Mês: março 2018



A quimioterapia e a vida

Faz tempo que não falo da vida.

Em um momento de reviver momentos por meio de fotos, encontrei essa de 23 de outubro de 2016, a segunda vez que meu recém comprado jetski entrava na água.

Em primeiro lugar, reparei que eu pareço feliz, mas claro que eu sou feliz!

Depois reparei que eu estava um tanto pálido, mesmo estando em um local com clima adequado para bronzeamento. Em seguida, notei que me faltava cabelo e também as sobrancelhas. Em terceiro lugar, percebi que meus músculos já não tinham o tônus de antes e ponderei: Quantos defeitos para um só sorriso.

Eu me encontrava em pleno tratamento quimioterápico, não que eu esteja dispensado da quimioterapia agora, pois tomo comprimidos diários para controlar o tumor que insiste em crescer em meu fígado. Mas tem algo nesta foto que me mostrou o transcendimento de todo o sofrimento que eu sentia para viver uma vida normal.

Reconheço que pode parecer ostentação, mas não é de forma alguma, é pura alegria de estar entre familiares e amigos, nos divertindo em um dia super agradável.

Viver acima das dores é uma missão, acredito que aquele ditado “o que vem debaixo não me atinge” significa justamente determinar o que está cima de você.

Acima de mim? Deus!

Saúde
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Vamos falar da FOSFOETANOLAMINA sim!

Certo dia, passando por mais um sofrimento causado pela quimioterapia, claramente pelas reações adversas causadas por ela, minha esposa me perguntou: _o que você quer? Ela sempre pergunta e me serve como pode, com amor e cortesia. Mas naquele momento eu não precisava de ajuda, não sentia sede ou fome, não havia remédio para tomar, eu só estava ali deitado no sofá, amolecido pelos efeitos colaterais do Regorafenibe e pensei na velocidade de um raio:

_quero mais esperança.

No outro dia de uma forma muito evidente, comecei a pensar involuntariamente naquelas reportagens sobre a polêmica causada pela Fosfoetanolamina, e percebi que a esperança desejada chegou em formato de pílulas.

Deus sabe o que faz.

O Governo brasileiro proibiu a fabricação e a distribuição paga ou gratuita da Fosfoetanolamina, como possível remédio para tratamento do câncer. Mas isto não impede de conversarmos sobre o assunto não é?

VAMOS FALAR DA FOSFOETANOLAMINA SIM!

Segundo uma reportagem exibida pelo globo de SP, o grupo de pesquisa que, ao longo de 15 anos, sintetizou a Fosfoetanolamina se dividiu por motivos conceituais.

Parte do grupo original, defende que o produto desenvolvido deve ser encarado como “remédio” que cura o câncer, assim para distribuir ou comercializar esse remédio, são necessários muitos testes em seres humanos, e claro, esse procedimento pode despender anos.

Esse conceito, sem expressar opinião, impediu que a distribuição gratuita que vinha sendo feita, continuasse. O laboratório de química da USP em São Carlos foi desativado e não fabricam mais as cápsulas.

Por outro lado, a outra parte do grupo estabeleceu acordo com um laboratório uruguaio e adicionou ao complexo, a vitamina D3, o que permitiu o enquadramento do produto como suplemento alimentar diário. Eles optaram por registrar e fabricar nos EUA, em Miami (Flórida), devido a facilidade comercial que o país oferece.

Seguindo esse conceito comercial (desconheço se com parceria ou não) já existem outros laboratórios estrangeiros que fabricam e oferecem a Fosfoetanolamina em forma de complexo alimentar.

Eu fiz uma pesquisa até cansativa na internet e encontrei três sites que vendem a Fosfoetanolamina como suplemento alimentar. Em todos, o princípio ativo vem misturado com algum complemento que o caracterizam como um complexo que suplementa a alimentação diária. Seja o cálcio, a vitamina D, o magnésio, enfim, algum elemento químico já consagrado como benéfico para a saúde humana.

Continuando minha pesquisa, conversei com um amigo médico que deu a informação de que esse principio ativo tem princípios presentes no leite materno, portanto é muito bom para fortalecimento do nosso sistema imunológico. Isso por si só já é um bom motivo para tomar esse suplemento.

