Mês: janeiro 2015



Explosão

Maringá e Região, entre muita chuva, viu ontem uma explosão de cores.

Em torno de 20:00 horas, o céu ficou muito colorido e ofereceu ainda um arco íris maravilhoso.

Eu capturei algumas fotos na Internet e reproduzo aqui com os devidos créditos.

Aproveite bem!

Adriano Fritzen - Maringá

Adriano Fritzen – Maringá

Arte
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Você está atrapalhando sim!

Sou eu :)

Sou eu 🙂

Sou maringaense e sinto orgulho disso, mais ainda de ver a cidade bem administrada, mas não sinto orgulho por agir como os que aqui vivem, maringaenses ou não.

Pessoas que não aprenderam a viver em sociedade, em especial aqui, uma sociedade que cresce a cada dia. Esses muitos que não sabem viver em sociedade, atrapalham os outros, pois viver em harmonia com muita gente não é uma tarefa obvia.

  • Quando vejo um placa “não alimente os animais”, nos bosques de Maringá, eu não alimento. Mas o que se vê é uma orgia de pessoas dando alimentos que fazem mal para todos nós, imagina para os animais.
  • Quando vejo uma placa, pare para o pedestre, eu paro! Pare também, pois um carro, por mais caro que seja, não está acima da vida de uma pessoa, por mais simples que ela seja.
  • Quando vemos uma placa indicando: isto é uma ciclovia, não devemos fazer nossa ignorância prevalecer e usar aquele espaço para correr ou caminhar.

Isto é sociedade, cada um no seu espaço, respeitando e sendo respeitado. Maringá cresceu e você nem percebeu isto? Você quer que o comércio aqueça, mas não quer dar licença para seu cliente passar? tsc. tsc. tsc.

Eu tive o privilégio de visitar Londres, a trabalho, mas sobrou tempo para conhecer um pouquinho daquele povo preparado para o progresso. Lá até a escada rolante é compartilhada com educação. À direita ficam aqueles que querem parar nos degraus da escada e subir na velocidade dela; a esquerda fica livre, fica para aqueles que tem pressa e precisam subir ou descer rapidamente. Bonito de ver, não pela mecânica da coisa, mas pela educação e respeito que aquele povo conseguiu atingir.

Ao contrário, o que vejo na minha linda e amada cidade é grosseria impondo a vontade de pessoas que nem sabem ondem estão. É sério, duas voltas de bike na ciclovia do Bosque dos Pioneiros, foram suficientes para ouvir desaforos que ninguém merecia, mais ainda aquele que está certo. Além disso, encontrei pessoas que usavam a ciclovia para correr, caminhar e conversar, que nem sequer olharam para a bicicleta. Quase fui atropelado por pedestres que olhavam para o chão, ou conversavam entre si, várias vezes, e isto na ciclovia… será que eles também fazem isto no meio dos carros?

Nós, que sabemos viver em sociedade, respeitando o próximo, não merecemos a sua falta de educação.

Você está atrapalhando sim!

Desrespeitando as leis de trânsito e de convivência em sociedade, você está involuindo, fazendo nossa cidade pegar fama de grosseira. Logo seus cliente vão embora para um centro mais educado.

Mas não é o local que é mal educado e sim você. Pense nisto!

Neste artigo nem vou falar dos motoristas… querem mais vagas e as tomam de quem tem: velhos, doentes, aleijados… vão em frente com sua arrogância. Transformem nossa cidade neste centro de grosseria e vejam, ondem vamos terminar!

Este é o primeiro artigo que considero “mal educado” em minha vida. Será que fui contaminado?

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Força

Apesar de ter câncer, estou pedalando. Pouco, bem menos do que antes e com muito, mas muito mais esforço, mas estou pedalando. A doença e, em especial o tratamento, que é muito forte, me fazem sentir enfraquecido fisicamente.

Uma das coisas mais tristes do tratamento foi essa limitação física, muitos dias estamos tão fracos que andar é uma vitória e eu estou atrás delas, corro atrás de cada vitória que posso obter.

Deixar de pedalar foi realmente a grande perda desta fase da minha vida.

Na infância não tinha bicicleta, éramos pobres, então fui aprender na bicicleta do amigo e vizinho Leonardo aos 16 anos. Nossa que alegria, acordei no outro dia as 5:30 hs, naturalmente muito ansioso, e fiquei esperando a família do amigo acordar para experimentar de novo aquele alegria mais que contagiante. Para mim a bike foi mais importante que a bola. Dois brinquedos que cito como inesquecíveis, e são mesmo.

Tenho como meta para 2015 retomar as trilhas que eu fazia, revisitar as cachoeiras e morros inesquecíveis. Paisagens maravilhosas que somente Deus poderia ter feito.

Bom, hoje, sábado 17/01/2015 tentei fazer uma trilha com os amigos, que mais que solícitos souberam me acompanhar e esperar nos momentos que eu amolecia. Muito obrigado, que Deus os abençoe.

