Reflexão

  

A arma da arte

A arte contundente de Pawel Kuczynky

A arte contundente de Pawel Kuczynky

De José Diniz recebi o link para a Folha Social, onde está publicado texto e ilustrações sobre Pawel Kuczynky.

“A Arte tem como uma de suas principais funções, que às vezes parece ter se perdido pelo caminho, denunciar, criticar, fazer pensar.
Dentro deste contexto alguns artistas nacionais e internacionais são bem conhecidos como, por exemplo, “Os Gêmeos” ou “Banksy”, mas talvez você não conheça Pawel Kuczynski.
Pawel Kuczynski é um cartunista/ilustrador polonês nascido em 1976. Graduado pela Academia de Belas Artes de Poznam e especializado em Artes Gráficas trabalha com Ilustrações satíricas desde 2004 e já foi agraciado com mais de 100 diferentes prêmios.”

Seu trabalho é realmente profundo, crítico, ácido. Impossível ver seus desenhos sem refletir sobre o mundo, os seres humanos e tantas contradições.
Sobram críticas até para a internet e as redes sociais.
Vale a pena dar uma olhada AQUI.

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Não se precipite

No blog Leio, Logo Existo, de Marineide Dan Ribeiro, li o texto “Não se precipite” e compartilho aqui.

“Um médico entrou no hospital com pressa depois de ser chamado … é uma cirurgia de urgência’. Ele respondeu ao chamado o mais rápido possível, trocou de roupa e foi direto para centro cirúrgico.
Ele encontrou o pai do menino indo e vindo na sala de espera. Depois de vê-lo, o pai gritou:
– ‘Por que você levou todo esse tempo para vir? Você não sabe que a vida do meu filho está em perigo? Você não tem senso de responsabilidade? ‘
O médico sorriu e disse:
– ‘Lamento, eu não estava no hospital e eu vim o mais rápido que pude depois de receber a ligação …… E agora, eu gostaria que você se acalmasse para que eu possa fazer meu trabalho’
– ‘Acalmasse? Se fosse seu filho que estivesse nesta sala agora, iria se acalmar? Se o seu próprio filho morresse agora oque você iria fazer ‘, Disse o pai com raiva
O médico sorriu novamente e respondeu:
– ‘Eu vou dizer o que disse Jó na Bíblia Sagrada’ Do pó viemos e ao pó voltaremos, bendito seja o nome de Deus “. Os médicos não podem prolongar a vida. Vá e interceda por seu filho, vamos fazer o nosso melhor pela graça de Deus ”
– ‘Dar conselhos é facil’, murmurou o pai.
A cirurgia levou algumas horas e depois o médico saiu feliz, disse:
– ‘Graças a Deus! Seu filho está salvo! ‘
Sem esperar a resposta do pai o médico saiu correndo e dizendo.
– ‘Se você tem alguma dúvida, pergunte a enfermeira!’ disse o médico.
– ‘Por que ele é tão arrogante? Ele não podia esperar alguns minutos para que eu pudesse perguntar sobre o estado do meu filho?’, comentou o pai ao ver os enfermeiros minutos depois que o médico saiu.
A enfermeira respondeu, com lágrimas descendo seu rosto:
– ‘O filho dele morreu ontem num acidente de avião, ele estava no enterro, quando o hospital o chamou para a cirurgia de seu filho. E agora que ele salvou a vida de seu filho, ele saiu correndo para terminar o enterro do filho dele.’

Nunca julgue ninguém, porque você nunca sabe como é a vida daquela pessoa, o que está acontecendo ou pelo que está passando.”

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Linguagens e símbolos do afeto

Tenho o privilégio e a felicidade de receber, todos os dias, ótimos textos, encaminhados por amigos.
Hoje recebi um texto encaminhado pela Paula Silva (Jovem Pan), com o título “O nó do afeto”.
Pesquisei sobre o texto e ele está publicado em alguns lugares na internet, sem autor.
Acho que vale a pena compartilhar aqui, porque a mensagem é realmente extraordinária.

