Educação



Dona Diva, que emocionou o país, faz palestra em Mandaguari

A professora Diva faz palestra hoje em Mandaguari

No fim de julho a professora aposentada Diva Guimarães se tornou a principal personagem da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), no Estado do Rio de Janeiro, ao fazer um discurso de improviso sobre racismo e preconceito. O fato aconteceu quando o ator Lázaro Ramos e um escritor português participavam de um debate sobre discriminação racial. Em determinado momento a professora pediu a palavra e fez um breve relato sobre as situações constrangedoras que sofreu ao longo da vida e o que teve de fazer para superar o preconceito e se firmar na profissão e na sociedade. As palavras dessa descendente de escravos arrancaram lágrimas do ator e de boa parte da plateia que acompanhou o discurso e serviram para reascender o debate sobre racismo no Brasil.

A convite da Comunidade Social Cristã Beneficente (CSCB), Diva, que é paranaense e mora em Curitiba, estará em Mandaguari no dia 18 de outubro, quando irá conversar com as crianças que participam do Projeto de Literatura mantido pela instituição e em seguida fará uma palestra no Centro de Convenções Dr. Décio da Silva Bacelar. A renda obtida com a venda dos ingressos da palestra será revertida para manutenção das atividades e projetos da entidade.

Quem é Diva Guimarães

Nascida em Uraí, no Norte do Paraná, Diva Guimarães é filha de uma parteira e de um funcionário da rede ferroviária. Ao longo da vida, a professora passou, e ainda passa, por situações constantes de preconceito que em alguns casos extrapolaram o âmbito das humilhações morais e se transformaram em agressões físicas. O convívio com essa hostilidade fez com que a mulher optasse por não ter filhos para que eles não sofressem as mesmas intolerâncias que ela sofreu.

Primeira pessoa de sua família a obter uma graduação, a professora encontrou nos estudos a arma para lutar contra o preconceito e conquistar seu espaço. “A educação me salvou, sobrevivi graças aos estudos”, disse em entrevista à revista Veja.

Para comprar o material escolar de Diva e dos outros 12 irmãos, a mãe da professora lavava roupas para fora. Além das dificuldades financeiras, ela era rejeitada na escola por ser a única negra da turma. Em entrevista ao jornal O Globo, Diva relatou que em um dos colégios que estudou, as freiras contavam uma história que Deus teria feito um rio pelo qual todas as pessoas teriam que passar. Os mais fortes e inteligentes teriam sido os primeiros a cruzar o curso d’água e por isso perderam a cor da pele e se tornaram brancos. Já os mais preguiçosos só fizeram a travessia quando restava apenas a lama do rio e por isso mantiveram a cor da pele ficando só com as solas dos pés e as palmas das mãos brancas.

Ela ainda enfrentaria outros episódios de preconceito protagonizados por religiosos. Em 1962, quando saiu de Cornélio Procópio, onde morava, para estudar Educação Física na Universidade Federal do Paraná (UFPR), em Curitiba, o padre da cidade a questionou se ela sabia como eram chamadas as mulheres que saíam de casa sob o pretexto de estudar. “Achavam que as negras que faziam isso eram prostitutas”, disse. Também não faltaram casos de injúria no ambiente universitário, onde ela era a única negra entre os milhares de alunos da instituição. “Quando fazia Fisioterapia na Universidade Tuiuti do Paraná, não quis emprestar meu caderno a uma colega e, no intervalo, ela e as amigas ameaçaram me bater. Uma das alunas disse que eu deveria agradecer por elas permitirem que eu me sentasse ao lado delas. Comportamentos assim são constantes”, lamentou na entrevista que concedeu para a “Veja”.

Serviço

As experiências vividas por Dona Diva, bem como os exemplos de como a leitura e a educação a ajudaram a superar as barreiras e conquistar seu espaço na profissão e na sociedade poderão ser conhecidos na palestra que ela fará no Centro de Convenções no dia 18 de outubro, às 19h30. Os convites custam R$ 25 e começam a ser vendidos esta semana na sede da comunidade, que fica na Rua Vereador João Xavier, nº 131, próximo ao Colégio Estadual José Luiz Gori e ao Parque da Pedreira. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (44) 3233-4700.

*Matéria publicada na 225ª edição do Jornal Agora

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Estado doa a Maringá o terreno da Escola Zuleide Portes

A vice-governadora Cida Borghetti anuncia a doação do Estado a Maringá do terreno onde funciona a Escola Municipal Zuleide Samways Portes, no Jardim Alvorada. O decreto de doação foi assinado pelo governador Beto Richa e publicado na edição de hoje (terça-feira, 12) do Diário Oficial.
O terreno de cerca de 5,6 mil m² de área total e 2,1 mil m² de área edificada está avaliado em aproximadamente R$ 3,7 milhões.

