Pupin



Madiba, ajude o prefeito de Maringá

Abismado. É o sentimento que me ocorre diante deste vídeo. Estou triste pelo que estão passando os servidores municipais. Caramba, prefeito Carlos Roberto Pupin, qual a dificuldade em apresentar uma proposta aos trabalhadores? Qual a dificuldade em dizer, por exemplo, que só pode repor a inflação? Pelo que consta, já são 41 dias sem qualquer proposta do prefeito à campanha salarial dos mais de 12 mil trabalhadores da Prefeitura e da Câmara.

 

Gosto sempre de ler a respeito de um líder político de quem sou verdadeiro fã, já falecido, infelizmente, chamado Nelson Mandela. O prefeito de Maringá deve ter ouvido falar dele. Após quase 30 anos recluso em uma pequena cela, como preso político de um governo totalitário, Mandela deixou a prisão para – baseado no diálogo e no respeito ao próximo (incluindo aqueles que o mantiveram preso) – derrubar o regime segregacionista do Apartheid e conduzir a África do Sul à democracia. Um Nobel da Paz lhe foi dado em reconhecimento por aquela luta.

Mandela

Nelson Mandela, ex-presidente da África do Sul

Em 2011, quando estive na Cidade do Cabo para estudar inglês, tive a felicidade de conhecer Robben Island, a ilha onde Mandela ficou preso. Ver o lugar onde Mandela foi prisioneiro só me fez ter ainda mais admiração por aquele homem, um político de fibra. Eu me perguntava: “Como alguém que passou por tanta dificuldade e sofrimento, como o que ele teve de superar, conseguiu deixar a raiva de lado para dialogar com pessoas que o fizeram tanto mal?”

Pode um exemplo de vida como o de Madiba sensibilizar outros chefes do poder Executivo? Pode, claro, e deveria sempre ser assim. Na vida, como nem todos são geniais como Mandela, é mais do que necessário se espelhar em bons exemplos. Na vida política, há desafios imensamente maiores do que negociar com servidores municipais em uma campanha salarial. E os desafios – não importa o grau de dificuldade, se é uma luta contra o Apartheid ou o coro de trabalhadores por melhores salários – podem ser superados com diálogo e uma pitada de humildade.

Mandela, sou seu fã!

Robben Island

Cidade do Cabo, às pés da majestosa Montanha da Mesa, vista de Robben Island – ilha onde ficava a penitenciária (hoje um museu) para presos políticos onde Mandela foi prisioneiro por 18 anos

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‘Quebra’ do barril de saquê marca início do 24º Festival Nipo-Brasileiro

Honra de abrir o barril de saquê coube a Pupin e Shiozaki

O momento em que o prefeito de Maringá, Carlos Roberto Pupin, e o presidente da Associação Cultural e Esportiva de Maringá (Acema), Afonso Shiozaki, “quebram” a tampa do barril de saquê marcou, oficialmente, o início do 24º Festival Nipo-Brasileiro. A solenidade aconteceu na noite da última sexta-feira (6), no pavilhão artístico do festival, diante de autoridades e grande público.

Kagami Wari é um ritual xintoísta que consiste da quebra da tampa do barril de saquê fermentado (vinho de arroz) nas ocasiões festivas japonesas. Tradição que é preservada pelas comunidades nipônicas mundo afora, como em Maringá. No Kagami Wari, o tampão é “rachado” com martelos de madeira para, em seguida, ser servido as demais participantes.

Este ano, a honra de abrir o barril de saquê coube a Pupin e Shiozaki. O brinde foi feito com as demais autoridades presentes na solenidade, entre elas representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, lideranças da comunidade japonesa e representantes dos patrocinadores máster do festival.

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Maringá pode ter maior greve de sua história, adverte sindicalista

O Dia Nacional de Luta, no último sábado (30), teve passeata no Centro de Maringá. No ato, a presidente do Sindicato dos Servidores Municipais (Sismmar), Iraídes Baptistoni, relembrou em seu discurso que os trabalhadores da Prefeitura de Maringá aguardam para novembro a revisão do Plano de Carreira, Cargos e Remuneração (PCCR) geral.

