Brasil



Temas nacionais

A vice-governadora Cida Borghetti com o presidente Temer: Articulação com a bancada

O presidente Michel Temer chamou todos os governadores para uma reunião seguida de almoço nesta quarta-feira (22) no Palácio do Planalto. O presidente convocou a equipe econômica e de articulação política para apresentar um panorama da situação nacional e os projetos que deverão chegar ao Congresso, com vistas anos próximos anos e a retomada do desenvolvimento.
O presidente conta com o auxílio dos governadores junto às suas bancadas. O Estado do Paraná será representado pela vice-governadora Cida Borghetti que é a responsável pela articulação estadual na capital federal.

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Tecpar tem experiência de décadas na produção de biológicos

O Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), uma instituição de ciência e tecnologia referência na área da saúde, atua desde a sua fundação na produção de medicamentos biológicos, vacinas e kits de diagnóstico para uso animal e humano. A produção do Tecpar, desde o início, atende a demandas governamentais nas esferas municipal, estadual e federal.
O instituto foi criado pelo Governo do Estado do Paraná em 1940, com o intuito de apoiar o desenvolvimento tecnológico do Estado e para atender a demandas de saúde humana e animal. Desde então, atuou em projetos específicos, para o controle de determinadas doenças, e hoje atua em projetos de longo prazo, dentro da política do Complexo Econômico Industrial da Saúde, do Ministério da Saúde.
Um dos principais imunobiológicos produzidos pelo Tecpar é a vacina antirrábica animal, cujo fornecimento ao Ministério da Saúde se dá há mais de 40 anos – nas décadas de 1980 e 1990 o instituto chegou a fornecer 60% da vacina antirrábica de uso humana usada em campanhas de imunizações, mas hoje se dedica à vacina veterinária.
Desde o início do fornecimento, o Tecpar atualiza frequentemente seu processo produtivo. Atualmente, o Tecpar utiliza, para a vacina antirrábica, o método de perfusão, que amplia a capacidade de produção da vacina. A combinação desse método com outras tecnologias deu origem ao processo cujo pedido de patente foi depositado no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) – “Processo compacto de produção de vacina antirrábica veterinária utilizando células BHK-21, vírus PV e método de perfusão”.
Brucelose e tuberculose bovina
Ainda na área animal, o Tecpar produz desde 1981 reativos para diagnóstico de brucelose e tuberculose bovina, atendendo a demanda do Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose Bovina (Pncebt). Tanto a brucelose quanto a tuberculose são zoonoses, o que significa que elas podem ser transmitidas pelos animais ao ser humano. Além de impactar na saúde pública, as doenças causam prejuízos econômicos à agropecuária brasileira, principalmente em relação à produção de carne e leite.
O laboratório produz cinco kits diferentes para diagnóstico de tuberculose, compostos por Tuberculina PPD bovina e Tuberculina PPD aviária, além de kits para diagnóstico de brucelose, de antígeno acidificado tamponado, para prova lenta em tubo e para prova do anel do leite (ring test).
Ainda na área agropecuária, o Tecpar possui destaque no controle da peste suína no Paraná, na década de 1950, quando produzia a vacina para controle da doença com a “Vacina contra Peste Suína Clássica em Cristal Violeta”.
Na década de 1960, o então Instituto de Biologia e Pesquisas Tecnológicas (IBPT) tinha uma gama ampla de produtos veterinários. Entre os medicamentos químicos estavam Aflogistina, Arecina, Arrenal, Atropina, Cacodilato de sódio, Cafeína, Sulfaguanidina, Gliconato de cálcio a 20%, Stricnina, Linimento salicilado, Novocaina, Óleo de fígado de bacalhau A, Óleo de fígado de bacalhau B, Óleo canforado, Pomada de sulfanilamida, Sudoril, Sulfanilamida a 5%, Uroina 40% e Ferro leitões.
Entre os biológicos estavam vacina contra batedeira, bouba aviária, carbúnculo hemático, garrotilho e outras infecções piogênicas.

