Educação



UNIVERSIDADES: Públicas ou Privadas?

 

Para debater sobre Universidades, sinto que é necessário esclarecer o conceito universal de FACULDADE, CES e UNIVERSIDADE.

Comece pensando porque quase não temos universidades privadas, mas temos milhares de faculdades? E sobre os CES… você sabe o que significa? Pense, leia e pense mais um pouco.

Em uma faculdade, é ensinado um determinado curso específico, ou até mais de um, porém de área semelhante (correlatas como os acadêmicos gostam de falar), por exemplo, o nome Faculdade de Filosofia já nos dá a dica do que é estudado ali. Cursos de graduação de filosofia e áreas semelhantes.

E sim, somente cursos de graduação, pois a faculdade que é uma instituição essencialmente de ensino é limitada ao nível de graduação e, por melhor que seja, por melhor nível de ensino que consiga atingir, será sempre uma faculdade, não uma universidade.

Entenda bem, pós graduação é tudo que se ensina “após” a graduação, especialização por exemplo. Mas mestrado e doutorado estão claramente em um nível maior que a especialização, pois ambas tem pesquisa envolvida no processo. Sem resultados formais desenvolvidos em pesquisa, o aluno não se torna mestre ou doutor. Formalmente essas pós-graduações são chamadas de LATU-SENSU (especialização) e SCTRICU-SENSU (mestrado e doutorado). Os órgãos brasileiros como a CAPES e o CNPq não consideram” especialista” como um título, mas ”Mestre” e ”Doutor” sim.

A sequência de estudos no nosso País é a seguinte: Ensino Fundamental; Ensino Básico; Ensino Médio e Ensino Superior, que se divide em Graduação; Especialização; Mestrado; Doutorado e Pós-Doutorado que também não é título.

Uma faculdade portanto, se limita ao ensino, não faz pesquisa e, portanto, não pode ensinar Strictu Sensu.

Um CES, Centro de Ensino Superior, tem parte do caminho andado para se transformar em uma universidade, pois é reconhecidamente uma faculdade que cresceu em número e nível de cursos, ou seja, de graduação e pós-graduação. Lembrando que para ter mestrado e doutorado tem que ter, obrigatoriamente, pesquisa. Também inclui em suas atividades as de “extensão”, por exemplo: advocacia gratuita, exames de sangue e outros, enfim serviços extras nos quais os alunos podem aprender algo mais além da sala de aula.

A Universidade reúne os dois anteriores, faculdade e CES, recebendo esses nomes ou outros como departamentos. Por exemplo as Universidades públicas do Paraná tem Centros e Departamentos de ensino, pesquisa e extensão. Ensina graduação e pós-graduação latu e strictu sensu. Essa formação completa lhe concede o título de Universidade.

Uma universidade é uma instituição de ensino superior formada por várias faculdades (ou centros e departamentos) e que possuem vários graus acadêmicos. Além disso, desenvolve ensino, pesquisa e extensão aplicando os resultados nos cursos de mestrado e doutorado. Esses resultados “devem” ser publicados em outras instituições renomadas, por meio de livros, artigos em congressos, revistas cientificas, patentes e outras formas.

Percebo que muitos não entendem bem esses conceitos e comparam uma faculdade, que foca seus esforços no ensino, sem se preocupar como novos conhecimentos, com uma universidade que além de grande, distribui sua verba para três áreas de atuação (ensino, pesquisa e extensão).

Sem as atividades realizadas nas Universidades, as Faculdades não teriam novidades para ensinar. Sinto que se só houvessem faculdades, os advogados, chamados erroneamente de doutores, estariam ainda aprendendo a lei de Newton (desculpem, é apenas uma brincadeira, não me processem). Lembre-se doutores, esse é um título concedido pelo Governo para quem tem o curso de Doutorado.

A medicina por exemplo, apesar de exigir em torno de 10 anos de dedicação, não outorga o título de doutor aos seus alunos. Esse só vem após o mestrado e doutorado, mas em alguns países pode-se cursar o doutorado sem o mestrado.

Dentista então era qualquer um que se arriscasse a extrair um dente com alicate, acabando assim com a dor. Por isto eram chamados de Tiradentes. Ao longo do tempo, com a evolução do ensino, se tornaram dentistas e também foram chamados de doutores. E assim também ocorreu com os engenheiros e acho que outros.

Historicamente o costume de chamar estudados de doutores vem da época do império, quando os patrões obrigavam seus escravos a tratar os filhos que voltavam de um curso de graduação, geralmente no exterior. Até hoje alguns profissionais se auto atribuem esse título e o povo aceita e até gosta.

