Política



Fica no PMDB

Na semana passada escrevi que o deputado federal João Arruda poderia deixar o PMDB para ingressar no PDT. Uma outra informação, de excelente fonte, desmente a especulação, garantindo que o parlamentar vai permanecer no PMDB.

João Arruda tem bom trânsito em Brasília e atende a alguns municípios da região.

Nas redes sociais tem um trabalho inovador. Hoje, dia 20, segunda-feira, por exemplo, às 11h30, realiza um “vivo” na sua página no Facebook, com debate sobre Uber x Táxi. Fiquei curioso, vou dar uma espiada.

 

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De mal a pior

Mary Zaidan

A um ano das eleições gerais, os protagonistas conhecidos na disputa para o Planalto impressionam. Não por ideias, plataformas ou coisa que o valha. Mas pela falta delas. Pela repetição de vícios e modos.

À criatividade zero somam-se a desconexão com o eleitor e mais do mesmo: as mentiras de Lula nos palanques antecipados, portanto ilegais, as brigas fraticidas entre os tucanos e os repetidos atores na terceira via: Marina Silva, Ciro Gomes, Cristovam Buarque.
As novidades ficam por conta de uma aventura embalada por Luciano Huck e do ultradireitista Jair Bolsonaro, que alimenta o sonho de ser o Donald Trump tupiniquim.

Bolsonaro tem surfado no neomilitarismo, que tem lá os seus adeptos, mas que dificilmente arregimentará maioria. E, ainda que com jovens bons de barulho nas redes sociais venha conseguindo angariar apoios, atrai ódio em proporção similar.

Na outra ponta, o ex Lula lidera absoluto. Mas não tem qualquer chance de chegar lá com as tais caravanas que, nas melhores plagas petistas, Nordeste e Minas, reuniram menos gente do que o ex imaginava, e que o PT, a CUT e os demais movimentos ditos populares prometeram.

Escaldado por duas derrotas consecutivas para Fernando Henrique Cardoso no primeiro turno de 1994 e 1998, Lula sabe que tem de ir além do campo à esquerda, que, assim como o da direita de Bolsonaro, tem limite definido. Daí o perdão aos “golpistas”, diga-se, ao PMDB.
Lula foi quem desenhou e firmou a parceria com Michel Temer, ungido vice da pupila Dilma Rousseff. Foi ele quem alinhavou o apoio do PMDB que hoje ocupa com primazia as páginas do noticiário político-policial sem que o PT receba créditos pelo patrocínio da roubalheira geral e, em particular, de Sérgio Cabral e cia.

Pouco importa. Pragmático, Lula quer renovar a aliança com o PMDB.

Por dever de ofício, vai repudiar publicamente Temer, mas já abriu as portas para Renan Calheiros e os seus, para aliados de Eduardo Cunha. Do contrário, teme colaborar para que os votos do centro – a maior faixa da população — caiam no colo de novidades à la Huck ou dos tucanos, ainda que estes estejam tropeçando no peso de seus bicos.

O PSDB é um caso à parte. Tem especial talento para conspirar contra si, em especial quando as chances de poder se mostram promissoras. Seria a alternativa natural entre candidaturas extremas, mas não consegue lidar nem com as divergências internas, quem dirá com os conflitos cotidianos que um governo exige. Antes das urnas, tem dois dilacerantes confrontos intramuros agendados: a guerra pela presidência da sigla e uma ainda não definida prévia para escolha do candidato ao Planalto.

Enquanto os tucanos se imolam em vez de amolar seus bicos para a disputa de outubro, Bolsonaro mordisca parte do eleitorado do PSDB utilizando o Movimento Brasil Livre e outros do tipo. E Lula tenta alargar sua rede de apoios para além dos fiéis.

Mas está só.