Vampiricida – Outro produto usado para o combate da raiva animal, produzido na década de 1980, foi o vampiricida “Tec vampicid pasta 1%”. A raiva nos bovinos é geralmente transmitida pela mordedura de morcegos hematófagos, que atuam como portadores, reservatórios e transmissores do vírus da raiva. No Brasil, a espécie mais importante é a Desmodus rotundus. Para controlar a raiva entre os bovinos, o Tecpar produziu o vampiricida para controle na população de morcegos no Paraná.
Anestésico odontológico
Também na década de 1980, o Tecpar produziu, sob demanda do Ministério da Saúde, os anestésicos odontológicos lidocaína 2% e prilocaína 3%, ambas distribuídas para a rede pública de saúde.

Vacina Tríplice – Na década de 1990, o Tecpar produziu, também a pedido do Ministério da Saúde, a Vacina Tríplice Bacteriana. Por decisão da pasta, todo o projeto foi elaborado e implantado no Tecpar para o fornecimento à rede pública de saúda da Vacina DTP, para Difteria, Tétano e Coqueluche.
Referência na saúde
Foi a expertise do Tecpar com esses e outros produtos que levou o instituto a ser o escolhido como laboratório fornecedor de medicamentos biológicos dentro da política do Complexo Econômico Industrial da Saúde.
No programa, o Tecpar já tem projetos para fornecer seis medicamentos biológicos estratégicos para o Sistema Único de Saúde (SUS), até então importados: Trastuzumabe, Infliximabe, Rituximabe, Adalimumabe, Bevacizumabe e Etarnecepte. Os medicamentos são usados no tratamento de diversos tipos de câncer e para artrite reumatoide, constituindo a plataforma tecnológica de produtos monoclonais do Tecpar.
Atualmente, o Tecpar aguarda os resultados no Ministério da Saúde de sete novas propostas de PDP com o objetivo de fornecer novos produtos para o SUS, em resposta à Portaria 704/17. Dos sete projetos, quatro são de biológicos e três de medicamentos sintéticos. A resposta deve ser dada pelo Ministério da Saúde em dezembro deste ano.

ICT 4.0 – Em consonância com a nova etapa da indústria, em setembro deste ano o Tecpar passou a adotar o slogan “Tecpar ICT 4.0”. Desde então, o instituto se posiciona no mercado com o conceito de ICT 4.0, na qual as instituições científicas e tecnológicas, como são definidos institutos como o Tecpar, entram em sua Quarta Revolução.
Uma ICT 4.0 é uma instituição que aproveita a eliminação dos limites entre os mundos digital e físico para alterar a sua cadeia de valor. Como instituição científica e tecnológica, o Tecpar passa a convergir entre os mundos digital e físico para criar produtos e serviços inteligentes.
Além da área da saúde, na qual o Tecpar já é referência, o instituto oferece ainda serviços e soluções tecnológicas ao mercado, nas áreas de Saúde, Meio Ambiente, Energia, Tecnologia de Materiais, Agronegócio, Certificação e inspeção, Assessoria em Negócios e Medições e Validação.
Na área de Empreendedorismo Tecnológico e Inovador, o Tecpar conta com duas unidades da Incubadora Tecnológica de Curitiba (Intec), com a qual dá apoio a empresas nascentes inovadoras em Curitiba e em Jacarezinho, no Norte Pioneiro. Na área de Educação, com a plataforma de Educação a Distância, o Tecpar oferta cursos de capacitação profissional e tecnológica ao mercado privado e aos servidores públicos paranaenses, com o Capacita Paraná EaD. O Tecpar Educação conta com uma plataforma presencial e a distância e funciona ainda como a Universidade Corporativa da empresa.