Sem o progresso não teríamos cursos de odontologia, mas também não teríamos cursos de engenharia, computação e tantos outros mais modernos. Todos os mais antigos atribuíam popularmente o pré nome de doutor ao formado e assim ficou.

Porém, é a pesquisa que gera novos conhecimentos para ser ensinado. O ensino em faculdade, CES ou universidade se origina do conhecimento criado pelas pesquisas desenvolvidas nas Universidades. Sem a evolução da pesquisa estaríamos estudando como extrair dentes e não como preservá-los com tratamentos modernos e preventivos.

Sem a pesquisa não teríamos a Fosfoetanolamina, descoberta por pesquisadores brasileiros, mas bloqueada no Brasil por puro interesse econômico “privado”. Saibam que este exemplo é o mais recente resultado de pesquisa em Universidade Pública, pois culturalmente as privadas não tem esse mesmo investimento.

Finalizando, afirmo que:

  • Novos conhecimentos vem da pesquisa;
  • O ensino só é feito com conhecimento;
  • A pesquisa é feita em “Universidades” basicamente por meio do mestrado e doutorado.

Privatizar não vai mudar isto, vai sim diminuir a pesquisa (que é cara) e os empresários em geral, tem interesse em ganhar dinheiro dos alunos.

Na minha opinião, privatização no Brasil significa o fim das pesquisas.

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Educação de classe mundial

Você conhece a empresa Coursera?

É uma de empreendedorismo social que tem parceria com as melhores universidades do mundo para oferecer cursos on-line para qualquer um estudar, gratuitamente.

A Coursera usa tecnologia que permite aos melhores professores ensinar para dezenas ou centenas de milhares de estudantes ao mesmo tempo. Isto permite dar a todos o acesso à educação de classe mundial, que até agora esteve disponível apenas para um grupo seleto.

Além das palestras com os professores também existem exercícios interativos e uma comunidade global de milhares de estudantes que aprendem juntos.

Eles oferecem cursos em uma ampla gama de temas, abrangendo as Humanidades, Medicina, Biologia, Ciências Sociais, Matemática, Negócios, Ciência da Computação, e muitos outros.

Tema sugerido por Fabio Zilo de Colorado, PR.

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Elas no pedal

Cada um no seu estilo, no seu tempo, no seu ritmo, mas pedalando.

Cada dia mais a bicicleta faz parte da cultura brasileira, tão contaminada pela cultura do carro, do status, do “ter” e não do “ser”.

Há muito, mas muito tempo mesmo, os ciclistas de Maringá lutam por mais educação no trânsito e pedem infraestrutura adequada para utilizar a bicicleta como meio de transporte. (Clique aqui para conhecer um histórico sobre ações do cicloativismo em Maringá).

Há mais ou menos um ano, vemos os cicloativistas, dentre os quais eu me incluo, defendendo veementemente os direitos de quem quer pedalar, seja por laser, esporte ou trabalho. Este movimento tem crescido muito e já tivemos passeios espontâneos com mais de 300 pessoas defendendo a cultura da bicicleta na Cidade Canção.

Mais recentemente, o movimento tem destacado a importância da presença feminina no grupo. Em São Paulo, isto já é evidente e por iniciativa da cicloativista Vera Alves, de Jundiaí, foi criada a página “Elas no Pedal” esta fanpage está, merecidamente, ganhando proporções respeitáveis. A causa é justa.

A Fanpage traz a seguinte descrição:

O importante é pedalar… Cada um com seu estilo… Do jeito que te faça FELIZ…
Cada um no seu pedal
Andar de bicicleta não é mais só esporte ou diversão. 
Hoje, significa também estilo de vida, que envolve uma cultura própria.
Seja qual for o seu estilo, o importante é ser feliz… 
Para ser respeitado deve se dar o respeito e impor respeito…

O pessoal de Maringá, que está cada dia mais ativo e participativo, não poderia deixar de ser, fez um pedal em homenagem ao dia mundial “Elas no Pedal” e ganhou a capa da Fanpage com um foto nossa, claro que tinha muito mais “elas” pedalando naquele dia (24/02/2013) que reuniu quase 70 pessoas para uma trilha de 30 km, mas na foto, 5 grandes representantes fizeram o movimento ir mais longe.

Conheça mais sobre o movimento em Maringá, visite a Fanpage Bicicultura e curta.

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Aluno do Colégio de Aplicação da UEM vai participar de Competição Internacional

Aluno do CAP da UEM é selecionado para o Peci 2013

Eduardo Celso Viscovini, aluno do 8º ano do Colégio de Aplicação Pedagógica da UEM, foi selecionado para o Peci 2013 (Preparação Especial para Competições Internacionais), que é um programa da OBMEP (Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas) destinado a preparar um grupo seleto de medalhistas de ouro da OBMEP para as competições internacionais. Em todo o Brasil, foram escolhidos 12 alunos para participar dos encontros presenciais, que serão realizados em Brasília no próximo ano. Viscovini foi o único estudante do Paraná a integrar o seleto grupo.