Em uma reunião de pais, numa escola da periferia, a diretora ressaltava o apoio que os pais devem dar aos filhos; pedia-lhes também que se fizessem presentes o máximo de tempo possível…
Ela entendia que, embora a maioria dos pais e mães daquela comunidade trabalhassem fora, deveriam achar um tempinho para se dedicar e entender as crianças.
Mas a diretora ficou muito surpresa quando um pai se levantou e explicou, com seu jeito humilde, que ele não tinha tempo de falar com o filho, nem de vê-lo, durante a semana, porque, quando ele saía para trabalhar, era muito cedo, e o filho ainda estava dormindo…Quando voltava do serviço, já era muito tarde, e o garoto não estava mais acordado.
Explicou, ainda, que tinha de trabalhar assim para prover o sustento da família, mas também contou que isso o deixava angustiado por não ter tempo para o filho e que tentava se redimir, indo beijá-lo todas as noites quando chegava em casa. E, para que o filho soubesse da sua presença, ele dava um nó na ponta do lençol que o cobria. Isso acontecia religiosamente todas as noites quando ia beijá-lo. Quando o filho acordava e via o nó, sabia, através dele, que o pai tinha estado ali e o havia beijado.
O nó era o meio de comunicação entre eles.
A diretora emocionou-se com aquela singela história e ficou surpresa quando constatou que o filho desse pai era um dos melhores alunos da escola. O fato nos faz refletir sobre as muitas maneiras de as pessoas se fazerem presentes, de se comunicarem com os outros. Aquele pai encontrou a sua, que era simples, mas eficiente. E o mais importante é que o filho percebia, através do nó afetivo, o que o pai estava lhe dizendo.
Por vezes, nos importamos tanto com a forma de dizer as coisas e esquecemos o principal, que é a comunicação através do sentimento; simples gestos como um beijo e um nó na ponta do lençol, valiam, para aquele filho, muito mais do que presentes ou desculpas vazias. É válido que nos preocupemos com as pessoas, mas é importante que elas saibam, que elas sintam isso.
Para que haja a comunicação é preciso que as pessoas “ouçam” a linguagem do nosso coração, pois, em matéria de afeto, os sentimentos sempre falam mais alto que as palavras.
É por essa razão que um beijo, revestido do mais puro afeto, cura a dor de cabeça, o arranhão no joelho, o medo do escuro.
As pessoas podem não entender o significado de muitas palavras, mas sabem registrar um gesto de amor. Mesmo que esse gesto seja apenas um nó… Um nó cheio de afeto e carinho.

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O tempo de Quintana (e o nosso…)

Do meu amigo Sérgio recebo a mensagem com um lembrete do Mario Quintana:
“A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira…
Quando se vê, já terminou o ano…
Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê, já passaram-se 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado.
Se me fosse dado, um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando, pelo caminho, a casca dourada e inútil das horas.
Desta forma, eu digo: Não deixe de fazer algo que gosta, devido à falta de tempo, pois a única falta que terá, será desse tempo que infelizmente não voltará mais.”

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O que nós fazemos?

Nós bebemos demais, gastamos sem critérios.
Dirigimos rápido demais, ficamos acordados até muito mais tarde, acordamos muito cansados, lemos muito pouco, assistimos TV demais e raramente estamos com Deus.
Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores.
Nós falamos demais, amamos raramente, odiamos frequentemente.
Aprendemos a sobreviver, mas não a viver; adicionamos anos a nossa vida e não vida aos nossos anos.
Fomos e voltamos a Lua, mas temos dificuldade em cruzar a rua e encontrar um novo vizinho.
Conquistamos o espaço, mas não o nosso próprio.
Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores.
Limpamos o ar, mas poluímos a alma; dominamos o Átomo, mas não nosso preconceito; escrevemos mais, mas aprendemos menos; planejamos mais, mas realizamos menos.
Aprendemos a nos apressar e não a esperar.
Construímos mais computadores para armazenar mais informação, produzir mais cópias do que nunca, mas nos comunicamos cada vez menos.
Estamos na era do ‘fast-food’ e da digestão lenta; do homem grande, de caráter pequeno; lucros acentuados e relações vazias.
Essa é a era de dois empregos, vários divórcios, casas chiques e lares despedaçados.
Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis, das rapidinhas, dos cérebros ocos e das pílulas “mágicas”.
Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na dispensa.
Uma era que leva essa carta a você, e uma era que te permite dividir essa reflexão ou simplesmente clicar ‘delete’.
Lembre-se de passar tempo com as pessoas que ama, pois elas não estarão aqui para sempre.
Lembre-se dar um abraço carinhoso em seus pais, num amigo, pois não lhe custa um centavo sequer.
Lembre-se de dizer ‘eu te amo’ a sua esposa(o), seus filhos, seus netos, seus vizinhos e as pessoas que ama, antes que seja tarde e elas se vão… mas em primeiro lugar, se ame… se ame muito.
Um beijo e um abraço curam a dor, quando vem de lá de dentro.
Por isso, valorize sua família e as pessoas que estão ao seu lado, sempre.

Texto de George Denis Patrick Carlin (1937-2008), foi humorista, ator e autor norte-americano, um ícone da contracultura.
Recebi do amigo Augusto Castelo Branco. 

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Os tiros contra a Câmara: a água mole que fura

