Le Clézio



Français Facile: o que ler em francês

Por Luigi Ricciardi*, de Maringá

Salut, les gars.

O Pequeno Príncipe: um dos clássicos mais consagrados da literatura francesa

Depois de uma semana de hiato, voltamos com tudo. Hoje (29), uniremos duas coisas que eu gosto muito: língua francesa e literatura. A literatura francesa é muito conhecida no mundo e por muito tempo foi imitada, inclusive pela literatura brasileira, sobretudo pelos simbolistas. Cruz e Sousa, por exemplo, era um amante da obra de Charles Baudelaire.

Enquanto estudantes de uma língua estrangeira, sempre tememos o momento em que nosso professor nos obrigará a pegar um livro e ler no original. Mas saibam que, apesar do medo inicial, o prazer de ler e entender um livro em outra língua é magnífico.

Em francês, temos várias obras que são convertidas para o chamado français facile. A dificuldade de leitura vai subindo de acordo com os níveis de compreensão na língua. Hoje, darei alguns exemplos de ótimos livros da literatura francesa. E, caso você ainda não seja estudante da língua, as dicas também servem para você ler as versões em português. Mas em francês é ainda melhor.

Les Misérables – Victor Hugo
Já foi musical na Broadway e agora chegou novamente às telas do cinema hollywoodiano. Os Miseráveis conta a história de Jean Valjean, preso injustamente, mas que no futuro, apesar de ter roubado para sobreviver, redime-se e vence na vida. Ele conhece Fantine, mãe solteira que trabalha para tentar enviar dinheiro para a família que cuida de sua filha única, Cosette. Jean Valjean, após a morte de Fantine, adotará Cosette, ao mesmo tempo em que tenta escapar do inspetor Javet, chefe da prisão onde Valjean ficou outrora.

Huis Clos – Jean Paul Sartre
A peça de teatro de Sartre, filósofo existencialista, foi traduzida para o português como Entre Quatro Paredes. É a história de três pessoas que estão mortas e são obrigadas a passar a eternidade juntas em um quarto que tem uma porta que não abre nunca e não possui janelas. As personagens não têm sono, sede, fome ou vontade de ir ao banheiro, e precisão convencer umas às outras de que eles são exatamente o contrário do que realmente são. Daí vem a tal frase célebre “L’enfer c’est les autres”. E realmente não é? Continue lendo

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