Reportagens antigas revelam que a propriedade defendida pelo professor pesquisador, líder da pesquisa, que a Fosfoetanolamina denuncia as células cancerosas para o sistema imunológico. Entendeu a diferença? Ela não mata as células cancerosas, mas é uma “dedo-duro do bem”, pois as tornam visíveis para nosso sistema imunológico acabar com elas sem dó nem piedade.

Alguns médicos acham um absurdo ingerir um remédio sem autorização, as industrias concorrentes abominam a possibilidade de existir um concorrente.

Eu sou leigo em medicina e saúde, sou apenas mais um portador de câncer no intestino com metástase no fígado, peritônio e ameaças no pulmão. Descoberta tardia é assim. O monstro silencioso tomou meu corpo inteiro sem que eu tivesse algum aviso.

Agora pergunto a você leitor, que em geral pede a Deus por mim: Você acha que eu devo ingerir regularmente o suplemento alimentar com base na Fosfoetanolamina?

Sua opinião é muito importante.

Para auxiliar sua opinião, saiba que a Anvisa autoriza a importação para uso próprio.

Na minha pesquisa encontrei os seguintes site que vendem o produto de forma regular:

 

EUA

Lucky Vitamins

Site traduzido para português aceita pagamento com boleto bancário

Cada frasco com 100 capsulas sai por R$ 62,44 mais o frete fixo de R$ 40,00 cada compra independentemente do número de frascos.

https://pt.luckyvitamin.com/p-8235-advanced-research-2-aep-calcium-100-vegetable-capsule-s

 

EUA

Quality Elements

Empresa Americana com alguns brasileiros envolvidos na pesquisa no Brasil

Site em português como atendimento online

US$ 99,00 frasco com 90 cápsulas (se comprar 3 frascos o frete é grátis)

https://shopqualityelements.com/?gclid=CjwKCAiA8vPUBRAyEiwA8F1oDFawHqfZhqvcqP8CZ7P3iYexoFfI2g00KTbQHEy8nty8zYrF9NldVRoCGDUQAvD_BwE

 

EUA

New Life

Empresa americana com sede em Curitiba

Site em Português com vendas no Brasil

R$ 310,00 o frasco com 60 cápsulas

http://newlifeusa.net/produto/phospho-2-aep-copy/?lang=pt-br

 

INGLATERRA

BioCare

Empresa Inglesa

Site em Inglês

£26,60 (Libra Esterlina) Este site cobra £71,00 de frete e informa que o preço sem VAT é £22,17

https://www.biocare.co.uk/eap-complex-90-capsules

 

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UNIVERSIDADES: Públicas ou Privadas?

 

Para debater sobre Universidades, sinto que é necessário esclarecer o conceito universal de FACULDADE, CES e UNIVERSIDADE.

Comece pensando porque quase não temos universidades privadas, mas temos milhares de faculdades? E sobre os CES… você sabe o que significa? Pense, leia e pense mais um pouco.

Em uma faculdade, é ensinado um determinado curso específico, ou até mais de um, porém de área semelhante (correlatas como os acadêmicos gostam de falar), por exemplo, o nome Faculdade de Filosofia já nos dá a dica do que é estudado ali. Cursos de graduação de filosofia e áreas semelhantes.

E sim, somente cursos de graduação, pois a faculdade que é uma instituição essencialmente de ensino é limitada ao nível de graduação e, por melhor que seja, por melhor nível de ensino que consiga atingir, será sempre uma faculdade, não uma universidade.

Entenda bem, pós graduação é tudo que se ensina “após” a graduação, especialização por exemplo. Mas mestrado e doutorado estão claramente em um nível maior que a especialização, pois ambas tem pesquisa envolvida no processo. Sem resultados formais desenvolvidos em pesquisa, o aluno não se torna mestre ou doutor. Formalmente essas pós-graduações são chamadas de LATU-SENSU (especialização) e SCTRICU-SENSU (mestrado e doutorado). Os órgãos brasileiros como a CAPES e o CNPq não consideram” especialista” como um título, mas ”Mestre” e ”Doutor” sim.

A sequência de estudos no nosso País é a seguinte: Ensino Fundamental; Ensino Básico; Ensino Médio e Ensino Superior, que se divide em Graduação; Especialização; Mestrado; Doutorado e Pós-Doutorado que também não é título.