Os alunos selecionados pela OBMEP participam de encontros mensais presenciais e são orientados ao longo do mês no fórum. Os encontros ocorrem com aulas de sexta a domingo. Além disso, estão previstos quatro grandes encontros em 2013. Um encontro consiste de palestras, aulas de Álgebra, Combinatória, Geometria, Teoria dos Números e sessões de resoluções de problemas. Haverá ainda tempo para diversão com jogos, filmes, futebol e outras atividades livres. O programa é voltado a alunos de escolas públicas premiados na OBMEP e que participam do Programa de Iniciação Científica. Outros 30 alunos foram escolhidos para participar das atividades virtuais.

Fonte: em 04 de dezembro de 2012 pela UEM

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UEM conquista prêmio do Guia do Estudante

A UEM foi a vencedora na categoria Integração entre Graduação e Pós-Graduação, do Prêmio Guia do Estudante – Destaques do ano 2012, na 8ª edição dos Prêmios Santander Universidades. A cerimônia de premiação ocorreu no último dia 21, no hotel Grand Hyatt, em São Paulo.

Foram, ao todo, 49 finalistas que concorreram a prêmios divididos em quatro grandes pilares: Ciência e Inovação, Empreendedorismo, Universidade Solidária e Destaques do Ano – Guia do Estudante. No total, inscreveram-se mais de 10 mil projetos.

O projeto vencedor, encabeçado pelas professoras do Departamento de Odontologia (DOD) da UEM, Renata Corrêa Pascotto e Mitsue Fujimaki Hayacibara, é fruto de um trabalho em equipe. Buscando a integração entre os alunos da graduação e da pós-graduação, os coordenadores foram equipes de trabalho compostas por docentes, pós-graduandos e graduandos dos três últimos anos do curso. No início de cada ano letivo, todos os alunos da graduação em atividades clínicas são divididos em equipes (uma dupla de cada ano), co-tutoradas por mestrandos do Programa de Pós-Graduação em Odontologia Integrada e tutoradas por docentes.

As equipes têm reuniões quinzenais, quando discutem o planejamento integrado de casos em atendimento. Além de encontros bimestrais, com participação de todos os docentes, mestrandos e graduandos, quando cinco equipes apresentam um seminário. O objetivo geral é discutir planejamentos integrados dos casos clínicos de pacientes assistidos pela Clínica Odontológica e pelo Estágio Supervisionado.

Para a professora Renata Corrêa Pascotto, o prêmio é uma conquista de todo o grupo envolvido no trabalho desenvolvido no curso. Segundo ela, a decisão por inscrever o projeto foi em razão de sentir o potencial do trabalho, balizado por uma proposta inovadora, desenvolvida em equipe, e que atende às diretrizes curriculares nacionais para a área. Na opinião da coordenadora, a conquista projeta, em nível nacional, o nome da UEM e do curso.

O reitor Júlio Santiago Prates Filho parabenizou as professoras Renata Corrêa Pascotto e Mitsue Hayacibara e também o Departamento de Odontologia pela conquista. Para ele, “isto mostra a qualidade do nosso corpo docente e a excelência do curso de graduação e de pós-graduação em odontologia. Sem dúvida, esta premiação colocou mais uma vez em destaque a UEM entre as principais universidades do Brasil”. O reitor enfatizou, ainda, que a iniciativa patrocinada pelo Santander é uma das principais premiações para as universidades brasileiras.

Na foto (acima): o pró-reitor de Administração da UEM, Marcelo Soncini Rodrigues; o reitor da UEM, Júlio Santiago Prates Filho; o ministro da Educação, Aloizio Mercadante; a professora Renata Corrêa Pascotto; e a chefe do Departamento de Odontologia, Marina Lourdes Calvo Fracasso.

Fonte: UEM

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Alunos do curso de Engenharia de Alimentos da UEM proferem palestra em Congresso Internacional.

Entre os dias 6 e 8 de novembro três membros da EMPEA Consultoria, Empresa Júnior em Projetos de Engenharia de Alimentos da Universidade Estadual de Maringá, campus Maringá,estiveram presentes no IV Congresso da Cátedra Euro-Americana de defesa Jurídica dos Consumidores e no II Encontro internacional de pensadores em Cooperativismo com o tema, as Cooperativas e os Cooperativistas Constroem um Mundo Melhor.

