Dedicatória

Quem foi que disse que eu escrevo para as elites?
Quem foi que disse que eu escrevo para os bas-fond?
Eu escrevo para a Maria de Todo o Dia.
Eu escrevo para o João Cara de Pão.
Para você que está com este jornal na mão.
E de súbito descobre que a única novidade é a poesia,
O resto não passa de crônica policial – social – política.
E os jornais sempre proclamam que “a situação é crítica”!
Mas eu escrevo é para o João e a Maria,
Que quase sempre sempre estão em situação crítica!
E por isso as minhas palavras são quotidianas como o pão nosso de casa dia
E a minha poesia é natural e simples como a água bebida na concha da mão.

Mario Quintana, em a Cor do Invísivel

Um comentário sobre “Dedicatória

  1. rosi diniz 30 de dezembro de 2012 18:22

    A vida podia ser simples assim.

Deixe um Comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado.