Luizinho Gari



Câmara salva Luizinho Gari e evita polêmicas em ano eleitoral

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Na sessão ordinária desta terça-feira (29), a Câmara Municipal de Maringá rejeitou, por 9 votos a 4, a instauração da Comissão Processante (CP) que avaliaria a cassação do mandato do vereador Luizinho Gari (sem partido). O pedido da CP, protocolado no Legislativo pelo ambientalista Jorge Villalobos levava em conta a prisão de Gari – enquadrado na Lei Maria da Penha – por suposta agressão e ameaças a sua ex-companheira. Leia mais aqui, na reportagem de Murilo Gatti (O Diário).

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Luizinho Gari (sem partido) segue detido por suposta agressão a ex-companheira / Foto: CMM/Divulgação

A votação, no entanto, não levou em conta apenas a prisão do parlamentar. A instauração da CP teria desdobramentos maiores, conforme comentários de vereadores nos bastidores da sessão.

O “perdão” da Câmara a Luizinho Gari mantém estável a base governista, garantindo boa governabilidade ao prefeito Carlos Roberto Pupin (PP) em seu último ano de mandato. A decisão também evita transtornos maiores em ano eleitoral. Caso a CP fosse instaurada e resultasse na queda de Gari, haveria o risco de o suplente da cadeira assinar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do lixo, que já tem quatro votos e precisaria de apenas mais uma assinatura para ser instaurada. Com a abertura da CP, o próprio Gari poderia se rebelar e assinar o documento.

“Teríamos de cara a CPI do Lixo e a CPI do Parque do Ingá, que investigaria o abandono do parque de uma forma geral”, comenta o vereador Ulisses Maia (PDT), autor da proposta da CPI do Lixo. Além de Maia, votaram pela abertura da CP Humberto Henrique (PT), Mário Verri (PT) e Flávio Vicente (Rede). Representantes de movimentos que cobram a igualdade de gênero, que compareceram em bom número à sessão, vaiaram a decisão da maioria dos vereadores.

“O processo está correndo em segredo de Justiça, como é que vamos condenar um colega sem ouvir o outro lado”, comentou Edson Luiz (PMN), ao justificar o voto contrário à CP. “O fato objetivo é que temos um colega nosso há sete dias preso. Não é nada pessoal, mas não dá para esquecer isso. Violência contra mulher é algo muito sério no País”, disse Flávio Vicente, após a votação.

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