Perdeu para a prisão seus dois mais preciosos auxiliares – José Dirceu, o “capitão do time”, e Antonio Palocci, o homem que dialogou com a classe média e a atraiu para o então chefe. E o rumo, com a morte do ex-ministro e salvador de todas as trapalhadas, Márcio Thomaz Bastos, há exatos três anos. Abandonou muitos companheiros desde o mensalão e hoje inspira mais desconfiança do que crédito.

Em seu favor, o candidato Lula tem o fato de as investigações concentradas no PMDB darem alívio à folha corrida do PT e dele próprio.
Com o PMDB nas páginas nobres da ladroagem, perdeu fôlego a difusão de notícias sobre os desvios petistas. Poucos lembram, por exemplo, que a senadora Gleisi Hoffmann, presidente nacional do PT, é ré por corrupção e lavagem de dinheiro.

Lula, com ganhos declarados de R$ 6 mil da bolsa-anistia e R$ 25 mil de pró-labore da sua empresa de palestras, não mais foi cobrado pelos R$ 9 milhões de previdência privada que só vieram à tona depois de o juiz Sérgio Moro pedir o bloqueio da conta. Muito menos dos R$ 21,6 milhões que o Ministério Público Federal quer bloquear.

Nem o mais fundamentalista dos militantes seria capaz de explicar como Lula, o nordestino pobre que virou presidente, amealhou tal fortuna. Superou com folga, em pouquíssimo tempo, a elite dos 172 mil entre os 200 milhões de brasileiros que, segundo o Global Wealth Report 2016, realizado pelo Banco Credit Suisse, têm mais de U$ 1 milhão, R$ 3,4 milhões ao câmbio de hoje. Lula tem.

A fogueira na qual o PMDB arde agora protege a fritura de Lula, que, amanhã, estará azeitado com o mesmo PMDB dos escândalos de hoje.

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Dança das cadeiras

Na janela partidária do ano que vem deverão acontecer muitas mudanças. As especulações são de Osmar Serraglio do PMDB para o PP, João Arruda do PMDB para o PDT e Delegado Francischini do SD para o Patriota. Uma outra mudança que parece certa, altera informação recente publicada aqui: O deputado federal Aliel Machado, da Rede, teria desistido do PDT e estaria de malas prontas para o PSB.
Se esta informação estiver certa, talvez João Arruda repense a sua entrada no partido. Uma coisa parece certa. A nova direção nacional do PSB sinaliza para mudanças bastante radicais. Sinais disso são os ingressos no partido de Aldo Rebelo, em São Paulo, e Ricardo Gomyde, no Paraná.
Ainda segundo a fonte, Aliel assumiria o comando do PSB no Paraná.
As mudanças são ajustes para os apoios nas eleições de 2018: Serraglio deve apoiar Cida Borghetti (PP), João Arruda pode ir de Osmar Dias (PDT) e Francischini vai montar palanque para Jair Bolsonaro (PSC-RJ) que deve migrar ao Patriota (ex-PEN) na disputa da presidência da República.
As informações são muitas e a cada dia surgem novas. Mas em breve estaremos na janela e então o quadro se definirá, com as mudanças de filiação e de comandos partidários.

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RAIz Movimento Cidadanista, em Paiçandu

Diego Sanches, ex-vereador de Paiçandu, manda notícia para o blog. Ele relata que um grupo está construindo a RAiZ Movimento Cidadanista em Paiçandu.
Foi formada a Esfera na 1ª Teia Municipal de Paiçandu.

Mandem sempre informações. Agradecemos em nome de todos os leitores.
Vamos publicar na fan page Ideias&Fatos também.

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Avante Paraná confirma apoio a Cida

Danilo D´Avila (Avante Paraná) com Cida e Ricardo

Danilo D´Avila, do Avante Paraná, confirmou seu apoio à pré-candidatura da vice-governadora Cida Borghetti para o governo do Estado do Paraná, em 2018. O encontro aconteceu hoje, às 15 horas, no Palácio Iguaçu, e teve a presença do ministro da Saúde, Ricardo Barros.