Ainda assim consegui pedalar uns 20 km.

Não consegui terminar a trilha programada, mas fiz uma boa parte e, quando não consegui mais, sentamos numa sombra maravilhosa e chupamos manga. Muito legal.

Quis dizer o quanto sofro por não poder fazer o que desejo com a bike, sofro por não poder suar até o limite. Sofro por não tomar uma banho de cachoeira, sofro por não poder parar a bike no topo de um morro e espairecer olhando aquela paisagem.

E agora, se é que eu posso, quero te dar um lição.

Não fique ai parado, sai do sofá, sai da geladeira… sai de casa e vai viver um pouco.

Cada aquele quilinho que eu te pedi?… ainda não o recebi, você não caminhou?

Vai caminhar, correr, pedalar, nadar ou brincar… o que quiser mas para de “não viver a vida” intensamente.

A vida de verdade está muito além de uma casquinha de bombom.

Por isto, tomo a liberdade de dizer. Lute por uma meta na sua vida, antes que a a própria vida te estabeleça metas como um simples “caminhar”.

Saúde
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O físico, o emocional e o espiritual!

Acho que muitos já sabem que faço quimioterapia uma vez a cada quinzena.

Temos previstos 12 ciclos quinzenais, somados dariam 6 meses de tratamento, bem curto quando olhamos somente para a matemática. Mas eu precisei de 15 dias de férias 🙂

No 5o ciclo eu senti algumas reações diferentes; ou iguais, porém bem mais fortes, mas conseguimos superar tudo que senti e tocamos em frente sem titubear. Bem, confesso que um medinho sobre os próximos ciclos pairou no ar, mas pensei, como defini em um artigo anterior: coragem só existe com o medo, corajoso é aquele que enfrenta o medo, quem nunca enfrenteou o medo de frente, não pode dizer que é corajoso.

Enfim chegou o dia, fui ao 6o ciclo cheio de coragem, corpo ereto e sorriso no rosto. A alegria estava no ar, percebi que nada podia me abalar e o medo se evaporou, nem precisei de coragem.

Aos poucos as gotas que salvam vidas foram penetrando no meu corpo e eu acredito que tudo acabará bem.

O primeiro e o segundo dia de infusão foram tranquilos, como esperado, alguma reações básicas e pensei, tudo vai se resolver no quinto dia, é esta a rotina.
A partir do terceiro dia, a véspera de natal, senti um pouco de febre, mas tomei uma antitérmico e pronto. Porém, o frio que eu sentia não acabava e em nossa cidade aquela noite não foi tão quente quanto é o costume. Precisei de uma coberta para me agasalhar, logo minha esposa e filhas estavam debaixo da coberta comigo.

A febre se repetiu durante alguns dias, alternando dia, hora e intensidade. Nada que me assustasse. Até que chegou domingo, já dia 03 de janeiro. Pedi que me levassem ao hospital pois, me sentia mais interessado na cama do que em toda a festa.

Fui internado as 12:00hs do dia 03 e comecei a tomar antibióticos e outros medicamentos de imediato.

O que ocorreu é que os índices do hemograma cairam muito, somente 2 itens do exame de sangue mais conhecido estavam normais.
Foi natural a minha queda. Efeito da terapia química que tem a função de matar todas as células novas e as que se dividem como as do sangue. O efeito resultante é baixar a nossa imunidade, e nesse caso abaixou bastante.

Posso dizer que praticamente perdi a razão, com a imunidade baixa e um volume de medicamentos aplicados na veia bem alto, eu cai. Mas sei, hoje, que cai de joelhos.

Até Cristo se abateu em sua longa jornada até o Calvário, porque eu, humano, fraco e pecador não cairia.

Mas me levantei, graças aos efermeiros, médicos, remédios, hospital e principalmente, à família e amigos. Esses sim, sempre ao meu lado, fortes ou fracos encontram forças e palavras para me levantar e me pus em pé.

maosMas não poderia deixar de contar para vocês, durante a extrema fraqueza, delírios eram comuns, causados pela fraqueza física. Abatido, como sempre, apelei para a fé, e em um triste momento, fraco, derretido na cama, ergui minha mão direita e pedi que Deus me desse sua mão para que eu a segurasse. De olhos praticamente fechados e muito fraco eu vi detalhes de uma mão muito grande que não cabia na minha, mas ela estava lá. A mão de Deus!

Obrigado Senhor, por mais este momento, porque aprendi muito com o Senhor nesta semana que passei internado. Mais humildade, menos violência e sei hoje, por exemplo, que o físico, o emocional e o espiritual não se misturam nestas horas. Precisamos vigiar isto.

É possível administrar nossas vidas controlando cada uma das vertentes, tomando os remédios e se alimentando bem; não deixando o emocional tomar conta do racional; e nunca, mas um nunca como jamais, deixar de crer em Deus.

Amém!

Saúde
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