Campi – O Tecpar está localizado em sete campi por todo o Paraná, em cidades nas quais atua por décadas. Na Cidade Industrial de Curitiba está a sede da empresa e o Parque Tecnológico da Saúde, onde estão localizados os laboratórios voltados a soluções tecnológicas, uma das unidades da Incubadora Tecnológica do Tecpar (Intec) e as áreas de educação e certificação do instituto. Ainda na capital, o Tecpar está presente no campus Juvevê, onde ficam os laboratórios de produção de kits diagnósticos e do controle de qualidade. Na Grande Curitiba, o instituto tem um campus em Araucária, que também integra o Parque Tecnológico da Saúde.
O Tecpar tem dois parques, o Parque Tecnológico da Saúde, no campus CIC e em Araucária, e o Parque Tecnológico do Norte Pioneiro, em Jacarezinho. Ainda no interior, o Tecpar está presente em Ponta Grossa, com o Laboratório de Produção de Medicamentos da Universidade Estadual de Ponta Grossa (Lapmed), onde será realizada a produção de medicamentos sintéticos. Já em Maringá, onde o Tecpar está instalado há mais de 30 anos, o instituto tem dois campi: o Laboratório de Análises Físico-Químicas e o Parque Biotecnológico da Saúde, onde será produzidos os novos medicamentos biológicos, do Complexo Econômico Industrial da Saúde.
Conheça o Tecpar pelo site portal.tecpar.br.

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Sisfron chega em 2018 no Paraná

Beto Richa e o general Edson Leal Pujol

O Comando do Exército adiantou ao governador Beto Richa que a implantação do Sisfron na fronteira entre o Paraná, Paraguai e a Argentina começa em 2018. Para tal fim, Orçamento da União vai prever de R$ 800 milhões para esta segunda fase. Serão R$ 500 milhões através de emenda da bancada federal paranaense e mais R$ 300 milhões da Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados. A primeira etapa o Exército vai concluir em 2018 na região de Dourados (MS) nas fronteiras da Bolívia e do Paragua.

Ainda em 2016, o comandante militar do Sul, general Edson Leal Pujol, adiantou ao governador Richa que o Paraná passou o Amazonas na escala de prioridade, depois do Mato Grosso do Sul. Richa, por reiteradas vezes, pediu urgência na instalação do Sisfron, apontando que 70% dos municípios brasileiros se situam na região fronteiriça do Codesul com localização estratégica para a segurança nacional.

O Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras é um dos projetos estratégicos do Exército de sensoriamento, apoio à decisão e de emprego operacional, que fortalece a presença e a capacidade de ação de segurança na faixa de fronteira. O sistema prevê um conjunto de recursos tecnológicos capazes de prover com informações as unidades militares.

Dentre os instrumentos usados estão radares fixos e móveis, sensores óticos, câmeras de longo alcance, comunicações táticas e estratégicas, binóculos termais. Um dos radares portáteis é o Sentir-M20 de curto alcance, desenvolvido pela indústria brasileira e é capaz de executar operações de vigilância, aquisição, classificação, localização, rastreamento e exibição gráfica automática de alvos em terra, como indivíduos em solo, tropas, blindados, caminhões, trens e helicópteros.

No Paraná, 19 municípios fazem fronteira direta com o Paraguai e a Argentina, numa extensão de 1,4 mil quilômetros, e outros 120 municípios estão localizados na área de influência da fronteira.

A unidade do Exército que abrigará o centro de controle está sediado em Cascavel e controlará os postos militares paranaenses de Guaíra, Foz do Iguaçu, Francisco Beltrão e o de São Miguel do Oeste, em Santa Catarina.

A empresa Savis, do grupo Embraer Defesa e Segurança, é a responsável pela implantação do Sisfron e já desenvolve um programa de fornecedores nacionais e o Paraná estará agraciado com este modelo de negócios, ao privilegiar as empresas nacionais.

O Estado já desenvolve programas específicos de segurança pública que serão integrados ao sistema de monitoramento do Exército. É o caso do Batalhão de Fronteira da Polícia Militar sediado em Marechal Cândido Rondon, no Oeste do Estado.