Se a promessa do prefeito Carlos Roberto Pupin (PP) de entregar o PCCR até novembro não for cumprida, disse a sindicalista e coordenadora regional da Central Única dos Trabalhadores (CUT), “Maringá verá a maior greve de sua história”. Iraídes também reclamou das condições de trabalho consideradas como precárias pelo Sismmar em alguns setores da administração municipal.

À imprensa, o prefeito Pupin já falou sobre seu compromisso de implementar o PCCR já em seu primeiro ano de governo. Um compromisso que deixou se ser cumprido por seu antecessor, o ex-prefeito Silvio Barros (PP).

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Prefeitura de Maringá desiste de acordo para pagamento da trimestralidade

A Prefeitura de Maringá não enviou representante a Brasília, na quarta-feira (20), para a audiência de conciliação no processo da trimestralidade. Estiveram presentes no Tribunal Superior do Trabalho (TST) apenas o advogado e a presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Maringá (Sismmar), Silvio Januário e Iraídes Baptistoni, respectivamente.

O processo é relativo a diferenças salarias de cerca de 3.500 servidores, o que inclui aposentados e pensionistas. Um passivo referente a valores que deixaram de ser pagos na administração do ex-prefeito Ricardo Barros (PP), hoje secretário de Estado da Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul.

Em assembleia, servidores municipais rejeitaram proposta de R$ 40 milhões feita por Pupin para o pagamento da Trimestralidade. Para Sismmar, dívida é de cerca de R$ 70 milhões

A Procuradoria-Geral do município entrou com uma petição no Protocolo do TST, solicitando o cancelamento da conciliação e o envio do processo para a continuação do julgamento. Na tentativa de um acordo, o prefeito Carlos Roberto Pupin (PP) ofereceu R$ 40 milhões, com parcelamento de R$ 4 milhões por ano. Aquém de proposta oferecida anteriormente pelo ex-prefeito Silvio Barros (PP), a proposta de Pupin foi recusada pelos trabalhadores em assembleia. Nos cálculos do Sismmar, o valor da condenação estaria em R$ 70 milhões.

De acordo com o Sismmar, Pupin não demonstrou real interesse em negociar o pagamento da trimestralidade, “esquivando-se de vários pedidos de reunião com o sindicato e apresentando proposta só na véspera da assembleia da categoria”. A Prefeitura ainda não se manifestou sobre o assunto em seu site.

O presidente do TST, ministro Carlos Alberto Reis de Paula, que tomou conhecimento da petição apenas durante a audiência de conciliação, determinou o envio do processo para julgamento na Segunda Turma. Leia mais aqui.

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Em assembleia, servidores recuram proposta de Pupin para o pagamento da Trimestralidade

Presidente do Sismmar, Iraídes Baptistoni, durante a assembleia do último sábado: servidores rejeitaram proposta da administração

Servidores municipais avaliaram, no último sábado (10), a proposta feita pelo prefeito Roberto Pupin (PP) para o pagamento da Trimestralidade. A proposta de R$ 40 milhões para dar fim à ação foi manchete de O Diário no fim de semana. Confira aqui, na matéria de Murilo Gatti.

Na assembleia convocada pelo Sindicato dos Servidores Municipais de Maringá (Sismmar), com direito à plenário da Câmara Municipal lotado, os trabalhadores recusaram a proposta. Foi deliberado que o sindicato apresente contraproposta ao prefeito nos próximos dias – veja os detalhes no blog do Sismmar.

A expectativa, de ambas as partes, é por um acordo até 21 de agosto, data da próxima audiência de conciliação no Tribunal Superior do Trabalho (TST), em Brasília. Ao que tudo indica, essa pendência que já perdura mais de 20 anos será, enfim, resolvida.

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Paralisação de engenheiros da Prefeitura de Maringá tem 90% de adesão

Paralisação com direito a enterro simbólico no Paço Municipal: salário base de alguns engenheiros é apenas 41% do piso da categoria

Dos 54 engenheiros, arquitetos e agrimensores da Prefeitura de Maringá, 90% cruzaram os braços nesta sexta-feira (12). Em protesto contra a falta de valorização profissional, a categoria realiza um dia de paralisação, que iniciou às 8 horas e prossegue até as 17 horas.

