Arte

 

Alê Jordão apresenta trabalhos em apoio à luta contra o câncer de mama

Reconhecido pela arte de mesclar luzes e esculturas, o artista plástico Alê Jordão apresenta Neon Graffiti, projeto inédito em que se volta para o espaço público, retomando não somente seu ativismo pela inovação dentro da cena de arte urbana, mas escolhendo o Outubro Rosa como cenário para essa estreia. O mês é marcado por uma série de campanhas que visam despertar reflexões e conscientizar a população sobre a prevenção do câncer de mama.

O artista espalhará por diversos pontos da cidade sua tag Nunca Desista /Never Give up, espécie de assinatura com a qual grafiteiros se identificam. Desta vez, seus letreiros ganharão uma particularidade: serão todos em neon cor-de-rosa. Um dos primeiros locais a receber a intervenção será a APRAÇA, na Vila Madalena, local que desde 2016 abriga uma exposição permanente de Jordão em parceria com a Galeria Choque Cultural. No dia 14 de outubro, o espaço ganhará mobiliário urbano pink e a tag em neon em uma ação que convidará o público para uma festa a céu aberto.

Ao longo do mês, Alê Jordão promoverá ainda passeios-performances com uma de suas criações: uma carroça em neon pink fluorescente. A iniciativa visa, mais uma vez, chamar atenção para a causa. Na última semana de outubro, o artista promove em seu ateliê, no Itaim Bibi, uma oficina de neon voltada às mulheres e familiares engajados na luta contra o câncer de mama.

São Paulo e o neon – Característico de cidades efervescentes como Las Vegas, Nova York e Tóquio, o neon teve, também em São Paulo, uma ligação bastante forte com a cidade. Até o início dos anos 2000, regiões como a da Liberdade e do Baixo Augusta eram tomadas por comunicações visuais de neon. As lâmpadas coloridas a gás cumpriam não apenas um papel informativo, mas também decorativo, atribuindo a esses espaços um tom quase lúdico.

Essa história modificou-se radicalmente a partir da implementação da Lei Cidade Limpa, que aboliu a publicidade visual no espaço público em 2007. A Lei não teve piedade com a identidade cultural desses bairros e até os mais clássicos letreiros começaram a desaparecer.

Jordão saiu recolhendo algumas das peças, lançando luz, literalmente, sobre esses letreiros. Começou aí a sua relação com o neon. “Uma cidade sem a festa visual do neon não é uma cidade viva”, destaca o artista.

Artista – Alê Jordão estudou artes plásticas na Faap, em São Paulo, na segunda metade dos anos 1990, com Carmela Gross, Regina Silveira e Nelson Leirner – principal referência para o artista – e começou sua carreira profissional em 2001. Seu trabalho explora o campo entre arte e design, entre o objeto escultórico e o funcional. Realizou exposições individuais e coletivas em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Paris, Milão, Roma, Londres, Munique, Estocolmo, Bruxelas e Miami.

Serviço:
APRAÇA ROSA
Endereço: Praça José Afonso de Almeida | Rua Simpatia, 2, Vila Madalena
Dia: 14 de outubro (sábado)
Horário: 15h
Entrada: Gratuita

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Cultura urbana, na praça: A arte que vem dos movimentos populares


A cultura urbana ganhou novo espaço em Maringá, com Adriano Bacurau, na Juventude, e o apoio nas demais secretarias, como Mulher, Igualdade e Idoso, Cultura, Educação e Esportes. Na foto, lado do Adriano, a professora Rosângela Panucci, diretora da Semulher, e Salete (fico devendo um nome…).
A 1ª Mostra de Arte de Rua, realizada hoje, teve música, dança e fotografia.
Cultura é fundamental para os jovens, de todas as idades. A cultura urbana, que nasce na cidade, nas mais diversas comunidades, sempre tem muita realidade, emoção e sentimento, de quem vive a cidade nas suas veias mais populares, cheias de sonhos, lutas e teimosia, garra, vontade e resiliência.
Gosto dessa abertura a coisas novas, a expressões legítimas que as vezes incomodam. Mas são elas que nos colocam de cara com o que a maioria da população sente e vivencia. Temos que aprender, muito, com a cultura urbana.

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Mostra de Arte de Rua, domingo, em Maringá

De Adriano Bacurau, que coordena o setor da Juventude na administração municipal, recebo a informação sobre evento nesse domingo.
A Mostra de Arte de Rua começa às 14 horas, na Praça Pedro Alvares Cabral, a famosa Praça da Patinação (ou banks para a galera da cultura urbana).
Muito importante o apoio que a cultura urbana vem recebendo da Juventude, da Semulher, da área da cultura e também do esporte.
As manifestações populares dos jovens são ricas em cultura e novas linguagens e merecem ser conhecidas e apoiadas.