(foto: Orlando Kissner/ANPr)

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Prefeitos de todo o país se encontram em Brasília, por recursos

Presidente da AMP, Marcel Micheletto, prefeito de Assis Chateubriand

Prefeitos de todas as regiões do Brasil estarão nesta terça e quarta-feira (dias 21 e 22), em Brasília, para pedir ao Governo Federal a liberação de R$ 4 bilhões extras para reforçar o caixa dos municípios, neste final de ano. A parte referente aos 399 municípios do Paraná é de R$ 270,3 milhões. Coordenado pela CNM (Confederação Nacional dos Municípios), o movimento é parte da campanha “Não deixem os Municípios afundarem”.

A mobilização recebe o apoio da AMP (Associação dos Municípios do Paraná) e prevê a realização de várias atividades para sensibilizar o Governo Federal e o Congresso Nacional quanto à importância da liberação dos recursos. “As prefeituras estão enfrentando uma das maiores crises da sua história. A verba extra que estamos pedindo será fundamental para ajudar os municípios a honrarem seus compromissos financeiros, neste final de ano”, explica o presidente da AMP, 2º vice-presidente da CNM (Confederação Nacional dos Municípios) e prefeito de Assis Chateubriand, Marcel Micheletto.

O movimento começa na manhã desta terça (dia 21), com uma sessão solene na Câmara dos Deputados, seguida de reunião entre os municipalistas e as lideranças estaduais. O objetivo do encontro é apresentar aos parlamentares as reivindicações do movimento. Um dos projetos prioritários para as prefeituras é a votação, pelo Congresso Nacional, do veto do presidente Temer ao projeto que garante o Encontro de Contas entre o Governo Federal e as prefeituras na área previdenciária. As lideranças municipalistas defendem a derrubada do veto.

A votação da matéria foi adiada para o mesmo dia da mobilização dos municípios – 22 de novembro. Além disso, a AMP e a CNM pedem – entre outras reivindicações – a atualização dos programas federais e a prorrogação do prazo para a destinação adequada dos Resíduos Sólidos.

Aumento do FPM – A mobilização prossegue na quarta-feira (dia 22), quando haverá reunião no Auditório Petrônio Portela, localizado no Senado Federal. O presidente da Casa, Eunício Oliveira (PMDB-CE), falará sobre o tema.

Os prefeitos esperam ainda a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 29/2017. A matéria prevê o aumento de 1% do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), principal fonte de receita de 70% das 55 mil cidades brasileiras.

Ao meio dia, os participantes da mobilização deixam o Senado e percorrem a Esplanada dos Ministérios rumo ao gramado do Congresso Nacional. O ato será o ponto alto da mobilização. Finalizado o percurso, o movimento municipalista se reunirá na sede da CNM para traçar um balanço das atividades realizadas e próximos passos.

Assessoria de Comunicação da AMP , com CNM.
Aurélio Munhoz. Reg.Mtb: 2.635/PR
Telefones: 41-3223-5733 e 41-99544-0404

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Fica no PMDB

Na semana passada escrevi que o deputado federal João Arruda poderia deixar o PMDB para ingressar no PDT. Uma outra informação, de excelente fonte, desmente a especulação, garantindo que o parlamentar vai permanecer no PMDB.

João Arruda tem bom trânsito em Brasília e atende a alguns municípios da região.

Nas redes sociais tem um trabalho inovador. Hoje, dia 20, segunda-feira, por exemplo, às 11h30, realiza um “vivo” na sua página no Facebook, com debate sobre Uber x Táxi. Fiquei curioso, vou dar uma espiada.

 

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De mal a pior

Mary Zaidan

A um ano das eleições gerais, os protagonistas conhecidos na disputa para o Planalto impressionam. Não por ideias, plataformas ou coisa que o valha. Mas pela falta delas. Pela repetição de vícios e modos.

À criatividade zero somam-se a desconexão com o eleitor e mais do mesmo: as mentiras de Lula nos palanques antecipados, portanto ilegais, as brigas fraticidas entre os tucanos e os repetidos atores na terceira via: Marina Silva, Ciro Gomes, Cristovam Buarque.
As novidades ficam por conta de uma aventura embalada por Luciano Huck e do ultradireitista Jair Bolsonaro, que alimenta o sonho de ser o Donald Trump tupiniquim.

