Ikeda*

Este ano, faz muito, mas muito mais calor no Japão do que eu poderia imaginar. Faziam três anos que eu não sentia na pele o calor de Tóquio que, na minha opinião, é o pior e mais quente de todos.

Realmente esquentou demais desde a última vez em que estive aqui e pra “melhorar”, estamos no temido mês de agosto: época do mais esperado feriado de verão, o Obon Yasumi. É tempo de trens (mais) lotados, de cidades (mais) cheias de gente e claro, como ninguém aguenta, todo mundo quer fugir pra algum lugar. Mas fugir pra onde? Pra praia!

Resolvi ir pra praia também, afinal, adoro brincar de baleinha. Contudo, as praias por aqui não são das mais bonitas e nem em todas é permitido mergulhar. Verdade, por causa das águas vivas. E encontrar uma praia perto de Tóquio, onde a água não fosse marrom e cheia de algas, foi um pouco difícil.

As praias mais bonitas ficam a quatro, cinco horas de Tóquio e as ilhas, que são também muito belas – Niijima, Kozushima, etc – ficam a algumas horas de barco da praia de Izu, que também é longe. Resumindo: fui pra praia de Zushi mesmo, que fica a uma hora da minha casa e parece o Piscinão de Ramos.

Nada contra o piscinão, afinal, gosto muito de farofa e sanduíche de atum com maionese quente no sol de 40°C, mas o que me chama a atenção, sempre, é o jeito que os japoneses (e japonesas) encaram a praia: de salto, maquiagem, escova no cabelo e biquini estilo ceroula de avó. Tirei algumas fotos de lá. Observem e me digam o que acharam:

Furadeira de areia para instalar guarda-sol? Lembrei-me do clip “Satisfaction”, do Benny Benassi

Aqui tudo é proibido pra quem tem tatuagem: academia, piscina pública e agora… praia! Foi um susto, mas descobri que assassinaram uma pessoa nessa mesma praia uns 10 dias antes de eu ir e como eles associam tatuagem a mafioso, resolveram proibir geral (já que o rapaz morto era tatuado)

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Del Mondo: O dia que conheci Okinawa

A partir desta postagem, Marcela (leia mais sobre ela aqui) estará conosco semanalmente no Café. No texto de estreia da coluna “Del Mondo”, a moça escreve sobre a ilha de Okinawa, no Japão.

Por Marcela Ikeda*

Localização de Okinawa: o Havaí japonês

Em junho, tive a brilhante ideia (que depois percebi não ter sido tão brilhante assim) de “sair do Japão” por alguns dias. Sem muito tempo nem dinheiro, pensei em ir pra Okinawa, que é uma ilha cheia de americanos. Distante duas horas de Tokyo, é considerada o Havaí japonês.

Sempre vi fotos e achava o lugar lindo, logo, tinha vontade de conhecer. Como viagem nacional por aqui sempre custou mais caro que uma semana em Hong Kong, Bangkok ou Seoul, faltou-me coragem. Eis que um belo dia, exercendo meu passa tempo favorito (planejar viagens), procurei por passagens baratas pra Okinawa e encontrei um pacote vôo+hotel por 40.000 Yens (400 doletas, mais ou menos) e nem pensei duas vezes. Comprei e esperei o grande dia chegar, na maior expectativa.

Já sabia que não teria muito o que fazer, então pensei em transformar esta mini viagem de três dias numa experiência diferenciada. Investi nos passeios sub aquáticos. Fui mergulhar com tartarugas, arraias, tubarões, baleias, sereias, com a Dilma e com toda a fauna/flora do palácio do planalto. Foi uma viagem inesquecível, né? Espera. Vamos por partes.