Uma faculdade portanto, se limita ao ensino, não faz pesquisa e, portanto, não pode ensinar Strictu Sensu.

Um CES, Centro de Ensino Superior, tem parte do caminho andado para se transformar em uma universidade, pois é reconhecidamente uma faculdade que cresceu em número e nível de cursos, ou seja, de graduação e pós-graduação. Lembrando que para ter mestrado e doutorado tem que ter, obrigatoriamente, pesquisa. Também inclui em suas atividades as de “extensão”, por exemplo: advocacia gratuita, exames de sangue e outros, enfim serviços extras nos quais os alunos podem aprender algo mais além da sala de aula.

A Universidade reúne os dois anteriores, faculdade e CES, recebendo esses nomes ou outros como departamentos. Por exemplo as Universidades públicas do Paraná tem Centros e Departamentos de ensino, pesquisa e extensão. Ensina graduação e pós-graduação latu e strictu sensu. Essa formação completa lhe concede o título de Universidade.

Uma universidade é uma instituição de ensino superior formada por várias faculdades (ou centros e departamentos) e que possuem vários graus acadêmicos. Além disso, desenvolve ensino, pesquisa e extensão aplicando os resultados nos cursos de mestrado e doutorado. Esses resultados “devem” ser publicados em outras instituições renomadas, por meio de livros, artigos em congressos, revistas cientificas, patentes e outras formas.

Percebo que muitos não entendem bem esses conceitos e comparam uma faculdade, que foca seus esforços no ensino, sem se preocupar como novos conhecimentos, com uma universidade que além de grande, distribui sua verba para três áreas de atuação (ensino, pesquisa e extensão).

Sem as atividades realizadas nas Universidades, as Faculdades não teriam novidades para ensinar. Sinto que se só houvessem faculdades, os advogados, chamados erroneamente de doutores, estariam ainda aprendendo a lei de Newton (desculpem, é apenas uma brincadeira, não me processem). Lembre-se doutores, esse é um título concedido pelo Governo para quem tem o curso de Doutorado.

A medicina por exemplo, apesar de exigir em torno de 10 anos de dedicação, não outorga o título de doutor aos seus alunos. Esse só vem após o mestrado e doutorado, mas em alguns países pode-se cursar o doutorado sem o mestrado.

Dentista então era qualquer um que se arriscasse a extrair um dente com alicate, acabando assim com a dor. Por isto eram chamados de Tiradentes. Ao longo do tempo, com a evolução do ensino, se tornaram dentistas e também foram chamados de doutores. E assim também ocorreu com os engenheiros e acho que outros.

Historicamente o costume de chamar estudados de doutores vem da época do império, quando os patrões obrigavam seus escravos a tratar os filhos que voltavam de um curso de graduação, geralmente no exterior. Até hoje alguns profissionais se auto atribuem esse título e o povo aceita e até gosta.

Sem o progresso não teríamos cursos de odontologia, mas também não teríamos cursos de engenharia, computação e tantos outros mais modernos. Todos os mais antigos atribuíam popularmente o pré nome de doutor ao formado e assim ficou.

Porém, é a pesquisa que gera novos conhecimentos para ser ensinado. O ensino em faculdade, CES ou universidade se origina do conhecimento criado pelas pesquisas desenvolvidas nas Universidades. Sem a evolução da pesquisa estaríamos estudando como extrair dentes e não como preservá-los com tratamentos modernos e preventivos.

Sem a pesquisa não teríamos a Fosfoetanolamina, descoberta por pesquisadores brasileiros, mas bloqueada no Brasil por puro interesse econômico “privado”. Saibam que este exemplo é o mais recente resultado de pesquisa em Universidade Pública, pois culturalmente as privadas não tem esse mesmo investimento.

Finalizando, afirmo que:

  • Novos conhecimentos vem da pesquisa;
  • O ensino só é feito com conhecimento;
  • A pesquisa é feita em “Universidades” basicamente por meio do mestrado e doutorado.

Privatizar não vai mudar isto, vai sim diminuir a pesquisa (que é cara) e os empresários em geral, tem interesse em ganhar dinheiro dos alunos.

Na minha opinião, privatização no Brasil significa o fim das pesquisas.

Educação
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