Bolsonaro tem surfado no neomilitarismo, que tem lá os seus adeptos, mas que dificilmente arregimentará maioria. E, ainda que com jovens bons de barulho nas redes sociais venha conseguindo angariar apoios, atrai ódio em proporção similar.

Na outra ponta, o ex Lula lidera absoluto. Mas não tem qualquer chance de chegar lá com as tais caravanas que, nas melhores plagas petistas, Nordeste e Minas, reuniram menos gente do que o ex imaginava, e que o PT, a CUT e os demais movimentos ditos populares prometeram.

Escaldado por duas derrotas consecutivas para Fernando Henrique Cardoso no primeiro turno de 1994 e 1998, Lula sabe que tem de ir além do campo à esquerda, que, assim como o da direita de Bolsonaro, tem limite definido. Daí o perdão aos “golpistas”, diga-se, ao PMDB.
Lula foi quem desenhou e firmou a parceria com Michel Temer, ungido vice da pupila Dilma Rousseff. Foi ele quem alinhavou o apoio do PMDB que hoje ocupa com primazia as páginas do noticiário político-policial sem que o PT receba créditos pelo patrocínio da roubalheira geral e, em particular, de Sérgio Cabral e cia.

Pouco importa. Pragmático, Lula quer renovar a aliança com o PMDB.

Por dever de ofício, vai repudiar publicamente Temer, mas já abriu as portas para Renan Calheiros e os seus, para aliados de Eduardo Cunha. Do contrário, teme colaborar para que os votos do centro – a maior faixa da população — caiam no colo de novidades à la Huck ou dos tucanos, ainda que estes estejam tropeçando no peso de seus bicos.

O PSDB é um caso à parte. Tem especial talento para conspirar contra si, em especial quando as chances de poder se mostram promissoras. Seria a alternativa natural entre candidaturas extremas, mas não consegue lidar nem com as divergências internas, quem dirá com os conflitos cotidianos que um governo exige. Antes das urnas, tem dois dilacerantes confrontos intramuros agendados: a guerra pela presidência da sigla e uma ainda não definida prévia para escolha do candidato ao Planalto.

Enquanto os tucanos se imolam em vez de amolar seus bicos para a disputa de outubro, Bolsonaro mordisca parte do eleitorado do PSDB utilizando o Movimento Brasil Livre e outros do tipo. E Lula tenta alargar sua rede de apoios para além dos fiéis.

Mas está só.

Perdeu para a prisão seus dois mais preciosos auxiliares – José Dirceu, o “capitão do time”, e Antonio Palocci, o homem que dialogou com a classe média e a atraiu para o então chefe. E o rumo, com a morte do ex-ministro e salvador de todas as trapalhadas, Márcio Thomaz Bastos, há exatos três anos. Abandonou muitos companheiros desde o mensalão e hoje inspira mais desconfiança do que crédito.

Em seu favor, o candidato Lula tem o fato de as investigações concentradas no PMDB darem alívio à folha corrida do PT e dele próprio.
Com o PMDB nas páginas nobres da ladroagem, perdeu fôlego a difusão de notícias sobre os desvios petistas. Poucos lembram, por exemplo, que a senadora Gleisi Hoffmann, presidente nacional do PT, é ré por corrupção e lavagem de dinheiro.

Lula, com ganhos declarados de R$ 6 mil da bolsa-anistia e R$ 25 mil de pró-labore da sua empresa de palestras, não mais foi cobrado pelos R$ 9 milhões de previdência privada que só vieram à tona depois de o juiz Sérgio Moro pedir o bloqueio da conta. Muito menos dos R$ 21,6 milhões que o Ministério Público Federal quer bloquear.