Primeiro dia em Okinawa com direito a café da manhã reforçado e aulas de mergulho

Dia #1

Já cheguei tarde na cidade. O voo partia de Tóquio às 13h30 e eu só fui ver o sol de Okinawa pelas 16h20. Até chegar no hotel, fazer check in e me localizar naquele pântano, já era pôr do sol – que não vi, pois estava em meio a concretos e a umidade do “centro” (que parecia a minha cidade natal) de Naha. Perguntei ao taxista qual seria a praia mais próxima e ele me ofereceu uma carona até o local, que assegurou-me ser quase a oitava maravilha do mundo.

Parecia o piscinão de Ramos. Nada contra, adoro farofa, mas estava esperando algo parecido com Mykonos. Claro que fiquei deprimida… e claro que fui pro bar beber todas. Sozinha.

Dia #2.

Acordei às 7 horas, pois a escola de mergulho me buscaria na porta do hotel para irmos mergulhar (sério?). Antes, claro, tomei um café da manhã reforçado: sardinha, arroz, espinafre, mais sardinha, ovo cozido, carne moída, sopa de soja e um croissant, afinal, era café da manhã e não jantar.

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* Marcela Ikeda
é uma viajante do mundo. Sem endereço fixo por longo período, ela odeia rotina. Estudou fotografia em Tóquio e fez curso de comissária de bordo no Brasil, mas preferiu trabalhar num navio de cruzeiro. Nossa colunista ama comer e cozinhar… e se vira muito bem com seu fogão elétrico de uma boca. Autora do blog Marcela del Mondo, a jovem maringaense fala fluentemente japonês e inglês e já conheceu mais de 20 países (apesar de ter menos de 30 anos). Atualmente, Marcela mora no Japão, de onde compartilha com os viciados em café – semanalmente, aqui no blog – um pouco de suas aventuras e loucuras mundo afora.
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Direto do Japão, Marcela Ikeda estreia coluna semanal no Café com Jornalista

Nova viciada em café: Marcela Ikeda, inglês e japonês fluentes e mais de 20 países no currículo

Na semana em que comemoramos o aumento de 743% na audiência do blog, o Café com Jornalista anuncia sua nova colunista: Marcela Ikeda. A maringaense, que recentemente lançou um blog para compartilhar suas aventuras pelo mundo, vai contar um pouco de suas experiências também na blogosfera de O Diário. Isso, toda terça-feira!

Atualmente, Marcela vive em Toshima, na região metropolitana de Tóquio. Com visto permanente para morar no Japão, a moça segue por lá, escrevendo “horrores” em seu blog e brindando seus amigos maringaenses com boas histórias. É, provavelmente, o melhor blog sobre o Japão feito por um maringaense.

Em entrevista ao Café, conheça um pouco mais sobre nossa nova colunista.

Café – O que te levou a criar o blog Marcela del Mondo e qual o propósito do blog?
Marcela – Na verdade, sempre tive vários blogs, mas nunca os divulguei porque escrevia mais sobre minha vida pessoal e não queria nem tinha motivos para mostrar. Quando o assunto passou a ser viagem, a coisa mudou. Queria compartilhar tudo de diferente e novo que eu via, do jeito mais real e engraçado possível. O blog era pra ser apenas sobre histórias minhas, mas quero ouvir a dos outros também. Quero mostrar minhas fotos e as coisas que vi mundo afora, mas também quero ver e mostrar o que eu gosto, que não é necessariamente meu. Gosto de inspiração, partindo de mim ou dos outros.

Toda semana no seu Café favorito, não perca!

Você vice no Japão e se apresenta como descendente de japoneses, mas é loira de pele e olhos claros. Parece mais uma sueca. Como é isso?
Parece engraçado, mas me perguntam de onde sou com tanta frequência que já se tornou parte do meu dia a dia. Quando falo que sou brasileira é a mesma reação, sempre. “Pensei que você fosse russa, sueca, polonesa, menos brasileira” ou “mas você é branca. No Brasil não são todos escuros?” Nem comento que meu pai é “japonês”, pra não dizerem “tem algo errado aí…” Mas quando comento, eles [amigos] se espantam. E se espantam ainda mais quando falo japonês [fluentemente]. Continue lendo

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