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Ferreira Gullar, 1930-2016

fraseFerreira Gullar foi um protagonista. Criativo e inovador pagou o preço. Idealista, suas ideias políticas também custaram muito. Mas nunca parou. Continuou ousando e por isso a sua obra nem sempre foi compreendida ou aceita.
A frrase “a arte existe porque a vida não basta” revela mais do que um sentimento, uma atitude que manteve a vida toda.
Inquieto e sem medo do novo, do inédito, do único, do espanto, assim viveu e foi Ferreira Gullar.
Sua obra permanecerá e, quem sabe, será melhor entendida e valorizada daqui há alguns anos. Acho que ele foi uma daquelas pessoas que nasceram antes da hora e viveram a frente do seu tempo.

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Argila como arte e inclusão social

argila
Em Sarandi a Secretaria de Assistência Social tem obtido resultados positivos com as aulas de Escultura em Argila, desde o inicio do ano.
O trabalho é realizado por Valmir Batista da Silva, bacharel em Psicologia. Ele é o coordenador do Ateliê de Modelagem e Escultura em Argila na UEM e participou de diversas mostras no Paraná.
Cerca de 200 alunos participam das aulas no Centro de Referência de Assistência Social-CRAS, no Centro Integrado de Ações Pedagógicas Sociais-CIAPS e no Programa de Acolhimento Institucional Municipal- PAIM.
Valmir éxplica que a prioridade é privilegiar a relação lúdica, o desenvolvimento humano os preceitos da arte-terapia, que surgiu para promover a estruturação psíquica pela arte. A modelagem em argila auxilia a pessoa a se reorganizar internamente, a reestruturar-se psiquicamente, a adquirir autoconfiança e auto-estima, a detectar e descobrir potencialidades, além de estimular a formação de novas sinapses e de trabalhar os movimentos mais finos.
Nesse ano ele pode observar benefícios para adultos e crianças. Um dos segredos não ensinar apenas a arte, mas as técnicas, oferecendo liberdade aos alunos para criar de expressar os sentimentos.

Assessoria de Comunicação de Sarandi
Sueli Coelho Pacheco – (44) 3126-8900
Contatos com Valmir Batista da Silva: (44) 9942-5142

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Grupo Elenco, sexta e sábado, em Marialva

Nessa sexta (7) e sábado (8), ás 20h30, espetáculo de dança no Teatro de Marialva

Nessa sexta (7) e sábado (8), ás 20h30, espetáculo de dança no Teatro de Marialva

As apresentações do Grupo Elenco de Teatro, com o Musical Wonderland, foram um grande sucesso no final do ano passado.
Em razão disso foram realizadas apresentações extras.
Agora a montagem terá o seu encerramento com mais duas apresentações a pedido, nessa sexta-feira, dia 7, e sábado, dia 8 de março, às 20h30, no Teatro Sonia Silvestre, em Marialva.
O trabalho de Cultura do Município, coordenado por Antonia Celeste Tuca, é exemplar e referência no Paraná e em todo o país para municípios do interior.
Quem ganha é a população e, de forma muito especial, crianças, adolescentes, jovens e pessoas de todas as idades que têm a oportunidade de participar de projetos culturais criados e geridos com carinho e muita seriedade.

Imperdível!
Já reservei meu convite!

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A arma da arte

A arte contundente de Pawel Kuczynky

A arte contundente de Pawel Kuczynky

De José Diniz recebi o link para a Folha Social, onde está publicado texto e ilustrações sobre Pawel Kuczynky.

“A Arte tem como uma de suas principais funções, que às vezes parece ter se perdido pelo caminho, denunciar, criticar, fazer pensar.
Dentro deste contexto alguns artistas nacionais e internacionais são bem conhecidos como, por exemplo, “Os Gêmeos” ou “Banksy”, mas talvez você não conheça Pawel Kuczynski.
Pawel Kuczynski é um cartunista/ilustrador polonês nascido em 1976. Graduado pela Academia de Belas Artes de Poznam e especializado em Artes Gráficas trabalha com Ilustrações satíricas desde 2004 e já foi agraciado com mais de 100 diferentes prêmios.”

Seu trabalho é realmente profundo, crítico, ácido. Impossível ver seus desenhos sem refletir sobre o mundo, os seres humanos e tantas contradições.
Sobram críticas até para a internet e as redes sociais.
Vale a pena dar uma olhada AQUI.

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Porque hoje é sábado

*Porque hoje é sábado faz 100 anos que nasceu no Rio de Janeiro um gênio das letras e da vida.
Vinicius de Moraes viveu muito e escreveu um pouco… bebeu um pouquinho mais, talvez, nos sábados (e quem sabe em outros dias também…).
Viveu cada dia com uma atualidade impressionante. Sabia inovar e se readaptar às coisas que aconteciam como poucos.
Celebrar o centenário de Vinicius, que conheci anda criança, adolescente talvez, me assusta. Não pode ter passado tanto tempo!
Também me alegra. Há coisas que não são atingidas pelo tempo. Como a arte, os sentimentos, os gênios, os sábados…
Os sábados! Fazem parte da minha vida de forma sagrada, profunda, eterna. Mesmo que vocês não entendam e que não seja possível explicar, aproveitem, exultem, sintam, vivam, muito, porque hoje é sábado.