Nem o mais fundamentalista dos militantes seria capaz de explicar como Lula, o nordestino pobre que virou presidente, amealhou tal fortuna. Superou com folga, em pouquíssimo tempo, a elite dos 172 mil entre os 200 milhões de brasileiros que, segundo o Global Wealth Report 2016, realizado pelo Banco Credit Suisse, têm mais de U$ 1 milhão, R$ 3,4 milhões ao câmbio de hoje. Lula tem.

A fogueira na qual o PMDB arde agora protege a fritura de Lula, que, amanhã, estará azeitado com o mesmo PMDB dos escândalos de hoje.

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Dança das cadeiras

Na janela partidária do ano que vem deverão acontecer muitas mudanças. As especulações são de Osmar Serraglio do PMDB para o PP, João Arruda do PMDB para o PDT e Delegado Francischini do SD para o Patriota. Uma outra mudança que parece certa, altera informação recente publicada aqui: O deputado federal Aliel Machado, da Rede, teria desistido do PDT e estaria de malas prontas para o PSB.
Se esta informação estiver certa, talvez João Arruda repense a sua entrada no partido. Uma coisa parece certa. A nova direção nacional do PSB sinaliza para mudanças bastante radicais. Sinais disso são os ingressos no partido de Aldo Rebelo, em São Paulo, e Ricardo Gomyde, no Paraná.
Ainda segundo a fonte, Aliel assumiria o comando do PSB no Paraná.
As mudanças são ajustes para os apoios nas eleições de 2018: Serraglio deve apoiar Cida Borghetti (PP), João Arruda pode ir de Osmar Dias (PDT) e Francischini vai montar palanque para Jair Bolsonaro (PSC-RJ) que deve migrar ao Patriota (ex-PEN) na disputa da presidência da República.
As informações são muitas e a cada dia surgem novas. Mas em breve estaremos na janela e então o quadro se definirá, com as mudanças de filiação e de comandos partidários.

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JUDÔ: Atleta de Maringá vence Sul-Americano

Rafaella Ramos Queiroz, 13 anos, ficou em primeiro lugar na categoria sub-15 peso pesado

A lutadora maringaense, oito vezes campeã paranaense de judô e atual campeã brasileira, Rafaella Ramos Queiroz, 13 anos, conquistou, neste final de semana, o Campeonato Sul-Americano sub-15 peso pesado (+ 64 kg), disputado em Lima – Peru. Com este feito a jovem se consolida como uma das promessas do Brasil na modalidade. A competição reuniu as melhores lutadoras do continente.

Na grande final, a competidora maringaense derrotou outra brasileira, porém durante a seletiva já havia vencido uma adversária argentina, outra norte-americana e uma equatoriana. Além dos pais, o técnico Celso Ogawa acompanhou a atleta durante a viagem. “A participação só foi possível graças ao patrocínio da concessionária de rodovias VIAPAR, a quem agradecemos imensamente. Este apoio é fundamental para a formação de atletas de alto nível”, comentou a mãe de Rafaella, Aline Ramos de Queiroz.

A judoca, que é faixa verde, treina desde os cinco anos. Neste período, já participou de várias competições regionais, estaduais e nacionais. Com mais esta conquista internacional, agora carrega no currículo 15 troféus, sendo 11 primeiros lugares. E esse retrospecto positivo é reflexo de muita dedicação. Ela treina duas horas, de segunda a sexta-feira. “Pra nossa menina é uma alegria praticar este esporte”, finalizou Aline.

Rafaella volta a competir em março de 2018, quando na oportunidade vai disputar a seletiva do campeonato paranaense da modalidade.