O atentado contra a Câmara Municipal de Maringá, ocorrido na noite de sexta-feira, se tornou notícia e conversa obrigatória.
As pessoas não escondem o ar de surpresa, mesmo aquelas mais críticas com relação aos vereadores.
A imagem dos tiros seria forte em qualquer lugar. Contra o prédio do mais popular dos poderes ganha um tamanho ainda maior.
Não tenho a menor ideia do que motivou os tiros. Pode ter sido um aviso, uma tentativa de intimidação, uma brincadeira. Seja o que for, é inaceitável e neste aspecto parece que a maioria concorda.
Temos assistido a muitos tiroteios contra o Poder Legislativo, em todos os seus níveis. São críticas das mais variadas, algumas procedentes outras absurdas.
Na discussão sobre o número de vereadores os argumentos são, na maioria, pela permanência ou redução do número atual de vereadores. A análise mais profunda, sobre a importância do Legislativo não aparece nas discussões.
A única forma de saber o que significa uma sociedade sem o Poder Legislativo é passar pelo seu fechamento.
Quem viveu o 31 de março de 1964 e os anos seguintes sabe do que estou falando.
Uma coisa é criticar um vereador, ser contrário ao seu  trabalho, às suas ideias, projetos e até a falta deles. Outra coisa é a falta do Legislativo como poder, o mais popular de todos, onde todos que quiserem podem ir, acompanhar os trabalhos, falar com os vereadores, acompanhar votações, pronunciamentos, debates, podem cobrar, reclamar, sugerir, denunciar.
Se achamos a Câmara Municipal, a Assembléia Legislativa e o Congresso Nacional ruins, dispensáveis, é porque não passamos recentemente pelo seu fechamento. Ruim com eles, muito, mas muito pior sem eles.
O Legislativo é um poder importante e precisa ser valorizado. Não basta reduzir número de vereadores ou trocar deputados por professores, médicos ou outros serviços. Sem o Legislativo o Executivo se torna um poder quase ilimitado, autoritário.
Temos que melhorar o Legislativo, denunciar seus desmandos e crimes, cobrar punição dos faltosos. Porém, acima de tudo, o Legislativo é uma das principais garantias da democracia, se não for a única.
O descrédito da Câmara talvez tenha motivado os tiros. Mas no fundo, no fundo, os tiros pegaram mais longe. Precisamos valorizar a democracia e lutar pelo seu fortalecimento, separando que é falha ou despreparo pessoal do que é coletivo e fundamental para todos nós.

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Matando um leão por dia

“Em vez de matar um leão por dia, aprenda a amar o seu”

Outro dia, tive o privilégio de fazer algo que adoro: fui almoçar com um amigo, hoje chegando perto de seus 70 anos. Gosto disso. São raras as chances que temos de escutar suas histórias e absorver um pouco de sabedoriadas pessoas que já passaram por grandes experiências nesta vida.
Depois de um almoço longo, no qual falamos bem pouco de negócios mas muito sobre a vida, ele me perguntou sobre meus negócios. Contei um pouco do que estava fazendo e, meio sem querer, disse a ele:
-“Pois é. Empresário, hoje, tem de matar um leão por dia”.
Sua resposta, rápida e afiada, foi:
-“Não mate seu leão. Você deveria mesmo era cuidar dele”.
Fiquei surpreso com a resposta e ele provavelmente deve ter notado minha surpresa, pois me disse:
– “Deixe-me lhe contar uma história que quero compartilhar com você”.
Segue, mais ou menos, o que consegui lembrar da conversa:
“Existe um ditado popular antigo que diz que temos de ‘matar um leão por dia’. E por muitos anos,eu acreditei nisso, e acordava todos os dias querendo encontrar o tal leão. A vida foi passando e muitas vezes me vi repetindo essa frase.
Quando cheguei aos 50 anos, meus negócios já tinham crescido e precisava trabalhar um pouco menos, mas sempre me lembrava do tal leão. Afinal, quem não se preocupa quando tem de matar um deles por dia?
Pois bem. Cheguei aos meus 60 e decidi que era hora de meus filhos começarem a tocar a firma. Mas qual não foi minha surpresa ao ver que nenhum dos três estava preparado!
A cada desafio que enfrentavam, parecia que iam desmoronar emocionalmente.
Para minha tristeza, tive de voltar à frente dos negócios, até conseguir contratar alguém, que hoje é nosso diretor-geral.  Este “fracasso” me fez pensar muito. O que fiz de errado no meu plano de sucessão?
Hoje, do alto dos meus quase 70 anos, eu tenho uma suspeita: a culpa foi do leão”.
Novamente, eu fiz cara de surpreso. O que o leão tinha a ver com a história?
Ele, olhando para o horizonte, como que tentando buscar um passado distante, me disse:
– “É. Pode ser que a culpa não seja cem por cento do leão, mas fica mais fácil justificar dessa forma. Porque, desde quando meus filhos eram pequenos, dei tudo para eles. Uma educação excelente, oportunidade de morar no exterior, estágio em empresas de amigos. Mas, ao dar tudo a eles, esqueci de dar um leão para cada, que era o mais importante. Meu jovem, aprendi que somos o resultado de nossos desafios. Com grandes desafios, nos tornamos grandes. Com pequenos desafios, nos tornamos pequenos. Aprendi que, quanto mais bravo o leão, mais gratos temos de ser.
Por isso, aprendi a não só respeitar o leão, mas a admirá-lo e a gostar dele.
Que a metáfora é importante, mas errônea: não devemos matar um leão por dia, mas sim, cuidar do nosso. Porque o dia em que o leão, em nossas vidas morre, começamos a morrer junto com ele.”
Depois daquele dia, decidi aprender a amar o meu leão. E o que eram desafios se tornaram oportunidades para crescer, ser mais forte, e “me virar” nesta selva em que vivemos.
“A capacidade de luta que há em você, precisa de adversidades para revelar-se”.

Pierre Schurmann

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