A categoria reclama da terceirização de serviços, em contrato de R$ 7,5 milhões, e cobra o pagamento da gratificação por responsabilidade técnica, que já é concedida a procuradores e contadores do município. Recentemente, a Câmara Municipal estendeu o benefício também a arquitetos, engenheiros e agrimensores, mas o projeto de lei foi vetado pelo oprefeito Carlos Roberto Pupin (PP).

De acordo com o Sindicato dos Servidores Municipais de Maringá (Sismmar), o pagamento da gratificação por responsabilidade técnica, de 100%, dobraria o rendimento de engenheiros, arquitetos e agrimensores. A gratificação compensaria um problema criado pela administração municipal, que paga menos que o piso salarial da categoria. “Outras prefeituras resolveram esse problema pagando a gratificação, que é um meio legal”, disse o servidor Rodrigo Pupin, em entrevista à rádio CBN.

Na Prefeitura de Maringá, o salário base inicial de um engenheiro é de aproximadamente R$ 2,7 mil. O valor é 41% menos do que o piso dos engenheiros, de R$ 6,5 mil. Segundo a presidente do Sismmar, Iraídes Baptistoni, o sindicato espera reunião com a equipe de governo, nesta sexta-feira, para negociar avanços.

Programação
A segunda paralisação enfrentada por Pupin esta semana – a outra foi a greve do Samu, que durou 54 horas –, terá entrega de panfletos à população e apitaço. Por volta das 9 horas, vestidos de preto, engenheiros, arquitetos e agrimensores fizeram um enterro simbólico, dando as mãos ao redor de um caixão e de coroa de flores, dispostos poucos metros da entrada principal do Paço Municipal. Alguns dos servidores usaram capacetes de obras e nariz de palhaço.

De mãos dadas ao redor do caixão: servidores questionam terceirização de serviços e pedem pagamento de gratificação

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Ao custo de R$ 3,15 no dinheiro, tarifa de ônibus em Maringá pesa no bolso do trabalhador

Do blog do Sismmar

Várias entidades, entre as quais está a União Maringaense dos Estudantes Secundaristas, têm protestado contra o aumento da tarifa de ônibus em Maringá. Os manifestos vão desde panfletagem no Centro da cidade à exposição de faixas durante sessões da Câmara Municipal.

Com a alta de 6%, permitida pela Prefeitura, a passagem nos ônibus da TCCC subiu de R$ 2,50 para R$ 2,65 no cartão. No dinheiro, a passagem agora custa R$ 3,15 – uma das mais caras do País.

O Sindicato dos Servidores Municipais de Maringá (Sismmar), que representa cerca de 10 mil servidores, diz apoiar os manifestos contra o aumento das passagens por entender que o preço da tarifa é elevado demais para o trabalhador assalariado.  A passagem, mais cara, acaba incentivando mais pessoas a trocar o transporte coletivo pelo individual.

Em entrevista à rádio CBN, O vereador Humberto Henrique (PT) apresentou argumentos contra a alta da tarifa. Boa parte dos vereadores de Maringá é contra o aumento.

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Pupin tem de lidar com mais uma categoria descontente: os técnicos desportivos

Assembleia do Sismmar com técnicos desportivos

Técnicos desportivos da Prefeitura de Maringá decidiram manter a mobilização em que cobram o reenquadramento na carreira como profissionais. A decisão foi tomada em assembleia realizada pelo Sindicato dos Servidores Municipais de Maringá (Sismmar), na segunda-feira (3), na Secretaria Municipal de Esportes.

Essa não é a única categoria descontente na administração do prefeito Roberto Pupin (PP). Recentemente, profissionais do Samu decidiram paralisar atividades (em data a ser definida) como forma de cobrar melhores condições de trabalho. Antes disso, Engenheiros e arquitetos da prefeitura também também haviam acenado para greve.

No caso dos técnicos desportivos, apesar de ser cobrado formação em Educação Física para exercício da função, a categoria não recebe pelo nível superior. Leia mais no blog do Sismmar

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