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Cindepar promove curso sobre gestão escolar, amanhã (16), em Maringá


O Consórcio Público Intermunicipal de Inovação e Desenvolvimento do Estado do Paraná (Cindepar) realiza, neste mês de agosto e em diferentes localidades, o curso “Gestão Escolar para Resultados”. Dia 16, quarta-feira, será em Maringá, das 8 às 12 horas, na Universidade Estadual de Maringá UEM – Campus Sede – Bloco B 33 – Auditório do Programa de Desenvolvimento Educacional – PDE – Av. Colombo, 5790 – Zona 7 – Maringá PR.
O evento, gratuito, é direcionado para secretários de Educação, equipe de servidores e diretores de escolas da região.
A palestra será do professor-doutor Gilberto Porto Barbosa, do instituto Publix, de Brasília. Porto é mestre em Administração da Fundação Getúlio Vargas e especialista em Gestão Estratégica pela Harvard Business School.

INSCRIÇÕES – Para participar do curso “Gestão Escolar para Resultados” em Maringá, o interessado deverá fazer sua pré-inscrição através do www.rededaeducação.net.br até dia 15, terça-feira. Será concedido certificado de participação. Informações pelo telefone (43) 3356-1414, em Londrina.

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Dia Mundial do Pedestre

Em comemoração ao Dia Mundial do Pedestre, a Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob), por meio da Gerência de Educação de Trânsito, promove nesta terça, 8, ação educativa no cruzamento da Avenida Brasil com a Rua Piratininga, das 9h30 às 11 horas.
A ação será marcada com a presença das “zebras”, personagens que de forma descontraída divertem os maringaenses, sensibilizando os condutores para o respeito à faixa de pedestres, além da apresentação de cartazes e faixas pelos servidores da Gerência de Educação de Trânsito.
Das 24 vítimas do trânsito no primeiro semestre, sete eram pedestres. Para combater a violência no trânsito, a Semob promove ações de educação de trânsito que envolvem o maringaense, logo na infância. Cursos preparados para as crianças, trabalham além da travessia correta da faixa de pedestres, o uso da cadeirinha, cinto de segurança e outros temas que visam sensibilizar os pais para um trânsito mais seguro.
A educação de trânsito também é trabalhada em escolas municipais de regime integral, tendo a mesma importância de disciplinas tradicionais como português e matemática. Por meio de parcerias, a exemplo com a Viapar, a Semob orienta as crianças na condução de miniveículos elétricos em pista desenvolvida para a educação de trânsito. A Semob também realiza palestras para adultos em empresas.

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Fies recebe 224 mil inscrições

O programa de financiamento estudantil Fies recebeu 224,244 mil inscrições para o segundo semestre de 2017, quantidade que equivale ao triplo do total de 75 mil vagas que estão sendo ofertadas em instituições de ensino superior privadas para o período. As informações são do Ministério da Educação.
A quantidade de inscritos nos processos de programas governamentais para o ensino superior – que além do Fies incluem o ProUni e o Sisu, por exemplo – é tradicionalmente superior à quantidade de vagas ofertadas.
Segundo o MEC, as regiões Norte, Nordeste e Centro Oeste concentram mais da metade das inscrições: 52,99% do total. Os cursos na área de Saúde concentram mais inscrições e representam 45,55% do total.

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Histórias de um país cada vez mais difícil de entender

Impressionantes coisas que acontecem neste país.
Adolescentes não podem trabalhar, por lei.
Leis que não levam em conta boa parte da realidade e das necessidades dos adolescentes e suas famílias, seus pais.
Muitas pessoas bem-sucedidas hoje começaram a trabalhar na adolescência. Isto não impediu que continuassem a estudar e a se preparar para a vida.
Um texto, de uma crônica para reflexão, foi citado por Alisson Maia:

“Olá … Hoje um adolescente infrator me deixou sem ação e reação diante dele! Estava na delegacia fazendo mais uma cobertura de notícias policiais quando me deparei com um adolescente de 14 anos sentando esperando para ser autuado por porte ilegal de arma de fogo. Olhei para ele e pensei, mais um moleque que não fica preso, então nem vou perder meu tempo.. Mas enquanto aguardava uma outra ocorrência que estava a caminho da delegacia, me aproximei dele e como às vezes faço, comecei a dar conselhos para ele: – ‘Sai dessa vida rapaz, você vai morrer, a vida das drogas e do crime não compensa’.
Foi quando ele, que até então estava calado, olhou bem para mim e disse:
– ‘Esse papo do senhor eu já cansei de ouvir, estava armado porque vendo droga, e ganho muito fazendo isso, mas eu antes de ser vendedor eu trabalhava numa oficina e sabe o que fizeram? Denunciaram o dono da oficina porque eu estava trabalhando lá. Ele me pagava legal, eu tinha minhas coisas, meu tênis, tinha tudo. Mas ele teve que me mandar embora para não ir preso. Acho que ele esta até hoje respondendo na justiça por ter dado emprego a um menor. Depois eu fui trabalhar na feira. Trabalhei sete meses e sabe o que aconteceu lá ? A mesma coisa que na oficina, tive que sair. Não sei quem é meu pai e minha mãe é uma coitada. Eu tentei trabalhar honestamente, e até trabalhava e estudava direito, mas não deixaram e achei no tráfico o sustento meu e da minha casa. Guarda seus conselhos para esses safados que vocês votam e que acham que menor não pode trabalhar, mas pode roubar, matar e traficar. Entrei nessa vida porque sem trabalhar quero um tênis mas não posso comprar, quero comer um sanduíche, mas tambem não posso, quero ir no cinema tambem não posso, então já que não posso trabalhar como gente, vou traficar, pelo menos assim tenho dinheiro”.
Tive que ouvir isto de um garoto de 14 anos estragado pelo sistema. Logo o chamaram e não foi possível continuar conversando.
Fiquei mudo, sai calado. Sei que há vítimas do sistema, mas foi um garoto de 14 anos que me calou, mostrando o quanto nós, com nossas escolhas erradas, estamos acabando com a juventude. Por causa dessas quadrilhas que colocamos e ainda mantemos no poder é que jovens estão matando, roubando e traficando.
Ele disse: ‘Não posso trabalhar, mas posso roubar, traficar e matar!’ Esse é o futuro que estamos construindo nesse país! Senhores eleitores, leiam isso e se envergonhem do Brasil que estamos deixando para a juventude!”

Como escrevi na coluna, o texto não é a defesa de um criminoso, é um alerta para a incompatibilidade de algumas leis com a realidade do nosso país.

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Qualidade da Educação

Com o objetivo de buscar mais qualidade para a educação está sendo realizada Jornada Pedagógica da Rede Municipal de Ensino de Maringá, com enfoque para gestão humanizada. O evento é da Secretaria de Educação (Seduc), com estudos, reflexões e atividades práticas no propósito de melhorar a qualidade da educação básica, além de avaliar as práticas docentes desenvolvidas em sala de aula e refletir sobre as relações interpessoais no ambiente de trabalho.

Hoje, dia 25, acontecerá a principal palestra da jornada, com a participação de 4 mil servidores da área pedagógica da rede municipal de ensino. Será no Pavilhão Branco do Parque de Exposições, das 8 horas às 17 horas. A palestra destaque é do professor Dr. César Aparecido Nunes, da Unicamp.

A jornada é um momento de reflexão muito importante, segundo a professora e secretária municipal de Educação, Valkiria Trindade. “Neste ano, abordamos a gestão humanizada por considerarmos o compromisso de estabelecer relações positivas no coletivo, buscando um ambiente saudável e, ainda, possibilitar a apropriação de novos conhecimentos para o suporte da prática pedagógica”, afirma. “Buscamos criar um ambiente de aprendizado coletivo, entendendo que devemos nos apropriar de todos os conhecimentos possíveis para qualificar o atendimento em todos os aspectos”, afirma a secretária.

A escola precisa gerar qualidade de permanência para o professor. A contribuição do professor César Nunes ocorre nesse ambiente participativo, onde se distingue seu trabalho no meio acadêmico. “A escola é um lugar de formação do homem, de cidadania. Local não só de conhecimento, mas precisa ser também de conforto, de acolhimento, de convivência saudável”, afirma o professor. A reflexão proposta pela jornada busca reconhecer e sublinhar a importância de cada agente educacional no contexto da rede municipal para fortalecer a relação de ensino e aprendizagem.

Autor de mais de uma dezena de livros e outros tantos artigos, César Nunes é defensor de uma abordagem voltada á valorização do professor e do espaço em que ele atua. O professor concluiu o doutorado em Educação pela Unicamp em 1996. Atualmente é professor associado da Universidade Estadual de Campinas, tendo defendido a livre-docência na área de Filosofia da Educação em 2006. Publicou 11 artigos em periódicos especializados e 26 trabalhos em anais de eventos. Possui sete capítulos de livros e 12 livros publicados. Também participou do desenvolvimento de 24 produtos tecnologicos. Entre tantos outros trabalhos desenvolvidos, o professor César foi indicado o 5º melhor conferencista do Brasil.

