Maluf



Diga não ao “rouba, mas faz”

Do Blog do LF.

Nunca fui adepto do “rouba, mas faz”, expressão que lembra Maluf e outros fichas sujas. E nunca vou ser, apesar de críticas até de pessoas próximas, que discordam do meu posicionamento. Se sou honesto, tenho o direito de exigir isso da classe política.

Quem renova o mandato de governos corruptos não pode se dar ao luxo de ficar indignado com os altos impostos do Brasil; com a saúde precária; com brasileiros morrendo na fila por falta de atendimento e até de medicamentos; com o amigo que tem problema grave de saúde e leva meses para conseguir uma consulta médica; com a escola pública de péssima qualidade, que não serve para os filhos de senadores e deputados, por exemplo; com o filho que ficou sem merenda na escola porque alguém desviou recursos; com o salário (ou o que chamam de salário) dos professores; com o juiz que mandou soltar bandidos porque não tinha vaga no sistema carcerário; etc.

Quem dá um contrato assinado em branco (o voto) para que um governo corrupto continue no poder não pode se indignar com nada disso, porque toda a fortuna que é desviada para a conta de políticos ladrões, corruptos, e seus comparsas seria o suficiente para resolver todos esses problemas e outros que não listei. E se listasse, não caberiam num livro.

Político, corrupto ou não (a minoria), ama o voto mais do que qualquer coisa. Alguns, mais do que sua própria mãe. Político precisa do seu voto para ficar ou chegar ao poder. Se pararmos de votar em governos com escândalos de corrupção, se dermos o recado nas urnas de que não importa o que tenham feito de bom, se tiverem desviado dinheiro público não terão nosso voto; forçaremos os políticos a adotarem postura mais honesta conosco e com o dinheiro dos nossos impostos.

A política do “rouba, mas faz” tem de acabar, e isso só vai ocorrer com a renovação constante e sem piedade dos governantes e legisladores. Errar na escolha e eleger político que, mais tarde, mostra-se corrupto é humano. Errar de novo e manter um corrupto (ou alguém que não seja, mas parabeniza um colega de governo, corrupto, pelos “bons serviços prestados”) no poder é burrice.

Tenhamos em mente que o que determinado governante faz por nós é obrigação, não um favor. E se o faz tirando proveito, direta ou indiretamente, de esquemas de corrupção, não merece nosso voto. Nós pagamos os políticos muito bem para que eles nos representem. São nossos empregados, pagos com nosso dinheiro. E empregados desonestos a gente demite por justa causa.

Se reciclagem é o caminho para um mundo sustentável, também o é para um sistema político mais honesto… ou menos nojento.

Foto Ag.Brasil

Foto Ag.Brasil

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Com Maluf na lista, cinco políticos mais ricos do Brasil têm patrimônio de US$ 3,2 bilhões

Maluf

Os cinco políticos mais ricos do Brasil possuem, ao todo, patrimônio de aproximadamente US$ 3,2 bilhões. O ranking foi publicado pela Forbes, em levantamento feito a partir de dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Em ordem, os mais ricos são: senador Lirio Albino Parisotto (PMDB-AM), com US$ 1,9 bilhão; senador Blairo Borges Maggi (PR-MT), com US$ 960 milhões; Marcelo Beltrão de Almeida (PMDB-PR), com US$ 200 milhões; Otaviano Olavo Pivetta, prefeito de Lucas do Rio Verde (MT), com US$ 100 milhões.

O quinto no ranking é Paulo Maluf (PP-SP), com patrimônio líquido de US$ 33 milhões. A Forbes lembrou que Maluf está na lista dos procurados pela Interpol, a polícia internacional, por acusações de corrupção. Deputado federal, Maluf compõe a base de apoio à presidente Dilma Rousseff no Congresso.

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