Dia Da Criação
Vinicius de Moraes

I

Hoje é sábado, amanhã é domingo
A vida vem em ondas, como o mar
Os bondes andam em cima dos trilhos
E Nosso Senhor Jesus Cristo morreu na Cruz para nos salvar.

Hoje é sábado, amanhã é domingo
Não há nada como o tempo para passar
Foi muita bondade de Nosso Senhor Jesus Cristo
Mas por via das dúvidas livrai-nos meu Deus de todo mal.

Hoje é sábado, amanhã é domingo
Amanhã não gosta de ver ninguém bem
Hoje é que é o dia do presente
O dia é sábado.

Impossível fugir a essa dura realidade
Neste momento todos os bares estão repletos de homens vazios
Todos os namorados estão de mãos entrelaçadas
Todos os maridos estão funcionando regularmente
Todas as mulheres estão atentas
Porque hoje é sábado.

II

Neste momento há um casamento
Porque hoje é sábado.
Há um divórcio e um violamento
Porque hoje é sábado.
Há um homem rico que se mata
Porque hoje é sábado.
Há um incesto e uma regata
Porque hoje é sábado.
Há um espetáculo de gala
Porque hoje é sábado.
Há uma mulher que apanha e cala
Porque hoje é sábado.
Há um renovar-se de esperanças
Porque hoje é sábado.
Há uma profunda discordância
Porque hoje é sábado.
Há um sedutor que tomba morto
Porque hoje é sábado.
Há um grande espírito de porco
Porque hoje é sábado.
Há uma mulher que vira homem
Porque hoje é sábado.
Há criancinhas que não comem
Porque hoje é sábado.
Há um piquenique de políticos
Porque hoje é sábado.
Há um grande acréscimo de sífilis
Porque hoje é sábado.
Há um ariano e uma mulata
Porque hoje é sábado.
Há um tensão inusitada
Porque hoje é sábado.
Há adolescências seminuas
Porque hoje é sábado.
Há um vampiro pelas ruas
Porque hoje é sábado.
Há um grande aumento no consumo
Porque hoje é sábado.
Há um noivo louco de ciúmes
Porque hoje é sábado.
Há um garden-party na cadeia
Porque hoje é sábado.
Há uma impassível lua cheia
Porque hoje é sábado.
Há damas de todas as classes
Porque hoje é sábado.
Umas difíceis, outras fáceis
Porque hoje é sábado.
Há um beber e um dar sem conta
Porque hoje é sábado.
Há uma infeliz que vai de tonta
Porque hoje é sábado.
Há um padre passeando à paisana
Porque hoje é sábado.
Há um frenesi de dar banana
Porque hoje é sábado.
Há a sensação angustiante
Porque hoje é sábado.
De uma mulher dentro de um homem
Porque hoje é sábado.
Há a comemoração fantástica
Porque hoje é sábado.
Da primeira cirurgia plástica
Porque hoje é sábado.
E dando os trâmites por findos
Porque hoje é sábado.
Há a perspectiva do domingo
Porque hoje é sábado.

III

Por todas essas razões deverias ter sido riscado do Livro das Origens, ó Sexto Dia da Criação.
De fato, depois da Ouverture do Fiat e da divisão de luzes e trevas
E depois, da separação das águas, e depois, da fecundação da terra
E depois, da gênese dos peixes e das aves e dos animais da terra
Melhor fora que o Senhor das Esferas tivesse descansado.
Na verdade, o homem não era necessário
Nem tu, mulher, ser vegetal dona do abismo, que queres como as plantas, imovelmente e nunca saciada
Tu que carregas no meio de ti o vórtice supremo da paixão.
Mal procedeu o Senhor em não descansar durante os dois últimos dias
Trinta séculos lutou a humanidade pela semana inglesa
Descansasse o Senhor e simplesmente não existiríamos
Seríamos talvez pólos infinitamente pequenos de partículas cósmicas em queda invisível na terra.
Não viveríamos da degola dos animais e da asfixia dos peixes
Não seríamos paridos em dor nem suaríamos o pão nosso de cada dia
Não sofreríamos males de amor nem desejaríamos a mulher do próximo
Não teríamos escola, serviço militar, casamento civil, imposto sobre a renda e missa de sétimo dia,
Seria a indizível beleza e harmonia do plano verde das terras e das águas em núpcias
A paz e o poder maior das plantas e dos astros em colóquio
A pureza maior do instinto dos peixes, das aves e dos animais em cópula.
Ao revés, precisamos ser lógicos, freqüentemente dogmáticos
Precisamos encarar o problema das colocações morais e estéticas
Ser sociais, cultivar hábitos, rir sem vontade e até praticar amor sem vontade
Tudo isso porque o Senhor cismou em não descansar no Sexto Dia e sim no Sétimo
E para não ficar com as vastas mãos abanando
Resolveu fazer o homem à sua imagem e semelhança
Possivelmente, isto é, muito provavelmente
Porque era sábado.

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