Mais informações na Seduc pelo telefone (44) 3221-6900

 

Programação:

25/07/2017
Tema: 5 Lições para Vida
Palestrante: Jefferson Pedroso
Local: Teatro Calil Haddad
Endereço: Av. Luís Teixeira Mendes, 2500 – Zona 5
Horário: 8h às 11h30
Público: auxiliares operacionais de escolas
Horário: 13h30 às 17h
Público: auxiliares operacionais de CMEIs

Tema: Gestão Humanizada
Palestrante: César Nunes
Local: Pavilhão Branco do Parque de Exposições
Endereço: Av. Colombo, 2186 – Vila Morangueira
Horário: Manhã (8h às 11h30) Tarde (13h30 às 17h)
Público: professores, educadores, cuidadores infantis, auxiliares de creche, diretores, supervisores e orienatdores educacionais.

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Novo modelo para financiamento da Educação, no Brasil

A AMP (Associação dos Municípios do Paraná) se mobiliza para defender um novo modelo de financiamento da educação básica, em substituição ao Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação). O desafio é que o Fundeb será extinto em 30 de dezembro de 2020 e gera grandes distorções no repasse de recursos às prefeituras.
Do jornalista Aurélio Munhoz, assessor de imprensa da entidade, recebo informações: O novo modelo de financiamento defendido pela AMP amplia as receitas dos municípios do Paraná dos atuais R$ 7,78 bilhões/ano para R$ R$ 10,73 bilhões/ano – um crescimento de R$ 2,95 bilhões/ano. No caso do Brasil, o aumento seria de R$ 46 bilhões – passaria dos atuais R$ 101 bilhões para R$ 147,7 bilhões. Nele, haveria maior contrapartida de recursos da União no financiamento da educação básica.
O Fundeb
Pelo modelo atual do Fundeb, os Estados, o Distrito Federal e os 5,5 mil municípios brasileiros investiram na educação básica R$ 128.645 bilhões em 2016 – o que corresponde a 90,4% do total dos recursos. A parte da União, porém, é bem menor: foi de apenas R$ 13, 674 bilhões, correspondendo a 9,6% do total.
Além disso, este volume de recursos beneficia apenas nove Estados: Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Paraíba, Pernambuco e Piaui. O Paraná, portanto, não recebe um único centavo de complementação, o que claramente prejudica os municípios do Estado.
Proposta de Emenda Constitucional 15/2015, elaborada pela da deputada federal Raquel Muniz (PSC/MG), que tramita em comissão especial do Congresso Nacional, propõe que o Fundeb seja permanente. O problema é que esta PEC não altera a proporção de repasses da União na educação básica. Os municípios defendem este projeto, mas com alteração que possibilite esta complementação do Governo Federal.
O presidente da AMP (Associação dos Municípios do Paraná), 2º vice-presidente da CNM (Confederação Nacional dos Municípios) e prefeito de Assis Chateubriand, Marcel Micheletto, disse que esta mudança é fundamental para as prefeituras. ?Se a União aplicar mais recursos no Fundeb, dará mais condições aos municípios de alcançarem melhor índice de qualidade na educação e de ampliarem o atendimento da educação infantil, cumprindo as metas do PNE (Plano Nacional de Educação) e os PME (Planos Municipais de Educação) ?, comentou.

Contatos com a AMP:
Aurélio Munhoz. Reg.Mtb: 2.635/PR
Assessoria de Comunicação da AMP
Telefones: 41-3223-5733 e 41-99544-0404

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Mudança em Santa Fé

Na tarde desta segunda-feira (26) o Prefeito Fernando Brambilla anunciou mudança no comando da Secretaria de Educação e Cultura. A atual secretária, professora Inês Malavasi Lopes, deixa a secretaria por motivos de aposentadoria, tendo em vista que a atual legislação não permite contar o tempo de serviço para fins da aposentadoria de quem estiver em cargo de agente político. A professora Inês, do quadro do magistério municipal há 31 anos, já exerceu as funções de supervisora escolar, chefe do departamento de cultura e esteve à frente da Secretaria de Educação por oito anos, de 2005 a 2012, cargo que ocupa novamente desde o início da atual gestão, em janeiro.
Vai ocupar o cargo de secretária de Educação e Cultura, a professora Maria Conceição Abrão Scandelai, que fez parte do quadro do magistério municipal por 25 anos e exerceu as funções de supervisora e orientadora escolar, coordenadora pedagógica municipal de 2008 a 2012. Conceição, hoje aposentada, foi a primeira diretora da Escola Municipal Jardim Primavera e atualmente leciona no Colégio Oxigênios, em Santa Fé.

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