 O evento foi sediado na cidade de Guaíra, interior de São Paulo e contou com a presença de grandes autoridades nacionais e internacionais da área do direito, como os professores Dr. Jorge Luis Tomilho Urbina e Dr. Enrique Gadea Soler, ambos de Santander na Espanha. Durante o evento foram discutidas as diretrizes atuais do Direito Cooperativo e Direito e defesa do consumidor através de palestras e painéis de discussões que levantaram os mecanismos atuais de defesa do consumidor e as fragilidades da legislação vigente.

Alinhado ao tema do evento no quesito mecanismos de proteção e defesa do consumidor, nossos membros, Priscila de Souza Gomes, Bruno Eduardo Campos e Guilherme Chaves S. Branco, apresentaram o case do Projeto PROCON, uma consultoria social realizada anualmente por nossa empresa em parceria com o PROCON/Maringá, cujo objetivo é fazer simulações de auditoria nos supermercados da cidade instruindo e supervisionando as práticas de manipulação, transporte, armazenagem e comercialização de alimentos, oferecendo aos supermercados participantes suporte técnico para a melhoria dos serviços, sempre visando maior qualidade para o consumidor final. Além disso, foi apresentado um pouco do Movimento Empresa Júnior, sobre a FEJEPAR (Federação das Empresas Juniores do Paraná) e como as empresas juniores vem impactando no cenário nacional.

O convite para a participação do evento foi feito pelo Professor Dr. José Eduardo de Miranda, Presidente da Associação Internacional do Direito Cooperativo no Brasil (AIDC/BR) e pelo intermédio da nossa Professora Dra. Raquel Gutierres Gomes, orientadora do projeto e apoiadora dos trabalhos realizados pela EMPEA Consultoria.

Foi uma oportunidade ímpar de apresentar os impactos que uma Empresa Júnior pode causar na sociedade através da formação de jovens diferenciados, representando o estado do Paraná e a Universidade Estadual de Maringá.

“Para os nossos membros foi motivo de muita honra e orgulho levar o nosso trabalho para além das fronteiras do Paraná e do Brasil. Agora é só aguardar os possíveis frutos que virão para todos nós.” Declara Priscila de Souza Gomes, Vice-Presidente e Diretora de Marketing da EMPEA. Priscila também é Conselheira Deliberativa da FEJEPAR, a Federação das Empresas Juniores do Estado do Paraná.

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AIESEC desenvolve “Projeto One”

A AIESEC é uma organização internacional que está instalada dentro da UEM e tem o objetivo de estimular os jovens a explorar e desenvolver seu potencial para criar um impacto positivo na sociedade. É formada somente por jovens universitários e recém-graduados, e traz uma nova iniciativa de mudança para a cidade. Atualmente o presidente é André Schiavin.

Segundo o diretor Vitor Wlater, da engenharia civil, a sigla tem origem do francês e significa “Associação Internacional de Estudantes de Ciências Sociais e Econômicas”, mas atualmente não é mais válida, pois a AIESEC não se restringe a curso que deu origem ao nome.

Visando atingir o desenvolvimento das ONGs da região, foi criado o Projeto One, uma ação que tem a finalidade de financiar a vinda de intercambistas para trabalhar voluntariamente nessas organizações. Através da plataforma online Benfeitoria, o valor a ser atingido para a realização do projeto é de R$ 7 mil. O donativo pode surgir de fontes nacionais ou internacionais.

Os organizadores explicam que, no sistema da Benfeitoria, a contribuição só é efetiva se o valor for alcançado, caso não seja possível chegar à meta, o dinheiro é devolvido aos contribuintes. “Ainda, ao acréscimo do valor, recompensas são destinadas aos mesmos. São elas materiais como: adesivos, camisetas, chaveiros, aulas de conversação com os estrangeiros, entre outros. Ainda, para empresas, são emitidos certificados de responsabilidade social”. “A plataforma brasileira Benfeitorias se define pela busca do engajamento coletivo em projetos transformadores. A única do mundo que une crowdfunding (financiamento coletivo) com outras modalidades de crowdsourcing (colaboração em massa) sem cobrar comissão. As formas de pagamento disponíveis são: cartão de crédito (VISA, Mastercard, Diners, American Express, Hipercard), podendo ser parcelado. Pelo cartão de débito: Visa Electron (apenas para Bradesco). Também por débito em conta dos bancos: Banco do Brasil, Itaú, Bradesco, Real-Santander, Banrisul. E ainda, por boleto bancário”.

Outras informações nos sites:
www.benfeitoria.com/projetoonewww.facebook.com/ProjetoOne e www.projetoone.com
ou diretamente com os entrevistados.

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