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Engajamento virtual e pesquisas

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o deputado federal Jair Bolsonaro – Montagem sobre fotos de Reuters e Alexandre Cassiano

O assunto é mais do que polêmico, hoje é técnico e está sendo muito estudado. Em países desenvolvidos o fenômeno já é mais conhecido. Por aqui, aparece agora. No seu blog, Jose Roberto de Toledo afirmou hoje, no artigo “Lula, Bolsonaro e o tempo”:

“Pela primeira vez, o engajamento virtual antecipou o resultado de pesquisas de opinião com o eleitorado real. Doria despencou antes nos comentários, likes e compartilhamentos de sua página no Facebook do que caiu sua avaliação como prefeito no Datafolha. A caravana de Lula pelo Nordeste resultou em grande aumento das interações com sua página, o que coincidiu com um ‘bump’ nas pesquisas de intenção de voto. Bolsonaro sustenta a mesma consistência e destaque nas pesquisas e nas redes”.

José Roberto opina também que “o maior risco de partir cedo demais para a corrida é queimar a largada – Doria que o diga. Nisso, porém, os dois líderes se distinguem. Lula está tão exposto desde sempre que a campanha antecipada serve para testar vacinas e, se der certo, criar anticorpos. Bolsonaro ainda precisa provar que tem a casca dura. Seu primeiro teste será manter-se em segundo até 7 de abril”.

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O grande eleitor

Alexandre Garcia

No princípio era o caos – a frase se aplica ao gênesis do governo Temer. Quando a presidente saiu, deixou inflação acima de 10%, 13 milhões de desempregados, recessão, descrença, falta de disposição de investir, só o agronegócio sustentando o país, com o comércio e a indústria perdendo produção e vendas. E em menos de ano e meio, o Brasil voltou a crescer, faz seis meses que cai o desemprego, aumentou o poder aquisitivo do assalariado, a inflação está em 2,5% ao ano, o superávit comercial vai bater recorde de 70 bilhões de dólares, os índices de confiança do consumidor, do comerciante e do industrial, na Fundação Getúlio Vargas estão em alta, a taxa básica de juros está reduzida a 7,5%, deixando os juros reais em 3% ao ano e, embora com tanta insegurança pública, os investimentos estrangeiros nos últimos 12 meses chegaram a 83 bilhões de dólares.

Meus amigos se perguntam “Que governo é esse?”. Eu perguntaria, como Francelino Pereira, que país é este? Paradoxal, pois sempre que a economia vai bem, o governo vai bem na opinião pública. Mas este praticamente, não tem popularidade alguma. Está com míseros 3% de aprovação – e menos de 3% de inflação e 3% de juros reais. Paradoxal. Ora, dirão que é a administração de Meirelles, o Ministro da Fazenda e de Ilajn Golfeinj, do Banco Central, mais o novo rumo que Pedro Parente dá à maior estatal, a Petrobrás – que já foi antro da bandidagem apurada pela Lava-jato. Mas quem segura essa barra é o Presidente, chefe deles.

Não ter aprovação popular é vantagem, porque faz o que é preciso, sem preocupação de perder o que não tem. O presidente Lula, quando recebeu de seu Ministro da Fazenda Palocci o projeto da necessária reforma da Previdência, em 2006, desistiu por ameaça das centrais sindicais de se mobilizarem contra o governo. Com medo de perder popularidade, Lula desistiu da reforma e o déficit se agravou geometricamente.