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Engajamento virtual e pesquisas

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o deputado federal Jair Bolsonaro – Montagem sobre fotos de Reuters e Alexandre Cassiano

O assunto é mais do que polêmico, hoje é técnico e está sendo muito estudado. Em países desenvolvidos o fenômeno já é mais conhecido. Por aqui, aparece agora. No seu blog, Jose Roberto de Toledo afirmou hoje, no artigo “Lula, Bolsonaro e o tempo”:

“Pela primeira vez, o engajamento virtual antecipou o resultado de pesquisas de opinião com o eleitorado real. Doria despencou antes nos comentários, likes e compartilhamentos de sua página no Facebook do que caiu sua avaliação como prefeito no Datafolha. A caravana de Lula pelo Nordeste resultou em grande aumento das interações com sua página, o que coincidiu com um ‘bump’ nas pesquisas de intenção de voto. Bolsonaro sustenta a mesma consistência e destaque nas pesquisas e nas redes”.

José Roberto opina também que “o maior risco de partir cedo demais para a corrida é queimar a largada – Doria que o diga. Nisso, porém, os dois líderes se distinguem. Lula está tão exposto desde sempre que a campanha antecipada serve para testar vacinas e, se der certo, criar anticorpos. Bolsonaro ainda precisa provar que tem a casca dura. Seu primeiro teste será manter-se em segundo até 7 de abril”.

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O grande eleitor

Alexandre Garcia

No princípio era o caos – a frase se aplica ao gênesis do governo Temer. Quando a presidente saiu, deixou inflação acima de 10%, 13 milhões de desempregados, recessão, descrença, falta de disposição de investir, só o agronegócio sustentando o país, com o comércio e a indústria perdendo produção e vendas. E em menos de ano e meio, o Brasil voltou a crescer, faz seis meses que cai o desemprego, aumentou o poder aquisitivo do assalariado, a inflação está em 2,5% ao ano, o superávit comercial vai bater recorde de 70 bilhões de dólares, os índices de confiança do consumidor, do comerciante e do industrial, na Fundação Getúlio Vargas estão em alta, a taxa básica de juros está reduzida a 7,5%, deixando os juros reais em 3% ao ano e, embora com tanta insegurança pública, os investimentos estrangeiros nos últimos 12 meses chegaram a 83 bilhões de dólares.

Meus amigos se perguntam “Que governo é esse?”. Eu perguntaria, como Francelino Pereira, que país é este? Paradoxal, pois sempre que a economia vai bem, o governo vai bem na opinião pública. Mas este praticamente, não tem popularidade alguma. Está com míseros 3% de aprovação – e menos de 3% de inflação e 3% de juros reais. Paradoxal. Ora, dirão que é a administração de Meirelles, o Ministro da Fazenda e de Ilajn Golfeinj, do Banco Central, mais o novo rumo que Pedro Parente dá à maior estatal, a Petrobrás – que já foi antro da bandidagem apurada pela Lava-jato. Mas quem segura essa barra é o Presidente, chefe deles.

Não ter aprovação popular é vantagem, porque faz o que é preciso, sem preocupação de perder o que não tem. O presidente Lula, quando recebeu de seu Ministro da Fazenda Palocci o projeto da necessária reforma da Previdência, em 2006, desistiu por ameaça das centrais sindicais de se mobilizarem contra o governo. Com medo de perder popularidade, Lula desistiu da reforma e o déficit se agravou geometricamente.

O ex-presidente disse agora, em sua campanha para 2018, que Temer gastou 14 bilhões para comprar a derrubada das denúncias de Janot. Boa parte da população acredita nisso, porque não sabe que emendas de parlamentares ao orçamento de 2017 têm que ser liberadas no mesmo ano. Nada que não estivesse no orçamento. A propósito, o Estadão mostra o cálculo do professor da FGV Carlos Pereira sobre os gastos políticos do governo com ministérios para partidos e emendas orçamentárias. Num índice de zero a 100 de custo da governança, Temer tem 15, Dilma chegou a 88 e Lula a 95. Conhecedor do Legislativo, Temer governa com o Congresso e vem obtendo resultados. Ano que vem, prevê o Banco Mundial, vai aumentar a onda de crescimento que já começou nas economias avançadas e nas emergentes. Isso reforça o impulso brasileiro. A previsão para o Brasil é de, no mínimo , 3% a mais no PIB, ano que vem. O Grande Eleitor de 2018 pode ser o crescimento e o emprego.

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