O ex-presidente disse agora, em sua campanha para 2018, que Temer gastou 14 bilhões para comprar a derrubada das denúncias de Janot. Boa parte da população acredita nisso, porque não sabe que emendas de parlamentares ao orçamento de 2017 têm que ser liberadas no mesmo ano. Nada que não estivesse no orçamento. A propósito, o Estadão mostra o cálculo do professor da FGV Carlos Pereira sobre os gastos políticos do governo com ministérios para partidos e emendas orçamentárias. Num índice de zero a 100 de custo da governança, Temer tem 15, Dilma chegou a 88 e Lula a 95. Conhecedor do Legislativo, Temer governa com o Congresso e vem obtendo resultados. Ano que vem, prevê o Banco Mundial, vai aumentar a onda de crescimento que já começou nas economias avançadas e nas emergentes. Isso reforça o impulso brasileiro. A previsão para o Brasil é de, no mínimo , 3% a mais no PIB, ano que vem. O Grande Eleitor de 2018 pode ser o crescimento e o emprego.

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Ex-ministra Marcia Lopes fez palestra em Curitiba

A ex-ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Marcia Lopes, esteve em Curitiba, no Instituto Edésio Passos, onde ministrou a palestra “O Sistema Único de Assistência Social e a atuação a nível municipal”.
O debate foi acompanhado pelo presidente do PT-PR, Dr. Rosinha, que incentivou a realização da palestra em Curitiba. “Na atual conjuntura que estamos vivendo, com a retirada de direitos da população mais carente desse país, uma palestra como essa é muito importante para ajudar os nossos municípios a pensar como desenvolver o trabalho de assistência social nesse período pós-golpe”, destacou.

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Depois do PSDB, Progressistas se aproximam do PROS

Domingo também é dia de articulação política. Depois de os Progressistas se alinharem com o PSDB na convenção do sábado, Cida Borghetti e Ricardo Barros marcaram presença no I Encontro Estadual do PROS, que aconteceu nesta manhã em Fazenda Rio Grande sob o comando do deputado federal Toninho Wandscheer e com a participação do presidente nacional, Eurípedes Junior.

As lideranças progressistas foram muito bem recebidas no encontro que reuniu cerca de 300 participantes de todas as regiões do Paraná. A vice-governadora Cida Borghetti e pré-candidata ao Governo em 2018 lembrou que ajudou a fundar e montar o PROS no Paraná. “Sinto-me em casa aqui e venho, com humildade, solicitar o auxílio e o apoio de vocês na construção de uma ampla aliança em prol do Paraná”, disse Cida, que deve assumir o Governo do Estado em Abril do ano que vem com a provável saída do governador Beto Richa para disputar o Senado.

Ricardo Barros destacou as boas gestões municipais dos Progressistas e afirmou que a construção dessa aliança com o PROS passa também pelo plano nacional. “Trabalharemos para caminhar juntos no ano que vem”. A frente de uma das pastas mais importantes do Governo Temer, Ricardo Barros detalhou também o trabalho que vem realizando, com a economia de R$ 4 bilhões que estão sendo reinvestidos em serviços de saúde de todo Brasil.

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Mudanças no PDT do Paraná

O deputado federal Aliel Machado, deve deixar a Rede para ingressar no PDT. Com isto, será alterarada a composição da executiva estadual do partido, no qual está filiado Osmar Dias, pré-candidato a governador.

O PDT deve lançar Ciro Gomes para presidente. Um problema para Osmar, já que o senador Alvaro Dias, seu irmão, deverá ser candidato a presidente pelo Podemos.

Com 28 anos, o deputado Aliel Machado é um dos mais jovens parlamentares da atual legislatura da Câmara dos Deputados. Natural de Ponta Grossa (PR), ele também foi o candidato mais votado da história da cidade para esse cargo, nas eleições de 2014. Antes disso, militou durante o ensino médio na UJS (União da Juventude Socialista) e também foi o mais jovem presidente da Câmara Municipal, em 2012, cunmprindo mandato de vereador.

Em seu primeiro mandato como deputado federal  Aliel tem uma participação bastante ativa em Brasília. Na Câmara, é integrante de várias frentes e comissões, dentre elas a Comissão de Educação. Além disso, também ocupa o posto de um dos coordenadores das frentes parlamentares mistas em Defesa da Petrobras e em Defesa da Juventude.

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